Chegou a vez da Lidiane!

Gente, hoje quem conta a sua história capilar é a Lidiane, que mora em Malmö, na Suécia, com o maridão. A história dela é bem legal, a Lidi praticamente passou por todas as “opções” oferecidas normalmente aos cabelos crespos. No entanto, precisou que o marido dela, que é estrangeiro, falasse que seus cachinhos eram lindos para que ela recorresse a um outro caminho. Me lembrou um pouco a história da Manu, vocês lembram dela?

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Minha história capilar começa bem cedo, aos 6 anos creio eu qdo minha mãe de tanto ouvir que meu cabelo ia ficar liiiiindo resolveu sucumbir às pressões alheias e me passar henê.  A primeira reação dele foi, claro, quebrar todo.  Meu cabelo sempre foi muito crespinho e fino, não agüenta esses trancos.  Ainda assim levou muitos anos pra eu chegar a essa conclusão.  O henê fez parte da minha vida (junto com bobes, babylisses e escovas modeladoras, que eu aprendi a usar sozinha já antes dos dez anos de idade) até minha adolescência.  Depois disso uma outra novidade veio revolucionar a minha vida: o alisante!  Finalmente era possível tingir meu cabelo de outra cor que não o preto.  Não que tivesse feito muita diferença dado que a cor escolhida foi o castanho-escuro. 😀


Com o tempo e uma garrafa amarela de tampas e letras vermelhas chamado Care Free Curl Gold eu descobri que meu cabelo podia fazer cachos.  Adeus bobes, adeus cabelo meio liso, meio armado.  Foi a primeira vez que usei um ativador de cachos, quando ainda nem sabia que o nome era esse.

A onda do permanente eu pulei só porque eu ia ter de cortar o cabelo todo pra poder começar.  Nem nas muitas vezes em que ele quebrou e eu tive que cortar bem curto eu considerei o permanente pelo tempo de chá de cadeira no salão que isso envolvia.  Não.  Parti direto pro relaxamento.  Esse me acompanhou o resto da minha vida adulta.  Até eu passar por um daqueles ciclos qdo o cabelo enfraquece, não poder fazer nada e ter de cortar tudo.  Daí eu dei uma chance pro permanente.  Até gostei mas ainda assim foi uma chance só.


Voltei a fazer relaxamento.  Nessa estrada toda foram-se 18 anos.  E em toda essa metamorfose de cabelos eu encontrei meu namorado que é na verdade o maior responsável pelo meu look atual o que dá uma outra história.

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Depois de 1 ano e meio de namoro nós fomos morar juntos e aos poucos ele começou a acompanhar o “processo” pelo qual eu tinha de passar a cada 3 meses.  Intrigado perguntava porque eu “matava” me cabelo, porque eu não deixava ele respirar e etc.  Eu achava que ele não entendia por nunca ter tido proximidade a alguém com cabelo étnico e pra mostrar pra ele que ele só entendia de cabelo de viking fui eu bem pirracenta deixar meu cabelo crescer sem química.  Passei bem uns 2 anos e meio trançando e retrançando.  Nesse ínterim comecei a buscar na net fotos de meninas que tinham passado por esse mesmo processo de quase redescoberta.  Acontece que quem se convenceu fui eu que dava pro meu cabelo viver em paz sim, e que eu até podia passar alguma química mas ia ser só se eu quisesse, pra obter um certo look que só fosse possível através de química e não porque eu realmente PRECISAVA.  Aliás depois disso eu percebi que precisar, precisar ninguém precisa.  Pode ser a ferramenta pra ter o cabelo de uma certa forma, mas precisar, de necessidade mesmo foi uma idéia passada de geração em geração e hoje todo mundo acredita sem nem saber o porquê.

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Voltando ao assunto o cabelo que eu mais gostei na minha vida foram as tranças por me poupar uns bons minutos de styling e me dar uma liberdade enorme e me economizar os bad hair days.  Mas curto muito os meus cachinhos hj e me sinto uma tonta por ter corrido tanto atrás de algo que eu já tinha naturalmente.

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Até agora AINDA não escutei nada bizarro (negativo) a respeito do meu cabelo.  Só uma chinesa que perguntou o que eu fazia e ao me ouvir dizer que “Nada, ele é assim” ela me abre um sorriso e diz: “Que sortuda, nem precisa gastar dinheiro com permanente!”. Tava até meio receosa de ouvir todo tipo de piadinhas ao voltar pro BR mas até que também foi tranqüilo (tem trema ainda? Preciso urgentemente de uma gramática!).  Aliás outra coisa bizarra era eu aparecer sem tranças de um dia pro outro e me perguntarem porque cortei meu cabelo.  Tinha gente que realmente acreditava que era tudo meu!

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25 thoughts on “Chegou a vez da Lidiane!

  1. Pam says:

    Caramba… adorei a história!
    Assim, como a Lidiane, sou negra (com mt orgulho) e tenho cabelos grandes porém relaxados (de 2 em 2 meses no BN).
    Depois de tanto “estica e puxa”, guanidina pra lá e pra cá, meu cabelo começou a cair drasticamente.
    Sempre gostei de cabelo grande, então pra não sofrer om o impacto de “rapá careca” e deixar o cabelo crescer normalmente, comecei a trançá-los.
    Se tem uma coisa que eu realmente recomendo para quem deseja ter um resultado rápido de crescimento de cabelo é trança… realmente vale à pena!Enfim… depois de uma ano apenas trançando e cortando as pontinhas, resolvi ir ao Beleza Natural.
    Tudo ótimo, beleza! Até que meu cabelo começou a cair e como eu já li nesse blog, qnd o cabelo começa a cair, caiu!.. perdei playboy!!
    E está caindo até agora. O problema é: meu namorado é alemão, em breve (provavelmente início de 2012)eu irei morar lá e eu já estou desesperada com o que eu irei fazer no cabelo!!
    E isso realmente me deixa nervosa,, pq sou vaidosa, gosto do meu cabelo black mas não tenho nenhuma coragem de refazer esse processo. A verdade é que preciso de coragem pq vergonha na cara eu já tenho..hahah.. já sei oq passei e não quero que isso se repita.
    E esse texto todo é só pra dizer que eu adorei a sua história Lidi(vc poderia até me passar o seu email pra gente ir batendo um papinho hein?!rs)e que eu adoro o seu blog Fê!
    Beijos

  2. Fernnandah Oliveira says:

    A amiga acima é forte! Eu não suportaria deixar meus cabelos assim lindos como o dela não. Faço relaxante no Beleza Natural, a cada três meses e mantenho meus cachos com muitas hidratações.

  3. Pingback: Felipe Neto
  4. Alee says:

    Aí que linda história. Pena que o meu cabelo nunca fez um cachinho na vida. Ele é uma massa volumosa sem forma. Tentei ajeita-lo por anos sem utilizar química. mas só vivia preso em rabos de cavalo.Passava horas enrrolando cachinho com os dedos, mas eles soltavam e ficava só o volumão.
    Agora sei que fica melhor com escova progressiva. Talvez fique bom tambem com permanente. Já que o meu é o meio do caminho, nem liso, nem cacheado.

  5. Bel Sant' Anna says:

    Adoro seu cabelo, Fê! E tb preciso dizer q o henê faz parte da minha vida. Usava quando pequena mas fazia efeito na época o que não faz mais hj. Estou começando a gostar do meu cabelo que gosto bem preto e liso. Ele é crespo mesmo não faz cachinhos o que me obriga a “produzir” algo pra ele. Daí, eu prefiro usá-lo liso que me dá menos problema. Adoro cachos hj e assumiria eles se tivesse.

  6. Lidi says:

    Ai, que máximo! ficou lindo, obrigada.

    Obrigada pelos elogios tb! 😉
    Pessoalmente eu estou bem satisfeita e se eu soubesse que meu cabelo era assim já tinha parado de fazer química há muuuuitos anos. 🙂

    Beijos

  7. Lidi says:

    Eu não sei se ficou claro mas o “obrigada pelos elogios” foi pra todas essas meninas fofas que comentaram, estou me sentindo, sério.

    Pam, meu email lidien at gmail . com

  8. fernanda says:

    Toda vez que eu vejo alguém assumindo o cabelón, tenho mais certeza que relaxamento NÃO FAVORECE ninguém. Desistam todas, já. Parabéns Lidi, vc é linda, arrasando nazoropa. Bjp

  9. Érica says:

    Adorei ver a história da Lidi aqui. Sempre vejo suas dicas e comentários na comu no orkut, mas nunca tinha visto o histórico de seu pixaim.
    Sem dúvida o cabelo natural fica muito melhor, muito mais bonito.
    Tbm amo muito meu NATURAL HAIR!!!

  10. Cecília says:

    putz… Lidiane, Care Free Curl Gold foi o 1º produto da minha vida tb! depois veio o Toin, e depois eu descobri q ñ gosto do efeito molhado.
    Alee vc descobriu a melhor definição p/ o meu cabelo: massa volumosa sem forma.
    Eu relaxo e sou mto insatisfeita. Primeiro pq nunca ficou como eu desejo, segundo pois sou escrava da escova e gasto baldes de dinheiros, e ele tem aquela cara “engessada” meio beiçola, e quando molha acabou-se. Sem ecova fica com aquela cara meio espantalho meio chucky.
    E sempre tem aquela quebra fatídica e drástica que pelo menos uma vez por ano ocorre e pede um corte radical.
    Só que eu ñ tenho coragem de assumir o black; sabe aquela sensação de que eu sou diferente e todo mundo tah me olhando e eu fico fora dos padrões “carioca bonita do cabelo saído da praia” (coisa que eu nunca serei! hehe), então tenho medo de ficar “exótica” em excesso. Mto conflito pessoal Jesus!
    Mas amei o post, deu vontade de revolucionar.

  11. Layla says:

    Gente, mas a Lidiane ficava linda de trança… Eu também resolvi assumir os meus cachos… e quer saber… Bem que nós fazemos…
    Cabelo cacheado tem personalidade… =D

  12. Fezinha says:

    Genteeeemmm!!! Vi o post novo, mas logo vim aqui comentar primeiro (sem desmerecer seu casaco de oncinha Fer! rsrsrs).

    AMEI esse cabelo assumido!

    Lidi, se vc por acaso ler esse comment, saiba que na minha humilde opinião vc fez a melhor coisa que poderia ter feito por vc mesma. Suas fotos com relaxamento de deixavam com carinha de “mais uma na multidão”, enquanto esse cabelão afro todo prá cima te deixou com cara de diva, de cantora americana, de negra européia, sabe? Que TUDO! Olha que coisa mais linda aquela foto em preto e banco…jamais teria o mesmo impacto com o cabelo relaxado. As tranças são uma opção bacana tb, mas a verdade é que eu adoro um cabelo afro todo prá cima. Acho tudo de étnico chic…lindo de morrer mesmo!

    Super parabéns! Já puxei super o saco, mas preciso dizer que vc é linda. E assim como a Fer, deve surpreender ainda mais “ao vivo” (pq eu quase caí de costas qd vi a Fernanda, e minha mãe até hj fala da beleza impactante dessa moça linda!).

    Beijo prás duas!

  13. Tidi says:

    lidiane, o seu cabelo é lindo de morrer! as trancinhas também ficaram show! 🙂

    fe, to sempre acompanhando o seu blog daqui de barça. cheia de saudades! beijao

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