vamos parar com isso de uma vez por todas?

Dia desses tava no ônibus (devia ser na van, mas finjam que tenho um mínimo de glamour) quando ouvi o seguinte papo entre duas moças:

_Pois é, a Creuzinelly (insira aqui sua consoante) puxou o cabelo do pai. Aquele cabelo ruim que só. Tenho que levar no salão urgente! 

 _ Ai, nem me fale. Isso é uma praga na vida. Faz um relaxamento nela.  

_ Pois é, tenho que fazer. Quando ela era menorzinha, tinha um cabelo melhor, mas foi só fazer uns 4 anos que eu vi que não ia prestar, ia ficar com aquele cabelo duro do pai. É muito ruim, menina, você tem que ver. Na parte de trás ainda tem jeito, mas na frente é aquele bombril. Podendo puxar o meu cabelo, né, que é um pouco melhor. Mas não, tinha que puxar o dele. Como ela já está com cinco anos, vou levar no salão e passar uma guanidina.  

(um minuto de silêncio)

.

Gente, eu comecei a fazer relaxamento com 10 para 11 anos. Com 22, quando voltei a usar o meu cabelo cacheado pela 1ª vez, eu não sabia mais como ele era. Isso pq eu tinha certeza de que ele era “ruim”. Mas aí eu pergunto: “ruim pra quem?”. Eu parei pra me questionar sobre esse termo tão depreciativo que a gente usa todos os dias, que a gente escuta como se fosse normal. Deixa eu te dizer, amiga: não é. Um cabelo pode ser crespo, cacheado, ondulado, liso… mas não é “bom” ou “ruim”. Vamos parar com isso?   Quando a gente diz que um cabelo é “ruim” carrega com uma palavra tão simples uma carga de preconceitos enorme, que remota de tempos coloniais. Uma carga de racismo que a gente pensa que não existe mais. “Opa, Fernanda, tá me chamando de racista?”. Desculpa, amiga, mas estou. Você não percebe, mas está sendo racista. E esse racismo, esse que mora dentro da gente e que a gente não percebe, que cresceu com a gente, é um dos piores que existe.   No entanto, não quero dizer que quem alisa o cabelo é menos negro. É menos orgulhoso. Tem quem acredite nisso, mas eu não. Eu já usei o cabelo de tantos jeitos diferentes, sabe? Hoje uso o black, mas se amanhã quiser acordar Beyonça, minha filha, vocês vão ficar sabendo. Cabelo é uma questão de gosto, de personalidade. E ninguém tem o direito de dizer que o seu cabelo é ruim (ou bom). Se disserem, responda, na cara de pau: “o que foi que ele te fez?”

,

(montagem a partir de fotos enviadas pela leitora Érica Soares. Obrigada!)

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Post dedicado à leitora Renata Sousa, que me mandou um e-mail super sincero sobre o preconceito que parece cercar a família de seu noivo. Ela diz:

O fato de vc ser negra, trouxe algum problema pro seu relacionamento? Vc sofreu algum tipo de preconceito ou constrangimento, sei lá, por parte da familia dele? Pergunto isso pq às vezes eu tenho a impressão que a familia do meu noivo é tão diferente de mim, esteticamente falando, sabe. Ele tem uma sobrinha de 4 anos e sempre que ela está na casa dos pais dele, minha cunhada sempre fala na minha frente: ainda bem que Carol nasceu com cabelo bom!” “olha como o cabelo dela é lindo né, puxou o da tia”. Eu me sinto muito mal com isso, não sei como reagir, como fazer…
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Sei lá… resolvi te escrever pra compartilhar isso, não sei nem se vai me responder, muito menos se passou ou passa por isso, pode ser que não, mas queria trocar essa ideia com vc.
Vocês já passaram por isso, amigues? Esse é o momento da gente dividir nossas histórias e dar uma força para a querida Renata, que não precisa ser grossa nem nada, mas deve dar um chega pra lá nessa cunhada, é ou não é?
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96 thoughts on “vamos parar com isso de uma vez por todas?

  1. Luciana says:

    Eu passo isso no trabalho constantemente.. tenho o cabelo alisado, de vez enquando gosto de ficar com ele enrolado, não me importo se os cachos estão certinhos ou não, com alisamento os cachos nunca ficam definidos, né rsrs.
    Aqui no meu trabalho tem algumas pessoas que se incomodam com isso e vivem fazendo piadinhas… A minha resposta é não dar moral para esse tipo de cometario e beleza para a nossa negritude!!!!!!!

  2. Caroline® says:

    Eu também faço relaxamento desde pequena, e pelo que me lembro, meu cabelo ao natural é parecido com o da Vanessa da Mata. Mas que ninguém ouse dizer que ele é “ruim”. Como é que pode ser ruim, se ele é cheio, tem fios fortes e cresce satisfatoriamente? Ruim é cabelo fraco, embaraçado, que não cresce…..

  3. Noh GOmes says:

    Essa questão cabelo não é la muito facil né, eu assumi minhas madeixas crespas e encaracoladas a quase tres anos e juro que foi a melhor coisa da minha vida, claro que sofri muito preconceito no começo, das frases mais ouvidas por dia era “como é bonita, pena que tem esse cabelo”, juro, escutava isso todo dia, e quando minha filha foi crescendo e o cabelo foi se mostrando crespo, todo mundo comentava que ia precisar de um alisante pra menina. Acho o cumulo isso, não quer dizer que so porque a moda hidolatra cabelos lisos que todo mundo precisa ser igual, eu não aceito e assumo meu leão todo dia. Em relação a sofrer com familia, eu ja passei por isso também, namorei um rapaz 3 anos e a mãe dele não conseguia me aceitar por eu ser negra, ate que um dia eu cansei da historia e falei com ela que ela vinha da mesma linhagem, da mesma raça que a minha a diferença era a cor da pele, que no caso a dela era amarela e a minha negra rsrs, hoje não estou com ele, hoje namoro e estou para casar e não tem ninguem na familia dele (todos são brancos, inclusive o amore) que não gosta do meu estilo cabelon, pelo contrario e ele é o que mais gosta. Mas acho que tem mais haver com a minha postura e por tudo que transmito que as pessoas hoje ja não me importunam com piadinhas ou coisas do genero.

    Beijos

  4. Thayane says:

    Eu e meus cabelos!!!
    Quando eu tinha 8 anos tinha o cabelo mais lindo do mundo crespão cheião volumosão aquele blackão de dar inveja na negrada brasileira, mas ai vi minha mãe passando amcihair no cabelo da minha irmã que era beeeeeeeeeeeeem mais crespo que o bem serm formação aparente e falei que minha mãe só cuidava da minha irmã e não queria saber de mim hauhauhauhau ai ela passou o amacihair no meu picumã e minha juba ficou com aparência entristecida, odiei choreeeeei chorei chorei, mas depois de 3 meses tava tudo resolvido e depois disso só qdo cresci voltei a fazer maluquices no cabelo, acho que meu cabelo ficou ruim a medida queue taquei quimica nele e não cuidei, mas jamai a natureza dele foi um natureza ruim.

    acho tão divivo o blackão o cabelao de dona vanessa da mata ma é um gosto meu, acho muito sem graça cabelo liso na minha família eu e mais duas irmãs somos as ínicas que mantemos os cachos ainda, pq mamis e as outras irmãs e tias ja alisaram, ja ficaram ruivas ou loiras… ok tão lindas assim nem imagino mais cacheadas ou crespas… mas eu acho muito mais lindo o cabelo crespo e se alguem tiver algum preconceito com isso… eu só lamento pra pessoa!!!

    auhuahauha

    beijooo Fe!!!

    amei o post*

  5. Barbara says:

    Lindo post, Fernanda…
    Sou negra, tenho os cabelos crespos, naturais. Lindos, bem cuidados, hidratados. Sem modeśtia alguma. Agora estamos numa fase ótima de relacionamento, eu e meu cabelo. Mas esse foi um longo processo. Fiz uma série de intervenções nele, de todos os tipos. Até cansar. como você mesma disse, cabelo é uma questão de gosto e personalidade. E, no caso de quem consegue manter um cabelo crespo natural, de identidade e auto-estima. Não adianta um cabelo crespo bem cuidado, ou alisado e bem cuidado, ou trançado e bem cuidado, se a pessoa não se sente bem com quem ela é, com seu corpo, cor da pele… Se não se identifica com a mensagem que o cabelo passa.
    Parabéns, Fernanda.
    Raramente comento aqui. Passo todos os dias (acompanho os feeds).
    Mas vim aqui especialmente hoje, pra dizer que esse foi o melhor post sobre cablos que li. Sem demagogia, sem levantar bandeiras, sem frescura. Lindo. Obrigada por palavras tão belas.
    Um grande abraço

  6. Loli says:

    Nossa, a cunhada da leitora é uma COBRA, hein? Faz de propósito mesmo, pra humilhar. Que mulherzinha nojenta. Olha, meu cabelo não é liso, mas também não é crespo, é cacheado… e sim, confesso que sou escrava das escova e chapinha.. com escova ele passa por liso natural, é assim. Mas enfim, quando eu era criança, eu e minha irmã com nossos cabelos cacheados, e minhas primas com os cabelos lisos.. num belo dia dentro de um carro paramos num sinal e veio um menino de rua pedir esmola, com cabelo crespo… quando ele saiu, uma das minhas primas vira e diz: “ó ele tem cabelo ruim igual ao de vocês”. Sério, tem cabimento isso? Tá bom, que é coisa de criança, blabla, mas elas deviam é tá repetindo o que sempre ouviam a mãe falar. Não é à toa que hoje, uns 20 anos depois, eu não me dou muito com essas primas, fiquei meio traumatizada… não só com essa história, mas com várias coisas.

  7. Camila Fernanda says:

    Eu tenho o cabelo bemmmmmmm crespo, mas estava cansada da cor muito escura, então resolvi clarear, coloquei umas mexas loiras . Eu estou me sentindo, achei muito bonito. Mas já ouvir, uns comentários bem desagradáveis de pessoas fracas de espírito, ignorante mesmo, daquele tipo de não falar diretamente pra mim, mas comentar com o coleguinha do lado e ambos olharem pra mim com um olhar bem fulero. Quando eu era mais nova não aceitava um olhar depreciativo ( aquela frase: ” não levo desaforo pra casa”), mas hoje, sabe que eu me cansei. Se eu quero meu cabelo liso eu passo por uma escova rezando para acabar com aquela quintura na cabeça, quando eu quero minha Clara Nunes eu deixo do geito que acordo . É meu e ninguém tem nada a ver com isso.

  8. Carla says:

    Fernanda, já venho em seu blog há um tempinho, mas não comento, essa é a primeira vez, então aproveito pra dizer que gosto muito do seu blog, como vc escreve e claro, do seu estilo único que me reforça que eu quero usar o que gosto e naõ o que acham que é bonito ou não. Eu olho suas fotos e penso “estou no caminho certo, é assim que quero ser, me sentir linda usando o que quero”. Então, obrigada por dividir aqui um pouco de vc.

    Falando do seu post, eu passo por esse tipo de situação com a minha filha, que tem os cabelos cacheados como o do pai. Sempre ouço coisas do tipo

    – nossa, não puxou seu cabelo, né?
    – tadinha, vai sofrer tanto com esse cabelo
    – Que maldade, o menino nasce com seu cabelo e logo a menina com o do pai?

    Sinceramente, não tenho paciência pra esse tipo de coisa e dou sempre uma resposta mal criada. Digo que tenho maldade de quem não se aceita, de quem não gosta do que Deus nos deu, de quem não respeita as diferenças e é preconceituoso. E completo dizendo que a propósito, amo cabelos cacheados e vivo fazendo baby liss e é uma pena meu cachos artificiais não chegar nem perto dos naturais da minha filha.

    É flórida Fernanda, é como vc disse, o preconceito, o racismo está tão entranhado, que a maioria nem percebe, só repassa, sem refletir.

    Na classe da minha filha a maioria das meninas ou já fizeram relaxamento ou usam prancha. Acho um absurdo crianças de 4, 5 anos desse jeito e me pergunto que tipo de personalidade é essa que estão estimulando nas crianças. Minha filha vive dizendo que quer alisar o cabelo, mas não deixo de mostrar lindas fotos de cabelos ondulados, cacheados, crespos e mostro o que dá pra fazer e de forma lúdica vou ensinando como somos diferentes e como isso é tão maravilhoso. Espero que consiga influencia-la e ajuda-la a se amar com os lindos cabelos que tem e se um dia quiser alisar, ou fazer o que for, que seja por desejo próprio e não pra seguir a boiada.

    Desculpe o longo texto, mas não resisti. rs

    Bjs

  9. Victoria says:

    Negras parece que vão sofrer com isso pra sempre né… é cabelo “ruim”, cabelo “duro”, ninguém parece que ´percebe o estragos que essas palavras causam na cabeça das pessoas, mas o pior mesmo, são os próprios negros fazendo com que essas expressões se perpetuem dessa maneira…
    Sou negra e relaxo meu cabelo desde os 11 anos… parei uma época e fiz tranças, mas nunca consegui usar meu cabelo natural.. estou começando a criar coragem agora que tenho 22!
    Acho que muitas de nós ainda temos o pé atrás com esse assunto, pois achamos que ninguém vai aceitar nosso cabelo como ele é, mesmo depois de nós mesmas aceitarmos, por causo dos comentários maldosos das outras pessoas.
    Esse tipo de expressão tem que parar já! VIVA O CRESPO!

    beijos Fe!

  10. Luana dos Santos Simões says:

    Sinceramente acho um absurdo querer fazer química em criança. Se alguém souber de alguma cabelereira que faça este procedimento, denunciem, não sei em q orgão faz isto mas vamos pesquisar e denunciar estas criaturas…
    E que situação chata da nossa colega, ngm merece ser ofendida pela família do noivo e futuro marido… eu, graças a Deus, nunca sofri retalhações pela família do meu marido, mto pelo contrário eles até me defendem… Desejo sorte a Renata Sousa, para que o relacionamento melhore…
    B-js

  11. Thelma Cristina says:

    Que cunhada hein!!!! Mas sempre acontece está saia justa em familia!!!Eu mesma já ouvi está mesma história você não é a única!!! Sábado mesmo minha cunhada foi tirar foto e falou na minha frente :Nossa nem dá para me ver nesta foto estou preta!!!Sendo que eu sou negra e ela e morena mais clara!!!!Ainda bem que eu levo na esportiva, mas escuto cada coisa desta minha cunhada,ainda bem que as outras cunhada não são assim como ela.E se eu for comentar outras coisas que ela fala ela pode até se processada por racismo ,tenho até dó dela por se cabeça tão vazia e não saber que racismo da cadeia!!!
    Moral da História :uma da minha cunhada e casada com homen negro ,e a outra cunhada namora um rapaz negro.
    A racista e somente está cunhada que comentei ,pois como explica que uma pessoa da mesma família e tão diferente das outras.

  12. Carla Batista says:

    Não resisti a comentar. Sabe eu andei pensando sobre isso a muito pouco tempo, quando eu era criança tinha um belissimo cabelo cacheado, mas odiava ele não por mim exatamente, mas por sofrer preconceito em ser a unica numa sala com + 18 meninas e a unica delas a ter cabelo cacheado, me sentia tao mal cm as brincadeirinhas que as 13 anos ingressei no mundo das progressivas, hoje já não sei mais como é meu cabelo cacheado e sempre que vejo fotos do seu ou da Ju http://www.jujubadoce.com/ me sinto deprimida por não ter mais meus cachinhos, já tentei telos de volta mas convenhamos depois de uma progressiva é muito dificel telo de volta.
    Super apoio vc e acho seu cabelo a coias mais maravilhosa do mundo!
    ter cabelo feio é ter cabelo mau cuidado independente de ser liso ou enrolado e definitivamente é algo que o seu não é.

    Beijos flor boa segunda

  13. Raquel says:

    Eu não sou negra, mas também não sou branca. Tenho a pele bem clarinha, mas meu cabelo e meus traços não negam meus antepassados. Meu cabelo é dos cachos bem miudos, muita gente gosta, mas já cansei de ouvir de “amiga” que para ir em festa tal eu deveria fazer uma escova. Um dia a infeliz ainda me pergunta se eu gosto do meu cabelo: se eu não gostasse eu arrancava o dela e fazia uma peruca pra mim, oras! Minha vontade foi de perguntar se ela não gostava de tomar banho… Pois tomava tão poucos!

    Bom, quem me conhece sabe que tenho temperamento forte, nem sempre eu ouço asneira quieta. Eu gosto do meu cabelo, prefiro ele ao cabelo liso de muitas mulheres que o usam sujo ou não fazem uma boa hidratação. Prefiro ele as vezes meio bagunçado, mas sempre macio, bem cuidado. Prefiro ele volumoso, mas que transmite um pouco do meu jeito instavel a um cabelo alisado com desleixo, pontas mirradas, secas e raiz revolta e crespa. Já fiz relaxamento e me arrependi. Aquele cabelo parecia menos meu, combinava menos comigo e eu ainda gastava uma pequena fortuna para mante-lo mais ou menos sadio. Pois meu cabelo, além de crespo, é muito fino e frágil e não nasceu para a quimica, tadinho…

    As vezes ouço comentários preconceituosos? Sim, ainda ouço. Ouvia mais quando era criança, hoje a pessoa tem que ser bem ingênua para me falar alguma bobagem. Hoje eu dou a pior resposta que me vier a cabeça! É bonito? Não, mas todo mundo já é tão acostumado a acreditar que devemos nos padronizar que alguém precisa dar um chacoalhão. Se a pessoa vier me encher é bom que ela tenha o corpo mais bonito, o cabelo mais brilhante e o QI mais alto!

  14. danicmborges says:

    tem essa música aqui do Max de Castro que eu acho O MÁXIMO:

    O Nego do Cabelo Bom
    Max de Castro

    Muita gente implica com meu pichain
    Mas o que implica é que o cabelo é bom
    Se isso me irritar, vai ter briga sim
    Porque eu não aceito discriminação

    Quando eu vou a praia alguém sempre diz
    Seu cabelo é duro não entra água não
    Se ele é impermeável, isso é problema meu
    Na verdade o que é duro é seu coração

    Refrão:
    Alisa ele não
    A minha nega sempre diz pra mim
    Alisa ele não, você é meu nego do cabelo bom
    Alisa ele não, você é quem dita moda em Paris
    Não sou vaselina, não vacilo não….

  15. says:

    ADOREI o post Fê! O caminho da felicidade com os cabelos para mim é assumir a natureza deles. Eu alizei 4 vezes muito por influência da minha irmã. Da última esperei crescer e cortei na altura da boca. De lá para cá nunca mais química (mais de 10 anos). Não vou me submeter as experiências químicas loucas dos salões, uma chapa quente na minha cabeça ou gastar tubos de dinheiro em tratamentos bons, mas temporários. Prefiro investir o meu dinheiro em outras coisas. Respeito quem opta por este estilo de vida, pois concordo que “dá trabalho” ter cabelo cacheado ou crespo. Já senti olhares enviesados de algumas pessoas, ouvi conselhos de outras para alizar, mas eu digo: eu sou feliz assim. E verdadeiramente eu me estranho quando me olho no espelho de cabelo liso, pareço triste e melancólica, o volume e os cachos levantam o visual! Quanto a cunhada, dá um fora nela, com toda a classe! Ele está com vc, por vc ser assim, desse jeitinho! Felicidades a todas!

  16. Roberta says:

    Mas o que eu queria dizer também é que mts vezes a questão de alisar os cabelos crespos é um trauma das mães e não das filhas, como foi o meu caso. Quando eu tinha 4 anos, eu tinha o sonho de andar com o cabelo solto como todas as outras meninas que tinham cabelo liso. Minha mãe resolveu deixar.. e é claro, meu cabelo ficou volumoso.. e a cobra de uma vizinha veio pra minha mãe e disse: “Nossa, sua filha parece o Rei Leão”
    Isso lá é coisa que se diga?!?!?!? Então, creio que minha mãe ficou meio traumatizada, mas eu não.. eu nem lembro desse acontecimento. A partir dos meus 11 anos sempre alisei.. e ano passado, com 18, cansei e decidi que queria ver como era meu cabelo crespo. Porque assim como a Fê, eu não me conheço com os cabelos naturais.. tem dado trabalho, ele ainda tá metade liso, metade crespo.. mas tô gostando! E quando decidi fazer isso minha mãe foi contra, até brigamos, eu fiquei magoada e tudo o mais.. mas é pela questão do trauma que ela tem. Acho que ela ainda tem medo de que eu sofra por causa dos cabelos. Ela só tem que lembrar que eu já sou adulta e posso dar na cara de quem disser que pareço o Rei Leão (momento Chuck Norris! haha)
    Enfim, essa é minha história 🙂
    Beijoooos

  17. Laura says:

    Oi Fernanda, vim aqui me solidarizar com a leitora Renata.
    Estou com meu marido há 10 anos e, apesar de não ser negra, tenho problemas de toda espécie com a família dele. Vivem jogando indiretas, e muitas vezes diretas, sobre meu peso, minha roupa. Enche o saco!
    Aí, para não magoar o marido eu fico na minha, mas acho muito grosseria e falta de educação da parte deles me tratar assim.
    Gente assim arruma qualquer pretexto para ridicularizar o outro, se não for a raça, o cabelo, vai ser outro motivo.

    Bjs!

  18. Brenda says:

    Oi Fernanda!

    Sabe que eu era criança e ouvia isso sempre… que meu cabelo era “bom”, porque era/é bem liso. Mas não entendia o porque disso, já que eu desejava desesperadamente ter cachinhos e bom mesmo, na minha cabeça, era poder fazer um penteado e ele não desmanchar 5 minutos depois.
    Sinceramente? Ainda não entendo quem diz que ter cabelo crespo é um problema ou que é menos bonito. E fico triste com mães como essas da van que não respeitam nem suas crianças.

    Beijos!

  19. Renata Sousa says:

    Oi Fernanda!

    Sou Renata, a leitora que mandou o e-mail pra Fernanda. Fiquei muito feliz pelo post e por muitas leitoras que escreveram sobre o assunto, muitas inclusive, comentando pela rimeira vez, embora já acompanhassem o blog.

    Esse assunto é muito delicado mesmo pq envolve tantos preconceitos, estereótipos, racismos velados…. mas fico feliz pela discussão, pela possibilidade de refletirmos sobre o tema. Depois que conversei com Fernanda, mudei minha postura e não aceito mais comentários maldosos e preconceituosos nem de cunhada, nem de ninguém! O importante é que eu e meu noivo nos amamos e como me disse a Fernanda: a família vem de brinde! hehehehehehe. Obrigada a todas, Renata Sousa.

  20. Nina says:

    EXCELENTE POST! Prá variar o preconceito sempre dá as caras nas formas mais sutis, quase despercebidas, mas tãaaao cruéis quanto as mais claras…. Como isso é triste, deprimente, lamentável…

    Fico feliz que a indústria de cosméticos e beleza em geral, tenha percebido esse mercado, e que ao invés de darem “soluções para cabelos ruins” eles informam, ajudam a dar qualidade melhor nos fios, sem muitas vezes, modificá-los, agredí-los com químicas que chegam até queimar o couro cabeludo!!!!! Acho uó ver as gurias com os cabelos detonados pelo alisamento, sempre penso que ao natural, seria milhões de vezes mais bonito…. enfim…

    Afff, que cunhadinha dos infernos, hein? CAPAZZZ! Eu já teria dado uma nela que bah, a guria iria falar asneira láaaaaa na casa do chapéu que ela teria que usar!!!hehehe
    Bah, comigo sempre rolou um lance engraçado pois meu cabelo é indefinido, ele é mais liso em um lado, no outro mais enrolado e no outro, mais crespo, uma ma-ra-vi-lha!rsrsrs Mas, nunca deixei que falassem que ele era ruim, pois ele não é! E sempre que alguém falava: nossa, faça uma escova, seu cabelo é armado d+ – cresci ouvindo isso – mandava a pessoa cuidar da própria vida e deixar meu picumã em paz…claro que sofria qd era guriazinha, sou do rio grande do sul, só tinha amigas loiras, ruivas e de cabelos lisos…e prá “piorar” ainda mais a minha tensão infantil, minha mãe fazia 2 rabinhos a lá chiquinha do chaves, que acabavam se tornando praticamente em 2 pompons…rsrs daí na escola sempre rolava um ” professora, não consigo enxergar, o cabelo da Nina não deixa….rssrrsrsrs enfim, qd fui amadurecendo, fui gostando mais de mim, do meu cabelo, de tudo que antes era motivo de stress…claro que ainda hoje em alguns dias acordo e o dito cujo tá querendo dominar o mundo na rebeldia, mas nada que uma linda disposição, um coque, ou rabo de cabelo, spray, não resolvam…
    Quanto a essazinha dessa CUnhada, bah, nem sei se vale a pena falar algo prá uma infeliz dessas, as vezes a indiferença é o melhor…tosca!!!
    Aliás, não só essa cunhadazinha é tosca, mas todas (os) que classificam um determinado cabelo de “ruim”…. ruim é a capacidade da pessoa de ser o q ela é! Ruim é quem diz que algo é ruim por puro preconceito!!! To fora… grrrrrr

    Beijos Fernanda sua linda e beijos para a Renata, desejo à ela muuuuuuuuuuita força no picumã!!! SEM MEDOOOOOOOOO!!!! E ah, claro, que a cunhadinha fique muda!hhehe

    • says:

      O meu tb é assim. Aí ficam os cachos e uns fiapos mais lisos, principalmente no pescoço. Eu digo que é o Adamastor Pitaco ( comediante) cada metade de um dos pais! Uma onda!

  21. Renata Sousa says:

    Oi Fernanda!

    Sou Renata, a leitora que mandou o e-mail pra Fernanda. Fiquei muito feliz pelo post e por muitas leitoras que escreveram sobre o assunto, muitas inclusive, comentando pela rimeira vez, embora já acompanhassem o blog.

    Sempre me preocupei com isso pq depois de tanto ouvir comentários desse tipo, ficava pensado: “E se eu tiver um filho ou filha com cabelo crespo, como vai ser? Vão ficar inferiorizando seu cabelo? Colocando esses preconceitos na cabecinha dos meus filhos?? E isso é muito sério! A gente não pode ficar reproduzindo essas atitudes que envergonham a humanidade!

    Esse assunto é muito delicado mesmo pq envolve tantos preconceitos, estereótipos, racismos velados…. mas fico feliz pela discussão, pela possibilidade de refletirmos sobre o tema. Depois que conversei com Fernanda, mudei minha postura e não aceito mais comentários maldosos e preconceituosos nem de cunhada, nem de ninguém! O importante é que eu e meu noivo nos amamos e como me disse a Fernanda: a família vem de brinde! hehehehehehe. Obrigada a todas, Renata Sousa.

  22. Fabi Julio says:

    Que loucura, hein?

    comecei a fazer uns relaxamentos, mas só para tornar a cabeleira mais tranquila mesmo. Atualmente, só faço calAcho que esse post renderia, pelo menos, mais uns 3 ou 4 tranquilamente…rs.

    O que posso dizer é que apesar de ter cabelos cheios e super cacheados, isso nunca foi um trauma para mim. Percebi, contudo, que isso é uma exceção pois minha mãe nunca – NUNCA – alisou meu cabelo. Lembro que a partir dos 11 anos passei a fazer relaxamento, mas só para conter um pouco o volume. Atualmente faço só as californianas mesmo e penso que, de fato,a naturalidade que me foi passada desde sempre em lidar com meu cabelo volumoso como ele era foi primordial para eu chegar ao ponto de ser tão bem-resolvida com ele hoje, principalmente considerando que minha irmã mais velha sempre teve o cabelo liso e foi uma morena de parar o trânsito, enquanto eu era magrela desajeitada ahahaha. Na verdade, acho que foi exatamente isso: tava preocupada demais com o fato de meu joelho ser mais largo que minha coxa – tão preocupada que “passei direto” pela crise das madeixas..ahahaha..

    Bom, o comentário que mais costumo ouvir são aqueles do tipo “Nossa ! Seu cabelo é lindo, mas é lindo porque é esse cacheado assim (?!) e não aquele toinhonhóim”, ou coisas como “você já quis ter cabelo liso, né?” ou ainda “vai chegar uma idade em que você vai alisar o cabelo”. Considerando que amanhã faço 27, não sei qual idade é essa, mas vejamos… . Sempre dei de ombros para essas pessoas, pois geralmente quem faz esse tipo de comentário é justamente aquela pessoa que estabelece para si um padrão de beleza que nunca será o seu, sendo infeliz ao tentar lutar uma batalha já vencida.
    Existe beleza em TODOS os estilos e aqui obviamente não me refiro somente à cabelos, e quando a gente aprende a se amar e as pessoas notam que a gente se gosta independentemente da aprovação alheia, ouve-se, então, muito mais “Uau! Você é tão bonita e original (tem coisa melhor do que ouvir hoje em dia que você é original, minha gente?!)” do que “hummmm, deveria tentar um london”.
    Só para constar, gostaria de registrar que as coisas obviamente não são assim preto no branco, e a vida nos ensina que de cada experiência, devemos sair alguém melhor. Tive um ex do tipo “sobrenome italiano” que sequer sabe quem é o ascedente europeu da família. Uma vez comentou que meu sobrenome era feio, eu fiquei magoada e não falei nada (a mãe da filha também tinha sobrenome “italiano”), várias vezes disse para mim que não sabia a diferença entre meu cabelo arrumado e despenteado e eu ria e achava engraçado, até o dia que falou dentro de algum contexto de brincadeira que meu cabelo era ruim. Ali, passei a não achar mais graça deste tipo de raciocínio.
    Sempre soube que ele tinha uma avó preconceituosa, mas achei engraçado que meu então namorado se achasse “arrojado” por ter uma namorada “como eu” uma vez que o “italianinho” é exatamente da minha cor e além de tudo, super calvo.

    Se a pessoa se acha “qualquer coisa” – que não muito sortudo – por namorar alguém “como você”, o máximo que essa pessoa é, definitivamente, é alguém muito muito raso.

    Viva a não-pasteurização do ser-humano!

  23. Alexandra F Silva says:

    Está aí uma questão sempre muito ‘cabeluda’ para nós mulheres negras: alisa, enrola, trança, assumir o black, eis a questão!
    Meu cabelo sempre foi muito muito crespo, não ele não é cacheado..é o cabelo black original rsrs e isso sempre me incomodou muito, sempre quis ter cachinhos feito o cabelo da garotinha que aparecia no cartaz do Jennifer Black (alguém lembra?? era O Produto p permanente afro no começo dos anos 90, by the way não pegou no meu cabelo..)
    Aí a adolescência foi chegando e o cabelo cada vez mais fraco depois de tantas experimentações de químicas, todas sem sucesso (e a auto-estima? lá embaixo!!) Até q aos 16 eu resolvi trançar o pouco cabelo que me sobrava, e que boa idéia!! Tranças nagô trouxeram de volta a minha auto-estima e o orgulho de ter um cabelo diferente, ali eu descobri que o normal é ser diferente!
    Trancei por 6 anos de vários estilos, várias cores e a partir dali fui muito bem resolvida com meu cabelo e também adotei a máxima: Meu cabelo é ruim?? E o que foi que ele te fez?? A glória foi meu baile de formatura da faculdade, assumi o estilo Affrican Queen com um vestido de estampas étnicas e tranças longas e grossas, foi lindo!!
    Em 2009 resolvi dar uma chance para o belo e tirei as tranças. Ganhei um senhor black power de impor respeito! Um luxo! Mas só aguentei a maratona de levantar 3 horas antes do trabalho por 1 semana…aí alisei.
    E gostei!
    Apesar de ainda despertar alguns olhares preconceituosos nas rodinhas black ( as piadinhas do tipo: alma branca, japonega e etc) não ligo, pq não é a textura do meu cabelo que mostra quem eu sou, e sim a minha postura e personalidade. Por isso como disse Chico César “Respeitem meus cabelos, brancos! (e negros também!)”

    Sobre a Renata, eu acho que a cunhada não merece resposta. Porque a melhor resposta para quem quer polemizar é o silêncio. Não ligue, porque se ela pensa que seu cabelo/cor são problemas, que ela perceba que esses problemas são dela e não seus! Se vc for bem resolvida com tudo isso, não tem porque se incomodar ou se sentir ofendida.

    Beijos!!!

  24. Carol Menezes says:

    Renata e Fernanda,
    Passo por um problema parecido com a família de meu marido. Ficava com medo de falar e me indispor com eles já que o preconceito é velado, nunca me agrediram diretamente. Eu não sou negra, mas tenho o cabelo crespo, traços africanos e sempre morei em um bairro pobre e não tenho problema nenhum com isso. Ao contrário, me acho linda e feliz. =)
    O que fiz foi conversar seriamente com meu marido, que falou com os pais. Atualmente eles evitam falar na minha frente e pra mim significa um ótimo começo.

  25. gisele says:

    Todas nós que temos cabelos crespos passamos por isso.Certa vez uma mulher chegou para mim e disse:”Nossa como seu cabelo é duro”e respondi:Realmente,sou durinha da cabeça aos pés, ao contrário de vc ,né filha.KKKKKKKK

  26. Anna says:

    Meninas OUSEM,mas ousem mesmo,sem medo de ser feliz.Sabe aquela roupa que acham estranha,e quando vc sai na rua,o que mais tem é idiota lhe botando apelido?Pois é,usem,deixem que digam,que falem,quem não tem estilo critica quem tem.Eu sempre fui uma pessoa que uso o que quero,dependendo do meu humor.tenho cabelo cacheado,vermelhão,roxo,com as pontas castanhas,mechas roxas e rosa claro.E daí se acham estranho?Eu não acho graça naquele cabelo de repórter liso e chapado.Melhor crespo/cacheado,mas com estilo.Claro que tem aquele dia em que nada fica bom,em que o cabelo esta de mau humor.Mas nada que um bom creme não resolva.Cresci em uma época ,não tão distante onde a indústria não lançava muitos produtos para cabelos cacheados,e todas as cacheadas achavam que seu cabelo era “ruim”.Claro,sem opções né,e sem conhecimento quem conseguia ter um cabelo “bom”.Cabelo crespo ou cacheado tem a estrutura diferente do cabelo liso ou ondulado,portanto,ele só precisa de um tratamento adequado,não vc lotar de alisamento,meninas,não façam isso ok!
    E não a ditadura dos cabelos lisos!

  27. Teresa says:

    O botão de curtir faz falta aqui! rsrs, mas tem um de like lá em cima povo!

    Sinceridade acho todo esse preconceito coisa de gente ignorante e pequena. Gosto é gosto e ponto!

    Meu cabelo é cacheado, já tive alguns traumas com ele porque ele já foi bem mais cheio do que é hoje, mas aprendi a cuidar dele e hoje as meninas onde trabalho dizem que o meu cabelo é um dos mais bonitos de lá.

    Agora no inverno por causa do frio de manhã, às vezes acabo secando meu cabelo com secador para não ficar resfriada, fico resfriada muito fácil, também gosto dele assim, mas o natural dele sempre me faz sentir mais bonita e mais eu mesma.

    Acima de tudo cada um tem que ser quem é e adotar aquele estilo que tem a ver consigo, a moda está aí para nos dar opções mas não para ditar o nosso estilo e nem nos dizer que é errado ter um black ou ser gordinha (porque quem é gordinha sabe o quanto preconceituosas as pessoas podem ser também). Tem gente que tem medo de assumir quem é e acho que é o tipo de pessoa eternamente infeliz, há poucos anos atrás me encontrei e tive certeza de quem era e do meu estilo, hoje sou muito mais feliz.

    Beijão a todos!

  28. gisele says:

    Só achei que as meninas distorceram o post.A questão não é, alisar ou não alisar os cabelos, como vc mesma cita, ninguém vai deixar de ser negro por alisar os cabelos.A questão é o racismo, o preconceito

    • Fernanda Alves says:

      Pois é, Gi! Meninas, fico muito feliz por saber q vcs estão satisfeitas com o cabelo de vcs, mas a questão é mais complexa do que isso! A questão está em denegrir alguém por causa do seu tipo de cabelo, usando um adjetivo q não faz sentido, que está impregnado de preconceitos.

  29. Mimosa says:

    Eu sou negra tenho cabelo crepo e estou numa fase de transicao.Para falar a verdade gosto muito do meu cabelo pk ele nao é ingrato:)recebe hidratacao:agradece e nota-se ahahah estou ha um ano e acho k em alguns meses cortarei.Nao tenho nenhum problema com isso e nunca tive,se calhar por ser africana e ter crescido em Africa,e agora que vivo na Europa eles acham fascinante,com trancas,sem trancas e foi por isso que deixei de alisar,sai de casa com a minha juba e sinto-me uau:)como alguem disse cabelo bonito é cabelo bem tratado.Uma linda manha despertei-me ao lado do meu amor e o cabelo estava aquela selva e ele so disse:libí se mi,vypadas jako černé sluničko…gostei pareces um sol negro:)no comment!!:)beijao p tdas!!

  30. Julia says:

    Lindaaa!!É isso aí, é importante aprender a valorizar cada tipo de beleza e, ter a noção de que nós mulheres nunca estamos satisfeitas, rs

    e viva o cabelon!
    LUV!

  31. Juli says:

    Concordo com tudo Nanda. O preconceito é a pior coisa do mundo. Eu me mudei para uma cidade pequena onde a maioria é descendente de europeus e o que eu vejo é preconceito para todos os lados contra quem é negro, mulato e principalmente indígena ou descente. Fico indignada quando falam do cabelo de alguém que é ruim porque é crespo ou porque é muito escuro. Eu não quero alisar meu cabelo e não quero afinar meu nariz porque tenho biotipo de brasileira, ora não sou européia e sou muito feliz!!!

    Mas o pior é quando estes preconceitos acabam sendo incorporados no dia-dia!

    • Juli says:

      Ah, esqueci de dizer que concordo com a Fabi Julio, acontece comigo nem só com a família, mas com vários pessoas onde moro.
      Fora que depois que mudei para cá não consigo cortar o cabelo, pois ou querem alisar ou não sabem cortar cabelo crespo por aqui!

      • says:

        Tb já passei por isso! A cabeleireira só faltou fazer cara de nojo para cortar! Quanta incompetência… Tadinha…

  32. Márcia says:

    SUPER concordo.
    Eu particularmente acho o cabelo “afro” ou seja lá o que queiram chamar lindo. Se negra eu fosse, usaria meu cabelo cacheado lindo black power total.

  33. Pam says:

    Fê, eu não uso black pq meu cabelo black é aquela coisa amorfa e eu realmente não tenho nenhuma paciência para cortar tudinho e começar aquele looooongo processo para deixá-lo virgem novamente.
    Mas o ponto em questão é: sendo alisado, encaracolado, black ou não… isso não muda em nada a origem do meu cabelo.
    Que é crespo SIM!
    Minha sogra (que é alemã) AMA o meu cabelo! Principalmente qnd eu o cacheio e deixo cheião.
    E eu me sinto bem assim!

  34. Mirian Soares says:

    Fê, que post espetacular. E mais ainda pelos comentários tão sinceros das meninas.
    O meu cabelo é ondulado, chegou a ficar super cacheado quando eu era mais nova, só que eu sempre gostei de mantê-lo liso e não me arrependo da escolha que fiz. Mas, sempre q alguém comenta sobre o meu cabelo digo sempre a verdade sobre a forma original dele e eu não agiria diferente pq os meu ancestrais maternos eram negros e não vou negar meu sangue. Minhas irmãs usaram durante muito tempo cabelo liso, mas hoje assumiram os cachos e digo que elas nunca estiveram tão bonitas quanto agora. Acho lindo cabelos cacheados e dou o maior apoio pra quem usa e abusa disso.
    Bjokas

  35. Laura Moreira says:

    Oi Fê!
    Essa questão de cabelo é complicada. Acho que o preconceito parte das pessoas lisas, cacheadas, crespas, meio termo… Meu cabelo é maga cacheado e eu gosto! Minha mãe sempre defendeu meu cabelo, mesmo nas minhas crises mais “EU ODEIO”. Eu já fiz muitas doideiras. Relaxei, ele quase caiu, tive que cortar curto, fiz inteligente, progressiva, de chocolate, mexirica, guarana, relaxei de novo, quase caiu de novo e cá estou com os cabelos curtos de novo. Mas eu sempre fiz achando que preferia meu cabelo.
    A sociedade é lisa. E a maioria acha que quem não é liso não é bonito.
    Uma fez fui num salão pra cortar e a moça disse:
    _Nossa, seu cabelo é lindo!
    _Obrigada!
    _De verdade, muito fácil de mexer!
    _É, eu gosto muito dele.
    _É realmente lindo. Mas porque você não faz uma escova definitiva?

    Entende? E ouvimos absurdos assim, um atrás do outro.
    Eu adoro meus cachinhos, os cachinhos de todas que tem cachinhos, toinhonhoins, crespos, o que for. Afinal, a gente é linda sendo natural

  36. Camille says:

    A mãe do meu primeiro namorado me tratava de um jeito bem displicente e tenho quase certeza de que havia uma questão racial involved. Azar o dela: o namoro durou cinco anos. Essa questão do cabelo é algo tão sério para uma menina, porque tem tanto a ver com beleza, com ser aceita. Na escola, é algo tão delicado. Tenho uma tia que cuidava da gente enquanto minha mãe trabalhava e meio que fazia de tudo para não sairmos (eu e minhas irmãs) de cabelo solto na rua. Prendia de todos os jeitos possíveis, e bem forte…. Isso meio que criou uma trava lá em casa. Quem não virou adepta da chapinha, evita até hoje soltar o cabelo. Já fiz progressiva e tudo, mas parei e assumi meu cabelo híbrido – cacheado quando chove, ondulado na maior parte do dia. Hoje, me nego a ouvir essas baboseiras. Moro numa cidade bem “caucasiana” e já ouvi, pelas minhas costas e em tom de brincadeira, que “vivo descabelada”. É bom porque quem fala essas coisas até nos ajuda: se alguém pensa assim, nem quero perto. Meio caminho andado, não preciso me dar ao trabalho de conhecer a pessoa.

  37. Taisa says:

    Super me identifiquei com esse post e com muitos comentarios das meninas.
    Aqui vai uma dica de leitura: “Parem de Falar Mal da Rotina”, da Elisa Lucinda. Assisti a peça 5 vezes e o livro é maravilhoso, assim como a peça. Ela falava muito sobre a questão “cabelo duro, ruim”, entre outras coisas que a gente passa batido, mas que tem a sua importancia.

  38. Maíra Anjos says:

    Eu já usei meu cabelo de MIL MANEIRAS. Trancinhas, alisado, uns dreads coloridos embaixo. Hoje uso um mega hair e me sinto linda assim. E não. Não me acho menos negra por usar hidróxido de sódio. E sim preconceito existe sim e está super presente em nossas vidas!

  39. Cristina Chabariberi says:

    Fernanda, sério, vc é minha versão carioca. Mesma cor, mesmo cabelo, idéias e dilemas iguais ou bem parecidos. Leio seu blog todo dia e esse post de hj é o que eu SEMPRE falo, incrível! Seu blog é como se fosse meu desabafo! Perfeito!
    bjo
    Cris Chabariberi

  40. baixandoaguarda says:

    Pois bem, sabe aquela famosa ditadura do liso, também fiz parte dela. Alisei, relaxei, pregressivei… E funcionava para mim, sabe?! Me sentia bem comigo mesmo, com minha aparencia, com o meu cabelo.
    Até que num programa da Adriane Galisteu (sim, foi um marco) um cabeleireiro (ô palavrinha complicada) perguntou se alguém da plateia tinha um cabelo ruim?! Uma porção de meninas com o cabelo AFRO, levantou a mão. A resposta dele foi ótima: Gente, cabelo ruim é cabelo maltratado, mal cuidado e não cabelo crespo. Se bem cuidado, o cabelo crespo é lindo. A partir da li, vi que era possivel usar meu cabelo “natural”. Hoje ainda sou adepta ao relaxamento e não troco meus cachos por nada.

  41. Grazychristine says:

    Aff eu passo mais ou menos pelo mesmo preconceito desde que eu decidi voltar aos cachos hj com 22 anos estou com meus cachinhos lindossss e descoloridos nas pontas ( meu cabelo é do tipo da Sheron Menezes mais ou menos), e vira e meche tem um engraçadinho que fala nossa seu cabelo ta muito volumoso, alisa ele e isso e aquilo… eu apenas respiro fundo e digo
    estou muito bem com eles assim e acaba por ai.
    aff eu uso Hidroxido de sódio e uso meus crespinhos com amor a tempos não sei o que é escova.
    DANE-SE QUEM NÃO GOSTA DO MEU CABELO, ELE NÃO FEZ MAL A NINGUÉM TADINHO. KKKKKK!!

    CURTO MT TEU BLOG TO SEMPRE POR AKI OLHANDO.

  42. Camis says:

    Segura a minha mão, eu sei o que é isso. Sou de uma família de negros dum lado (mãe) e brancos alvos italianos dos olhos verdes do outro (pai). Por incrível que pareça nao era a família do meu pai quem me deixava “inferior” na família. A família da minha mãe, putz. Todas as irmãs tem o cabelo crespasso, checked. Todas elas se casaram com caras brancos, checked. Aí…todas as suas filhas, nasceram claras, algumas com os olhos verdes, cabelos cacheados. Eu não, sempre fui a magrela, neguinha, “cabelo ruim” que precisava de amaci-hair. Zoada até dizer chega.
    Graças a deus minha mãe sempre esteve por perto e me fez ser a “rebelde” que sou hoje. Por muitas vezes fiz relaxamento. por muitas vezes quis fazer escova definitiva. Por muitas vezes quis raspar a cabeça….enfim.
    Na escola, era e não era diferente. Eu estudava num colégio de rico como bolsista. Eu era a única preta com o cabelo desgrenhado. Tinha alguns amigos e tal, mas as tais populares dos cabelos platinados-ou com luzes- lisérrimos, gloss e mochila kippling por muitas vezes não me deixaram em paz. Sempre com toques e conselhos amigáveis: “Amigue, pq vc não prende? porque nao alisa? a minha empregada alisa o dela, fica lindo, lisinho”. e eu por fora: “vcs estão malucas, eu sou feliz assim, adoro ser diferente, imagina se eu tentasse ser que nem vocês? Seria apenas mais uma. E vc pode perguntar pra qq pessoa de qq lugar desse colegio agora, todos vão saber quem é Camila, porque eu sou diferente, inconfundível” Elas riam mas depois ficava tudo bem (eu acho). Por dentro (em casa) muitas vezes eu chorava, nao queria ir pra escola, fingia que tava doente e tal. Mais uma vez minha mãe tava lá, me dando força e dizendo da importância de eu ser dferente. Aprendi o que era orgulho com ela. Quero ser pelo menos metade do que minha mãe foi pra mim com meus filhos.
    Meninos? Nunca foi problema. Mas tenho muitos amigos que só ficam com meninas de cabelo liso assim assim assado. Que são super a favor da namorada ir de tantos em tantos meses alisar o cabelo com formol porque é mais bonito. Gosto é gosto né? eu acho deplorável digo isso pra eles e ainda pergunto para as namoradas pq que elas se sujeitam. nao adianta nada, mas meu papel de “rebelde” sempre fala mais alto, rsrsrsrs

    Mas é isso mesmo Fe, a gente acha (a gente não, mas a maioria) que nao tem mais preconceito, mas o que eu escuto de MORENINHA, MORENA CLARA, ESCURINHA não tá no gibi. E essas filas intermináveis nos salões com cheiro de gente morta? patético. Mas que bom saber que existem pessoas pensantes nadando contra a corrente dessa ditadura do liso. Tem um documentário muito interessante sobre isso. Aquele rapper Chris Rock estava cansado das reclamações da sua filha com esse conceito cabelo bom x cabelo ruim. Também existe o My nappy roots, mas esse eu nunca vi.

    Beijão sua linda,
    Camis

    • Julie :) says:

      Lindo, Camis!!! Mesmo não sendo negra e não tendo vivido esse preconceito eu vivi outros. Sempre tive amigos negros, minha família é metade negra e nunca aceitei qualquer tipo de discriminação. Eu era gordinha e não andava na moda, não tinha coisas de patricinha. Quantas vzs chorei por ter sido humilhada por minha aparência ou por ser nerdzinha. Minha mãe segurou minhas pontas, me inspirou e me ensinou a valorizar o que vem de dentro.
      Hoje me orgulho de ser inteligente, ter opinião, ser correta e mais que tudo, valorizar quem eu sou. Orgulho de não precisar mostrar a bunda pra ser bonita, orgulho dos valores que tenho. E mais orgulho ainda por ter aprendido desde cedo a ver quem uma pessoa é por seus pensamentos e atitudes e não pela cor, cabelo ou corpo.
      Seja rebelde sim, ainda mais quando o mundo errado quiser que vc o siga!
      Adorei!
      Bjãooo

  43. Gisele says:

    FLORRR…COMENTARIO MEIO ATRASADO MAIS ADOREI SEU BLOG….VC DEVERIA FALAR MAIS SOBRE SUA FASE DE TRANSIÇÃO….EU ESTOU PASSANDO POR ELA E TA SENDO SUPER DIFICIL…FORA O SUPER PRECONCEITO ENRAIZADO NAS PESSOAS..QUE FALAM: NOSSA VC VAI TER CORAGEM….MAS NÃO VAI ALISAR NEM A RAIZ…..MINHA FILHA EU QUERO E CABELO DE LEOA..IR A PRAIA E MOLHAR A JUBA…TOMAR BANHO E SAIR COM CABELO MOLHADO…DEIXAR SECAR AO NATURAL….QUANTO MAIS VOLUME MELHOR….NADA DE CABELO CHAPADO… POR ISSO FICO EM BUSCA DE AJUDA, APOIO DE QUEM JA PASSOU POR ELA…BLOGS FIRUNS TEM ME AJUDADO MUITO…MEU CABELO É CACHEADO…ELE ESTÁ COM 4 DEDOS CESCIDOS NATURAL…CORTEI RECENTEMENTE CHANEL DE PONTA Q É MAIS FACIL DE ESCOVAR…MAS A META E CORTA A PARTE ALISADA O QUANTO ANTES…
    E AI ME DA ALGUMA DICA PRA ESSA FASE??
    BJUSS

  44. Janiele says:

    Texto lindo Fê, super importante darmos um basta nesse tipo de atitude. Mas como você mesmo disse, a questão é mais complexa do que isso.
    Tive cabelos de diversas maneiras, mas confesso que na maioria das vezes era porque não me sentia bonita com o meu cabelo, que desde que eu era pequena minha querida mãe insiste em ressaltar que é ruim. Isso somado ao fato de eu ter sido criada em Florianópolis, sendo a única negra em uma escolinha só com crianças loiras e etc. Aceitar que só porque eu era(sou) diferente da maioria das pessoas, nos lugares que eu frequento, não me tornava uma aberração foi uma jornada muito difícil. Nunca aceitei racismo, piadinhas com a minha cor eu sempre levei muito a sério. Só por agora, 17/18 anos que tive consciência de que bom/ruim é um parâmetro criado por alguém que não aceita o fato de que as pessoas são diferentes. Blogs como o seu, o Natural Belle, e alguns tumblrs me ajudaram a me aceitar como eu sou, em vários sentidos. Hoje uso trancinhas como transition, pretendo deixar meu cabelo bem livre, wild e solto, do jeitinho que ele é. Às vezes bate uma vontade de mudar, mas não quero mais me submeter a coisas que mudem definitivamente a estrutura do meu cabelo, que é lindo como veio ao mundo!

  45. marcela de vasconcellos says:

    Cbaelo bom é o cabelo com o qual vc conversa e vcs se entendem. Seja natural, alisado, implantado ou com permanente.

    A questão é ser o melhor que vc puder, o mais linda que vc puer se sentir, o mais gata gostosa que vc quiser ser e não TÃO gata quanto a fulana, cabelo TÃO liso qto o da amiga, cintura TÃO fina qto a da modelo.

    Seja vc. Só isso.

  46. Solange Ribeiro says:

    Rsrsrsrsrsrsrsrsr
    Ah Fernanda, esse é um riso irônico!!! Quem é negra sabe bem disso! Amo meu cabelo! Agora a escolha que fiz de como usa-lo isso só diz respeito a mim mesma e outras tbm deveriam pensar assim.; Se quero ele crespo, pronto! Se que quero cacheado, pronto tbm. Mas tem gente que se importa demais com a opinião dos outros. Meu cabelo não é ruim, é crespo, simplesmente!
    Já usei no permanente afro, hoje ele tá liso e pronto!
    Nós temos que mudar nossa cabeça, nós temos que nos aceitar para que depois os outros possam nos aceitar tbm, se for o caso!
    bjao

  47. coisasquemeinspiram says:

    Fernanda, leio seu blog já tem um tempo, mas nunca me manifestei! Mas hoje, pelo tema, tive vontade de palpitar como mãe de uma menininha linda e gostosa de 1 ano e meio! É impressionante como as pessoas “exercem a maternidade” de maneira leviana. Não sou uma mãe perfeita, erro muito, mas creio que certos erros dificilmente irei comenter, como o de ensinar a uma criança, consciente ou inconscientemente, que há um padrão estético a ser seguido sob pena de você ser banido do mundo, se tornar inaceitável e foco de deboche! Sinceramente, acho que deveria ter muita e muita campanha de conscientização para que as mães pensassem mil vezes antes de submeter seus filhos a situações desnecessárias porque julgam que ele não é bonito, inteligente, sociável ou qq coisa do tipo.

    Dizer a uma criança de 5 anos q ela deve fazer alisamento, dieta, operar a orelha, o nariz e estigmatizá-la antes mesmo que ela tenha capacidade de se entender como pessoa e se estigmatizar a si mesmo é um crime! Cada um de nós já carrega neuras suficientes vindas da nossa cabeça sem que precisemos ainda ser rotulados. Sim, eu me acho baixinha, mas minha mãe nunca me disse isso! Imagina se eu ainda crescesse com uma pessoa me chamando de baixinha e dizendo que mulher bonita é mulher alta! Acho que nem 100 anos de terapia pra curar completamente um traume incutido pela própria mãe!

    Minha sobrinha tem cabelos cacheados e, com 6 anos, falou que quando fizer 10 vai alisar! Quase morri do coração, falei que ela era doidinha, que eu nunca ia deixar ela alisar aqueles cachinhos lindos, mostrei um babyliss pra ela e disse que tem gente que passa horas no salão ou no banheiro só pra ter cachinhos iguais ao dela. Ela ficou meio desconfiada, mas depois vi ela repetindo o discurso do babyliss pra amiguinha! kakakakakaka

    Concordo com você, vamos parar com isso de uma vez por todas! Cabelo ruim, perna tora, zarolha, nariz de tucano, orelha de dumbo, palavras quecarregam tanto preconceito q que podem determinar a forma como uma criança se vê!

  48. Rebecca says:

    Adorei, Fernanda!
    Hoje também acredito nisso, não existe cabelo ruim, existe o maltratado, fragilizado… enfim, na maioria das vezes nós mesmas nos desviamos e as vezes até detonamos nossa beleza natural.
    Meu cabelo é crespo e foi alterado quimicamente por anos, eu lutei muito contra o natural dele. Quando era criança meus irmãos (ai como eu morria de raiva urhh …) para me irritar me chamavam de cabelo duro, esponja disso e daquilo, já viu né?!
    Bom, acho que o importante é ser feliz, se aceitar, mas se der vontade de alisar os cabelos, ou fazer um permanente, que não seja por falta de amar o que temos. Estou aprendendo.
    Beijos!

  49. DANIELLA SCHNEIDER says:

    bom… nunca tive o cabelo liso…sempre entreo loiro e o ruivo… mas NUNCA liso…
    Dai ja viu ne sempre fui a “sarará´’, “ninho fofo” e por ai vai…
    Ela ja passou por todas as fases.. onulado (qdo bem pequena), muito crespo (qdo minha mae cortou..) e desde a adolescencia cacheado… ja alisei por um breve periodo… + n gosto N SOU EU meu cabelo e minha marca registrada, as pessoas me reconhecem pelo cabelo….rs.
    Ja fui muito encasquetada com isso hj nao mais…..

  50. DANIELLA SCHNEIDER says:

    bom… nunca tive o cabelo liso…sempre entre o loiro e o ruivo… mas NUNCA liso…
    Dai ja viu ne sempre fui a “sarará´’, “ninho fofo” e por ai vai…
    Ela ja passou por todas as fases.. onulado (qdo bem pequena), muito crespo (qdo minha mae cortou..) e desde a adolescencia cacheado… ja alisei por um breve periodo… + n gosto N SOU EU meu cabelo e minha marca registrada, as pessoas me reconhecem pelo cabelo….rs.
    Ja fui muito encasquetada com isso hj nao mais…..

  51. Anônimo says:

    Com tantos comentários positivos só posso acrescentar: ainda há esperança para esse mundo…
    É q há tanta falta de educação nos comentários q leio internet afora, que chego a me emocionar, com tantas pessoa dividindo experiências educadamente

  52. Lidi says:

    Eu vou me abster de tentar achar qqr resposta engraçadinha pra cunhada da Renata pq eu simplesmente não consigo. Sou do tipo que ou dá um fora ou não dá resposta nenhuma e ignora. E para não ser grossa a allternativa de ignorar prevalece frequentemente.
    Por outro lado se a Rê (a íntima) está incomodada pelo tratamento dado pela cunhada ela está muito no direito de dar uma resposta a altura mesmo sendo grossa pq a própria cunhada qdo se autoriza a dizer coisas tão desrespeitosas desobriga a Renata a ser “queridinha” com ela.
    Falei.

  53. Gabriela says:

    Se eu fosse Renata eu não conseguiria aguentar calada, não. Acho ótimo quem consegue ignorar comentários incovenientes. Queria ser assim até. Mas, difinitivamente, não nasci assim e não sei se minha personalidade comporta ignorar e até dar uma risadinha irônica pra essa cunhada. Uma coisa é certa, família é uma coisa que a gente não pede e não dá pra “trocar” os membros da família. Se fosse comigo, eu ficaria atenta pra ver se meu namorado percebe que eu sou discriminada. Porque se a pessoa é discriminada e seu parceiro “finge” que não vê aí as coisas ganham um contorno muito pior. Me parece que a cunhada merece uma resposta, sim. Até porque essa situação tá mais do que incômoda e conviver com isso por anos a fio é mais do que insuportável.

    Beijos!

  54. ANE says:

    Olá! Adoro seu blog, mas nunca tinha comentado antes…
    Parabéns pelo post…
    Também tive cabelo crespo… e sofri muito preconceito quando era criança… e até uma certa idade parece que assimilei todas as frustrações e preconceitos dos outros e passei a alisar o cabelo… até que um dia o cabelo, fraco e sem vida, não aguentou a progressiva e quebrouu inteiro… resultado: tive q cortar beem curtinhooo… depoiss de curto, ainda por cima, coloquei mega hair para conseguir ter cabelos compridões de volta…
    Hoje quandoo vejo as fotos dessa época tenho vontade de chorar… mas agora eu o amo muito e sempre tenho mil e um cuidados: hidrato toda semana… sempre corto as pontas e quase nunca mais usei escova/ progressiva ou qlqr outro produto químico ou muito quente…
    e também, como vc, sempre quero inovar no cabelo… agora estou pensando em fazer mechas vermelhas,,, mas sempre mantendo meu cabelo cacheado / crespo…

  55. Fernnandah Oliveira says:

    Nega, uma discussão deste mote, jamais poderia ficar de fora. São estas expressões do diai-a-dia que, por mais inocentes que possam parecer, é que reforçam o racismo e a discriminação contra negros e outros.

    Foi pensando nestas contradições e dilemas e que pensei na criação de um blog que brincasse com algo que a mulher negra, no decorrer do seu processo histórico, nunca pode fazer que é ESCOLHER O QUE ELA QUER SER, livre do árbitrio do outro em lhe determinar quem ela deve ser para satisfazê-lo. Criei o Criloura e hoje ele tem crescido com um grande sucesso. Mérito meu? Talvez, mas acredito que seja mesmo a tentativa de fazer com que a mulher negra se reconheça neste espaço de pertencimento a qual a sociedade a alijou da participação.

    Quantas de nós achamos o nosso cabelo duro e ruim, né? Quantas de nós tem medo ou vergonha de usar um batom cor de rosa? Medo de usar cores fortes e parecer ridícula na frente do pensamento social e burguês dominante.

    Esta cultura do “alisamento” ( embora eu perceba que também a alimento) é uma forma cruel de negar a nós mesmo, Negar nossas raízes e nossa raça. Também defendo a bandeira de quem quem alisa não é mais ou menos negro. Ser negro é mais do que estar é ser em sua essência…

    Enfim… fica a dica para quem desejar ler possa refletir melhor sobre estas interjeições que mais reforçam o preconceito.

    Abraços.

  56. Caroline says:

    Oi Fernanda!
    Acho que a relação da maioria das pessoas com o cabelo crespo realmente mostra um preconceito bem entranhado. Eu sofri minha infância inteira com isso. Minha mãe é branca com o cabelo liso e meu pai é negro com cabelo afro, mas eu sempre vivi com a família da minha mãe, onde todo mundo tem cabelo liso. Sou a caçula das primas, ainda por cima, e vivi com todo mundo dando opinião do que fazer com o meu cabelo crespo: alisar, cachear, TUDO menos deixá-lo ao natural. Nunca me senti bem com isso de tanta gente dando opinião no meu inocente cabelo. No colégio, foram anos – sério mesmo – de brincadeiras maldosas. Só fui me sentir bem comigo mesma quando comecei a fazer terapia e, no ano passado, com dezenove anos e no meu primeiro ano de faculdade, fiz tranças nagô e comecei a deixar o cabelo crescer ao natural. Nem lembrava mais como ele era. Te juro que não me sentia bem assim há anos. Ah, a irmã do meu ex-namorado também reparava e fazia comentários pejorativos sobre o meu cabelo na época, quando a raiz começava a ficar aparente. E ela tinha apenas onze anos! Hoje estou com um rapaz maravilhoso que ama meu cabelo do jeito que é, ao natural, e curte muito o estilo que eu uso – tranças nagô, e volta e meia ponho um dread colorido. A família dele também gosta muito de mim e acham superinteressante as coisas que faço no cabelo. Acho que isso de aceitar e ter preconceito tem mais a ver com o tipo de educação que cada pessoa recebe, com a capacidade de pensar independentemente do que a mídia transmite. O meu amor não assiste a Globo, por exemplo, rsrs. Nunca mais quero saber de colocar química para mudar a forma dos meus fios, estou muito bem comigo, obrigada. Ah, e na faculdade o pessoal também curte muito minhas tranças e o meu black. Eu entrei na faculdade com o cabelo alisado e, quando mudei, todo mundo comentou comigo que ficou mais bonito assim.
    Meu conselho para a moça com a cunhada jararaca é ter pena da tal mulher e da filhinha dela, que provavelmente vai sofrer com os preconceitos da mãe em relação à estética nessa e em muitas outras coisas. Acho que filho deve ser amado independentemente da aparência, né? Essa provavelmente é o tipo de mãe que, se pudesse escolher, teria um filho louro com olhos azuis.
    Ah, e para não fazer como a minha prima, que vai casar em breve com o namorado de cinco anos e o rapaz não tem a mínima noção de que o cabelo dela é cacheado.

  57. Suane Barbosa says:

    Belíssima postagem Fernanda, como sempre.

    Nunca havia pensado por esta lógica e acredite, eu tô sempre dizendo que meu cabelo é “ruim”, mas ele só é ruim quando acorda de mal com a vida mesmo eu tendo gasto horas e produtos com ele ahahahahahaha…. Ai é birra, danado!

  58. Julie :) says:

    Renata, querida, sendo curta e grossa, faça assim: pergunte pra sua cunhada se os PENTELHOS dela também são lisos e hidratados ahaha(insira aqui uma risadinha irônica). =P
    Sei que aqui é um espaço família, mas eu precisava dizer isso ^.^
    No caso da sugestão não funcionar, existe sempre a opção de ser bem clara e jogar o constrangimento pro lado dela: pergunte claramente, mas em tom leve, se ela tá dizendo que o seu cabelo é ruim. Certamente ela não esperava por isso e vai ficar com cara de bunda, então vc diz que seu cabelo é bom, e sua alma também é boa, porque é livre de preconceitos!

    Renata, meu cabelo é ondulado e todo dia eu penso no quanto eu queria ele crespo, para usar bem no estilo afro, assumindo os cachos com fitas, presilhas.. tem coisa mais charmosa?! Eu aaaaamo cachos!! Às vezes o meu cacheia, mas logo desfaz e volta a ficar sem forma definida =/
    Esse preconceito existe em todas as esferas: se vc é gordinha, se não se veste na moda, se não consome cultura x ou y ou z.. Enfim, o ser humano CRIA preconceitos. Nossa personalidade é que não os deixa crescer.
    Então, cada vez que ouvir ou vivenciar situações constrangedoras por causa do preconceito, orgulhe-se e mostre ainda mais o que “incomoda”. É o cabelo? As gordurinhas? Opções diferentes da maioria? Não esconda ou se sinta depreciada não, vá e assuma como quiser!

    Eu sou braaaaanca e meu namorado é negro, quantas vezes já ouvi gracinha! No começo eu ficava morta de raiva e respondia bem grossa, mas ele me ensinou que isso é besteira e ele mesmo não liga. Hoje em dia sabe o que digo? “Esse desdém é falta de uma BELA COR do lado…” hahahahaha!

    PS: já morro de invejinha boa do seu cabelón 😉

    Beijãooo!

  59. Belmalia Maciel says:

    -Só quero saber onde q está escrito q cabelo crespo é ruim, na BÍBLIA????
    Pq se for lá, aí sim eu acredito!!!! hahahaha E eu duvido disso, pois os cabelos práquelas bandas são bem lindos e crespos!!

  60. Érica says:

    Fê, adorei o post. Que bom que as fotos que enviei foram úteis.
    Essa questão de preconceito é complicadíssima mesmo. Quando você está um pouco fora do que chamam de padrão de beleza então… nem se fala. É relação de ódio e amor todos os dias. Sinto isso sempre agora que uso meu cabelo natural, que nem é do mais crespo que existe, mas é mega cheio, então chama uma atenção imensa. Sempre tem um que olha torto, faz uma piada, ou até pergunta porque eu não relaxo… Mas também tem aqueles que admiram, acham super lindo e tal…
    Eu já aprendi a abstrair todos os olhares maldosos e só ouço os elogios.
    Infelizmente o preconceito ainda vai nos perturbar por muito tempo, e eu acho que o melhor a ser feito é levantar a cabeça e se mostrar superior a esse pensamento medíocre.
    Bjs!

  61. suelen says:

    Esse foi o principal motivo por eu ter passado a cuidar do meu cabelo em casa. Toda vez que vou no salão, nem que fosse pra cortar as pontinhas, sempre vinham dizer: “Nossa, seu cabelo é tão bonito, porque você não faz relaxamento ou progressiva?”. Poxa, fico chateada de ver que ainda tem gente que pensa assim, que só liso que é bonito. Acho meu cabelo lindo e adoro o fato de que quando eu chego em algum lugar todo mundo tem o cabelo liso ou escovado e eu estou linda com meus cachos.

  62. Rafaela Mourão says:

    Acho que isso nao acontece só com negras… A mulher do meu primo tem duas filhas uma de 4 e outra de 2 e já começou a alisar o cabelo das meninas! OI? Porque? O cabelo delas é lindo, é todo cacheadinho, desde cima, fica parecendo cachinhos dourados… E a mae já tacando secador de cabelo e chapinha à essa idade? Primeira vez que coloquei um secador no cabelo foi com uns 13/14 anos!

  63. Amanda Kreves says:

    Eu nasci com o cabelo seco, ressecado, crespo e ondulado, daquele tipo que quando deixa secar ao natural e coloca um ativador de cachos fica lindo, mas não penteia não que Meu Deus eu fico um leão. Desde de pequena alisaram, puxaram e repuxaram meu cabelo, daí já foi feito o estrago. Tentei juro que tentei deixar os cachos voltarem, mas daí já era tarde, os cachos não voltaram e não ficou nem cachos e nem lisos. E muito preconceito sim. Mas um dia falei e daí? Minha filha nasceu com os lisos do pai mas enrolados como o da mãe, e com cinco anos fala pra mim: Mãe passa a prancha no meu cbaleo! Eu digo nem pensar! Não vou extragar seus cabelo filha, quando você crescer você resolve se quer assim ou assado. Claro que os cabelos encaracolados (na minha opinião) dão muito mais trabalho porque são ressecados e tal. Mas existem tantas linhas que a gente pode usar pra ficar mais macio e deixar eles seja natural ou alisado com aspecto bom. Acho que cabelo ruim pra quem? O fato é que se a gete não tá satisfeita com o nariz faz uma plástica, e se está deixa ele assim, e porque não os cabelos? Eu acho assim, encaracolados, crespos, alisados o grande lance é hidratar. Eu uso a linha Nutriseduction da Alfaparf que é voltada para os cabelos secos e ressecados ela tem um sistema desenvolvido para restaurar o indispensável equilíbrio hídrico nos cabelos secos. As fórmulas de nutrição foram perfeitamente associadas para fornecer a dose ideal de umidade, com proteínas que restauram as deficiências hídricas de todo o fio, lipídeos que criam uma efetiva barreira sobre a superfície do fio protegendo contra o ressecamento e vitaminais e minerais que estimulam a energia desde a sua origem, o resultado é que meus cabelos ficam soltos, macios, leves, sem ressecamento hidratados e fortes. #ficaadica

  64. Taisa Veiga says:

    Agora que vi esse blog e já amei!!! Adoro acompanhar blogs de beleza mas há uma grande variedade de blogs que dão dicas que não funcionam em minha cútis..rs…

    Quanto ao post o que eu tenho a dizer é: Ame-se!!

    Eu comecei a fazer relaxamento aos 13 anos, tenho 28 e utilizo guainidina. Acho a melhor forma de relaxar os fios sem alisar.

    Eu tinha na minha cabeça que eu tinha que “chapar” o cabelo na cabeça, não deixar em pé, ia no banheiro toda hora na escola para molhar o cabelo…

    Mas quer saber…há alguns anos eu parei para pensar…pra que isso, to estragando meu cabelo! Ele não vai ficar como eu quero que fique, eu tenho que aceitar do jeito que ele é, e foi o que fiz…passei a deixa-los a vontade e nunca ouvi nenhuma crítica….todos falam que meu cabelo é lindo e eu acredito é lindo mesmo!!!

    Eu não recrimino quem alisa o cabelo, acho que a gente tem que se sentir bonita acima de tudo, mas acho que essa decisão deve partir de você, não da última tendência…

  65. Helayne says:

    Fernanda,

    Faz mais de ano que sempre venho pelo seu blog, mas nunca comento, mas esse assunto de cabelo ruim é algo que eu sinto na pele desde todo sempre e minha história se repete: sociedade, família e mais recente a família do namorado.
    Sempre acho que essa ditadura pode ser definida pelo preconceito racial e pelo mercado.
    Não sou negra, sou filha de mãe branca, descendente de portugueses, e pai negro que é filho de india e negro.
    A família do meu pai é multiracial de uma forma que até hj eu não consigo entender como eles são tão racistas: meu pai é negro e tem metade dos irmãos negors, outra parte loira dos olhos verdes e um dos irmãos é ruivo.
    Gente, era pra essa família não ter esse tipo de reação, mas é um povo muito preconceituoso: no meu caso o preconceito de um lado em relação a mim é pq eu sou branca, mas nasci meio ruiva e com os cabelos bem cacheados, e dá-lhe a parte negra da família que só faltava dizer que eu era uma aberração pq MEU CABELO DE ESTRURTURA DE NEGRO NÃO COMBINA COM MINHA PELE CLARA. OI?
    Meu pai passou sempre por muito preconceito cmgo….as pessoas chegavam pra ele e diziam “vc tem certeza que essa menina é sua?”…Porém, meu pai sempre gostou do meu cabelo. Eu e minha irmãs eramos proibidas de cortar oas cachos muitos curtos ou fazer qq quimica…meu pai não gosta até hj! Eu tenho uma irmã, morena, do cabelo cacheado fantástico, lindo…mas ela se contaminou pela parte da família loira dos olhos verdes que desde muito cedo motivou ela a alisar o cabelo, e não deu outra…hj ela vive de alisamentos, já perdeu metade da massa capilar e não para…ela é refém dos alisamentos…meu sonho era que ela percebesse o quanto tá fazendo mal a ela mesma, a saúde dela, e o mais contraditório é que ela vive elogiando meus cabelos cacheados, mas ela não consegue mudar, voltar ao natural…eu fico com muita pena delas as vezes, mas enfim…
    Minha mãe é mais complicado ainda…até hj ela soltaas vezes, mas já melhorou muito, coisas preconceituosas do tipo “tu tão bonita, branquinha..com esse cabelo de negro…”…gente, como ela falava isso se ela se apaixonou por um negro, teve 3 filhos com ele, uma família!!!!!?….Tem coisa que eu não consigo entender….Hoje em dia ela melhorou muito, e acha meu cabelo belissimo (acho que pelo fato de eu sempre ter sido meio “rebelde” desde cedo e não gostar da forma como me tratavam na familia do meu pai…eu só alisei meu cabelo 1 vez na vida…com 12 anos…pra nunca mais! ficou horrivel! só voltou os cachos depois de cortar na orelha com 13 anos e nunca mais na vida eu quis saber daquilo…eu sempre quis mostrar pra ela que as coisas não são belas pq a maioria diz que é, e que o diferente tbm tem seu valor…acho que tou conseguindo…)

    A família do meu namorado é uma dor de cabeça..Eles não falam na minha frente, mas sempre fazem comentários maldosos “cabelo ruim”, “gente feia”…e enfim…eu fico na minha, mas se um dia alguém fala pra mim assim…eu não sei nem o q responder…eu vou ficar muito chateada….eu detesto preconceito racial…são muitos traumas: “galega sarará”, “projeto de negra mal resultado”….e por ai vai…
    Eu e meu namorado temos uma historia bem bonita: namoramos da adolescencia por volta dos 18 anos…terminamos e ficamos 5 anos distantes…faz 1 ano que voltamos e ele disse que uma das coisas que mais sentia falta nos 5 anos que ficamos separados era do meu cabelo, que era tão minha marca, tão eu, “tã bom de amar”…ele me acha linda com meu cabelo de negro, minhas sardas, meus pneuzinhos… =)
    aaaahh, o amor….e por isso a gente “aguenta” a família do outro, né Renata?

    Em relação a sociedade vou contras duas historinhas legais:

    1- eu tenho uma amiga linda, cabelos balck e tal..meu sonho é um cabelo assim, pq meus cachos não são desde a raiz, não tem aquele volume, mas é bem cacheadinho…e ela fazia relxamento com produto de progressiva…resultado..uma hora o cabelo alisou em algumas partes e ficou terriveeeelll…
    eu ficava dizend pra ela largar essas quimicas que dava pra substituir por mais cuidados, umectações, hidratações, e o cabelo ia ficar mais comportado e ela ia ganha rum black estilo e matar muita gente de inveja…num de outra, né? foi 1 ano de luta, ensinei algumas coisas pra ela, elcortou a parte alisada e o cabelo dela é lindo…ela fez umas mechinhas loiras e ficou bárbaro! eu fico muito feliz quando ajudo alguém a perceber sua propria beleza, se valorizar…é muito gratificante…acho que é uma forma de exrocizar minha infância e os traumas da familia….sempre penso “uma mulher a menos pra se sentir menos bonita que as outras…uma mulher a mais pra descobrir que tbm é bonita sendo descendente de negros…uurfa!”. Essa minha amiga mora hj em outra cidade e sempre que se arruma pras baladas da vida e ajeita o cabelo dela…me marca nas fotos do seu facebook nos cabelos pra me “homenagear”…adoro esse carinho dela cmgo =)

    2- sou estudante, faço mestrado, e moro fora da minha cidade natal, divido apartamento com outra menina…ela tem o cabelo super liso, brilhoso, mas ela cmo eu…tem o cabelo bem poquinho…
    sempre escutava as vezes ela falar coisas de “cabelo ruim”…e chegou um dia até a mostrar uma foto d euma criança que é da familia dela e dizer ‘ó a pobi….mulher…o cabelo tão ruim..tão ruim..vai sofrer tanto”….ai eu olhei com aquela cara e disse “só vai sofrer se não cuidarem do cabelo respeitando ele…e se não cuidarem da auto-estima dela…espero que sua familia saiba cuidar dos dois…”…e ela responde ‘mas mulher…A FIBRA do cabelo dela É RUIM DEMAIS…não é como o teu que ainda faz um corte e tal…é ruim demais…eu gostaria de ter um cabelo cacheado no MÁXIMO COMO O SEU…pq se fosse mais cacheado…não dava…acho que seria cmo tua irmã…”
    e é pq é jornalista e sempre acha que tem opiniã formada pra tudo…opinião sobre preconceito acho que ela não tem não, né? ôh….
    ai eu fiz uma aposta com ela…”vai começar o são joã e vai ter festa…vc deixa eu cachear seu cabelo pra vc ver se gosta”…ai ela “tá certo! aceito! mas duvide que vc consiga..ninguém nunca conseguiu até hj…É MUIITTO LISSO..MUITO POUCO..não pega nada..”..
    e ai..eu consegui…com muito mousse, amassadinho, ativador de cachos e difusor…e nem preciso dizer que ela ficou UM ESPETÁCULO…ela saiu morta de feliz com um cabelo cacheado…se achando linda, sexy…diferente, maravilhosa…e disse que se quando ela chegasse depois do forró o cabelo tivesse do mesmo jeito ela ia querer fazer sempre pq adorou…
    moral da história: primeiro eu me lasquei, né?? kkkkkkkkkkkkk..vou ser cabeleireira dela uauhauhauhhauuha…segundo MAIS UMA QUE DESCOBRIU QUE UMA MULHER CACHEADA TBM É SEXY, FATAL E PODE SER LINDA NO FORRÓ! uahuahuahuahuahuhua…

    mas é isso…entre contradições desse mundo…a gente tem que saber lidar com as diferenças, e saber tbm mostrar pra quem tá aberto, pq nem sempre td mundo tá mesmo…que A DIVERSIDADE é a verdadeira beleza na Terra! É relaxar, ser quem somos, ajudar os outros a se redescobrirem e rí muito! =)

    desculpa o “comentário” que é mais uma carta, um desabafo…hehehe

    Beijos, Fernanda!
    =)

      • Helayne says:

        Mulher, agora que eu me lembrei de uma outra história:
        Me lembro que num post que vc fez sobre sua viagem a Argentina vc comentou que sentiu os “olhares preconceituosos” pra cima de vc, não foi?
        Olha, eu tive a mesma impressão quando fui pra Buenos Aires, em Montevideo nem tanto, pq não sei se foi sorte minha, mas as pessoas lá são mais “abertas”..ou simpáticas.
        Mas era muito engraçado até certo pont, quando eu e minhas amigas passavamos com os cabelos bem cacheados e esvoaçantes pelas ruas das duas cidades: todos ficavam olhando.
        E eu não vou mentir, eu gostava…podiam até olhar de jeito tosco, mas eu sempre preferia achar que era inveja mesmo…

        Depois, quando eu digo que rolar um ar de preconceito racial em buenos aires o povo diz que eu sou xenófaba, pode? hahahahahha..
        Mostrei seu post pra meu namorado no dia…ele é locuo pela argentina…coisas do futebol…hehhehe…ele ficou caladinho…=P
        aiaiaiaia…

        Quanto a evoluções: duram séculos…
        hehehehe

        mas fazemos nossa parte!

        beijo, munita!
        =)

        ps.: vou pro rock in rio….diretamente do ceará para o rio! uá! se eu esbarrar com vc em algum lugar..não tenha medo, ok? =P

  66. Marcia Barbosa says:

    Feee linda,
    eu sempre digo pra uma menina que estudou comigo na faculdade q mulher de cabelo crespo q tem coragem de deixa-lo como Deus deu, é corajosa mesmo!!!
    Eu aliso o meu cabelo desde os 15 anos e me sinto um pouco melhor. Sofri muuuuito na adolescencia! Eu era vista como “a neguinha do cabelo duro”. Nunca tive um namoradinho na adolescencia. acredito, pq era negra e não tinha sex appel. nenhum garoto naquela época me via como mulher e sim a “garota feia de cabelo curto q só serve pra ser amiguinha”. Hj não falo c/ nenhum deles, thank you God!
    Quanto a descriminação, já aconteceu, já vi acontecendo e nunca irá deixar de acontecer. Mas eu cago montes! Se for muuuuuito grosseiro o comentário, mando tomar naquele lugar sem restrições.
    O meu cabelo hj está lisão, c/ progressiva e como nenhuma mulher está satisfeita, gostaria que ele estivesse ondulado.
    Eu gostei da sua foto de cabelo grande e cacheado, meio loiro. Acho que fica bonito em vc.
    Mas hj eu curto meu cabelo, cuido pouco dele e juro, não sei o q farei se tiver uma filha. Digo isso pq é dificil vc passar pela adolescencia e ser humilhada por causa do seu cabelo, da sua cor, da sua maneira de ser.
    Eu queria muuuito ter essa sua personalidade e de ser vc mesma. Parabéns!
    Bjs
    Marcia

  67. Mariana says:

    Fernanda, amei este post!
    Quando criança eu tinha um cabelo lindíssimo, era bem cacheado com uma coloração castanho claro que no sol ficava quase louro. Meu pai é negro e minha mãe é branca. E eu nasci com o nariz e com a textura de cabelo do pai. Eu amava meu cabelo até os dez anos, quando meus pais me matricularam em um colégio particular. Eu era uma das poucas crianças não-brancas neste colégio. Passei a sofrer bulling e a odiar meu cabelo, desenvolvi uma imagem muito negativa de mim mesma e de minha aparência.Me sentia muito feia. Foi quando começaram as químicas. Uma série delas. Meu cabelo ficou muito danificado. Uma das químicas por que passei ainda na adolescência fez, inclusive, meu cabelo cair. E o pior é a costumeira falta de atenção da maioria dos colégios para casos assim, que seguem acontecendo diariamente. Depois de crescidinha, deixei o cabelo ao natural, para se recurar de tantos processos agressivos. Melhorou bastante, já que o cabelo estava muito danificado. Assumi os cachos e fui ser bem feliz com minha juba. Mas, aquele cabelo lindo, com os cachinhos definidos da infância, isso nunca mais. Por essas e outras que eu acho muito negativo fazer química em crianças.
    Atualmente estou fazendo relaxamento com um cabeleireiro de confiança, que me ajuda a manter os fios sempre hidratados e bem cuidados. E sinceramente, estou bem feliz com o resultado e confiante a respeito de minha própria aparência. È simplesmente o estilo com que estou me sentindo bem hoje, assim como estava me sentindo linda com o cabelón cacheado ontem. Aliás, acho que quando enjoar, vou voltar ao cacheadão.
    No fim das contas, o que eu acho legal é nós, cachedas, termos sempre em mente que nós podemos fazer tudo. Tudo, tudo, tudo. O que importa é nos sentirmos bem, estarmos com nossa auto-estima em alta e termos sempre MUITO orgulho de nossa origem afro. Seja de escova ou de black power. Pq, afinal de contas, porque nós não poderiamos querer variar de quando em quando? Porque uma loira de cabelo lisos pode fazer um baby liss sem ser acusada de tentar esconder sua origem germânica – mas uma cacheada que faz escova às vezes pode ser taxada de estar tentando “embranquecer”? Me lembrei agora do caso da Negra Li, que ouviu muitas críticas por “não ter orgulho de sua negritute” quando operou o nariz dela. Mas ninguém falou nada a respeito do Luciano Huck não ter orgulho da origem judáica quando ele (assim como um monte de globais brancas que nasceram com narizes que não ornam com o conjunto do rosto) operou o nariz com jeito de tucano dele? Oras, como a Negra Li não teria orgulho de ser negra quando escolheu colocar Negra no nome artistico dela?
    Ninguém TEM que fazer química. Para mim, relaxamento não é uma necessidade, mas pode ser uma alternativa para dar uma variada. E porque eu NÃO poderia querer variar? No fim das contas, racismo e imposições (tem que alisar, não pode alisar) é que não tão com nada.
    Beijos!

  68. Renata says:

    Mulher nenhuma tem o cabelo que queria – se nasceu com cabelo anelado, quer liso; se nasceu liso, queria um pouco mais de volume e movimento.
    Eu sei, sabe porquê? Porque o meu é chamado “cabelo-goteira”… Liso e fino como de uma criança, e adivinhe qual é o meu maior sonho…
    Volume e ondas!

  69. Paulinha says:

    A gente tem uma idéia de que tudo q é europeu é “arrumado”, cabelo, roupa e etc… Infelizmente, em ambientes de trabalho mais formais nem pega bem usar cabelo nesses cortes que vc postou, estilo “maluquinha”, como eu ouço dizer. Já usei mto tempo e combina mto com a minha personalidade. Mas em vários lugares que trabalhei tive que usar outros cortes e o cabelo menos “assanhado”, mais comportadinho.

    Meu cabelo nem é afro, mas eu acho lindo cabelo afro e cacheado. Mas tem q saber cuidar… não dá pra pessoa acordar como uma lisa qualquer e sair por aí…. a forma do travesseiro segue o cabelo…. rsrs….

    ACho extremamente imponente quem usa cabelo afro. Fiquei chocada com o alisamento de cabelo duma criança de CINCO anos!! Olha, na adolescência o cabelo muda mto mesmo… eu mesma usei progressiva por 3 anos e hj não lembro mais como era meu cabelo qdo os cachos eram mais apertadinhos…

  70. beluzinha says:

    eu sou negra e meu namorado é branco,,a irma dele mais nova gosta de mim suponho que sim e o cunhado dele tabem,,mais a irma mais velha acho que nao vai com minha cara e quando ele vem ter comigo em minha casa ela faz muito comentario e manda muita indirecta pra ele e ele notou que a irma mais nova pede pra sair ela deixa e com sorriso porque namora com branco da cor dela mais quando é ele a dizer que vai sair é sempre a mesma merda..e ele ta terminando tudo comigo porque nao suporta a baixaria da irma e eu gosto muito dele e nao quero terminar por um motivo desse,,por mim ela que si foda o problema é dela…mi ajude o que devo fazer sera que eu posso abrir mao do meu namoro por a irma ser racista?? eu amo muito ele,,

    • Fernanda Alves says:

      Amore, dizem que se conselho fosse bom, a gente vendia, mas como você está pedindo o meu, lá vai: a questão racial é muito mascarada aqui no Brasil, de fato, mas é muito importante. No entanto, prefiro acreditar que outras coisas vem na frente disso, como o amor, a amizade, o senso de justiça… por isso, se a questão racial incomoda tanto o seu namorado a ponto dele desconsiderar (ou colocar em segundo lugar) o afeto que sente por você, então alguma coisa está errada, né? Converse com ele e entenda se esse realmente é o motivo para ele querer se afastar. E mostre pra ele que você não está satisfeita com a situação. Só não vale ficar em casa choramingando e deixando a vida passar! Vai lá falar com ele, menina!

  71. keka says:

    Eu sou a pessoa mais indecisa do mundo!!! eu relaxo meu cabelo desde os 12 anos (hoje tenho 23) e no decorrer deste periodo eu desisti da quimica 3 vezes e acabei voltando a usar quimica.. o pior é que quando consegui deixar o meu cabelo cacheado até o ombro eu me enfezava e alisava novamente. obs: quando eu conseguia deixa lo cacheado ele sempre vivia preso…. hoje estou tentando deixar crescer sem quimica novamente tem uns 3 cm cacheados nao sei se vou conseguir
    bjo

  72. Julia says:

    Eu também acredito que a beleza vem de dentro para fora, e se você sente-se feliz do jeito que você é, então meninas mesmo se vocês estiverem carecas as pessoas vão achá-las bonitas, porque vocês se acham bonitas. Também assumi o meu crespo com muito orgulho, e eu também já sofri preconceito por parte da minha sogra, ela não gostava de negros, ela nunca me falou algo claramente, mas dizia ao meu namorado que hoje é meu marido, ela sempre dizia para ele largar de mim e arranjar outra melhor(uma BRANCA)mas ele nunca deixou-se levar pelas palavras preconceituosas dela e está comigo fazem 4 anos, e eu também nunca me deixei abater por causa disso, eu amo a minha cor e agora aprendi amar os meus cabelos que são crespos sim e com muito orgulho porque foi Deus que me deu! Umbeijo á todas e amem-se do jeito que Deus as fez.

  73. Rafaela says:

    Eu tamem sou negra tenho cabelo crespo ja fiz muuuita progreciva agora meu cabelo ta metade progreciva e metade natural mais o problema e a cor da pele eu conheci um menino mais ele gosta de mim so que umas meninas envejozas foram encher a cabeça dele de coisas pra ele naum fikar comigo mais o fato que ele nao liga pra cor ele liga pra beleza e isso e que nao falta em mim kkkk mais oq eu faço em relação desses comentarios? E eu adoro meu cabelo quando ele ta lizinho pk eu sou rockeira dai eu tenho que manter meu cabelo sempre liso kkk mais depois d ouvir esse blog isso me tornou mais fort e se essas pessoas invejosas que nao quer que eu fique com ele o azar e delas pk eu sou lunda tenho uma banda e uma voz maravilhoza que deus me deu e eu tenho orgulho da minha raça falando bem ou falando mau estao falando d mim

  74. Rafaela says:

    E outra eu posso ser negra mais eu sou linda tenho uma bela voz e eu sou descolada diferente dessas garotas so me visto de preto e branco e eu so assim tenho orgulho da minha beleza

  75. Cassandra says:

    Oi pessoal meu nome é Cassandra e tenho 36 anos. Tirei o mega porque cansei de ser escrava de mega, relaxamento, escova, nunca poder sair com cabelo molhado ( ainda não estou conseguindo) porque não deu tempo de secar o cabelo, etc. Quando eu tinha 5 anos minha mãe me levou no salão para “alisar” meu cabelo black com uma tal de “banha azul” que usavam na década de 80,lembro que gritei tanto, ardeu tanto e meu cabelo caiu todo mesmo. Desde então não sei como é meu cabelo, sei que é muito crespo, black power, sabem Michel Jacson criança, acho que era assim meu cabelo, nunca teve cacho e só fazia volume, nunca cresceu para baixo so para cima,agora resolvi saber como realmente sou sem alisamento e essa é a pior fase porque estou há quase 4 meses sem relaxamento, já cortei algumas pontas e a cabeleireira amiga minha que o processo é ir hidratando e cortando até ele ficar todo crespo. Só não sei com farei depois para deixa-lo com um pouco de cacho hoje estou colocando bobs bem pequenos para sair e passo so o dedo deixo todo para cima, estou achando bonito assim, até descobrir como ficará meu cabelo depois.

    • Fernanda Alves says:

      Boa sorte, Cassandra! Dia desses conheci o canal no YouTube de uma moça que tem o cabelo mais crespo tb. Acho q o nome é naptural_85. Procura os vídeos dela, tem mais dicas para o teu tipo de cabelo, acho q vais gostar!

  76. Juliana says:

    Tenho o cabelo black crespo, assumi não faz mais de 6 meses, e hoje voltando para casa, na minha rua havia dois meninos jogando bola, e começaram os comentários: “a bola caiu dentro do cabelo dela, e agora!?”, ” seu cabelo parece um bombril, dá pra lavar minha panela” “sai daqui, raspa logo esse bombri.” E isso mexeu tanto comigo, isso me machucou de forma profunda, e o que mais me chocou, é que aqueles pobres meninos não deviam ter mais de 5 anos, e todos eles com esse pensamento de “cabelo bom e ruim”, a vontade que eu tive foi de explodir ali mesmo, porém continuei andando, quando cheguei em casa, fiquem pensando nisso, e cheguei a conclusão, que se eles soubessem o quanto isso machuca, essa forma de racismo, essa forma de preconceito, com certeza eles não teriam soltado aquelas infelizes palavras.

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