Programa do Finde: Piquenique

Desde aquele meu passeio de bicicleta pelo Aterro que eu quero fazer um piquenique. Isso pq naquele dia, entre suadas e pedaladas, passei por um povo super família-paz-e-amor que estendia suas toalhas coloridas nos jardins do MAM, o Museu de Arte Moderna aqui do Rio. Na sombra das árvores esse pessoal fazia sua festinha particular/pública com fitas, bolas, crianças, comidas. Me apaixonei por aquilo e pensei que, em um dia de sol em que não estivesse afim de praia, iria fazer meu piquenique no Aterro. Meu dia chegou.

Convenci o João muito rápido no sábado, quando almoçávamos na Lagoa (enchemos o bucho com dois acarajés e uma moqueca, você pode imaginar a situação), pegando uma brisa. Como não foi lá muito programado, não deu tempo de comprar muita coisa, então a gente resolveu tudo no domingo de manhã mesmo: fui na padaria e no hortifruti mais próximo e comprei uma baguete, uma porção de camponata (aquela conserva feita com pimentão e beringela), croissants recheadinhos, um bolo de milho, uvas e morangos.  Completamos a comilança com água, suco e todynho, pegamos o carro e fomos. O resto é diversão. E fotos. Muitas.

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Em volta da gente: um mini tricolor brincando de bola, criancinhas brincando com fitas, um grupo de jovens fazendo uma festa surpresa. Tem como não amar? ♥

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E essa foi a parte 1 do meu feriadão – sério, a gente bateu recorde de fotos/saídas, então acho que vou falar de feriado a semana inteira, pode ser?

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Beijocas pra vocês e boa semana!

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P.S.: Quem estava assistindo o Superbonita hoje viu uma surpresinha: eu falei umas palavrinhas sobre beleza miscigenada, oba! Só fiquei sabendo que ia ao ar hoje, por isso não deu para avisar antes ;( Tô tentando descobrir quando é a reprise, mas acho que no fim de semana deve rolar! Eu aviso quando souber – e quem tiver visto, me fala o que achou!

Velharia, tranqueira e diversão

Quando eu era criança, lembro que nos fins de semana sem muita programação minha mãe nos levava à feiras de antiguidades. Tinha uma na Cinelândia, na Praça Mahatma Gandhi, que era a minha preferida, e minha mãe sempre comprava uma revistinha do Tintim pra mim, moedas para a coleção do meu irmão Lucas, e ficava vendo se tinha alguma coisa interessante lá pra casa. A lembrança que eu tenho dessa feira é de coisa velha e gente velha, sabe como? Os velhinhos batendo papo, vendendo brinquedos velhos, revistas, moedas. Era um lugar tranquilo para se ir e comprar alguma coisa barata para deixar os filhos felizes – certamente me deixava feliz.

Daí que corta essa sessão nostalgia e vem comigo pra Feira da Praça XV, que acontece todos os sábados no local (logo em frente à Estação das Barcas) pela manhã. A feira, que já foi um refugão, parecia uma quermesse, cheia de comidas (logo na entrada) e barracas a perder de vista. Fui perguntar o preço de uma garrafa de leite (daquelas antigas, de vidro) e o preço foi um choque: 15o reais. Eu recoloquei a garrafa na barraca delicadamente, vai que quebro a parada?! Putz. Aí você chega à conclusão óbvia que sim, antiguidades estão na moda, e que sim, rola toda uma inflação nas feirinhas, que deixaram de ser doce na boca de criança.

Mas mesmo assim ainda dá pra se divertir.

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Quem saiu carregado foi o namorado: ele adora vinis!

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Ei, parece que ele encontrou alguma coisa!

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ANEDOTINHA DO DIA:

Eu: “Ei, João, pq vc não leva esse?”

MC Hammer responde: “U can’t touch this”

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Vamos fechar esse post com essa alegria dos anos 90?

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A Feira da Praça XV funciona todo sábado, até umas 14h. Dá um pulo lá amanhã! 🙂

Arraiás

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Eu adoro feirinha. Eu adoro comidinhas. Era natural que eu gostasse de festa junina – ou Arraial, para ser mais genérica em pleno mês de Julho – e essa é uma das minhas paixões. Não sei se eu já contei isso aqui, mas eu e o João ficamos pela primeira vez numa festinha de São João (eu tinha 17, ele tinha 16 anos), e isso só redobra o meu carinho pela festa. Tem tempo que eu não danço uma quadrilha, mas todo ano tento ir em pelo menos uma festa – pode ser na rua, em clube, mas as melhores mesmo são as de colégio.

Esse fim de semana que passou foi meu São João, praticamente. Na sexta fomos ao arraial que acontece na Praça Afonso Pena, aqui na Tijuca – vai ter semana que vem de novo – para, basicamente, comer. Pq tem isso, eu vou basicamente para comer, dar uma volta e beber. Quer diversão maior? O meu look foi ficou assim:

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Vestido KWi. Legging sabe lá deus daonde. Sapatilha Shop 126. Cardigan Zara. Bolsa Lys.

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Colar da riqueza: Anita Bunita

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Daí que no sábado, não satisfeitos, fomos para Paquetá, uma ilha aqui no Rio, para um passeio e mais um arraiá.

Visitar a Ilha de Paquetá já foi um programa das famílias. Já foi brega. Agora tô achando que é vanguarda. Tem uma galera que organizou blocos de carnaval que bombaram esse ano, e essa foi a segunda edição da festinha junina. Tudo divulgado pelo facebook e por boca-a-boca. Achei bem bacana, mas está só começando, tem poucas barracas e opções. Por isso, valeu a pena chegar cedo, comer em uma das biroscas locais e passear a pé, tomando cerveja (alô programa fino!). Fomos com a e o Daniel, um dos nossos casais preferidos no mundo (fofos!) – as fotos são dela!

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Os dois, em foto tirada pelo João.

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Já essas fotos são as minhas/João, tiradas com o celular:

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UPDATE!!!! Confiram fotos exclusivas dos organizadores do evento com a minha vitória na corrida do saco*!

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ô, seu moço, tem que ser ida e volta!

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Vitória com direito a flying hair, quem curte?

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* Confiram esse domingo, no Globo Esporte, os melhores momentos da minha espetacular vitória na corrida do saco!

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Quem aí também gosta de um arraiá?

Vem ni mim com o picadim

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(um minuto de silêncio em homenagem à filhadaputagem do wordpress, que apagou esse meu post inteirinho, e agora eu estou tendo que escrever de novo. Quanto riso, oh, quanta alegria!)

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Amanhã é o aniversário do João, mas as comemorações começam hoje. Fui almoçar com ele no Centro e achei o lugar tão bacana que achei legal indicar aqui. Mas antes, algumas palavras de alerta:

Você está lidando com uma campeã. Com uma atleta do garfo. Com alguém que sente vergonha no rodízio – todo mundo satisfeito, e eu sempre querendo mais uma coisinha – alguém que não gosta de dividir porções. Eu. Adoro comer e não tenho frescura. Vem ni mim PFzim. Adoro PF.

Isso dito, vamos falar do Osbar. Em homenagem ao seu dono, o Osmar, que atende no balcão, tem um bigodão e, como vi num comentário deste post, é uma mistura de pirata com cigano romeno. Ele é uma pessoa constantemente ranzinza, que não aceita bife bem passado (nem pense em pedir isso lá) e que faz cara feia quando ganha gorjeta. Ou seja: já me conquistou.

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Osmar.

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Osbar.

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Daí você senta no balcão (nada de mesa por aqui) e escolhe um dos pratos do dia, que custam, em média, R$ 20. A comida é muito boa, fresquinha e sai rapidinho. E aí vem o fator que me conquistou: as guarnições são ilimitadas. E você está falando com alocka da guarnição, tá? Estou sempre achando que poderia ter uma farofinha. E lá você pede quantas quiser, mesmo. Para você ter uma noção do que eu e João comemos, respira fundo e anota aí: bife de ancho com arroz com brócolis (muuuito bom), feijão (rico, da feijoada), farofa, molho à campanha, salada de maionese e legumes cozidos. E volta e meia aparecia alguém dizendo ei, vocês não vão comer batata frita?? Adoro.

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João metendo bronca antes mesmo da carne chegar.

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Outra coisa muito legal lá é o som. Estava tocando The Doors hoje, e o João diz que a seleção musical também inclui blues e jazz. E à noite rola happy hour, você pede uma cerveja e saboreia um sanduba. O de filé é qualquer coisa de outro mundo, muito bom.

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Love me two times/I’m going away!

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OSBAR – Rua Senador Dantas, 75 – Centro – Rio de Janeiro/RJ (ao lado da loja Native)

Simply Breakfast

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Não sei se já falei aqui, mas sou louca por café da manhã. Quer me matar, tira o meu pãozinho de mim – como faço sempre que preciso emagrecer. aliás, deveria estar fazendo isso… Quer o meu amor, me oferece um pão na chapa com pingado (claro), buffet de café da manhã, qualquer coisa que envolva ovos mexidos e pão com manteiga que estamos aí.

Por isso, sempre que preciso esquecer da vida, relaxar, descansar (nossa, fim de semana está aí e eu estou precisando de tudo isso) entro nesse blog, o Simply Breakfast. É simples. É café da manhã. É foto de café da manhã todos os dias. Ponto.

Como eu sou comilona e estou sempre tirando foto de comida (quem me segue no instagram sabe), resolvi compartilhar uns desjejuns (fina) com vocês:

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Recomendo fortemente o café da manhã do Supermercado Zona Sul.  É um buffet caríssimo, você gasta 15 reais nessa brincadeira. Mas eu adoro brincar de café da manhã de hotel e pegar waffles, geléias, mel, queijo, pãezinhos diferentes e oooovo.

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Outro lugar bacana para se tomar um café, mesmo que no meio da tarde, é o Café Palheta. Mas antes deixa eu explicar: o Café Palheta era tipo uma Confeitaria Colombo, só que menos afetada e mais povão. Eu lembro de ir com a minha mãe na Praça Saens Pena e, depois de altas comprinhas (tá achando que eu sou shopaholic por quê?), me deliciar com um biiig waffle com calda, sorvete e chantilly. Ui. Hoje o Café Palheta não existe mais como era, se restringindo a pequenas bancadas dentro das farmácias Venâncio. Ainda sim vale pedir um café carioca com uma inesquecível broa de milho. Saem fornadas a cada hora, mais ou menos.

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Vocês sabem que por um tempo eu fiz dieta, né, perdi 2kg miseráveis e já engordei tudo de novo. Nesse período eu não podia comer pãozinho, então apelava para frutas com leite desnatado e cereal light. Blé.

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Amanhã é sábado, e sábado é dia de café da manhã feito pelo namorado. Nesse dia comi um ovo com a gema bem molinha (AAAAAAAAAAIN), misto quente e Ades de uva. Me segura.

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P.S.: Tenho post de look, do Fashion’s Night Out, dos looks que vi por lá, de detalhes da decoração daqui de casa,  de uma nova invenção minha e do meu novo divertimento semanal, mas falta tempo para escrever, gente. O trabalho está me consumindo, meu desempenho está meio mequetrefe e eu preciso me esforçar mais.  É um trabalho muito diferente do meu anterior, e eu realmente preciso de uma dedicação maior para me adaptar. Fico pensando em todas as coisas que preciso resolver, sabe? Daí chego em casa tarde e cansada, faço jantar, tomo um banho e pronto, são onze da noite e eu quero dormir. No dia seguinte, acordo cansada e atrasada, e meus dias tem sido assim. A notícia boa é que vem aí o fim de semana, para dormir até tarde e cuidar um pouco mais de mim e do blog. Então espero que as coisas se ajeitem.

Beijos.

Aparecida na Feira do Lavradio

Eu não posso com uma feirinha, o João sabe bem. É só a gente passar na frente de um punhado de barraquinhas que ele já segura forte a minha mão e diz “não, Fernanda, nããããão!”, mas não tem jeito: na maioria das vezes eu arrumo um jeito de escapar.

Esse fim de semana foi um dos meus preferidos no mundo das feirinhas: foi Feira do Lavradio (acho que o nome original é “Feira do Rio Antigo”), que ocorre sempre no primeiro sábado do mês. Já deve ser o 3º mês consecutivo que eu eu vou – a desculpa é que preciso comprar coisas para casa – e sempre encontro uma coisinha bacana (nem sempre para a casa). Fui à feira sozinha – o João comprou um volante boladão com pedal e câmbio para jogar um game de corrida e pronto, largou tudo para se tornar um piloto de Formula 1 – e lá encontrei com os amigos Felipe, Tatinha, Daniel e Renata. Marquei também com meu primo João Paulo e sua namorada, a Grazi, para brincarmos de tirar fotos.

Então eu fiz a aparecida e fiquei posando no meio da Lapa. No meio da feira. Timidez? Desculpe, não trabalhamos.

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Short Checklist. Camiseta que qualquer dia sai sozinha Zara. Jaquetinha que comprei no brechó por R$ 10. Lenço do Saara (custou R$ 5!). Óculos C&A.

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Acho que o João não deixaria a gente ter um desse na sala…

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Essa barraca é muito legal. São ímãs de artistas que servem como porta copos! Cada um custa R$ 6.

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Oba! Tenho um porta copos do Jimi Hendrix!!

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Gostou das fotos? No blog da Grazi tem outras mais lindas (um arraso essa fotógrafa!)!!

Quer ir na próxima Feira? Vai cair no dia 03/09.

Daminha retrô

Um dia alguém me perguntou qual era o meu estilo, e eu fiquei sem saber. Gosto de tudo o que é feminino, e as minhas peças do coração são saias e vestidos. Na verdade, acho que uso vestidos e saias 90% do tempo por uma questão anatômica, a princípio – meu corpo parece não ter sido feito para usar calças. Outro dia fui numa loja que amo e experimentei uma meia dúzia de modelos. Todos ficaram horríveis.  As coxas são gordinhas e formam um papo de calça na frente, é uma coisa abominável – e depois estética mesmo, que bom que posso usar saias, viu, são bonitas e tudo mais. Então a gente une o útil ao agradável.

No mais, gosto muito de laços. E atualmente estou sentindo muito amor no meu coração pelas peças retrôs. Não sou rata de brechó por uma questão de tempo e paciência – trabalho aos sábados, saio depois das 19h, se alguém conhecer um brechó aberto depois desses horários, me conta, tá? – então me contento com peças que remetam um pouco a uma estética dos anos 50, 60 e 70. Aliás, meu irmão diz que eu tenho uma aura de diva 70’s que eu encarei como um elogio (deve ter a ver com o cabelo e o bocão) e que serviram de inspiração para que ele criasse um novo banner para o blog (novidades vem por aí, people!). Então tenho comprado algumas coisinhas com um ar antiguinho que me fazem muito feliz:

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O relógio eu comprei na barraca do seu Amaral na Feira da Praça XV, que acontece todos os sábados no local de mesmo nome. É, eu sei que isso deveria ter entrado nos posts do RJ com a Shopaholic, mas né? Dei um pulo lá no outro dia, depois do trabalho, já tava tudo fechando… qualquer dia vou com calma (e dinheiro) e fotografo. Mas acho que por enquanto vale a dica, né? A barraca do Amaral é a que tem a maior variedade de relógios. E como cheguei depois das 14h, rolou até um desconto amigo e um papo sobre a história do relógio.

O anel eu comprei na Syn Bijoux, do qual já falei nesse post aqui. Tem uma na rua Buenos Aires e outra na Rio Branco. Muitos achados, peças únicas e preços bacanas.

Além dessas comprinhas AMEI também esse vestidinho, encontrado no Off da Leeloo (que fica na loja do Shopping Tijuca, corre lá e sobe a escadinha, boba!) por um preço camarada (acho que custou R$ 80). Me sinto uma enfermeira fina dos anos 50, e isso é um chute total da minha cabecinha.

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O óculos eu comprei na Novamente (tem tempo que eu queria um meio gatinho!), também no Centro, que vende umas peças meio loucas (look de desfile, peças únicas) e que achou que eu e meu amigo Yuri éramos produtores de moda! Finos! hahaha Comprei o óculos do acervo da dona da loja, mais barato que Chilli Beans!

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O laço que eu não sei dar direito.

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Vestido Leeloo. Bolsa vintage da mãe. Sapatilha Imporium. Óculos Novamente.

Aliás…

Eu adoro os comentários de vocês. E qual não foi a minha alegria ao ler o comentário da Fabi, lá no post sobre a camisa Equipment? Nele, ela contou sobre uma lojinha buraco quente no Saara em que era possível se encontrar um monte de camisas do tipo que queremos, um misto de tia com vó com Carine Roitfeld, quer coisa melhor?

Eu não consegui esperar nem mais um dia. Fui lá na hora do almoço.

A loja fica na Rua da Alfândega, no número 165. A fachada é cheia de biquínis, roupas de ginástica e tralhas pouco ou nada atraentes:

 

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Entrando lá dentro, mais tosqueira, mas um faro de pechincheira rapidamente te levará às camisas de tia:

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É isso aí, leitoras: elas custam R$ 12. O lugar é quente, as camisas são baratas, as pessoas são amigas. Não tem erro. Você pega o monte delas que quiser experimentar, coloca numa bacia (!!) e vai pro provador. Curti 4, uma estava manchada, fiquei na dúvida. Negociei, paguei em dinheiro e levei 3, cada uma por R$ 10.

Pechincha define:

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* YAAAAAY*

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P.S.1.: Conversando com a vendedora (falei que as pessoas eram amigas?) e me disseram que um novo lote de camisas chega na segunda, dia 31. [Tomara que tenham modelos com jabô.]

P.S2.: Ainda sobre as Equipment: tem na liqui da Sacada, people, um modelo militar lindíssimo, todo forrado. Arrematei.

P.S.3.: Equipment para o ano todo, quem curte? Hahahaha

RJ com a Shopaholic: Centro (parte I)

O post de hoje é dedicado a querida Hannah, que vem para o Rio semana que vem! A fofa me mandou um e-mail dizendo que achou a ideia da tag muito legal e que vai se basear no RJ com a Shopaholic para elaborar o seu roteiro no Rio. Bacana, né?

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Então, gente, a ideia de fazer a tag veio de um dos meus passeios no Saara, o mercado popular do Centro do Rio que é o meu segundo lar. Fiquei pensando que, se quando eu vou a São Paulo fico louca pra conhecer qualquer buraco quente (opa) na 25 de março, imagino que as amigas que visitam o Rio podem querer desbravar o Saara! Vocês querem? Então vamos lá.

Eu pensei em organizar o post por tipos de lojas, mas eu sou muito desorganizada e poderia me esquecer de alguma. Então, resolvi fazer um post no modelo visita guiada, como se vocês estivessem junto comigo no Saarão.

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Oi, Google Maps? Me liga.

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Ponto de partida: Campo de Santana – Ponto Final: Camelódromo

Sessão Nostalgia. Esse Campo era o lugar que eu ia dar comidinha para cotias, gansos e pombos (eca!) com mamãe e papai quando era criança. Fim da sessão nostalgia.

Do Campo de Santana, entre na Rua Senhor dos Passos (sim, os nomes das ruas são ótimos. Penso em um gigante sacoleiro, sempre). Nessa rua, no número 274, você vai encontrar a Espaço Carioca, loja em que eu comprei metade das bolsas que uso hoje. Os preços são muito amigos (dê uma olhada no fundo da loja pra conferir as promoções) e as bolsas são bem bacanas, a maioria em nylon ou couro vegetal.

Andando mais um pouco, ainda na calçada da Espaço, você vai checar na Karina (nº256), uma loja ótema de bijus. Tem muita coisa bacana em preços camaradas. Cheque também as vizinhas, são lojinhas cheias de pechinchas espertas.

Depois da Karina, vá para a Rua Buenos Aires, que é paralela à Senhor dos Passos. No nº 307 você encontra a lindinha Syn Bijoux, loja que vende majoritariamente produtos Metally – que, para quem não sabe, fornece bijoux para várias lojas no Brasil – em peças com poucos exemplares. Tem também roupas e sapatos, mas confesso que não acho tão bacanas quanto os colares, anéis, lenços…

Andando mais um pouquinho, na Buenos Aires, 325, você encontra a Bijunior, que é ótima para comprar material para fazer bijoux com suas próprias mãos. A loja no andar de cima é só de correntes, mas acho beeem careira.

Andando mais pela Buenos Aires, no número 251, é a vez da Altero, uma loja da fundição mais bacanuda que tem por aí. As peças são suuuper bem acabadas, mas a variedade não é tão grande. Vale a pena procurar berloques, medalhinhas e pingentes para incrementar o que você já tem.

Dê uma de maluca e volte para a Senhor dos Passos. Já deve estar na hora do almoço, opa! Se você gosta de comida árabe/síria/libanesa que nem eu, vai curtir o Cedro do Líbano, o melhor restaurante do estilo no Saara. Os preços são médios, e as porções são generosas. Dá pra ir com a amiga/namorado e dividir.

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nham!

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Já que você está na Senhor dos Passos, dê um pulo em duas lojinhas de roupas que podem valer a pena: Chantilly, que a Mari adora e tem vários vestidinhos; e a Smash/Grizon (nº 213), onde eu achei esse vestido xadrez lindo que muita gente elogia por aí. As duas lojas ficam bem pertinho uma da outra.

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Chantilly, dica da Mari.

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Ao ultrapassar a Av.  Passos, que corta as ruas, você encontra a Casas Turuna, tradicional para a venda de fantasias de Carnaval. Pode ser a boa se você quiser curtir o Carnaval de rua que voltou com tudo no Rio. Seguindo sempre em frente, você encontrará lojas indianas – ótimas para bijus e cangas! Comprei uma manta indiana por R$ 35 e uso como canga, é grande o suficiente para deitar com o namorado sem comer areia – lojas de joias – boa opção para comprar brinquinhos e aneis de prata e lojas de brinquedos/festas. Já quase na altura do Camelódromo estão outras lojas de bijus que adoro, como a Kacy, Cristal Brilhante e Casa Azevedo. Nessa altura também há lojas que vendem umas caixas de palha e coisas assim.

Agora você está no Camelódromo. Não acho nada muito interessante por lá não, sabe? Muita falsificação. Não entendo como o governo faz campanha contra pirataria e cria um lugar pra liberar a pirataria. Faz favor!

Ufa!

E ainda não acabou! Já já tem a parte II da Shopaholic no Centro do Rio!

 

P.S.: Meninas que também se aventuram no Saara, deixem suas dicas!!

Rio de Janeiro com a Shopaholic!

Adorei a receptividade de vocês com o teaser da nova tag do blog, em que vou apresentar alguns dos meus pontos preferidos da minha Cidade Maravilhosa. Por se tratarem de posts turísticos, excepcionalmente terão versão em inglês. Então vamos ao que interessa?

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#1: Praias do Rio com a Shopaholic

Você, turista amigo, chega ao Rio e pensa no quê? Oba, vou pegar uma praia! Na certa, numa praia mais próxima ao hotel, afinal praia é tudo igual, não é mesmo?

Ledo engano, caro turista!

Uma vez alguém disse que a areia era o solo mais democrático de todos, e sabe-se lá pq todo mundo acreditou. O fato é que as praias do Rio podem mudar drasticamente de acordo com a localização, o dia da semana, com a previsão do tempo e a época do ano. Vamos começar pelo mais simples, a localização:

 

:: Zona Sul

Nem pense nas praias do Flamengo e Botafogo. São bem sujas e muitas vezes impróprias para o banho. Logo depois delas você chega a Copacabana, o paraíso dos turistas. Eu sinceramente não recomendo Copa, amiga leitora. Posso ser franca? Prostitutas e turistas interessados nos seus serviços formam um combo que muitas vezes também atrai vendedores careiros e flanelinhas oportunistas. Creio que haja trechos de Copa mais tranquilos, mas eu mesma não frequento.

Leblon e Ipanema são as praias da moda. Todo verão há um ponto mais hype da praia, e geralmente ele só passa a encher mais no ano seguinte, quando um outro ponto acaba sendo definido como hype. Só uma coisa é certa: hype ou não, o posto 9 é onde todas as pessoas parecem querer estar. É o mais cheio, mas também onde você geralmente encontra pessoas mais bonitas e vendedores de bugingangas que eu adoro (qualquer dia eu conto como atraio hippies o tempo todo). Se você, leitora, está de férias, eu recomendo que fique em qualquer posto da praia de Ipanema nos dias de semana e, nos sábados e domingos corra para a praia da Barra.

 

tipo filial do inferno.

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:: Zona Oeste

A praia da Barra tem a maior extensão de areia, e não há muuuita distinção entre os postos. Isso quer dizer que dificilmente uma nova moda ou um hype do verão carioca vá nascer por lá. Assim, as pessoas (eu!) geralmente ficam perto de onde conseguem estacionar o carro ou saltar do ônibus. Tirando o iniciozinho da praia (Pepê, perto da Praça do Ó) que é a maior farofada, todos os pontos são bem tranquilos.

Depois da Barra, tem a praia da Reserva, que é linda. Ponto preferido da Carolina Dieckmann, também tem bastantes surfistas. Como é longe pacas e meio isolada, você encontrará poucos ambulantes (o que parece bom, mas passa a ser ruim quando você fica louca por uma água) e poucos turistas também.

Depois da Reserva tem o Recreio, que no fim de semana fica meio farofada em determinados pontos, e a Macumba, que é uó, e Prainha, minha praia preferida no mundo. Quase no fim de tudo, é ponto de encontro de turistas, tatuados, gente muito bonita que é gostoso de ver. E quando eu digo gente bonita, digo pessoas que conversam em um tom normal de voz, não falam no rádio no viva voz e recolhem seu lixo antes de ir embora. Mas é lógico que há exceções.

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Prainha, coisa linda.

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E que outros fatores podem influenciar na sua praia?

Dia da semana: fins de semana são meio que impraticáveis na Zona Sul. Mas se você estiver muito afim de ir pra Ipanema, acorde cedo e volte antes do meio dia.

Previsão do tempo: Uma semana chuvosa com fim de semana ensolarado é multidão certa. Assim como uma semana ensolarada com fim de semana sufocante. Tá, na verdade nem importa.

Época do ano: Dias próximos ao ano novo são ruins, devido às oferendas para Iemanjá que deixam as águas e areias impraticáveis.

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Mas Fernanda, quando você diz que uma praia é ruim, o que você quer dizer?

:: Pessoas misturando descolorante de pelos no copinho de mate e passando na pele

:: Pessoas que gritam

:: Pessoas que bebem horrores e deixam as latinhas na areia

:: Ah, vá, pessoas sem noção.

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Por isso, turista e leitor amigo, recolha seu lixo, fale com o amigo ao lado alto o suficiente para só ele ouvir, deixe para descolorir os pelos em casa. E pegue uma cor, que ninguém é de ferro.

Bom verão, galera!

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