It will be long

John Lennon nasceu com um dom para a música e a comédia que o levariam muito mais longe de suas raízes do que poderia ter sonhado. Quando jovem, foi a traído para longe das ilhas britânicas pelo glamour e a oportunidade aparentemente infinitos do outro lado do Atlântico. Alcançou feito raro para um artista britânico de apresentar música americana para os americanos e tocá-la de modo tão convincente quanto um profissional nativo, ou ainda melhor. Durante vários anos, seu grupo excursionou pelo país, deleitando platéias em cidade após cidade com seus ternos berrantes, cabelos engraçados e contagiantes sorrisos de felicidade.

Este, naturalmente, não era o Beatle John Lennon, mas o seu avô paterno homônimo, mais conhecido como Jack, nascido em 1855 (…) que virou membro da trupe dos Coloured Operatic Kentuchy Ministrels (Menestréis Operáticos de Cor do Kentucky), de Andrew Roberton.

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Outro dia encontrei com a Aline e ela disse que eu estava “em uma fase beatlemaníaca”. na hora eu não concordei completamente (sempre faço isso) até pq meu pai sempre gostou e ouvia bastante Beatles, então eu conhecia as músicas e tal. Durante o início da adolescência, tive também um k7do disco “With the Beatles”, e adorava aquela veia pop-adolescente que eles tinham no início da carreira (gosto que não nega a minha idade mental), a versão deles de Mr. Postman é uma das minhas preferidas até hoje (adoro particularmente a pronúncia bem liverpoodiana em DelivAH the lettA, the sooner the bettA, com o A beeem aberto), enfim, a banda não me é estranha. No entanto, ler a biografia de John Lennon me abriu um outro horizonte. É estranho, pq ao ler e ouvir as músicas (estou agora na época em que eles tinham acabado de lançar o single Please Please Me, então fico ouvindo as músicas do álbum para contextualizar) a vontade de ter estado lá é muito grande. Isso inclusive tem me feito voltar a atenção àquela época – o que inclui o modo de se vestir, de consumir e de pensar – o que certamente inspira novos posts, como vocês tem visto. O fato é que quando leio um livro que realmente gosto, mergulho em uma atmosfera toda particular, vocês sabem bem. É como se eu vivesse lá dentro.

Então, resumindo, Aline estava mais do que certa. E vocês sofrerão as consequências aqui no So Shopaholic, hahahah!

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P.S.: Sou uma leitora de momentos. Esse livro, por exemplo, ganhei em abril de 2009, e só comecei a ler em dezembro do ano passado. Não sei pq o livro ficou parado por um ano e meio…na verdade sei, é pq faltava clima. Ah, e ainda sou lerda. Não acho que toda hora é hora de ler, sabe? Tem que ter um clima e dedicação exclusiva.

P.S.2.: Se o livro é bom? Eu estou gostando muito. Há toda uma contextualização histórica, e eu sempre gostei de História. Isso te ajuda a entender um pouco como a cabeça das pessoas funcionada – e, por exemplo, entender que o John Lennon adolescente era machista e durão, totalmente oposto da figura paz e amor e imagine all the people sharing all the world por uma questão de educação e costumes da época.

Então, assim, nunca fui uma fã apaixonada por Lennon, o que me permite conhecê-lo pelas páginas do livro sem pré-conceitos. Já para quem é muito fã, a ponto de imaginar um homem sem defeitos, o livro pode soar cruel, quase uma heresia. O homem descrito por Phillip Norman é infiel, mordaz (do tipo que perde o amigo, mas não a piada, sem medir as consequências do que diz) , mas também amoroso, talentoso e descrito como o melhor amigo que se poderia ter – se ele te permitisse chegar perto o bastante. Enfim, é um homem cheio de defeitos e erros pelo caminho, mas uma mente genial. Um homem que eu certamente tinha a vontade de conhecer.

24 thoughts on “It will be long

  1. Manu says:

    Que fofa, amiga! Curtindo toda uma Beatlemanía. Bom, eu nunca curti mto Beatles, meu pai ama loucamente, eu tive algum contato, mas não é aquela coisa que me emociona.

    De qualquer forma, eu gosto muito de algumas músicas do John Lennon hippie-style e gosto desse lance que ele prega de “in the end, the love you take is equal to the love you make”. Que é uma filosofia lindona de vida que eu procuro seguir.

    Curti!! Besos!

  2. CrisDF says:

    Interessante o post! Deu vontade de ler o livro. Morro de rir qdo vc fala da tua idade mental kkkkk. Mas o que amei foi essa saia!!! De onde é?

  3. ALINI RAQUEL DE OLIVEIRA says:

    Adorei o post…
    Também sou assim quando leio algum livro. Estou lendo A Imperatriz, encontrei o livro em um Sebo e estou adorando a cultura chinesa…

  4. Loli says:

    Também ouvia Beatles dos cds de meu pai (falando assim, se não fosse o “cds” parece que meu pai era contemporâneo, não minha gente, tenho 26 anos), mas tive minha fase beatlemaníaca aos 17. Tenho todos os cds e conheço todas as músicas, e pra mim ainda é a melhor banda que já existiu.

  5. Giselle says:

    Eu li Imagine – Crescendo com meu irmão John Lennon, que é a biografia escrita pela meia-irmã dele. Nossa, é apaixonante. SOu Beatlemaníaca mesmo, mas sempre fui mais fã do Paul… sou doida pra ler uma biografia dele também.

  6. Isis says:

    Li o post hoje e lembrei que tô adorando essa sua fase de inpiração Beatlemaníaca! Aí eu fique com aquele ar feliz de sua leitora e fui cair no mundo, mas eis que eu encontro o cd da Blubell e logo de cara lembro de vc e do blog! Coisa mais linda a capa (e o título, e os arranjos, e a voz dessa criatura), espia só:

    Tinha que dividir essa capa inspiração com vc!

  7. camis says:

    Ai eu super sou suspeita de falar o quanto amo os beatles e cada um deles em seu particular. E o quanto ficquei mimimi enfezadinha com a Yoko, sabe? enfim…
    Esse livro eu acho um dos melhores que ja li. Eu sempre recomendo 3 livros sobre os beatles: Além desse, o Can’t buy me love que é mais a história da época e a influência deles no mundo e um que são as histórias por trás de todas as canções (cara eu acho que todo artista deveria fazer isso que eu morro de curiosidade de saber o que estavam pensando/vivendo/fazendo pra criar coisas tão lindas);

    Ai que bom que vc tá lendo, tá gostando, tá amaaaaando *-*
    E eu em parte gostaria de viver aquela época…porque né, nao vim ao mundo pra servir ao meu marido hahahahahah

    Beijos beijos🙂

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