Retrô, mas nem tanto

Comentei com vocês outro dia que estava muito ligada a peças retrô. Mais do que isso, a toda uma estética mais antiga; acho interessante pensar em como viveríamos em outra época, com outros pensamentos, outro modo de vida. No dia em que comprei meu reloginho vintage, na Feira de Antiguidades da Praça XV, estava aberta a encontrar muitos achadinhos, muitas coisas interessantes para a minha futura casa, sabe. Ilusão. Cheguei tarde e muita gente já tinha desarmado as barracas. Aliás, vamos ser bem claros: a Feira da Praça XV, que acontece todos os sábados de manhã, é um baita dum refugão.

Tem gente vendendo celular velho, óculos quebrados, boneca velha com cara de brinquedo assassino, enciclopédias do tempo do onça, é uma bagunça. Muitos dos vendedores são pessoas muito humildes que vivem daquelas doações que vendem. O lugar mesmo, perto da saída do Mergulhão, é sinistro, você fica com um pouco de medo. Eu tinha acabado de sair do trabalho e estava toda linda de vestidinho e sapatilha, então claramente eu não parecia pertencer àquela xepa. Me ofereceram todo tipo de coisas. Eis que, numa barraquinha mais humilde, vi essa revista:

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Os donos da barraca estavam com uma super cara de chapados.

_ Leva a revista, morena. Pode levar pra você.

_ Mas quanto custa, moço?

_ Custa nada não. Você é linda.

_ Ah, brigada. Mas não tem preço?

_ Não, eu quero que você leve. Você é um espírito de luz. Estou vendo daqui.

_ (rindo) Obrigada. Aceita um real pra alimentar o espírito?

_ Pô, valeu.

Nem só de luz vive o homem, né?

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Mas então, voltando à revista. É uma revista de culinária, eu mal cozinho miojo mentira, aprendi a fazer risoto e o namorado aprovou! Mas vá lá, eu não queria as receitas. O que eu tava de olho era nos anúncios, nas fotos… Tem bastante coisa bacana:

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Primeiro eu adorei o vestidão da moça, todo Flower Power, depois fui procurar saber mais sobre a Regina. Descobri que ela foi musa do Glauber Rocha, era da alta sociedade e tinha residência em Paris. Morreu em um acidente de avião na década de 70. Mais informações sobre ela, aqui.

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Adoro quando colocam as gírias entre aspas. É tão engraçado!

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 Gente, o quão machista pode ser esse anúncio? Como assim, se vc não souber cozinhar, seu marido vai te largar, é isso? Melhor seria contratar uma cozinheira, né?

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Já esse estilo eu A-MO! Muuuito rímel, inclusive nos cílios de baixo, e brincos chamativos, mas curtos! Comprei um de flor por R$ 3 no camelô, mostro pra vocês assim que usar.

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Não sei de quando é a revista (não encontrei em página nenhuma! Algumas estão faltando), mas esse comprovante, perdido no meio das páginas, me diz que ela deve ser de meados da década de 1960:

 

Mas Fernanda, você viveria em outra época?

 

Olha, acho que não. Nos anos 60, o machismo era regra, a gente vê pelos anúncios, pela figura da mulher na sociedade mesmo. Isso sem contar que o Brasil vivia uma Ditadura das mais violentas. Lógico que teve muita coisa bacana na época, como os Beatles, o Cinema Novo do fim da década de 50, a Tropicália mais na frente – acho que a produção cultural da época supera a atual em muitos aspectos – mas eu acho que sou uma menina que pertence a esse tempo pós-moderno. Me identifico com as crises, com o medo do apocalipse, mas também com a queda de barreiras (de preconceitos, de formas de pensar, de fazer diferente mesmo), com o consumismo, com a dupla jornada da mulher, com o aquecimento global e com os pensamentos sustentáveis, com a comunicação de massa, com as modas tão efêmeras que vão e vem. Sou uma mulher do agora, e espero que o futuro sempre traga conhecimento, assim como o passado nos traz aprendizado.

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E vocês, viveriam em outra época? Qual?

25 thoughts on “Retrô, mas nem tanto

  1. Luciana says:

    Ah Fê… com certeza eu viveria sim!! Nos anos 60 eu viveria feliz e bela!!! =)
    Já que eu não posso voltar ao passado eu sou fã de garimpar coisas vintage e retrô dessas época passada.
    Bom, é só olhar no meu bazar online o tanto de coisas vintages que eu coloca à venda lá! hahahahahaha
    ★.•*¨)★.•*¨)¸.•*¨)
    (¸.•´¸.•*¨)★.¸.❤❤Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ ♥ ♥ (¯`•´¸.¸.☆¨¯`♥¸¸.¸.☆❤ •´¸.•*´¨) ¸.•*¨)★

    Bjs :-*
    Luciana
    http://www.bazardaslulitas.blogspot.com

    “A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, no corpo que carrega, ou na forma que ela arruma o cabelo.
    A beleza de uma mulher deve ser vista pelos seus olhos, porque essa é a entrada para o seu coração, o lugar onde o amor mora.”
    (¸.•´¸.•*¨)★.¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) ¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨)★

  2. Joyce says:

    Olá Fe! (to me achando intima ne!)adoro seu “brogui”! Fazem meses que aki é uma das minhas passadas garatidas qdo estou navegando na net e caramba!, ate hj existe a associação das cegas… (pessoa mega atoa, resolvi pesquisar, sabe!) Eu facinho, facinho viveria em outra época, mas tbm nao seria nos anos 60! muito machismo mesmo! Quem sabe em 70 ou 80. Bjão

  3. Manu says:

    Amiga,

    Se eu vivesse nos anos 60, ia estar numa vibe não muito maneira estilo Anos Rebeldes, eu acho… Não sei, algo me diz que não me favoreceria. Hahahahahaha. Estou muito feliz na época atual. Se hoje em dia ouvimos comentários do tipo “quantos homens você pega por semana?”, imagina nos anos 60… Senão fosse pela ditadura, seria presa em casa pelo meu marido.

    Enfim, mas a revista é lindona e a estética também!!😀

    Besos!

    PS: Vc não comentou que logo depois nos esbarramos numa vibe super novela-você-por-aqui-? e tomamos uma cervezita naquele sol escaldante da nossa querida Ouvidor.

  4. Renata Guimarães says:

    Fernanda,
    Eu não sei se viveria em outra época..gosto dos anos 50, mas não me imagino sem essa tecnologia toda de hoje.Mas o exercício de se imaginar nelas é muito legal e nos enriquece.
    Adorei as fotos da revista.. A propaganda da revista jovem e aquela machista então, são demais! Quando eu era mais nova, minha vó dizia que “o homem a gente agarra pelo estômago” rsrsrs
    muito legal o seu post!
    beijocas,
    Re

  5. Nina Sanchez says:

    ARRASSSSSOUUU!!!! Por isso que eu AMO vir aqui – nem sempre comento – mas sempre me divirto!

    Olha, qd eu estava na facul, costumava dizer que viveria na época Imperial, pq amooo aquela “rouparada” toda, com aquela cintura de vespa, aquelas perucas, aqueles tecidos e tal, buuuuuuuuttt, como sou pretinha, certeza que seria escrava, iria pro pau de arara rapidinho por motivos de fuga, rebelião e negação de serviços domésticos! hauhauhahhuaauhauhuahuahuhauhauhauhauhauhauha sendo assim, prefiro hoje… a cintura de vespa resolvo com um booom corset, e o resto a gente adapta! huahauhauhuaha
    beijooos

  6. Rejane Lima says:

    Viveria sim.Inclusive nos anos 60.Havia ditadura e machismo,mas nao havia tanta criminalidade, levianismo, coisas como pedofilia. Certamente havia pedófilos, criminosos,mas esses nao cometiam as atrocidades tao cotidianamnete como hoje e os medos outrora também nao eram tao cotidianos.Uma época em que agradar, servir o marido nao era visto como humilhacao para uma mulher e os casamentos duravam mais. Nao sou a favor do machismo, mas também nao achoq ue cozinhar e cuidar d eum homens eja uma tarefa árdua e humilhante. Acredito no casamentoq ue ambos se cuidam e cada qual na sua maneira. Cada sexo tem suas fragilidades e fortalezas, cada ser humano tem oq ue oferecer, dar e receber. Qdo damos, doamos, fazemos pelo outro estamos amando e somos felizes. “Há mais felicidade me dar doq ue em receber” , diz a bíblia s etodos os casais soubessem disso e s epreocupassem menos com machismo, feminismo , o que é “In” ou ” OUt”, “moderno” ou antigo”, os casamentos nao s eriam tao egoistas e as famílias tao fragilizadas. Moro na Alemanha e aqui a smulheres cozinham para os maridos e os maridos consertam coisas pela casa, ambos trabalham ouq do tem filhos a mulher fica em casa e cuida da scriancas, pode tambem acontecer o inverso. Ninguém se sente mal por isso. Machismo para mim é qdo a mulher é desvalorizada, desrespeitada, ou qdo ela mesmo se desvaloriza à degradacao e se compara aoq ue o homen faz de degradante e que nao deveria existir nem no homen e nem na mulher.Enfim nao tenha vergonha de cozinhar para os eu marido e nem ele deveria ter d efazer o memso por vc. bj

    • Fernanda Alves says:

      Oi, Rejane, tudo bom!
      É complicado dizer que em uma outra época não existia pedofilia como existe hoje. O ser humano pode ser muito cruel e sádico, e isso independe da época, infelizmente. O que acontece é que nem tudo o que acontecia era noticiado, até mesmo pelo regime ditatorial que vivíamos na época.
      Já sobre cozinhar para o marido, cuidar da casa, eu não tenho nada, nada mesmo, contra. O que eu acho um desrespeito é achar que isso é um DEVER da mulher. Um dever da mãe para com os filhos e, quando eles crescem, um dever da esposa. Como se o homem fosse incapaz, sabe? Veja bem, eu não sei cozinhar. Lógico que eu quero aprender, mas não acho que isso seja um predicado da mulher, algo indispensável para a felicidade doméstica. Meu namorado, por exemplo, adora inventar uma receita e ajuda em tudo. Jamais conseguiria ficar com um cara que, ao chegar do trabalho, sentasse no sofá, pegasse uma cerveja e, oi? esperasse ser servido.
      Acho que um casamento é uma troca, e na década de 50, 60, não era bem assim… a impressão que eu tenho é que ao homem cabia sustentar, enquanto a mulher deveria ser eternamente grata e servir. Ruim, né?

      Beijos e obrigada pelo seu comentário sincero aqui no blog.

  7. Loli says:

    Eu amooooooooo essas coisas antigas, mas coisas antigas que tragam alguma história, não é um pedaço de roupa de 30 anos, velho, que nego vende como “vintage”. Adoro essas revistas antigas, na casa de minha vó tem várias pilhas de revista Veja muuuuito antigas, desde a década de 60… ela não jogava fora, empilhava lá… hahahaha. Muito bom. Ver esses merchandising é o melhor. E também ver notícias históricas sendo dadas como furo de reportagem…

  8. bia aparecida says:

    Oi Fê,
    seu blog é realmente bom demais. Nunca achei que fosse gostar tanto de ler um blog sobre moda (li um monte de posts até uns bem antigos, falando sobre navy), divertidíssimo. Consigo imaginar essa cena do diálogo e a sua cara ao receber o “presente”. Me faz lembrar do episódio “novalgina é dipirona sódica” com a Thaís na Lapa.
    Um beijo!!
    saudades!
    quer dizer então, que eu nunca mais vou te ver com aquela clça jeans de nova york, mega ultra super larga, ou com aquelas outras roupas estilosas que só vc tinha? puxa vida, vc cresceu, né, Fê?

    Bia

    • Fernanda Alves says:

      Eeeeee, Bia!

      Não conheço essa história da Novalgina não, mas se tratando da Thaís, deve ser engraçada!

      Sabe que minha calça jeans de NY ainda está guardada? Qualquer dia volta à moda e eu vou arrasar.

      Beijoca,amiga!

  9. Ana Carolina Maciel says:

    Fê, adoro seus posts! Acho que só você dá essas diquinhas sobre o Rio, coisas dessas feirinhas de antiguidades. E olha que achado essa revista! Não se se compraria, pq né, só de pegar nela já me dá crise de alergia (a fresca). Mas morri de rir com os anúncios. “iê-iê-iê”, “na crista da onda”, “garôta”, “maquilagem”! Meu Deus! Hauahauahuahauahauhaua… acho lindo essa “maquilagem” dos anos 60, esse cabelão volumoso, com o olho super delineado, bem preto, estilo Twiggy. Looosho.
    Sobre viver em outra época, sei lá, sabe. às vezes dá até uma invejinha, pq veja só, hj em dia a mulher tem que ser bem sucedida no trabalho, ser boa mãe, estar em forma e ainda por cima ser boa dona de casa…antes ela só tinha que ser boa dona de casa. Olha que moleza! hahahahahahahaha

    Bjus

  10. marcela says:

    SÉRIO, Fer???? Quando vc vai parar de fazer posts tão legais? Deus queira que nunca!!!

    Mas respondendo a sua pergunta, eu não sei se viveria lá mas sou fissurada na época de Mad Men ( o seriado, que aliás devia virar tema de post inspiração). Aqueles vestidos, o modo de vida….tudo!!!

    E se você parar pra pensar bem a fundo a mulher trocou uma ditadura por outra. Antigamente eram as refeições prontas qdo o marido chegasse, filhos limpos e bem educados, muita educação e auto negação pra poder exaltar as qualidades do homem que casou com ela.

    Sou contra o ponto de vista extremado. Em primeiro lugar, a mulher não conquistou independência qdo “EXIGIU” entrar no mercado de trabalho. Na verdade as pobres sempre trabalharam e as “ricas” foram OBRIGADAS quando seus maridos começaram a ser mortos ou mutilados nas Grandes Guerras.

    O que aconteceu foi que a mulherada burra gostou da “independência” e caiu no grave erro do extremismo: querer tudo agora. Aí elas queimaram sutiãs, adotaram a liberdade sexual e a não necesssidade de namorar/noivar/casar/ser mãe/morrer. Diz pra mim a que isso nos levou? Simples, a OUTRA DITADURA!

    A ditadura da mulher bem sucedida, fodona, que acorda as 5 da manhã pra malhar, ir pra aula da pós, escritório, só comer folhas, se negar um simples pedaço de chocolate, fazer terapia, nunca sair sem make… e sempre dar uma de Gisele dizendo que praticamente nasceu assim, nem usa cosméticos.

    As mulheres de hoje em dia acham que são muito independentes e não precisam de muitas coisas que suas mães precisavam. Engraçado que a maioria delas não pode conhecer um cara hoje que amanhã já estão pensando nos nomes dos futuros filhos, isso sem falar de seus Guias Espirituais..a Revista Nova e a Boa Forma.

    Acho que falei muito.

    • Fernanda Alves says:

      Marcela, adoro seus comentários looongos! Uma delícia ler!

      Olha, vc está certíssima. A gente tem que ser magra, ter uma “dieta balanceada”, ser uma boa mãe, excelente profissional, cozinhar bem, fazer loucuras na cama (alô Revista Nova!) fazer trabalho voluntário… oi? E dorme quando, gente?

    • anna says:

      Gostei muito do seu comentário e concordo demais com você, Marcela ! Trocamos uma ditadura por outra, e ficamos frustradas com toda essa cobrança de ser uma mulher fodona. Haja girl power, viu ??

  11. Monique says:

    Oi Fê!Adorei esse post!Essa feirinha é realmente uma tremenda bagunça, nunca pensei em parar la pra comprar alguma coisa. Só vejo coisas velhas e entulhadas lá. (só passei lá rápido algumas vezes). Eu gosto mto da estética dessa época, os cabelos, a maquiagem… mas qto a viver nessa época já é outra história. Eu acredito que havia mta hipocresia da sociedade nessa época. Acho que geral fazia as coisas debaixo dos panos, isso sim!hauahauahauaa
    Eu gosto mesmo é da época de agora, tecnologia avançada, mente mais aberta das pesssoas, ter a possibilidade de escolher o marido que queira ( e não a família escolher) e o melhor não precisar estar casada com alguém pra nao ficar “mal falada”. Bom, acho que me alonguei um pouco hauahauaahuaa ahhh essa é a primeira vez que comento, mas sempre passo aqui pra ler seus posts viu?
    Um beijo

  12. LaReK says:

    E ae, garota do iê-iê-iê! Rs

    Então, sempre que me vem a mente viver em outra época, e viver todas as delícias que elas ofereceram, penso em ser mulher em outra época.

    Por mais que tenha sido, como disse a Marcela, a troca de uma ditadura por outra, penso que ainda seja melhor esta… porque quero crer que estamos em um período de transição, em que se busca uma forma de viver diferenciada, para homens e mulheres. E fases de transição sempre são meio caóticas, lentas. Mas tem que ter e ser buscada no dia-a-dia, percebendo que vc não pode ter dupla, tripla ou sei lá quantas jornadas de trabalho. Extremismos não são legais mesmo, mas acho que a discussão hoje caminha para encontrar um meio termo. E com o tempo, as cabeças vão abrindo… mesmo que a passos de formiga e sem vontade.

    E hoje, pelo menos, a gente pode exprimir que tá insatisfeita de ficar só em casa, ou insatisfeita de ser mulher maravilha. Afinal, perceber que continuamos vivendo numa ditadura não deixa de ser “uma queima de sutiãs”, um protesto, né…😉

    Sei lá, eu acho isso…

    Beijocas!

  13. Juli says:

    Não gostaria de viver naquela época, pois era muito mais difícil para mulher. Também gosto de mimar meu marido e cozinhar, mas hoje em dia as tarefas são divididas: se um faz a janta o outro lava a louça, se um varre o outro lava a roupa!

    Sempre lembro da minha vó que era uma MULHER médica(uma raridade) , e que o marido tinha que ir junto no banco para que ela pudesse receber o salário suado!Nossa quanto atraso!Fora outros tipos de preconceitos que rolavam com as mulheres!

  14. anna says:

    Adoro revistas antigas ! òtimo achado !
    E o legal aqui do Shopaholic, além dos posts divertidos e muito bem escritos, é também acompanhar os comentários !

    Concordo muito com vc Fer quando diz que o homem é cruel em qualquer época, não acho que a nossa seja a mais violenta de todas, mas temos informação à elas, embora não à todas, lógico, tem coisas muito piores que acontecem e a gente não fica nem sabendo.

    Gosto da nossa época, morro de medo do apocalipse também (hehehe), adoro essa mistura pós moderna de todas as epócas. Eu tenho uma invejinha dos anos 50 e 70, mas é uma inveja daquilo que a gente vê nos filmes, e que certamente não é uma imagem real de como as coisas eram.
    Então, eu não viveria em outra época, mas adoraria viver dentro de uma ficção de qualquer ouutra época ! Por isso que eu fui estudar cinema, eu acho.

  15. Geovana says:

    ola fernanda, eu participo de um blog feminista e adorei essa sua imagem onde diz que depois de casar a mulher ainda precisa segurar o marido. Eu queria pedir autorização para reproduzir essas imagem no nosso blog e fazer algumas consideracoes. Vou te mandar um e-mail mais detalhado. bjs

  16. Aline Aimée says:

    Oi, amiga!

    Olha, sou famosa por adorar os anos 50 e 60, mas, embora a música, o design e o engajamento político popular dessa época me cativem muitíssimo, acho que não suportaria a discriminação racial, o machismo e a ditadura de outrora.
    Eu teria mais rompantes depressivos que hoje, certamente.
    Ainda bem que revivals, releituras e a tecnologia estão aí pra nos dar um gostinho de antigamente, sem a carga opressora do contexto histórico daquela época!

    Beijocas,

    Line.

  17. Pingback: Back do 50′s! «

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