Não adianta conselho de mãe, cabelereiro, revista feminina, blog, nada. Quando a gente encasqueta que quer fazer alguma coisa no cabelo, a gente faz – mesmo que o arrependimento chegue antes mesmo do cabelo secar. É quando o Momento Cabelón acaba virando um Momento Simata.
Eu já passei por isso, minha mãe já passou por isso, você provavelmente já passou por isso e a leitora Lu Gama também. Ela me mandou um e-mail com o assunto “Momento Cabelón Trash” e eu chorei de rir, porque já passei por isso inúmeras vezes nos últimos 10 anos. A palavra (hilária) é dela!
Olá, sou Lud
Adoro seu blog. O momento Cabelon é super útil para os desabafos das desesperadas como eu, que assume e desassume os cachos.
Eu já havia sido vítima da progressiva, logo que começou essa praga dos infernos. Aí, quase fiquei sem cabelos e fiz aquela conhecida promessa de que, jamais, em tempo algum, nunquinha, never voltaria a alisar os cabelos.
Eis que estou quieta em casa, zapeando na internet quando pisca na minha tela uma tal de ESCOVA PLÁSTICA, a nova revolução, blá, blá, blá, sem formol, sem química, que trata, fortalece, tira o volume, cura H1N1, tira mau-olhado, afina a cintura, etc… Quase que instantaneamente, lá estava eu no site dos correios, rastreando o meu pedido da escova miraculosa …
Iludida é a pior raça de mulher, né? Se aparece uma japonesa no rótulo do produto, já dava pra saber que tinha algo errado porque as japas tem cabelos lisérrimos, sem volume, brilhantes de nascença.
Mas, com fé na humanidade, assim que chegou meu produto corri pra casa de mamy, pra testá-lo imediatamente.
Sentei na sala, meu filho e minha mãe assistindo TV, meu irmão no quarto, pensei: vou passar aqui dentro mesmo porque não tem química, nem formol, nem nada, é praticamente comestível essa escova…
Abri a embalagem do produto e dei aquela cheirada. Cheirosa demaaais, essa é das boas! Sem luva, fui encharcando a mão e passando nas mechas do, já lavado 3 vezes, pixaim. As moças cantando no programa de calouros da TV e meus olhos enchendo d’água: Deve ser emoção mesmo, porque a coisa não tem nem formol!! Dali a pouco, o olho começou a ficar apertado, ardendo, me mudei pra varanda, abri a janela que dá pra rua, e falta de ar, e mais ardência, mas é assim mesmo, deve ser mentolada essa coisa!
Olhei pra dentro e minha mãe já estava com a gola da blusa tapando o nariz, caçando o ventilador. Eu, com o secador em punho, comecei a secar o medonho, e subiu um fumacê daqueles de quando cai avião…. Não ficou nenhum pombo no telhado. Terminei de secar e liguei a chapinha. Na primeira mecha, quase desmaio com o cheiro. Olhei pra dentro de casa, vi mamy passando com o meu guri enrolado numa toalha, correndo pro quintal. Meu irmão já estava lá no meio da rua…
Resolvi lavar as mãos e respirar um ar, mas quando vi que meus dedos estavam engelhados, resolvi mesmo tomar um banho. O resultado: é a mesma porcaria da velha progressiva, com aroma e nome novos… Com o tempo, a ponta vira uma palha, nem manteiga de garrafa hidrata o negócio…
E lá vou eu pra mais uma promessa de nunca, nunca mais… até surgir a próxima panacéia.Bjs, adoro seu blog, é engraçado e sem frescura!
.
UHAUHUAHHAUHAUHAUHUAHUHAUHAUHUAHA
Lu, quem te adorou fui eu, ri tudo de novo agora! A gente não é mole, né?
Beijos














taí um homem de poucas palavras.










