Essas coisinhas que eu adoro

O tempo passa tão rápido que, antes que eu me dê conta, já tem um ano que moro com o João. Um ano dividindo um monte de coisas com ele e também aprendendo um monte de outras coisas. A gente briga mais, é verdade mas, ao mesmo tempo, o nosso relacionamento hoje é muito mais rico do que quando morávamos separados. Não que eu tenha virado uma pessoa super madura (não sou mesmo, viro a cara e faço birra o tempo todo), mas a gente teve que aprender a conviver com pequenas coisas um do outro (e engolir tantas outras que não dá pra mudar), que hoje eu tenho certeza que o amo muito, muito mais a cada dia.

Tá, depois da declaração de amor, deixa eu ser mais direta: decoração, culinária, essas pequenas coisas de casa tem me encantado bastante. Até a Ana Maria Braga me parece mais interessante hoje do que quando eu morava com meus pais. Adoro Nigella, aquele programa das receitas de 30 minutos do Oliver, aquele outro chef tatuado que não sei o nome, enfim, adoro essas coisas. Daí que pensei que vocês sempre comentam bastante quando falo daqui de casa, então vou me esforçar pra falar mais. Mas ó, antecipo que o blog é sobre “moda, beleza e bobagens”, então esses posts entrarão na categoria “bobagens”, pode ser? Vai ter receitinha boba, decoração, truquezinhos e que tais.

Pra começar, deixa eu falar da minha nova mania: aromatizador de cozinha. Alguém já ouviu falar? Eu vi no programa Cozinha Prática. São várias coisas que você coloca numa panelinha, adiciona água e pronto! Sua cozinha fica perfumadinha e gostosa.

.

.

É simples: separe cascas de laranja ou tangerina (deve funcionar também com limão, lima da pérsia, siciliano… de repente maçã também! ainda não tentei) e coloque em uma panelinha com açúcar (usei 1/2 xícara para as cascas de 1 tangerina + 1 laranja), canela em pau e anis estrelado. Coloque só um pouquinho de água e leve ao fogo baixo, para o açúcar caramelizar. Quando já estiver marrom, encha a panela de água. À medida que a água ferve, a mistura revela um cheirinho doce que toma conta de toda a cozinha… o problema é a visita achar que tem bolo no forno!

Depois que a água toda evaporar, você pode manter a panelinha na geladeira (nada de deixar fora, as formigas vão dominar tudo) e encher novamente com água outro dia. Eu faço essa mistura depois de mexer com peixe ou cozinhar algum legume fedorendo (tipo brócolis, que eu amo, mas que libera um cheiro bizarro), ou só mesmo no fim de tarde de domingo, para tirar um cochilo com aquele cheirinho de casa de vó.

Refrescante e expectorante

Gostar de moda e se informar sobre o assunto constantemente pode ser uma bênção ou uma maldição, viu. Pq se você estiver sem dinheiro, vai por mim, não vai querer saber qual é a última tendencinha, o must-have do inverno ou coisa que o valha – até pq, quando você fica sabendo, nasce um bicho carpinteiro que se aloja na sua mente e pronto. Você nunca será uma pessoa completa se não tiver a peça no armário.

Ultimamente, meu bicho carpinteiro (tenho que dar um nome pra ele, pq o danado já mora comigo e nunca vai embora) cismou com duas coisas: uma botinha de cano baixo, estilo Peter Pan, sem salto e com cadarço (não confundam com um coturno, please), e uma peça na cor menta. Menta menta menta. Refrescante. Expectorante. Menta.

,

.

.

Gosto assim, mais puxado pro pastel…

.

.

.

Mas confesso que estou apaixonada por esse tom mais vibrante, tão próximo do turquesa!

.

Na falta de dinheiro e sobra de desejo, corri atrás desse meu desejo mentolado. Se não tá dando para comprar roupas (e nem tenho visto muita coisa com essa cor por aí, viu?), resolvi investir num DIY para a minha amada casinha.

.

.

Fui na Caçula – Pintura & Artesanato (Rua da Alfandega, 318 – Tel.: 21 2219-3820)  e comprei esses enfeitinhos de gesso, branquinhos, por uns R$ 2 cada. No mesmo local, comprei uma tinta em spray verde (Colorgin) e cruzei os dedos: já tinha tentado usar tinta spray num móvel aqui de casa e ficou uó, cheio de bolhas!

.

.

A Thalita, blogueira fofa do Casa de Colorir, deu a dica: o segredo da tinta spray é manter a latinha na vertical, além de respeitar o período de secagem entre uma demão e outra. Assim, forrei de jornal a lateral da minha sacada e apertei o spray. Deu certo! Só precisei de 3 demãos para chegar no tom desejado (acabei não pintando a pombinha, achei tão linda branquinha mesmo…). Agora chegou a hora de decidir onde colocar os enfeitinhos.

.

.

As pecinhas serviram de acabamento para essa faixa de tecido que já estava na parede. A faixa foi um presente made in Moçambique mandado pela minha querida amiga Cat, e é um xodó na minha sala, toda em tons de laranja e vermelho. Gostei muito pq ela quebra essas cores e equilibra o ambiente.

.

.

A moldurinha ganhou um cantinho especial nessa parede já tão cheia de quadrinhos (adoro essa parede, gente), e a pombinha ficou branca mesmo, ali do lado, criando um cantinho fofo. A foto é super antiga e já está bem borrada, mas eu gosto tanto que achei que ela merecia um espaço de destaque: somos eu e meus irmãos praticamente fazendo um “montinho” na minha mãe, na varanda da nossa antiga casa. Meu irmão mais novo tá de fraldinha mastigando uma colher, o Lucas, meu irmão gêmeo, tá dando um abraço cruzado com gravata, e eu estou fazendo pose, segurando uma barbie, debaixo da asa da mamãe. Kodak Moment total.

.

Com isso consegui calar o bichinho carpinteiro por alguns instantes. Não sei quanto tempo ele ficará calado, porém.

Aliás, preciso dar um nome para esse bicho.

Passando a marcha

Eu (lendo)_ João, você sabia que Drive My Caré uma analogia ao sexo? Esses Beatles, hein? Tão safadinhos, quem diria!

Ele (olhos arregalados) _ Fernanda, você não sabia?

Eu _ Não, ué, não tem nada a ver.

Ele _ É tipo “vem aqui passar a minha marcha”, entendeu?

Eu _ ???

Ele _ Ai, meu deus, você achava que era o quê?

Eu _ Ai, achava que era um carrinho mesmo. Faz até “bibi” no final, não era pra ser bonitinho?

Ele _ …

 

Por isso que a gente se completa: pq ele vê sacanagem onde eu só vejo um simples passeio de carro. Pq a minha idade mental é de uns 14 anos, e a dele deve chegar a uns 16. E olhe lá.

Transformando mais!

Quando eu consegui alugar esse apartamento, as amigas bem que avisaram: toda sua compulsão por roupas vai se converter em coisas para a casa! Eu tive minhas dúvidas. Mas olha, completando um mês morando aqui (mais ou menos) eu preciso dizer que compulsão é pouco. Eu estou em um vício absurdo por blogs de decoração e sempre quero ouvir dicas, ver DIYs e todo tipo de transformação de móvel, achado vintage, solução para ambientes pequenos (se bem que acho o tamanho do meu ap ótimo), tudo. E as pequenas bobagenzinhas de decoração ganham o meu coração de uma forma que é difícil explicar. Então é mais ou menos assim: mesmo que o objeto não tenha láá muita utilidade além de enfeitar o ambiente, eu acho lindo e quero pra minha casa. Se for barato então, ferrou, é meu.

E foi assim com o quadro negro. Desde sempre eu queria um quadro negro na cozinha, que nem via nos sites gringos:

,

.

Pensei em pintar um quadrinho, de pintar um parede, de pintar a porta do armário… sim, pq é bem simples, existe até uma tinta pra isso, preta fosca. No entanto, minha gente, eu me conheço. Eu começo os projetos e não termino, a tinta ia ficar encostada para sempre até eu ter tempo/paciência/jornal no chão para fazer o movimento. Então lembrei que, quando era criança, eu tinha um quadrinho negro! Eu brincava de escolinha e dava aulas para minhas bonecas – e eventualmente para os meus irmãos, que odiavam e era obrigados por mim. sempre fui mandona – então será que as crianças hoje ainda brincam disso?

Corri no Saara e, como sempre, ele não me decepcionou. Encontrei um quadrinho de criança por menos de dez reais! Depois foi só pintar a moldurinha de amarelo (tenho uma faixa de ladrilhos amarelos na cozinha) e voilà!

.

.

Uso sempre sempre sempre: para menus, recados e declarações de amor 🙂

.

.

.

Tá lindão, acima da mesa da cozinha (aquela, de fórmica, lembram?)

.

Notinhas da Shopaholic (agora uma dona de casa!)

Vocês devem estar estranhando a demora nos posts, pelo menos eu estou. O fato é que ainda não consegui adequar as postagens à minha rotina diária, que consiste em trabalho, chegar em casa depois das 20h, fazer o jantar, arrumar as coisas pro dia seguinte, limpar alguma coisa e, claro, namorar um pouco. Não consigo parar, sentar e escrever, o namorado reclama, daqui a pouco está gritando cadê você aquiiiiiiii? com um tom de criança mimada e que na verdade não está precisando de nada não, só de um carinho. Ele sabe o quanto o blog é importante pra mim e tenho certeza que, com o tempo, vou conseguir me organizar melhor, mas por enquanto, fica sendo assim, uns 2 ou 3 posts por semana, mas vindos do fundo do meu coração e da ponta dos meus dedinhos de dona de casa.

Novidadinhas do lado de cá:

Ontem chegou a mesa do nosso computador, oba! Nada mais de postar do chão, sentada em um colchão inflável e com o teclado no colo. Ufa!

Lindinha, presente da sogra.

.

♥ Há umas duas semanas compramos um armário para a lavanderia (para guardar produtos de limpeza, tábua de passar, essas coisas) e achamos que era tranquilo de montar em casa. Abrimos a embalagem, vimos que o buraco era mais embaixo (pequenos buraquinhos no compensado, vale ressaltar, nada de furos ou encaixes) e chamamos o cara da loja para instalar. Ah, vamos falar logo? Compramos no Shopping Matriz e, oi? O cara simplesmente não apareceu. É, eu liguei, confirmei, o pessoal da loja falou ele está saindo, está com o seu endereço na mão, tem o seu telefone, sendo que a loja é pertinho da minha casa, dá pra ir andando calmamente e chegar em 10, 15 minutos. O cara nunca chegou. Se morreu, se foi tomar uma cerveja, isso eu não sei. O que eu sei é que eu e o João ficamos de antes das 16h até depois das 20h montando o bendito. Vocês não tem noção da dificuldade que isso é. Eu apertei nem meia dúzia de parafusos e minha mão já doeu. Segundo o João (corta para imagens de uma palma da mão cheia de bolhas), aquele foi “o pior dia da minha vida”.

Meio bambo, mas olhando assim ninguém diz.

++

♥ Aqui não tem Insensato Coração, aqui não tem Cordel nenhum. A nossa novela hoje é o nosso sofá, que está há umas duas semanas para ser entregue. Era um sofá-cama lá de casa (desalojei o meu irmão, olha que alegria!) que minha mãe não só me deu de presente como pagou a reforma. Eu escolhi os tecidos (são dois, vai ficar liiindo) e mandamos para o estofador, que ficou de entregar no outro sábado. Sumiu. Liguei pra criatura, que não atendeu. Daí no domingo eu consigo falar com ele e segue o diálogo mais nonsense de todos os tempos:

_ Seu Lúcio, aqui é Fernanda. Tudo bem?

_ Tudo.

_ Lúcio, estou te ligando desde ontem, o senhor ficou de entregar o meu sofá e não entregou.

_ EU NÃO ENTREGUEI PQ ESTAVA EM UMA EMERGÊNCIA DE HOSPITAL, MINHA FILHA!! (berrando)

_ Eu não tenho culpa. O senhor poderia ter me avisado.

_ MAS EU NÃO TENHO O SEU CELULAR, MENINA. NÃO TINHA COMO EU LIGAR!

_ Vc não tinha meu celular? eu falei com o senhor por telefone pelo menos 3 vezes. vc já prestou serviço pra minha mãe, tem o número dela. agora eu quero saber como vamos resolver isso. O senhor me deixou esperando um dia inteiro, não deu satisfação. Eu quero meu sofá hoje.

_ HOOOJE? HOJE NÃO TEM COMO, MINHA FILHA!! HOJE É DOMINGO! DOMINGO NINGUÉM TRABALHA!

_ Ninguém que cumpriu suas obrigações durante a semana, né?

_ AMANHÃ A GENTE CONVERSA! (e desligou na minha cara!!!)

Daí foi isso, o homem ficou de entregar na semana seguinte, pediu mais pano, depois disse que entregaria na terça, hoje é quarta e agora ele disse que vai entregar amanhã. A minha vontade é ir lá na oficina dele e aí sim dar um motivo para ele voltar pra emergência do hospital.

É isso,people! Logo voltarei com mais notícias (boas, espero!)

.

P.S.: Preciso registrar aqui, mesmo meio atrasada, como fiquei lisonjeada com os posts das meninas do Glamour de Garagem, que falaram com tanto carinho de mim e da minha Cidade Maravilhosa, e do José Carlos, leitor do blog e autor do seu próprio, que fez um post inteirinho sobre mim lá no Trança Nagô. Obrigada, de verdade, gente!

In My Life

Eu demorei pra voltar, mas foi menos do que vocês esperavam, diz aí. A questão é que o namorado viajou a trabalho e eu aproveitei pra dar um pulo aqui na casa dos meus pais pra assistir uns episódios de Glee, atualizar o blog e comer a comida da minha mãe. Ainda estamos sem internet e telefone no apartamento, continuamos dormindo no colchão mas, a cada dia que passa, descobrimos uma novidade, aproveitamos um momento. Sei que parece bobagem dizer isso sendo que não tem nem uma semana que estamos morando juntos, mas olha, só vivendo pra saber (essa frase é meio cretina, exclui metade da galera, mas poxa, é tão verdade!).

:: Todos os dias eu acordo com a maior preguiça do mundo. Sério, meu despertador tem duas sonecas programadas. Só que agora eu tenho ele lá, todo fofinho, me abraçando todo dia de manhã. Eu me sinto um rocambole toda enrolada no edredon, encho ele de beijinhos e vou me arrumar. Como João fica pronto em 5 minutos, ele só acorda mesmo quando eu saio do banho – e fica gritando, “volta pra cááááá!”;

:: Me descobri uma maníaca por limpeza. Eu não me canso de varrer a cozinha, o corredor e os quartos, e “paninho molhado” virou meu sobrenome. Mas, por mais que eu limpe, ainda acho que o apartamento está uma imundíce;

:: Ainda não temos máquina de lavar, então eu dei um pulinho aqui na casa dos meus pais hoje com uma sacola enorme de roupas sujas. Impressionante o que eu gasto só pra trabalhar;

:: O tempo parece absurdamente mais curto. Quando olho no relógio, já são onze horas da noite!

:: Meu interesse pela cozinha vai além da decoração, e realmente estou achando interessante esse negócio de cozinhar. Esses dias a gente fez o jantar pela 1ª e pela 2ª vez. Tiramos fotos! Algumas coisas eu publiquei pelo twitter e pelo instagram, mas resolvi trazer pra vocês os meus “dotes”:

.

.

Pela dieta, eu não posso comer carboidrato à noite (se comer, tem que ser bem pouquinho), então caprichamos nas proteínas: um bifão e um ovo cozido pra cada um. Pra acompanhar, batatinhas e brócolis no forno, com um fio de azeite e cebola (fica uma delícia!).

.

.

O namorado também cozinha, tá pensando o q?

.

.

Ontem foi a minha vez. O namorado estava na rua tentando comprar nossa mesa para o computador (não rolou!) e eu resolvi fazer uma receita que eu vi uma vez na Nigella. É tipo um ensopado de lentilhas com linguiça temperada, não tem muito mistério. Você refoga cebola (e alho, se eu tivesse em casa, mas consegui perder na hora de ensacar as compras no supermercado) e as liguicinhas de sua preferência (eu gosto daquelas mais fininhas). Depois, acrescenta a lentilha já lavada, e vai acrescentando água fervente. A lentilha vai dobrar de tamanho e “chupar” parte da água, aí você acrescenta mais e mais. Eu não coloquei tempero nenhum além de sal, até pq não tinha, e a linguiça dá conta do recado. O toque final fica por conta da salsinha cortadinha em cima do prato.

.

.

Para acompanhar: arroz integral e saladinha verde.

.

:: Ainda falta muita coisa pro apartamento: esse fim de semana vamos comprar uma tábua de passar, uma sapateira e a mesa do computador. O sofá só deve chegar na semana que vem. Televisão ainda não temos, continuamos com os 4 pratos e 2 copos, mas agora temos mais 2 jogos de cama e panos de prato que minha mãe deu. O pessoal do meu trabalho me deu um microondas, alegria! O namorado fez lasanha e tudo. Aos poucos as coisas vão se ajeitando.

.

P.S.: Para as meninas que me perguntaram no outro post sobre a dieta: a gente sabe o que engorda e o que emagrece, né? hahaha O grande lance é colocar em prática. Então assim, o médico restringiu meu consumo de carboidratos a uma porção diária. Bom, pelos meus conhecimentos de nutrição obtidos em anos lendo a Revista Boa Forma (já tive até um blog de emagrecimento! mas isso é tema pra outro post) o carboidrato é a forma mais “fácil” do nosso organismo conseguir energia. Só que, né, pra quê eu vou me entupir de energia se trabalho sentada o dia inteiro, e a roleta da academia nunca mais registrou minha entrada (deve ter mais de um mês que não apareço lá)? Pra nada, amigues. Então, quando você restringe o consumo dessa energia “fácil”, o corpo corre atrás do prejuízo… queimando gordura! Oba! Aquela gordurinha (mal) escondida no meu abdomem e quadril para os momentos de dificuldade. Então, uma dieta com poucos carboidratos é um momento de dificuldade para o meu corpo, basicamente. Vejam que ótimo.

Daí minha vida fica assim:

Café da manhã: Ades light + queijo ou peito de peru ou uma fruta

Lanche da manhã: Iogurte ou biscoitos integrais ou outro Ades light

Almoço: normal, com arroz, feijão, frango ou carne, salada e legumes, numa porção não-ogra

Lanche da tarde: Acabo não fazendo

Jantar: Salada com carne ou frango

*Quando quero comer carboidrato no café da manhã, tiro o arroz do almoço, assim como se quiser comer carboidrato no jantar.

Daí, no fim de semana, eu posso comer de tudo. Oba!

A 1ª transformação do meu apê!

Dizer que isso é uma transformação, assim, TRANSFORMAÇÃO é demais. Mas vá. Vocês sempre perguntam do apartamento e eu sempre quero falar sobre ele. Então, né, qualquer coisinha é motivo de post.

Eu preciso dizer que estou in love com a minha cozinha. Talvez por ser o cômodo mais aparelhado da casa, com fogão, geladeira e agora uma mesa (ainda sem cadeiras), talvez por eu ter me tornado uma maníaca por limpeza, o fato é que eu amo muito esse cantinho. O proprietário derrubou o banheiro de empregada (acho tão colonial empregada morando em casa de patrão, mas isso é assunto pra outro post) e deixou a área de serviço bem grande e comunicável com a cozinha. Acho lindo. A área também tem um janelão que dá vista pra entrada do prédio ao lado, então nada de serviços domésticos em clima naturista, amigues.

.

.

Sei que a escada tosca tá no meio do caminho, mas é que tirei essa foto com outros propósitos. Enfim. Não é bacana a passagem? E a entrada de serviço fica logo ali à esquerda.

Como contei pra vocês, desde que comecei a ver blogs de decoração, fiquei louca por uma série de coisas. Uma delas são pisca-piscas. Daqui a pouco tô que nem a amigue do Casa de Colorir, essa sim uma viciada em piscas (RESPECT!). Então eu já tinha comprado uns bem bonitinhos, de frutinhas, logo depois do Natal. Usava no meu quarto e tinha certeza que, no dia em que encontrasse o meu novo lar, levaria comigo minhas luzezinhas:

.

.

Ainda falta mostrar pra vocês como ficou com as florzinhas (comprei temperos também, mas MORRERAM! Ai!) e com outras pequenas melhoras. Mas os pisca-piscas… ah, esses danadinhos ficaram lindos, não acham?

.

A busca continua :(

Toda vez que vejo alguém que mora sozinho, principalmente alguém que aluga um apartamento, principalmente se é alguém de outra cidade que conseguiu fixar residência aqui no Rio, me bate uma certa tristeza.  Vejam bem, pq é uma confissão: é uma tristeza que vem de uma inveja profunda. E como não acredito em inveja boa, não acho que o meu sentimento é bom não. Mas é real. O fato é que não consigo acreditar em como essas pessoas conseguem.

Estou procurando apartamento com o João há mais ou menos 3 meses. Já vimos de tudo: Zona Sul e Zona Norte, apartamentos grandes e outros minúsculos (se o anúncio diz “cabe geladeira”, cuidado, pq é ou a geladeira, ou você), aluguéis inacreditáveis. Me dá uma vontade de chorar toda vez que me deparo com um preço abusivo, com um apartamento ruim ou pior – com um apartamento muito bom, mas que não vou conseguir alugar.

Pra checarem se você tem nome limpo, você tem que pagar. E não é pouco. Tenho que preencher uma ficha pra mim, uma pro João, uma pro fiador. Nessa brincadeira, R$ 180. Isso já deveria ser uma prova de que tenho algum dinheiro, mas não.

Saio na hora do almoço, saio mais cedo do trabalho, pq os horários de visitação de apartamentos são todos irreais. 11 da manhã. Quatro da tarde.  Ninguém trabalha? E toda vez que me encho de esperanças por um novo imóvel, algo acontece: alguém preenche a ficha antes, o proprietário desiste de alugar, sério, tem de tudo.

Então, grande parte das minhas preferências do começo estão no chão: só quero um lugar não muito pequeno, em uma rua não muito barulenta e perto do metrô ou de vários pontos de ônibus, pq não temos carro. Achei que isso fosse o básico, mas acho que é pedir demais.