Archive | November, 2011

Como nasce um look?

29 Nov

A pergunta é meio boba, e você pode responder de um jeito igualmente bobo: “Ora, abrindo o guarda roupa e escolhendo o que tiver mais a ver”. Sim, é verdade, escolher um look pode ser simples assim, mas se você gosta de moda (ou simplesmente curte roupas e procura compreender as proporções do seu corpo) montar um look leva em consideração uma série de variáveis. Para onde eu vou? Com quem eu vou? Que partes do meu corpo eu quero evidenciar, e que partes prefiro esconder? Que acessórios vão me ajudar a chegar nesse objetivo?

Daí que, nos primeiros meses de casa nova, eu não tinha um espelho de corpo inteiro. Então era complicado ter certeza se eu estava 100% legal, se aquela roupa não funcionava melhor na minha cabeça do que em mim, etc. Então, quando a dúvida era muito grande, eu simplesmente fotografava o look, de forma bem despretenciosa, só para ver o que o mundo estaria vendo quando eu saísse na rua, entende?

Eu achei essas fotos na máquina e achei que seria legal a gente analisar junto a construção desse look (que, no final, deu certo). Bora?

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Não tem um dia (exceto fins de semana) em que eu não entre em pelo menos um blog de moda. E daí que, de tanto olhar determinadas produções, eu fico com uma vontade danada de experimentar também – nem sempre com sucesso. Um exemplo é esse aí, usar vestido com uma blusa por cima, criando a ilusão de uma saia longa. Pfff! Ferrou! No entanto, antes de arrancar a roupa feito uma maluca, vamos ver o que não deu certo?

- Faltou cintura: a camisa do River é muito grande e, mesmo com o nózinho, fiquei super tábua

- A saia “pesca”: eu perco alguns centímetros de altura (uma tristeza pra quem só tem 1,62m)

- Faltou proporção: a saia é longa, a blusa é larga, o coletão por cima de tudo… não ornou.

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Tentemos de novo:

Então desenterrei esse macacão do armário. Vejam, um macacão saruel. Coisa ousada, coisa bunduda, coisa que pode deixar a gente se sentindo uma louca. Mas vamos. A primeira tentativa foi com um casaco mais longuinho, eu eu amo e quero sempre enfiar nas produções. Não deu certo.

- Culote grátis: o volume do macacão + volume do casaco resultaram em uma mistura desastrosa. A parte de cima, mais sequinha e com um pouco de colo à mostra, ficou desproporcional a esse quadrilzão. Resultado: tô parecendo um sino.

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Mas sou brasileira e não desisto nunca:

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Agora melhorou, né? Eu aceitei que ficaria naturalmente bunduda com esse modelo saruel e tentei reduzir ao máximo outros volumes adicionais. Mantive o colo à mostra (pra dar um efeito emagrecedor)  e coloquei também um cinto, para ficar mais violão. Na hora de sair eu dei uma leve dobradinha na barra do macacão, para dar um charme, coloquei uma bolsa pequena e prendi o cabelo em um coque alto. Aí ficou assim.

E aí, curtiram? Acham que eu deveria ter mudado mais alguma coisa?

Pelas ruas… 2ª edição

28 Nov

É sempre assim: eu imagino uma tag nova, anuncio a tag nova, e cadê de atualizar a bendita? Nada, dá uma preguiiiiça… Mas tudo bem, estamos de volta. Sentiram saudades?

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Esses últimos dias de primavera tem sido fartos de looks frescos e românticos. Tenho visto muitas meninas usando florais bem miudinhos, bermudinhas, saias rodadas e sandalinhas. Perto do meu trabalho, vejo muita gente andando de bicicleta (invejinha!) e usando vestidos e saias. Eu não tenho essa habilidade de ser feminina e delicada andando de bicicleta, mas acho bacana quem consegue, hahaha. No mais, nem sempre tenho coragem de fotografar o look alheio. Vamos aos looks de hoje?

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Olha que lindas essas duas amigas: uma bem romântica, de chapéu (alguém sabe qual é o nome desse modelo? Sou meio ignorante e só conheço panamá e fedora o nome é canotier, gente! Obrigada, M!) e vestido floral; a outra, mais urbana, com um vestido de poás bem juntinhos, que formam quase uma ilusão de ótica.

Adorei as duas! E vocês, preferiram qual dos dois estilos?

P.S.: Beijos, meninas, obrigada por posarem para a minha super câmera  meu celular!

Já notaram como o cabelo muda a gente?

24 Nov

Estava dando uma olhada nas imagens da Solange Knowles, irmã da Beyoncé, e notei que a moça, de irmãzinha que está à sombra da irmã diva, se tornou uma mulher de atitude, que não tem medo de ousar e experimentar combinações bacanas. Vocês já notaram?

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Antes, em um estilo meio Barbie, muito próximo ao da irmã

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Depois, misturando estampas afro…

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Investindo no turbante

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Em looks largo-largo cheios de classe…

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…em vestidos curtinhos cheios de bossa…

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... em editoriais modernosos…

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em um estilo completamente diferente da irmã!

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Daí pensei que com certeza mudar o meu cabelo contribuiu o meu estilo. Isso porque, quando eu cortei bem curtinho e comecei a usar o cabelo natural (isso foi láááá em 2004, se não me engano), de repente eu senti que tinha perdido uma parte do meu charme. Isso pq o cabelo comprido, principalmente o relaxado, serve como uma cortina no nosso rosto. A gente consegue até “se esconder” um pouco, jogar no rosto, essas coisas. Com o cabelo curto, parece que o seu rosto subitamente está cheio de defeitos, pq está lá, exposto. Ao mesmo tempo, o cabelo curto e crespo é puramente étnico, e esse estilo “África” de se vestir acaba sendo uma escolha natural – brincões grandes feitos de madeira, osso, sementes, colares mais pesados, roupas estampadonas – mas não precisa ser a única. O cabelo crespo natural chama muito a atenção onde quer que passa (não é exatamente uma coisa comum) e acho que isso faz com que a gente repense bastante o nosso estilo – quer coisa melhor?

Minhas dicas para as meninas que querem largar a química e cortar o cabelo mais curto:

♥  Não tenha medo de ousar! Não tenha medo de experimentar acessórios que você nunca tentou, roupas que achava ousadas demais… tentar não custa nada!

♥  Use lenços, fivelas, arcos, grampos;

♥ Não é pq o cabelo está mais curto que a atenção deve ser reduzida, hein? Passe ativador de cachos, redutor de frizz, finalizador.

♥ Geralmente vamos no caminho mais fácil e adotamos um brinco pequenininho. Pq não um grandão? Só pq o cabelo não está ali para esconder?

♥ Dê atenção especial ao rosto. A sobrancelha deve estar sempre em dia, e um pouco de rímel faz toda a diferença. Sem o cabelo na frente, qualquer marquinha faz diferença, então não esqueça de corretivo, base e pó. Olha o exemplo da Solange:

nem precisou de muito, né?

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E aí, meninas, como o cabelo influencia o estilo de vocês?

I’ve been there

20 Nov

Não tem como pensar na saga Crepúsculo e não lembrar dessas meninas. Eu contaminei cada uma delas com o vírus desse vício, e sempre chegava no trabalho comentando o capítulo que tinha lido na noite anterior. Com o tempo, descobrimos ter em comum também a paixão por Harry Potter, Glee, e outras bobagens juvenis que não condizem com a nossa idade. Juntas, fomos à estreia de Eclipse e do último HP. Dessa vez, para a estreia de Amanhecer, não poderia ser diferente.

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ó nois: Tati, eu, Marina e Teresa

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Eu e Marina fomos com camisetas temáticas e tivemos a idade mental rebaixada para 13 anos.

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Meu look foi esse aqui:

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Não dá pra ver muito bem, mas misturei os batons Be Bold, da Rimmel London, com o Ruby Woo, da MAC, e o efeito ficou um vermelho alaranjado com um leve efeito matte.

A saia eu peguei do armário da minha mãe e não tinha etiqueta. Camiseta Cafepress. Cinto C&A. Sapatilha Farm.

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Mas vamos ao que interessa. O filme. O penúltimo da saga (o último livro foi dividido em 2 filmes, como fizeram com o Harry Potter). O casamento. A emoção. Os spoilers (melhor parar aqui se quiserem manter o suspense).

Se vocês leram meus posts sobre os outros filmes (tem post sobre Crepúsculo aqui, sobre Lua Nova aqui e sobre Eclipse aqui) sabem que minha especialidade não é bem fazer resenha. Só falo de bobagens que me chamam a atenção, a começar por…

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Jacob

Apesar de pegar Edward sem pestenejar, eu sou team Jacob toda vida. Pensando em mim – e em todas as mocinhas que curtem o Taylor Lautner, o pessoal do filme já me abre com uma sequência do cara sem camisa aos 30 segundos de jogo. Foi um suspiro geral na sala de exibição. E convenhamos que, na falta de um cursinho de interpretação para Kristen e Pattinson, só sobra o Jacob como um ator razoável. Sério.

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O casamento

Já falei por alto que não devo casar na igreja, mas sabe? Adoro casamentos. É tudo tão lindo, com uma atmosfera de sonho e tudo mais. O pessoal da produção acertou em cheio na cenografia, e o figurinista do filme merecia uma medalha pela escolha do vestido de noiva – sim, pq alguém imagina a Bella casando cheia de frufru? Então. O vestido é fechadinho na frente e totalmente rendado atrás, naturalmente sexy, sem perder a delicadeza que a data exige.

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A família

Não encontrei uma foto decente dos Cullen, mas vai essa daí, com Irina e as irmãs acompanhadas da Esme. Fala sério. A impressão que eu tenho é que todo mundo ficou mais moreno, gente! O Carlisle não era loiro tipo sueco? A Rosalie não tinha um perucón amarelo? Trocaram tudo, sutilmente, mas trocaram. Cabelo do Edward também tá diferente, tomei um susto. A notícia boa é que finalmente trocaram aquela peruca da Alice, que mais parecia emprestada de um episódio de Hermes e Renato.

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A Lua de Mel

Tendo mais de dezoito anos, eu estava esperando as sacanagens – mesmo sabendo que, né, Stephanie Meyer é uma mulher religiosa e não daria esse gostinho. Mas tudo bem. Aparecem umas costas milagrosamente musculosas (desconfio de dublê, pq Robert é magricela e não engana ninguém), uns closes no rosto, uns beijinhos e corta! E de pensar que gravaram uma cena assim:

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opa! quando foi isso?? O google me enganou! Essa cena é de Across The Universe!

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A maquiagem da Bella

Acredito que o orçamento do filme só deu para contratar dois maquiadores: um fodão, para a maquiagem da gravidez da Bella, e um meia bomba, para o resto do elenco. Pq sério, minha gente, qual é o desafio de igualar a palidez do rosto com o pescoço? Alguém me explica? E as perucas/apliques, só rolou aquele de tic-tac. Rosalie tá sofrível. Enquanto isso, a maquiagem e os efeitos especiais da gravidez da Bella são de arrepiar, e ela ficou muito pior do que como eu imaginei ao ler o livro.

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No mais:

Há momentos de vergonha alheia como a cena em que os lobos conversam telepaticamente e há voice-over. Socorro!

Continuo adorando o pai da Bella. Deve ser o bigode.

O que é o lobo amigo do Jacob, aquele mais novo, o Seth? Um fofo e super natural. Bom ator, sem afetação. E a Leah, achei uma linda. Devem crescer bastante no próximo filme.

Bella sorri mais. Eu juro. Alguém deve ter dado um toque na Kristen. Encontrei até uma foto dela super felizinha! Seria terapia?

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Bom, é isso, gente! Alguém mais viu o filme? Comentem!

Igualzinho meu e seu*

17 Nov

O João é a parte erudita do casal. Enquanto eu gosto de Hanson, ele fala de John Coltrane, de CSNY, de Tom Jobim. E daí que, no fim das contas, ele sabe todas as letras do Hanson, enquanto eu aprendo um pouco de blues jazz. E é aí que está a magia de nós dois.

Daí que dia desses ele me mandou uma mensagem assim: “quer ver um balé no Municipal?”, e é lógico que eu topei. Ele comprou ingressos para a apresentação de Romeu e Julieta assim, espontâneamente, pq estava passando na frente do Theatro. Veja só se isso não é ser erudito, gente.

No fim de semana da apresentação, calhou de ser também aniversário de uma grande amiga nossa (beijo, Tatinha!) e, depois do balé, iríamos para a festança. Imagina o desafio da Shopaholic: estar erudita e popular ao mesmo tempo. Usar uma roupa que não pareça mulambenta em um balé e, ao mesmo tempo, confortável para enfrentar ônibus, metrô e não ser vista pelos amigos como aquela que chegou do Baile do Met.

Acabei indo assim:

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Esse é um dos vestidos que comprei no Bom Retiro. Incrível, todo de renda e com uma barrinha de tule bem fino. É arrumadinho, cheio de detalhes. Por isso achei que não precisaria de mais acessórios além das argolas douradas – nem cordão eu coloquei, e olha que sou viciada! O máximo de adição foi a pulseira baaapho da Anita Bunita. Acabou ficando um look delicado e que combinava com o clima romântico do Theatro Municipal e do balé.

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No mais, o balé foi lindo, minha gente. Mesmo com umas partes meio “Trapalhões”. Juro! Eu preparada para me debulhar em lágrimas (o que de fato aconteceu) e rolavam umas cenas de palhaçadinhas. Nota mental: ler a obra original, vai que tem trechos realmente de comédia e eu não sabia? (Sou daquelas que AMA a versão do Baz Luhrmann com o DiCaprio, beijos).

Para quem não é do Rio, vale a pena também conhecer um pouco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das nossas construções mais maravilhosas. Foi recentemente reformado e nunca esteve tão lindo.

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Vestido KWi (Bom Retiro). Sapatilha Shop 126. Pulseira de franja Anita Bunita. Bolsa comprada no Bom Retiro.

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*Daniela Mercury, tamo junto!

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P.S.: Já está querendo adiantar os presentes de Natal? A garimparia está cheia de novidades! Tem o famoso colar de sal grosso para afastar mal olhado (virou mania aqui no Rio!), brinco de coruja cheio de brilhos e até anel de gatinho!

Sexta!

14 Nov

Daí que Arthur, Trillian e Ford encontraram um cara muito louco vagando sozinho no espaço. Seu nome era Prak e ele tinha estado em um tribunal. Nesse tribunal, o réu foi obrigado a tomar o soro da verdade, mas eis que esbarraram no braço do médico e ele tomou soro demais. Perguntaram a ele sobre tudo, sobre o Universo, sobre o sentido da vida, a origem das coisas. E o homem falou. Falou e falou.

_ Coisas horríveis, incompreensíveis! – gritou Prak – coisas que deixariam qualquer homem louco!

Olhou para eles assustado.

_ Ou, no meu caso – acrescentou – meio louco. Sou um jornalista.

_ Você quer dizer – perguntou Arthur, baixinho – que você está acostumado a se defrontar com a verdade?

_ Não – respondeu o outro com seu semblante franzido – Quero dizer que inventei uma desculpa e sai mais cedo.

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Então é isso, gente, véspera de feriado é tipo sexta. Tô partindo. Aproveitem e até quarta.

Beijos,

Laranja com Azul

10 Nov

Quando eu era pequena e me perguntavam qual era a minha cor preferida, eu sempre dizia que era amarelo. Respondia isso por achar que ela tinha tudo de bom que uma cor poderia ter: era viva, alegre, transmitindo luz. Chamava a atenção, enfim. E assim foi por um tempo.

Passei por uma fase em que eu odiava marrom. E preto. Achava cor de cocô. Mortinha, sem sal.

Houve um momento em que detestei rosa. Coisa de paty, coisa de barbie, coisa de lôra. Aí não usava nem por um decreto.

No entanto, tudo isso passou pq, né, eu cresci um pouco. Daí que a gente vai se relacionando com as cores de uma forma menos infantil, menos preconceituosa, e hoje tem até espaço pra cor-de-burro quando foge no meu armário. Lógico que sempre teremos nossas cores favoritas, mas experimentar, ousar e misturar é a fórmula da minha felicidade, e acho importante para todo mundo que gosta de moda e de se divertir com ela. Por isso, aos poucos (tô devagar, quase parando com as atualizações, né?), vou mostrando as misturinhas que tem me feito feliz por aqui.

 

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Para quem gosta de ousar, o laranja está na medida. E para quem quer doçura, um azul assim, mais clarinho, é ótima opção. Misturar os dois é o que tenho experimentado nesses dias quentes (!) que chegaram de vez no Rio.

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No mais, tenho que agradecer à Santa Lua Crescente, pq meu cabelo tem crescido feito grama! Lembram como eu estava desesperada na época do corte? Três meses depois, ele já “assentou” e tomou jeito. O próximo passo é retocar as mechas, oba!

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Vestido Lucidez. Lenço Langak. Sandália Imporium. Bolsa comprada no Mercado de San Telmo, em Buenos Aires. Cinto Zipper Zipper.

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E vocês, que cores tem experimentado?

Não façam isso em casa

5 Nov

Vocês mães de crianças lindas, vestidas de forma com suas roupinhas fofas, já pensaram em algum momento: “ai, tomara que minha filha seja uma criança estilosinha, etc e etc”? Não mintam, até eu já pensei nisso, e olha que estou longe de ter filhos any time soon.

Mas então. Não queiram ter uma filha assim:

 

 

Pq, tipo assim, HELP. Nem Raul Gil aguentaria.

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(wouldn't it be, like AMAZING to shut up her?)

Falou a crítica de cinema : Entre Segredos e Mentiras (All Good Things)

1 Nov

Foi só assistir a Blue Valentine (Namorados para Sempre, tradução enganosa que merecia estorno da entrada) com a minha amiga Rê para ter uma paixonite pelo Ryan Gosling. Ele é um excelente ator e todo lindo e tem uma cara que é um misto entre cachorro que caiu do caminhão de mudança e cenho franzido de quem está puto com alguma coisa. Ótimo.

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Daí que fui com o João assistir Entre Segredos e Mentiras (All Good Things, no original), filme que é a perfeita alegoria da mutação de “cara de cachorrinho” para “permanentemente puto”. O filme é baseado na história real de Robert Durst, um milionário que casa com uma mocinha humilde, resolve viver a vida perfeita, fugindo da fortuna do pai, mas não consegue fugir do seu passado (já posso fazer sinopses pro SBT?). O cara é totalmente perturbado, tem crises de raiva e quem sofre é a mulher que, depois de uma briga, desaparece.

Por motivos legais, o personagem principal, interpretado por Gosling, se chama Daniel Marks. Sua esposa, Katherine Marks, é interpretada pela linda (acho-a linda, João não curte) Kristen Kirsten Dunst. O patriarca da família Marks é Frank Langella.

Vamos lá: o filme vale pela primeira metade. A reconstituição de época dos anos 70 é bacana, o figurino da Kristen Kirsten é fofo e o cabelo do Ryan é ridículo. As interpretações também valem a pena. O Ryan se transforma do nada e a Kristen Kirsten tem um sofrimento calado que é imbatível. No entanto, na segunda metade a coisa desanda. O filme fica arrastado, chato. A maquiagem é um terror, e o envelhecimento dos personagens é risível. Ao tentar explicar o inexplicável, o diretor se complica. David Marks é surtado por quê? Os argumentos me parecem vazios.

Resumindo: vale pelo Ryan, pela Kristen Kirsten Dunst e só. Deveria ter dado duas estrelas e meia, mas como tem cenas sem camisa de ambas as partes, acho que vale mais meia estrela.

E falou a crítica de cinema.

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Ryan não merecia esse cabelo tosco.

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figurino bacaninha, reconstituição interessante.

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e sofrimento.

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e a péssima maquiagem de envelhecimento. FIM.

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