Toda cult, toda metidinha.

alternativos

Tava achando que eu só via Crepúsculo, minha amiga? (Sim, eu vi Amanhecer. Não, eu não fui com a minha camiseta temática. Sim, eu arrastei o marido. Não, eu não dei gritinhos nem suspiros. Quer dizer… talvez um ou outro suspiro). Nãããããão, eu sou uma pessoa que também se faz de cult e de vez em quando confere alguns lançamentos venerados pelo povo que usa óculos de grau com armação grossa.

(Ver filme cult em uma sessão na Zona Sul, no meio da tarde, é algo um programa que deve ser encarado com cautela. Ainda mais se você, leitora amiga, for gordinha que nem eu e adorar o combo pipoquinha + refrigerante. Isso aconteceu em pelo menos dois dos 3 filmes que assisti: comprei pipoca, cheguei no cinema e, oi, gordinha! só você está comendo por aqui! Cada mordida é um crime para os cults. Cada barulho do saquinho. Quase que desisto de comer. Mastiguei tão devagar que qualquer nutricionista teria orgulho de mim.)

Mas vamos aos filmes! Vamos às resenhas totalmente despretenciosas e que não devem ser levadas à sério pelos cinéfilos (sério, o que já teve de gente me encontrando pelo google e me xingando de ignorante…). Olho na tela!

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moonrise_kingdom

1) Moonrise Kingdom

Você lê blog? Tem mural no pinterest? Curte um tumblr? Então esse filme foi feito pra vc. Parece que Moonrise Kingodom foi todo feito no instagram, sabe como? Todinho meio sépia, meio vintage, tem cara de achadinho de blogueira desde o começo. O filme se passa nos anos 60 e tem como protagonistas dois pré-adolescentes que decidem fugir juntos. Só que eles moram numa ilha, são deslocados, a menina é ratinha de biblioteca e o menino é escoteiro. Não tem como não amar tudo: ela leva uma vitrola portátil na fuga! Eles dançam na praia! Ela usa sombra azul! E o filme ainda conta com Bruce Willis, Edward Norton e Frances McDormand. Amei tudo.

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E_agora_para_onde_vamos

2) E agora, aonde vamos?

Pense em um filme que conta sobre a convivência entre cristãos e palestinos em uma aldeia. Torceu o nariz? Lembrou do Jornal Nacional? E se eu te disser que esse filme mistura comédia, romance e drama? E que os atores não tem cara de atores? E que tem cenas musicais? E que você, de fato, vai rir e chorar na sessão? Eu não sei se esses argumentos me convenceriam, mas eu estava na porta do cinema e entrei. E adorei. Um dos melhores filmes que assisti esse ano, viu? Fiquei até com vontade de assistir Caramelo, da mesma diretora, a libanesa Nadine Labaki.

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Holy Motors

3) Holy Motors

Você quer ver um filme alternativo, mas não muito? Então não veja Holy Motors. Não por ser um filme ruim, na verdade é um filme muito bom. Mas é um filme estranho. Ele trata de um monte de assuntos ao mesmo tempo, como numa série de crônicas fragmentadas que, aparentemente, não tem nada em comum. Quer dizer, elas todas são vividas por um mesmo homem. Ele pode ser um mendigo, um banqueiro, um assassino, um pai de família. Ele pode ser todos, e justamente por isso não é ninguém. Nessa brincadeira, tem simulação de sexo, nudez, sujeira… e acaba sendo puro cinema. Pq cinema é reação. E a partir do momento que esse filme me despertou nojo e repulsa, ele atingiu o seu objetivo: me tocou.

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