Vamos falar sobre revistas?

Se tem dois estabelecimentos que me distraem, são as farmácias e bancas de jornal. Se estou fazendo hora, esperando alguém ou só com tempo livre, entro em uma banquinha e fico vendo as novidades – já fui expulsa por alguns jornaleiros mal humorados, do tipo isso aqui não é biblioteca! –  e acabo sempre comprando alguma coisa. Com essas revistinhas de 5 conto então já viu. Um perigo!

Daí que dia desses comprei a nova Glamour, postei no instagram (tô lá, sou @soshopaholic), e super começou uma discussão bacana por lá e pelo face. A começar pela capa, super rosa e com carinha teen, todo mundo tinha algo a dizer (nem todos falando bem, vejam) e achei tudo tão rico que deveria migrar pra cá, um ambiente democrático em que todo mundo pode meter um pouco o bedelho. Que tal?

.

Minhas considerações:

♥ Realmente achei a capa muito teen, demorei um segundo para ver que era a Juliana Paes mesmo. Achei as chamadas estranhas, obacanal eu cheguei a pensar que era erro de digitação. E “looks ‘uau'”, que diabos é isso entre aspas??

♥ Sobre a linguagem do recheio, achei bem antenada com a linguagem de internet. Parece que estão conversando com a gente o tempo todo, é muito informal (ainda mais se compararmos com algumas matérias da Elle e Vogue, que me parecem meio distantes, quase aulas), e isso é bom (pelo menos pra mim!)

♥ Ainda sobre o conteúdo, tem umas coisas estranhas, como matérias com dicas de sexo oral no namorado. Alguém disse que parecia Capricho para adultos e eu concordei.

♥ Muuuuuito conteúdo de moda, que bom! Mas se o editorial diz que a revista tem “um Glamour zero esnobe, para todos os gostos e bolsos”, isso fica a desejar nas escolhas dos produtores. Tem estola de pele de 3 mil reais, tiara de 400 paus, saia rodada de 3 mil reais, e DUAS PÁGINAS com opções mais acessíveis. Duas páginas em uma revista de 250!

♥ Tem uma matéria mega glorificando a Daslu e suas vendedoras. Achei duvidoso.

 

Essas são só umas pequenas considerações que compõem um cenário maior, que diz respeito ao conteúdo. Como falei da linguagem, você vê também como os blogs de moda influenciaram na criação dessa primeira edição da revista – há diversas blogueiras em suas páginas, incluindo um perfil da Camila Coutinho escrito pela Alê Garattoni. Mas, ao mesmo tempo, há muita, mas muuuita informação que a gente já viu pela internê, como cabelos coloridinhos (candy colors, como a Katy Perry usa), muitas pulseiras usadas juntas, looks do Grammy, etc, e aí fica claro quem se alimenta de quem. Então fica a questão: como blogs e revistas de moda vão conseguir coexistir e ter, cada uma, o seu espaço? Sim, pq eu acho que as revistas não vão acabar – mas será que elas vão conseguir trazer alguma novidade? Qual seria a função das revistas de moda hoje, para uma geração que passa metade do dia no computador?

 

Queria saber o que vocês acham! Vocês ainda compram revistas? Compraram a Glamour?

 

 

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42 thoughts on “Vamos falar sobre revistas?

  1. Ivone Leles (@voneflor) says:

    Oi Fernanda,
    Não tive oportunidade de ler a revista, mas durante a adolescência comprava muitas revistas, atrevida, capricho e depois fui desanimando por repetição de conteúdo vi que não me acrescentava nada, além de vir os posts e depois páginas e páginas de propaganda, coisa que me fez parar de comprar também a Gloss e preferir o contéudo on-line que facilita a vida, além de economizar 5 paus é pra coxinha e pro suco de máquina.
    Tinha coleção de revistas e adorava recortar as ilustras fofas e fazer colagens pelo quarto, encapar caixas, bons tempos. Também não acho que as revistas vão se extinguir, ainda são uma forma de compactar assuntos de forma direcional a diferentes públicos, que na internet se encontra mais acessível e também bem manipulado como alguns conteúdos de blog.
    Beijos

  2. jujuhzinhah says:

    realmente, eu acho que as revistas como essa tão perdendo um pouco da graça num mundo que você tem milhares de blogs atualizando as novidades a cada momento…. e concordo com tudo que vc falou! o que mais me deixou chocada foi que em toda matéria que citava alguma loja e tal (menos essa da Daslu, pq né…) eles frisavam no texto que “as roupas são lindas por precinhos camaradas” e ai botam uma foto de um vestido de 1000 reais….. oi??? viajaram legal!

  3. Marcela de Vasconcellos says:

    Eu comprei essa revista no aero de BsB essa semana pra preencher a hora e meia de vôo que tinha pela frente.Achei sim a capa muito adolê e alguma partes do recheio também. Em algumas matérias achei que tinham palvras muito esquisitas pra mim, tipo essa dos looks uau. WTF???

    Além disso, realmente, os editoriais foram bem inacessíveis, mas beleza até aí porque eu acho que a idéia de um editorial é dar inspiração pra vc montar do seu jeito e com o seu bolso a releitura do look da página. Se fosse todo feito de C&A e Riachuelo provavelmente eu gostaria menos, sei lá acho que ia parecer muito com uma idéia sendo forçada a entrar na minha cabeça.

    E sério, jura pra mim que foi ilusão e eu não vi uma matéria sobre bacanal. Aproveita e jura também que não tinha um manual de masturbação. fiquei com mó vergonha de de repente cair da revista um “manual lacrado as 1000 posições sexuais mais calientes” no colo de outro passageiro do avião, ou no pé da comissária de bordo.
    A parada foi tão tosca que eu li só pra saber onde ia dar e, como imaginei, a jornalista foi muito pro lado da “experiência pessoal”, sei que a matéria era pra ser em primeira pessoa mas acho que foi too much information.
    A crônica da “ mas feia da festa” foi bem mais ou menos, por mim seria facilmente trocada por uma coisa mais “engraçada”, mais leve. A matéria com a mulher que perdeu a irmã poderia ter sido maior, não sei se fui só eu mas parece que faltou alguma coisa, ou um desfecho mais completo ou a análise do caso por um especialista. Tanta gente passa pelos mesmos problemas e ler um conselho de alguém especialista na área pode ajudar as pessoas a procurarem ajuda ou a encarar a coisa de um jeito diferente.
    A frase acima exemplifica uma coisa que meio me irritou tb, esse uso de inglês no meio das frases fica esquisito em revistas sim. Internet é internet e revista é revista. Cada um tem seu nicho e acho que as revistas impressas, se quiserem continuar existindo, precisam encontrar linguagem própria e não copiar a net. Afinal se for pra ler exatamente o que tá no teu blog, do jeito que tá no teu blog eu venho aqui ler que é de graça e divulga as coisas com rapidez muito maior.
    O que traz outro ponto: porque a Vogue americana consegue fazer edições que saem a preços ínfimos na assinatura e o máximo que as Brasileiras conseguem são R$ 6 numa pocket na banca? E nem vem me falar que é falta de anúncio porque não é não, tem anúncio demais e nenhuma amostra. Só a presença de amostras, provavelmente, já garante venda. Ontem qse comprei um a Vogue Portugal só porque vinha com uma amostra de 3 minute miracle da Aussie que eu quero comprar há um tempão, na verdade me arrependi de não ter comprado.
    Minha opinião? Se a Glamour quer se firmar no mercado precisa encontrar um público alvo menos volúvel que as wannabe Dasluzetes e bloguetes e trend setters (escreve assim?).
    É uma boa revista sim, mas realmente pareceu a Capricho para (recém) adultas. Se continuar assim, não sei se compraria de novo.

  4. Maura says:

    Eu comprei a Glamour e achei interessante, porque sinceramente eu achei que era uma jogada de marketing na qual eles iam trocar o nome Criativa para Glamour e pronto, acabou! rs

    Foi uma boa surpresa ver que realmente é outra revista.

    Acho que o que me causou mais estranhamento foi essa vibe “Nova” para adolescentes que as matérias de sexo tem. Achei beeeem ruins (o que é aquela matéria pra você aprender a ser uma bitch, gente? faz algum sentido no universo de vocês isso?).

    Outra reclamação realmente são os editoriais de moda. Eu quase nem olho o preço e a marca mais, sabia? Olho para admirar. E ponto. Totalmente fora da realidade. Gostei muito da iniciativa de tentar alternativas mais baratas, mas tinham que aumentar porque 2 páginas é muito pouco.

    O melhor seria incluir peças acessíveis nos próprios editoriais. É por isso que a minha revista feminina favorita ainda é a Gloss (que também deu uma mudada esse mês, com nova seções e muito mais páginas).

    Mas ainda acho que as revistas têm muita informação velha. Eu entendo que, por serem mensais, elas acabam perdendo para os blogs no sentido de velocidade, mas é só ter um pouquinho mais de criatividade para tentar gerar conteúdo que ainda não foi visto, o que nem sempre acontece.

    Bom, desculpa o comentário gigante.

    Beijos, Fernanda.

    • Fernanda Alves says:

      A Gloss consegue misturar peças da Renner no meio de um editorial, por exemplo. A minha jaqueta perfecto é da Myth e eu só soube que tinha lá por conta de um editorial da Gloss. Na verdade, acho que editoriais bacanas, bem produzidos, são o grande diferencial das revistas para os blogs – pq vai ser difícil apresentar uma novidade! As revistas são feitas com até 3 meses de antecedência!

  5. Flavia Saad says:

    Fe,
    eu recebi a Glamour em casa porque assinava a Criativa. Olha, gostava muito mais… Era mais moderna, mais “fora da caixa”.
    Achei a linguagem da Glamour péssima, muito infantil e cheia de afetação. Um monte de gírias que fazem sentido em inglês que parece que eles ficam tentando emplacar aqui… hahahaha
    A matéria do “bacanal” que a moça acima mencionou achei bem fraca. Nada de surpreendente e bem comportada, aliás.
    Pra mim, teve só 2 coisas legais em 250 páginas: primeiro, o editorial retrô ter sido clicado na minha cidade (SAAAANTOOOOOS!). Ficaram lindas as fotos. A matéria da moça cuja irmã gêmea se suicidou também foi emocionante.
    O que nos leva à questão: Glamour é o desequilíbrio em forma de revista! Kd coesão? Bacanal + suicídio + roupas caríssimas + horóscopo…
    Parece uma colagem de 10 outras revistas juntas.
    Esse negócio de “revista-franquia” tbm me incomoda. Women’s Health, Shape, Glamour… Todas trazem um formato definido baseado nas publicações gringas, mas parece que não adaptam direito. Sei lá, é uma impressão que tenho quando leio.

    bjsss
    Flávia Saad

    • Fernanda Alves says:

      Flavinha, adoro seus comentários!
      Cara, sobre os estrangeirismos, achei típico de linguagem de internet e de publicação de moda. Confesso que já vi coisa pior.
      A matéria do bacanal, socorro, achei um Frankenstein.
      O editorial em Santos foi liiiindo, cinquentinha, a produção toda tava um show.
      A matéria do suicídio, apesar de emocionante, poderia ser mais aprofundada, sabe? Imagina quem passa por isso, acho que precisa de um box que seja com uma informação profissional, grupos de apoio, etc.
      Concordo contigo que o perfil da revista ficou esquizofrênico. Sem contar com o público-alvo, ora super jovem, quase teen, ora maduro e profissional.

  6. Belezas de Kianda says:

    Faz muito tempo que não compro dessas revistas femininas. É mesmo um boicote que eu faço para protestar contra a falta de mulheres negras nas capas e editoriais. A mulher negra nunca ou quase nunca é retratada nessas revistas, então, faço meu protesto solitário não consumindo-as nem divulgando-as no meu blog.

  7. helenacamara@uol.com.br says:

    Não comprei, mas só pelo fato de trazer aquelas blogueiras xexelentas (como se já não tivéssemos overdose delas na internet) nas páginas já é um motivo pra eu não querer nem chegar perto. E pelo que falaram, que parece uma Capricho pra adultos, não vou chegar mesmo.
    Tão usando linguagem informal demais, típica de blogs. Mas entre blogs que dão a notícia quase instantaneamente, e revista que pode levar até 1 mês, adivinha quem sai ganhando?
    Eu gosto muito da Estilo e da Gloss (apesar de essa ser meio Capricho também).
    A Vogue Brasil não vale a pena mesmo, desde que a DM foi pra lá que virou um “Meu querido diário” dela, das amigas e da filhinha.

  8. Nadja Barros says:

    Recebi esta revista há alguns dias e ainda não tirei do saco plástico. Fico muito cabreira qdo chega algo que eu não comprei/pedi, pq pra mim a publicação tá atirando para todos os lados e, se houvesse uma pesquisa de mercado, certamente não me mandariam, pq pela capa achei a revista tão sem atrativo que, como já disse, nem me dei ao trabalho de abrir! Ainda mais agora, sabendo do conteúdo pelo q vc disse e pelos comentários acima, é uma boa candidata ao cesto de lixo (reciclado)! Agora é aguardar aquela ligação fofa “alô, bom dia! gostaria de ‘estar sabendo’ se a senhora está recebendo a nossa edição regularmente…” ou o boleto pra pagamento da assinatura…afffff

  9. Super Lana says:

    q legal, vc ainda lê revistas…..eu tbm, achei q só eu e as meninas de 15 hehe..
    sem querer vc tirou um pesinho das minhas costas….tbm, tenho a sua idades 27..rsrs

  10. Dani says:

    O que mais me irrita nessas revistas é o excesso de auto-referência, é muita forçação… A NOVA fala “a mulher de NOVA isso e aquilo” e a Glamour também vai seguiir esse caminho, pelo que li nessa primeira edição.

  11. Emilia says:

    aaaaah, a Criativa acabou? que pena. Eu adoro revistas e compraria sempre, mas em épocas de pindaíba eu corto sem dó. Pra se informar de novidades, hoje, pra mim, os blogs dão muuuuito conta do recado. Aliás, hoje em dia, quando a informação chega na revista eu já vi há décadas nos blogs, fica parecendo notícia velha. O que é gostoso na revista são os editoriais lindos de moda, que os blogs não têm, a portabilidade, reportagens, entrevistas, o visual caprichado. Eu sinceramente, depois que descobri a Vogue, não trocaria mais por outra revista. O problema é que realmente as roupas são inacessíveis (e as jóias, então?). Mas é sem dúvida a revista mais bonita, mas produzida e é grandona, né? Gosto das reportagens mais compridas também.

    • Fernanda Alves says:

      Gostava bastante da Criativa, mas não sou fiel a nenhuma revista, assim, de comprar todo mês. A Vogue realmente é incrivel naquilo que a Annina disse, em despertar o desejo de consumo, mesmo que a gente não tenha um décimo daquele valor. Os editoriais bapho dão conta dessa atmosfera de sonho que é tão importante para a revista.

  12. Annina Barbosa says:

    Comentando sério agora, rs
    Então, Fê, eu acho que as publicações deveriam começar a pensar em mudanças.
    Não adianta querer trazer algo da internet para a revista.
    Porque, pensa comigo, se a redação da revista já viu aquilo na internet, é porque muitas outras pessoas tbm viram.
    E como nós consumimos muita informação dos blogs, nos passa a impressão de ser notícia velha.
    E em tempos de internet realmente é.

    Você falou da Vogue, dizendo que os textos parecem um pouco distantes. É justamente o que eu gosto na revista, sabe?
    A Vogue ainda consegue fazer surgir o interesse da compra.
    Acho que são matérias excelentes, com embasamento histórico (que eu AMO!), fora que a publicação é a mais importante do mercado, o que lhe garante exclusividade em muitos momentos.

    Eu gostei bastante do conteúdo de moda da Glamour. Os editoriais são lindos, apesar de caros (tbm achei absuuuuuurdo duas páginas apenas com opções econômicas).

    Agora eu não curti a linguagem de blog. Eu não quero ler blog em revista.
    Me irritou muito aquela profusão de sorry pra lá, sorry pra cá.
    Muita informalidade pro meu gosto.

    Nessa hora, prefiro os aulões da Vogue, que ainda são diferencial.
    A Glamour virou mais do mesmo.

    Um beijo!

    • Fernanda Alves says:

      Eu acho que não faz mal usar esse estilo mais coloquial no texto, de verdade, ainda mais se for pra atingir uma geração que, convenhamos, não é a nossa. Meninas que ainda estão na faculdade, com 20 e pouquinhos, muitas vezes querem ler um texto mais mastigado mesmo, e acho que tem espaço pra todo mundo – pras aulas da Vogue e pras gírias de internet – o que me incomoda nem é a linguagem, mas a superficialidade e a repetição de conteúdo, como se nada de novo merecesse ser mostrado.

  13. Paris says:

    Não dizem que a vantagem do *jornalismo de moda* sobre os blogs é justamente apuração da informação? Pois nessa matéria endeusando a Tranchesi faltou um box explicativo ao lado, tipo assim:

    “SAIBA MAIS: Eliana, apesar de carismática, também era criminosa! Em 2005, foi presa na Operação Narciso, quando chegou a ser levada para o Carandiru. Eliana aproveitou a ocasião para lançar uma coleção cápsula de marinières, remetendo à famosa camisa listrada usada pelos presidiários”.

    • Fernanda Alves says:

      EXATAMENTE! Criticam tanto os blogs por sua superficialidade (cadê Lilian Pacce, que acabou com as blogueiras em um texto?), mas se a revista faz igual, então o que isso significa, né? Que superficialidade é o ideal a ser seguido? Prefiro acreditar que não.

  14. Lau says:

    Eu comprei, li e não gostei.
    Não sou blogueira, nem jornalista, nem “trabalho com moda”, sou apenas uma consumidora média, adulta que gosta de estar informada e pra mim a revista não colou. Realmente tem editorias de moda lindos, bem produzidos, mas isso até as lojas de rede tão fazendo por ai. E com roupas bem mais próximas da realidade diga-se. A respeito das materias sobre comportamento,a abordagem pareceu um tanto quanto superficial. Se a intenção é identificar a linguagem coma internet, sinto muito , mas deixa a desejar. Quando se compra uma revista se espera conteúdos mais completos não apenas essa coisa brainstorm, que outras midias como a internet permitem.Eu, pelo menos, quero saber o fim das histórias…Nestes tempos de hipertexto e transmidia tenho privilegiado publicações que mantenham um formato mais tradicional e privilgiem a reflexão, pois em última instância a publicação impressa que nos chama de “leitoras”, devia no mínimo nos oferecer conteúdo pra ler…
    No fim das contas acho que estou preferindo continuar me sentido modestamente criativa a me tornar uma glamourosa “UAU”!

    • Fernanda Alves says:

      Eu não acho ruim se alimentar um pouco do dinamismo da linguagem de internet, mas realmente concordo com você, quando lemos revistas procuramos um trabalho mais aprofundado. Não era essa a crítica aos blogs? QUe não são feitos por jornalistas, que apresentam um conteúdo muito un passant (é assim que se escreve?), uma pincelada geral de tendências? Então cadê os grandes veículos, os grandes jornalistas, tão superiores aos blogueiros? Fica a questão.

  15. camille says:

    recebi a revista em casa talvez por já ter assinado a criativa, que adoro. quando pude ler a revista, fiquei pasma como 250 páginas podem ter tão pouco conteúdo. duas matérias em especial me decepcionaram muitíssimo. uma que fala da moça que perdeu a irmã gêmea. é um tema muito forte, que foi abordado de forma super rápida e sem graça. e, apesar de ser em primeira pessoa, tem palavras estranhas que ninguém usa, tipo “combo”; que, aliás, se repete em outros textos. ou seja, não é termo da entrevistada, é coisa do editor mesmo. outra que achei até no nível da picaretagem foi a do bacanal. gente, como alguém pode vender na capa a ideia de que a repórter esteve na tal festa se a menina nem foi? jornalistas entenderão a analogia irônica: é tipo um texto “frank sinatra está resfriado” com duas fontes apenas? não, né. a parte da beleza está legal,apesar de ter pouca coisas de maquiagem, assunto que curto muito. aliás, confesso que compro a capricho porque tem dicas de make legais e fáceis de repetir. já a moda, passo. se eu quiser saber como blogueiras se vestem, vejo no blog de graça, né? rs

  16. Danielle da Conceição Barroso says:

    Realmente a Glamour deixou muito a desejar,fizeram uma propaganda danada e apresentaram pouca coisa,nada além do que já foi visto nos blogs de moda…Inclusive fui criticada por comprar a revista,mas nem liguei,adoro uma banca de jornal e sempre que posso compro revistas sim,eu gosto,mesmo tendo 33 anos.Confesso que tem horas que me pego pensando se realmente tenho essa idade,pois meus gostos parecem de uma menina de 16 anos,rsrsrsrsrsrsrrsrsrs
    Ah…espero que revejam o conteúdo da revista para próxima edição e apresentem algo no estilo Vogue que prometeram inicialmente,porém não conseguiram ou não souberam como fazer…sei lá!!!
    Glamour por glamour fico com seu blog e de outras meninas que trazem um conteúdo digno e mais próximo da minha realidade.
    Beijos Fê e bom fim de semana!

    • Fernanda Alves says:

      Acho que tem muita coisa que eles podem melhorar sim, pq o público-alvo da revista ficou meio esquizofrênico – seria para meninas de 20 poucos, ou para uma faixa 25-35 anos?

  17. Lau says:

    Fernanda sua linda!
    Não bastasse ler todos os comments você ainda tem a delicadeza de nos recometar… fico grata por uma atitude tão gentil!
    Só mais uma observação: Edições Condé Nast vai transformar o “Fórum Glamour / SoShopaholic” em “Conselho de Leitores???” :))

  18. cnsilva says:

    Eu não compro revista. Não faz sentido na minha cabeça pagar se já tem tudo de graça na internet. Só leio revistas quando minhas amigas compram.

  19. louise says:

    Meninaa…tava na livraria e peguei para ler, vi que tinha mtas páginas e era baratinha, PONTO POSITIVO
    mas esse ponto ficou negativo logo que lia e me incomodava…eu nem sabia dizer o que era mas me incomodava. Até chegar na matéria dos looks do Oscar com comentários ridículos e depreciativos demais, sem falar que a linguagem é dessas patricinhas afetadas, cheias de termos americanizados e fora do contexto…depois me pareceu um jabá sem fim, puxou tanto o saco da Camila Coutinho que deu agonia e olha só, a amiga é que fez a matéria! Nada contra a Camila mas achei péssimo isso!
    Depois aquela matérias das dasluzetes…gzus! Dizendo que era um sonho e a chamada da matéria dizendo que iriam revelar segredos delas…ahã! Como se elas fossem contar os bastidores realmente, se fosse até ficaria legal, porque não?Mas claro que endeusaram tudo ali e ponto!

    Enfim, foi como a garota de cima falou…tanta página e tão pouco conteúdo..pra quê?

    Eu juro que tentei gostar até pq gosto dessas revistas bobinhas….as x me pego vendo a Capricho(olhando as fotos, pq os textos estão cada dia piores..).mas não desceu!

  20. Cherry Bloom says:

    Tive épocas e épocas…de vogue à capricho à Piauí à bravo!. Aí tudo me enjoou e compro agora só rolling stone, billboard só quando a capa me interessa e bravo especial-algo-que-me-interesse também…
    mas em assunto de moda tudo tem me enjoado…e prefiro um milhão de vezes seguir blogs sobre isso. Mas blogs como seu ou hoje vou assim off que é tudo gente-como-a-gente e nada de saia rodada de 3 mil reais….

    Ps. Não li essa glamour, …

    Beijos!
    Camis

  21. lilian2306 says:

    tô mei que com preguicinha de ler todos os coments, mas achei um ABUSO o tanto de propaganda.
    é que não tô com a minha aqui, mas lembro que comprei enquanto esperava uma amiga no shopping e parei pra contar quantas páginas de propaganda haviam antes do conteúdo. eram MUITAS.
    claro que tem que ter, é bom até pra gente, mas achei demais.

  22. Lia Camargo says:

    Eu já tou terminando de ler a edição 2, então não tenho mais forte na cabeça os detalhes da 1 pra comentar. Minha expectativa com a Glamour era grande pq adoro a versão do reino unido e trabalhava na Gloss na epoca em que começaram os rumores q ela estava chegando.

    Vou citar 2 pontos negativos q estao frescos na minha cabeça:

    – Não curti o jeito de conversar colocando palavrinhas em ingles, ou dizendo o que “é obrigatorio” ou vc “necessita ter”. Achei pedante e afetado, como alguém citou aí em cima. Mesma coisa sobre o video teaser que a redação lançou rtentando fazer graça, “não dei essa confiança, vcs ainda não me conquistaram”

    – Achei que os valores no geral estão completamente fora da realidade de geral. Entendo que eles tao querendo consumidoras A, vide reportagem da Daslu ou outras personagens que apareceram por ai, mas revista A não vende, e jajá vão ter q mudar a formula. Ponto pra Gloss…

    Nao me aprofundei mto estudando as revistas da nossa faixa etaria, mas na minha epoca de Capricho o fazia. Sao muito claras as diferenças de postura de Seventeen e Teen Vogue nesse sentido. A primeira vende quase 2 vezes mais que a segunda. E nas continhas gerais da empresa, é isso que vale.

    No mais, tambem senti a total transformação da Criativa para Glamour. Ainda acho que o mercado brasileiro tem espaço para uma revista jovem cool, como a Nylon e a Criativa poderia ter pego esse espaço.

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