Para sair de perto de um fogão e entrar direto no forno

Aqui em casa tem comida nova quase todos os dias. João é acostumado a jantar, e eu também gosto muito de comer uma comidinha à noite, por mais obeso que isso possa parecer para as meninas que não param de falar em Projeto Verão. Então toda noite eu fico mirabolando o que fazer de gostosinho e relativamente rápido pra gente – e é algo que faço com o maior prazer, descobri que gosto de cozinhar. Só que chega no fim de semana e eu já cansei de cozinha.

É porque no fim de semana a gente acorda tarde, toma café (eu sou a louca do café da manhã) e fica esparramado no sofá. Como unir forçar para levantar, descongelar alguma coisa, descascar legumes…? Aff. Então a gente acaba indo almoçar fora. Não é sempre, mas acontece bastante. E eu gosto de ir bonitinha pq já passo a semana inteira de chinelo.

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Então resolvi tentar o tal nó na camiseta que queria há tempos. Funcionou em parte pelo fato do vestido ser mais reto. Depois, olhando as fotos, vi que poderia deixar a camisa um pouco mais comprida, para terminar na costura da cintura do vestido. Pra isso que serve look do dia, né? Eu aprendo sempre por aqui.

Mais detalhes do look:

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Estava eu toda bonitinha saindo para almoçar com o namorado, caminhando pelas ruas da Tijuca, derretendo com o sol escaldante e me arrependendo profundamente de ter inventado uma sobreposição em dia de calor quando finalmente chegamos ao Siri, um dos nossos restaurantes preferidos. Recomendo bastante para quem gosta de peixe – nosso prato preferido é o risoto de frutos do mar, mas o de camarão também é incrível! Comemos bastante, nos refrescamos do calor e… acabamos voltando de táxi. Não tinha como, gente!

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Liga o ar, São Pedro!

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Quem aí cozinha nos findes? E quem foge?

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(Mais) Étnica + Chá Bar com a família

Eu já falei para vocês o quanto estou amando peças mais étnicas, né? Tem muito a ver com o fato de gostar de estampas, de tentar um estilo que tem a ver com o meu cabelo, com os meus traços, e tem a ver com a minha personalidade aparecida de nascença. Por isso, comprei mais um vestido lá na Feira do Lavradio. Tem tempo que comprei (uns 3 meses), mas usei poucas vezes e e nunca conseguia tirar uma foto decente para postar. Daí na semana passada rolou Chá de Panela na família, precisava de uma roupa prática e bonita, pronto! O vestido saiu do armário.

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[As fotos são do Thales, meu irmão mais novo (aquele que vocês amam, suas assanhadas!), que deu a ideia de ficar entre as duas paredes coloridas daqui da rua.] O batom é o Lady Danger, da MAC, as sapatilhas são Shoestock e a bolsa é LYS.

O Chá de Panela foi um Chá-Bar, totalmente unissex e regado de delícias. Quem vai casar é um dos meus primos, Julio César, que já namora a Juliana há quase 10 anos (oi, tipo alguém que eu conheço?). Fiquei basicamente comendo feijoada/bebendo cerveja/rindo da minha família (nesse caso era a família do meu pai). Quando eu digo que a minha família é de seriado, ninguém acredita. O evento teve algumas brincadeiras também, mas nada daquelas mais antigas, em que só a noiva paga mico – os dois pagaram! Uma das mais bacanas foi quando os convidados escreveram histórias antigas do casal em papéizinhos, e o casal tinha que acertar o autor do textinho. Se errassem – o que mais aconteceu – tinham que pagar uma prenda. Pensamos em forjar um sequestro relâmpago, sair correndo nu pela rua ou fazer uma tatuagem na testa, mas acabamos com prendas leves como dançar na boquinha da garrafa. Foi ótimo.

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As fotos são da querida Grazi Gama!

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Família!

I ♥ Vovó

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Os noivos acertaram o autor do textinho, então meu tio que teve que pagar a prenda!

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Hahahha, olha o resultado final (e os noivos adorando!)

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– Vó, vamos fazer uma pose mais conceitual, uma coisa meio Dudu Bertholini?

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Grazi (obrigada, querida!), minha prima Christine, minha tia Cláudia lá no fundo e a vovó mandando beijinho ♥

Uniformizadas do meu Brasil, vambora!

Durante toda a minha vida eu estudei em uma escola com uniforme. Mesmo não sendo muito rígido (eu tinha que usar a camisa, calça jeans e tênis preto ou branco), eu tinha uma mini inveja do colégio do meu irmão, em que apenas a camiseta era obrigatória. Lembro que de vez em quando eu ia buscá-lo com a minha mãe e via as meninas combinando a camisa do uniforme com saia hippie, shortinho, sandálias… pra mim era a maior liberdade! Talvez por isso, toda vez que escuto alguém dizer “nossa, super preferia trabalhar de uniforme”, penso que… cruzes! Me lembra o colégio.

Mas, verdade seja dita, nem sempre dá para escolher. Muitas vezes a gente precisa usar uniforme. E para aquelas que querem fazer um exercício de moda e criatividade, pode ficar complicado. Mas não temam, amigas uniformizadas! A gente pode dar um up em um uniforme com alguns detalhes bacanas.

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Peguei como exemplo Alice e Clara, duas lindas que trabalharam no evento sobre moda e sustentabilidade organizado pelo Instituto Rio Moda, no mês passado (um workshop muito bacana, participei por dois dias e voltei cheia de ideias). Simpáticas, elas posaram para minha humilde câmera de celular.

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Essas moças ensinam pra gente 4 lições básicas pra quem usa uniforme (no caso delas era só a camiseta mesmo), mas não quer ficar igual a todo mundo:

Usar cor! Geralmente os uniformes são feitos em tons discretos, como marrom, creme, azul marinho, preto. Complementar o look com cores fortes muda tudo! – Se não der para usar em roupas, tente uma bolsa colorida, sapatilhas, um lenço…

Investir em acessórios! Óculos, colares, pulseiras, um brinco diferente. Vale complementar com o que tiver em casa;

Arrumar o cabelón! A Alice prendeu de uma forma simples, com um lencinho, e já fez a maior diferença! Para quem tem cachos e quer sair do solto de todos os dias, eu dou algumas dicas de penteados simples aqui;

Colocar uma 3ª peça! Olha como o blazer da Clara trouxe  refinamento para o look!

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Vamos ver os detalhes das meninas?

A Clara já estava super cansada depois de uma semana de correria, mas me deixou fotografar o close! Adorei o blazer com esse xadrez micro 🙂

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A luz não tava lá essas coisas na hora de fotografar o close da Alice, mas olha esse colar poderoso! Não faz uma super diferença?

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E vocês, meninas, o que acharam? Alguém por aqui trabalha de uniforme?

Tropicália

{Look do Dia} :: Esse look é do outro fim de semana, aquele do piquenique. Esse vestido é tão lindo, gosto tanto dele. Na época em que comprei, tinha acabado de me formar (em 2008) e ganhava um salário de fome em uma assessoria. Lembro que me apaixonei perdidamente pelo vestido e paguei, na lata, R$ 100 por ele. Até hoje acho um preço bom, uma vez que todo mundo elogia e me pergunta de onde é. No começo, eu ia com ele para festas, depois passei a usar para programas mais rotineiros, como ir ao cinema. Hoje ele é meu coringão para dias calor, e continua sendo um dos meus preferidos – todas as peças poderiam ser assim, né? Bons investimentos.

Segura que tem muita foto, João se superou 🙂

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{Dica de Filme} :: Esse fim de semana fui ver o documentário Tropicália, dirigido por Marcelo Machado. Recomendo mesmo. A edição é bem bacana – na primeira metade do filme você só vê imagens de época e depoimentos em off, sem ver como o pessoal está hoje. Isso faz com que você mergulhe mesmo naquela época. Outra coisa que achei legal foi mostrar um panorama do cenário musical no fim dos anos 60, não só quem de fato estava no movimento tropicalista, mas quem estava ao redor, quem influenciou, quem ficou à margem. Não é só Gil-Caetano-Mutantes, sabe? Sai um pouco do Panis e Circensis para mostrar o todo. O único problema de documentários sobre música é que você fica com vontade e ouvir TODAS e cantar junto – e João reclama se eu dou um pio que seja no cinema, aí não tem graça.

Duas coisas que ficaram na minha cabeça: acho que foi o Hélio Oiticica que falou, ou talvez tenha sido o Caetano. Ele disse que a Tropicália era o único movimento que conseguia unir todas as suas incoerências.  Caetano também diz que discordava da maioria dos anti imperialistas porque sempre gostou de música americana, mesmo tendo paixão por música brasileira – e uma coisa independe da outra, né? Então, acho que essas duas colocações podem transbordar da música e vir pra moda e pra nossa vida, né? A gente não precisa ser coerente o tempo todo.

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{#Eu Que Fiz} :: Semana passada fiz minha primeira aula de sapateado em quase 20 anos! Fazia quando era criança e amava, então decidi voltar a fazer depois de adulta. No entanto, só agora consegui encontrar uma academia de dança que tivesse uma turma para adultos iniciantes. Cheguei cheia de confiança e foi complicado: acho que comprei o sapato errado (diferente de todas as outras alunas, xiiii) e não lembro de absolutamente nada. O professor também parte do pressuposto que eu não tenho qualquer dificuldade de aprendizado, DDA ou lerdeza inerente a minha pessoa, então ensina duas vezes e joga pra Deus, vai lá, faz aí. João acha ótimo, fala que vou aprender tudo muito mais rápido, mas fiquei meio desesperada.

O vestido viajante :: Back to basics

Lembram de uma época que a gente só usava prateado? Eu achava que dourado era coisa da minha mãe, da minha avó. Eu me enchia de peças prateadinhas, muita prata da feirinha da Saens Pena, eu queria ser como aquelas meninas com um cabelão que ficam na praia o dia inteiro, são queimadas, tatuadas e cheias de anéis de prata. Lembrei desse sentimento adolescente e desencavei esse colar com um monte de pingentinhos (já foi moda, quem usava?) para combinar com o reloginho novo que veio de brinde de uma revista.

Para ver mais fotos do look, é só correr lá no blog do vestido viajante!

Segura que tem mais turbante!

O último post sobre turbante deu tanto o que falar (vários comentários, adorei!), que vocês me inspiraram a usá-lo mais uma vez. A amarração é a mesma, o que mudou foi a posição do lenço – dessa vez o super nó foi pra trás, e o resultado ficou menos espetaculoso. Usei dia desses para ir ao cinema com o João (as mina do Shopping Tijuca pira!), comer uma cebola no Outback e reclamar dos jovens falando alto ao nosso redor.

Ainda continuo na busca por brincos grandes, étnicos, inclusive comprei um na Accessorize muito lindo, num azul bem clarinho, vou postar aqui. Aliás, aceito dicas de vocês com lugares bacanas para encontrar modelos diferentes (sem esquecer que eu AMO uma feirinha, então podem sugerir que eu vou!) com preços amigos, que essa vida de assistente de produção tá uma pindaíba danada, ok? E queria comprar uma argola gigantona também, mas daquelas bem fininhas. Então, sem mais delongas, vamos ao turbante do dia!

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A diferença desse para o que eu fiz no outro post é que eu fiz um coque e amarrei o lenço em volta dele. Colocando o coque assim de lado fica mais moderninho, mas nada impede de girar o coque pra trás, de repente funciona até pra cima, como aqueles coques donut, sabe? Tem que sentar na frente do espelho e experimentar o que fica mais bonito.

Aaaaaah, e antes que me perguntem, eu já respondo:

SIM!

Teremos vídeo com a amarração do turbante, oba! Já gravei e só falta editar (sendo que não sei fazer isso muito bem, mas whatevs, né). Vai ao ar na sexta-feira 🙂

Cabelóns no FR

Tudo bem que esse não é beeem um blog de moda, então não tenho tanto compromisso em ser a primeira a falar de determinado assunto ou algo do tipo, mas falar de Fashion Rio duas semanas depois é sacanagem, né? O que vocês devem estar pensando de mim? No mínimo estão pensando que eu mal fui à semana de moda, que não vi desfile nenhum e tal.

Vocês estão certíssimos.

Fiquei com preguiça do Fashion Rio, como já falei nesse post aqui. Nada a ver com o evento em si, eu que estava meio chatinha mesmo. Mas tudo bem, meu primo querido me deu um convite, bla bla bla, fui. E quem me acompanhou foi a querida Grazi Gama, que qualquer dia disputa com o namorado o cargo de fotógrafa oficial do blog, e olha, vai ganhar, a moça é profissional – desculpa, namorado, você mora no meu coração!

Rodando com a Grazi pelos corredores fashionistas, clicamos 3 mocinhas elegantes com lindos cabelos crespos. Acho que serve de inspiração pra gente – super serviu pra mim! Então clica com o botão direito do mouse e salva as imagens na sua pastinha, gata!

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Eu estou louca para que o meu cabelo fique longo assim como o da Carolina Muiller. A cor também é muito bacana, meio queimada de sol, sabe? Nada muito certinho, tudo a ver com o estilo da moça.

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A Kamila Milaneze estava trabalhando no stand da Melissa e eu não conseguia parar de olhar pra ela! Adorei a calça verde dobradinha com cardigan vermelhão, quase goiaba! E esse cabelo muito lindo, gente? Só não curto muito dividido ao meio, mas isso é questão de gosto. Linda! Kamila solicitou a retirada da sua imagem do post.

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Para quem quer preservar as raízes, o cabelo da Vivian Camargo é uma boa inspiração: bem claro nas pontas e com as raízes naturalmente escuras. É um estilo meio Neneh Cherry nos anos 90, só que menos agressivo. Curti.

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E agora, deixa eu mostrar pra vocês meus acompanhantes de Fashion Rio!

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João Paulo, meu primo; Grazi, sua namorada e Thales, meu irmão caçula.

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E tem look, Fernanda? Ou você parou com isso? Nãããão, olha o meu look aqui:

A edição era de verão, mas eu estava com os dois pés fincados no inverno! E é engraçado como metade do povo estava usando jaquetas de couro por lá (vide meu irmão fashionista!).

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Saia Totem. Blusa Angel. Jaqueta Myth. Bolsa Lys. Colar Metally.

Brandy no Billboard Awards

A gente tem uma mania boba de achar que cabelo escovado é o cabelo ideal para um casamento, uma formatura. Mas a verdade é que cabelo bem tratado é o par perfeito para uma roupa linda, independente da forma que ele tenha. Por isso, achei interessante criar essa seção aqui pro blog, com opções de crespos bacanas encontradas nos (muitos) red carpets gringos. São celebs cacheadas e crespas que apareceram gloriosas (essa palavra me lembra tanto o Faustão!) em eventos rycos e arrasaram. Super serve de inspiração pra gente (alô pastinha de inspirações, tem que ter!), é ou não é?

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A Brandy é uma cantora americana que não bomba muito por aqui. Eu lembro que meu irmão tinha o CD dela na época que éramos novinhos, e tinha um hit fofo The Boy is Mine, ela cantava junto com a Monica, outra cantora que não chegou a estourar por essas bandas. Eu lembro de cantar e mexer a cabecinha imitando negra americana, sabe como? E se recordar é viver, vamos aproveitar essa introdução mega e curtir o clipezinho, desenterrado diretamente de 1998?

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Amava essas trancinhas dela, mega ultra finas!

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Bom, agora que já estou me sentindo IDOSA, podemos dar prosseguimento ao post? Brandy, já sem as trancinhas, apareceu assim no Billboard Awards:

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Achei o look todo lindinho – apesar de um pouco simples – e olha as franjas aí! Lembra daquele post em que falei das referências dos anos 20 que estão voltando com tudo? Olha aí. Também me apaixonei pelo make, eu tenho um duo de sombras azuis e pensei em tirar da gaveta pra tentar algo assim. E agora, pausa pra esse cabelo! Não está maravilhoso?! Olhando assim, esse volumão todo, essa simetria, eu posso jurar pra vocês que é implante/aplique, com 90% de certeza. Mas juro também que esse cabelo é perfeitamente reproduzível pra quem costuma usar black, basta um bom creme que segure por longas horas (o Active Gloss, da Elisafer, dá conta do recado!), secar com difusor, ajeitar a divisão com um pente e sair. De repente, pra quem não tem esse mundaréu (oi?) de cabelo, um aplique daqueles tic-tac pode aumentar o volume na medida necessária.

Aliás, vocês gostariam de um post sobre penteados, apliques, etc? A gente quase não faz a Beyoncé por aqui pelo Brasil, mas de repente é uma opção, né? Tava pensando em ir numa loja dessas de cabelo no Centro e fotografar… me digam se gostam!

Congele esse momento!

Por mim o clima ficaria sempre assim, fresquinho, ora chuvoso, ora abrindo um sol preguiçoso, frio na sombra e um pouco de calor ao sol. Por mim seria sempre outono no Rio de Janeiro – mas como não é, preciso aproveitar esses dias.

Dia desses saí cedinho para uma produção, depois fotos, depois o curso à noite. No meio do dia, a camisa, fechadinha até em cima como a moda pede, começou a me sufocar. Estava em Botafogo e acabei passando na Zara, confesso. Comprei 3 blusinhas, sendo que a mais cara custou R$ 59, e é o mais puro amor no meu coração. É de moletom, que garante o quentinho nesses dias mais frios, e ainda tem uma renda, que garante a fofura que a gente ama. Usei minha nova blusa favorita em um fim de semana desses em que eu estava na maior preguiça de cozinhar, então eu e o namorado saímos para almoçar fora – inclusive conhecemos um restaurante muito bacana vegetariano/natural aqui na Tijuca!

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Blusa Zara. Saia Drops de Anis. Sandália Santa Lolla. Óculos vintage da Loucos por Óculos. Carteira Espaço Carioca.

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Serviço:

Restaurante Nave Mãe

R. Dr. Pereira dos Santos, nº 2 – Tel: 3173-8877

Ainda dá pra se vestir de menina?

Dia desses eu estava assistindo New Girl, nova série com a atriz-fofa Zooey Deschanel, e lendo uma matéria sobre ela em uma revista. A matéria evocava justamente a característica mais forte da atriz: ser fofolinda. Isso. Estar sempre com aquele olhar pidão do Gato de Botas do Shrek, vestida com saias rodadas e lacinhos e sapatos boneca. Só que, peralá, a moça já tem 32 anos. Aí eu fiquei pensando, cá com os meus botões: será que esse tipo de look só funciona em quem é linda e tem cara de 10 anos a menos, como ela? E mesmo assim, seria um look com um prazo de validade? Fiquei encucada com o tema, até porque 90% do meu armário é composto de saias/vestidos/blusinhas fofoletes. Estaria eu me tornando uma Tidinha? Credo!

Fiquei pensando por um tempo e, dia desses, entrei na internet caçando vários looks da Zooey e de outras mulheres que, vamos combinar assim, se vestem de bonecas. Mulheres adultas, vejam bem. Mulheres na casa dos 30 anos. Selecionei uma série de looks de duas delas pra gente ver com calma e enriquecer essa discussão, que uma vez eu abordei por alto aqui.

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Zooey Deschanel é uma atriz de 32 anos que, pela minha pesquisa, sempre teve um gostinho pelo vintage. Esse gosto influenciou diretamente na criação do figurino de 500 dias com ela e New Girl (não queria comentar, mas já estou comentando, ela interpreta sempre o mesmo papel, não é isso? maluquinha-fofa-destrambelhada-apaixonante. Talvez por isso ela use suas próprias roupas nos papéis: pq está interpretando a si mesma. Fica a questão. Fim do parênteses gigante), e você sempre verá a moça com roupinhas acinturadas, saias rodadas, sapatilha, sapato boneca, etc. Geralmente não vemos muitos decotes ou acessórios, e isso nos ajuda a entender pq o look funciona. Pq mesmo ultra-feminino e às vezes infantil, não cai para o lado piriguete (vejam como a saia curtíssima da última foto à direita desequilibrou o look), nem para o lado boneca demais, dois riscos grandes nesse tipo de visual.

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Tinsley Mortimer é uma socialite de 35 anos que tem uma queda por tudo o que é curto e rodado. Ela também gosta de cor, cintura marcada e sapatos com salto e pegada retrô. No cabelón, sempre investe no babyliss e gosta de tranças e penteados mais boho. Ela fica super bem em looks “dona de casa dos anos 50” (como esse verde), mas peca na hora de escolher os acessórios e algumas cores das peças. Pq o combo cabelão com babyliss + saia rodada+plumas + bolsinha combinando é o supra-sumo do look boneca. Aí fica meio demais. Acho que na hora de compôr esse estilo, temos que pensar em contrapôr: peças com muito frufru pedem poucos acessórios, candy colors podem ficar bacanas com sapatos mais pesados, rendas funcionam bem com cabelos presos e acessórios mais modernosos. Se o vestido é rodado, tem babados, tem fitinhas E AINDA É ROSA, acho que é melhor evitar. Eu tenho uma dificuldade em realizar esses encontros acertados, até pq sou bling bling e adoro um colar/anel/pulseiras. Mas acho que o caminho pode estar por aí.

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Minha conclusão: acho que dá pra usar esse tipo de look fofo por toda vida sim, com adaptações. À medida que ficamos mais maduras, temos que pensar em comprimentos mais comportados (não precisa ser longuete o tempo todo, gente, mas tem que dar pra sentar!), acessórios mais ricos (foge desse brinquinho de arame torcido, gata!) e tentar maneirar nos lacinhos (no arco, no cinto, na pulseira, no sapato, na bolsa – melhor escolher um lugar só). E é imporante pensar no cabelo também como um acessório (principalmente as amigas lisas que tem franja!) e ver se não está comprido demais, com aquele babyliss muito certinho, essas coisas. Acho que o caminho do meio é a boa pra gente sair do ridículo e compor looks bacanas, femininos e elegantes. Principalmente se estamos querendo ser levadas a sério no trabalho e seduzir na night, por exemplo. Nada de Tidinha!!

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E vocês, gente, o que acham desse tipo de estilo? Acham que pode ser usado em qualquer idade?