A pindaíba e o detector de tendências

Trabalhar como assistente de produção é dureza: tem muito mais glamour (pra quem olha) do que dinheiro (pra quem trabalha), e o fato é que hoje estou vivendo com muito menos do que antes. Menos roupas, menos sapatos, menos bolsas. No começo, achei que fosse surtar, vendo tanta loja, tanta roupa, tanto estilista quando trabalho. Novidade é o que faz a engrenagem da moda funcionar, e é o combustível para o desejo de consumo de toda shopaholic. Então, ver as tendências o tempo todo ali na minha frente e não poder comprá-las todas é, em um primeiro momento, uma tortura.

Eu vi as liquidações de verão se esgotarem. Eu acompanhei as baixas de preço até o fim. Eu vi a coleção da Maria Filó para a C&A chegar e acabar. Eu vi a saia mullet surgir de repente nas lojas brasileiras (antes até do que eu esperava). Eu vi as lojas começarem a liquidar o inverno bem cedo. Eu vi a febre dos sneakers (originados pela Isabel Marant) tomar todas as mídias sociais. Eu vi tudo isso e não participei de nada.

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Aquela angústia do começo deu lugar ao que eu chamo de um detector de longevidade para as tendências. É olhar para elas com certa calma e assistir à sua linha do tempo:

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Tendências brotam do nada em blogs gringos ➜ o povo surta porque não tem aqui, então faz posts de inspiração, lota o pinterest, aquela loucura  ➜ a peça chega às lojas brasileiras, uma depois da outra ➜ ela se esgota nas lojas e, pronto! = Está todo mundo vestido igual.

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Se todo mundo está vestido igual, os formadores de opinião (chamados de early adopters, pois adotaram a tendência antes dos outros) já não veem mais valor na peça, deixam de usar. ➜ No entanto, a massa vai se acostumando à novidade ➜ TODO MUNDO COMEÇA A USAR ➜ Mal sabem eles que a tendência já chegou ao fim.

O que era tendência vira cafona em dois tempos. Assistir esse caminho de um extremo ao outro (do estiloso ao cafona) em poucos meses me mostrou que a maioria dos meus desejos de consumo repentinos se provariam perdas de dinheiro no longo prazo.

Ok, mas nem tudo é tendência meteórica. Tem também aquelas peças que me parecem mais clássicas, tem a ver com o meu estilo… mas aí, quando eu coloco na ponta do lápis, vejo com as coisas estão caras. Olhando roupa todos os dias e tendo pouco dinheiro para gastar com elas me faz pesquisar muito mais. Sem contar com as repetições. Indo a vários shoppings e visitando dúzias de lojas para produzir, você repara como a galera copia. Copia os estilistas lá de fora, copiam umas às outras… Vi um mesmo vestido na Leeloo e na Folic. Iguais, mas com preços diferentes (agora não tenho certeza, mas acho que na Folic estava mais barato). E quando você vê uma mesma peça repetida over and over again, inevitavelmente cansa dela.

E quando vejo peças bacanas, mais clássicas, com o meu estilo, diferentes das outras e com um preço bom? Quando a oportunidade surge, eu olho, olho, e muitas vezes percebo que tenho algo parecido. Ou algo que dá pra ficar parecido, sabe? Então minhas últimas compras tem sido de itens básicos mesmo: blusinhas de R$ 19 na Zara, outras de R$ 50, mas que posso combinar com o que tenho, alguns acessórios mais marcantes, essas coisas. De vez em quando ainda dá um comichão e quero comprar tudo, fico triste porque não posso, mas é dor que dá e passa.

E vocês, como enxergam essa dança das tendências? Querem experimentar alguma?

O Brechó dos Gatinhos

Não posso me considerar uma rata de brechós mas, como toda shopaholic, eu adoro “achar” coisas. Gosto de tudo que envolve a compra, e a busca é parte fundamental desse processo. Por isso, não tem como não amar brechó, que é o verdadeiro templo da busca, onde cavucar é palavra de ordem. Quem ama comprar tem que amar brechó, gente.

O problema é que o brechó não é, assim, um amigo fácil. Sabe aquela pessoa que não te dá confiança de primeira, que parece mal humorada, mas que no fundo é super gente boa? (não gente que finge ser gente boa, socorro, essas parecem estar me cercando ultimamente, SARAVÁ). Então, brechó é assim. Brechó não se pega, se conquista. Estamos falando de relacionamento sério aqui.

Depois dessa introdução, apresento-lhes o brechó em que comprei aquela saia maravilhosa do casamento da Lily (por 40 dinheiros!), o Brechó Coisas do Arco da Velha!

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Pra começar, eu chamo o lugar de “Brechó dos Gatinhos” pq eles dominam o lugar. A Ana, dona do estabelecimento, é uma gateira da melhor qualidade, do tipo que resgata gatinhos na rua e parte pra cima de gente sem coração que maltrata os bichinhos. Tudo isso muito lindo, mas olha, eu adoro gatos e depois de 1h no local saí com aquela coriza característica da alergia. Então, se você não tem muita intimidade com bichos (são 8 e eles sobem em tudo, mesa, cadeiras, na sua bolsa, nas roupas que você separou, aquele negócio), talvez lá não seja o seu lugar.

Mas eu gosto de bichos, tenho lenços de papel na bolsa e estou atrás de uma pechincha. Então o Brechó dos Gatinhos é, sim, o meu lugar. Pq lá é tudo muito arrumado, muito limpo, não é brechó de igreja, amiga, onde vc encontra aquelas manchas duvidosas em vestidos e tudo quanto é camisa social é dominada pela suvaqueira. Aqui não, minha senhora. Aqui é limpeza. E encontramos grandes marcas, com preços baixos, todos os dias (ops!). Encontrei peças da Enjoy, Folic, Maria Filó, Leeloo… Quer a prova? Selecionei 4 looks pra você conferir:

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1. Essa blusa liiinda era tamanho 46. Tem uma área inteira com tamanhos maiores no brechó. Não deu pra ver direito na luz, mas a camisa é fininha e rosa PINK. Amei. R$ 44

2. Camisetinha da Leeloo, vi uma parecidíssima na loja! R$ 28

3. Vestido Leeloo com “estampa de gravata”. Comprei pra mim!! R$ 50

4. Também não dá pra ver na foto, mas a cor do blazer é menta! Queria levar também, mas cadê dinheiro? R$ 21. A saia laranja sai por R$ 29.

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Gostaram? Para completar, o brechó ainda tem uma costureira para pequenos ajustes e consertos nas peças. Ah! E você ainda pode aproveitar a visita para pegar o bondinho! A estação fica logo em frente!

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Serviço:

Brechó Coisas do Arco da Velha

Praça Gal Tibúrcio, 83 loja 24

Praia Vermelha

Tel.: 21 2542-5057

Horário de funcionamento: 2ª à 6ª, das 10h às 18h

Minhas lojinhas no Bom Retiro!

Eu já tinha ouvido falar do Bom Retiro, bairro cheio de pechinchas em São Paulo, uma série de vezes. Não foi por falta de vontade, mas de tempo mesmo, o fato de nunca ter pisado lá. Então decidi que, dessa vez, não poderia ir a São Paulo e deixar de visitar a rua José Paulino e imediações; era uma questão de honra. Sendo assim, logo que cheguei no albergue, quando o mocinho simpático da recepção me abriu o mapa de SP, não demorei a perguntar:

_ E o Bom Retiro, moço? Como faço pra chegar?

O homem não sabia muito bem, acho que ficou meio atordoado como meu jeito imperativo. Falou da Liberdade, da 25 de março, mas essas eu já conheço, meu senhor, tô aqui atrás de roupa barata. Peguei as indicações, o mapa, tomei um café caprichado e fui, cheia de sonhos consumistas, rumo ao centro da cidade.

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os arredores do meu albergue

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Fui.

Cheguei.

Surtei.

Tá achando o q? Cada um tem a Missoni que merece. hahaha

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Eu fiquei andando pelas ruas das 10h às 13h. Foram três horas pq eu tinha que almoçar com a Anah. Se não fosse isso, acho que eu iria direto, de legging, sapatilha suja e sacolas na mão, para o casamento da Lily – daí vocês podem avaliar o meu estado de espírito, o nível da minha sanidade mental e o limite do meu cartão.

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A lindíssima vitrine da KWi, minha loja preferida

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Alguns endereços:

Nina Cicci

bolsas inspired, média de preço entre R$ 60 e R$ 200

Rua Ribeiro de Lima, 595 (travessa da José Paulino)

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Morango

bolsas inspired, um pouco mais baratas que na Nina

Rua José Paulino, 270

tel (11) 3361-7834

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Olha que linda!

loja surtante, cheia de bijus incríveis! É meio cara (brinco por R$ 15 a R$ 30) mas os produtos são muito bons. Tem algumas coisas pra casa também.

Rua Ribeiro de Lima, 599 – tel (11) 3333-4016

Rua José Paulino, 116 – tel (11) 3331-3328 ou 5621

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KWi

vestidos incríveis!!! Lindos, me senti em uma grife mesmo. Preços entre R$ 100 e R$ 200

Rua José Paulino, 400 – tel (11) 3224-0039

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Aviso importante!! Muitas dessas lojas vendem somente por atacado nos dias de semana. Então a boa é ir no sábado, encarar a muvuca e caçar achadinhos. E as coisas são realmente bacanas, fiquei surpresa! Vi muita saia plissada, muita listra, saia longa, vestidão…

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Considerações Finais:

Eu parecia uma criança em um parque de diversões. É o tipo de programa que eu nunca posso levar o João (ele fica até preocupado de me ver tão transtornada, hahah), e que até prefiro fazer sozinha – ou com, no máximo, uma ou duas amigas que tenham o mesmo gosto que eu! Digo isso pq é exaustivo, vc tem que ficar de olho na bolsa, esbarra em um monte de gente, sua adoidado, não pode experimentar quase nada, tem que levar dinheiro vivo, enfim… tem que ser shopaholic!!!

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E o que você comprou?

Ah, minha gente, pra saber vocês vão ter que acompanhar o blog! Ainda não estreei nada, estou me coçando!! Daqui a pouco vou ao mercado de vestido novo, só pra usar! hhahaha

Aparecida na Feira do Lavradio

Eu não posso com uma feirinha, o João sabe bem. É só a gente passar na frente de um punhado de barraquinhas que ele já segura forte a minha mão e diz “não, Fernanda, nããããão!”, mas não tem jeito: na maioria das vezes eu arrumo um jeito de escapar.

Esse fim de semana foi um dos meus preferidos no mundo das feirinhas: foi Feira do Lavradio (acho que o nome original é “Feira do Rio Antigo”), que ocorre sempre no primeiro sábado do mês. Já deve ser o 3º mês consecutivo que eu eu vou – a desculpa é que preciso comprar coisas para casa – e sempre encontro uma coisinha bacana (nem sempre para a casa). Fui à feira sozinha – o João comprou um volante boladão com pedal e câmbio para jogar um game de corrida e pronto, largou tudo para se tornar um piloto de Formula 1 – e lá encontrei com os amigos Felipe, Tatinha, Daniel e Renata. Marquei também com meu primo João Paulo e sua namorada, a Grazi, para brincarmos de tirar fotos.

Então eu fiz a aparecida e fiquei posando no meio da Lapa. No meio da feira. Timidez? Desculpe, não trabalhamos.

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Short Checklist. Camiseta que qualquer dia sai sozinha Zara. Jaquetinha que comprei no brechó por R$ 10. Lenço do Saara (custou R$ 5!). Óculos C&A.

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Acho que o João não deixaria a gente ter um desse na sala…

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Essa barraca é muito legal. São ímãs de artistas que servem como porta copos! Cada um custa R$ 6.

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Oba! Tenho um porta copos do Jimi Hendrix!!

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Gostou das fotos? No blog da Grazi tem outras mais lindas (um arraso essa fotógrafa!)!!

Quer ir na próxima Feira? Vai cair no dia 03/09.

Overview das compras!

Todo mundo fala muito sobre como se encontra coisa barata na Argentina e coisa e tal, pq o peso argentino está valendo menos que R$ 0,50, mas olha, tem uma tal de inflação que ferra com a coisa toda. Então, vamos à realidade, não achei as coisas tãããão baratas assim não. Isso é, tirando os cosméticos. Cosmético é barato mesmo. As farmácias (especialmente a Farmacity, que tem um lugar especial no meu coração) tem stands lotados dos produtos da Maybelline, Emolan, Rimmel London e Nivea. Você entra e dá uma surtada mesmo. Enquanto aqui você chora de emoção toda vez que a L’oreal resolve lançar um rímel novo (que só chega nas farmácias phynas), lá você tem uma síncope com a quantidade de máscaras para cílios. São MUITAS. A mesma coisa para batons. O João não aguentava mais, eu entrava em tudo quanto era farmacity e sempre saía com pelo menos 2 batons. Ou um esmalte (que achei caros, tipo 8 reais). Ou um rímel.

No mais, também há lojas bacanas como a VZ Bath and Body, que vende um monte de creminhos, body splashs e esfoliantes a preços bacanas. Ouvi falar também da Elementos Esenciales, a loja é linda, mas não cheguei a comprar.

Agora, outra coisa que se compra MUITO em conta são quinquilharias. No bom sentido, tá, pq aqui está uma louca por tudo o que é quinquilharia. Colares, pulseiras e pashminas (muitas!) definem o estilo da cidadã-padrão de Buenos Aires, além dos seus inseparáveis e enormes brincos. Então, você encontra em toda esquina lojas como Isadora, Todo Moda e Clandestine, além de outras que não me lembro o nome, e que são mais genéricas. Comprei uns 3 lenços, e deveria ter comprado mais, haha.

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Eu e River saindo da loja Indian Emporium, em Punta del Este, Uruguai.

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O namorado pensando em formas de suicídio do lado de fora da loja.

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[Ah, parênteses sobre as roupas: as lojas vendem muito cardigan, legging estampada, jegging, blusinhas. E olha, eu sou a menina dos vestidos e saias e roupas estampadas. Sem contar que estou gordinha, então fujo de calça jeans skinny. Então meio que não rolou, sabe? Sem contar que todos os preços pareciam começar em 300 pesos. E para gastar R$ 150 em alguma coisa, eu preciso gostar bastante, é ou não é? Então quase não comprei roupa por lá]

Desfazendo minha mala, fui organizando em cima da cama todas (quase, tirei alguns presentinhos) as coisas que comprei. É bastante coisa, mas vá lá, podia ser pior (Se fosse, sei lá, Nova Iorque, era capaz de eu vender a passagem de volta e virar a homeless mais chique da cidade, só pra continuar comprando):

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(clica pra ver a loucura de perto)

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1 :: Revistas de moda locais

2 :: Óculos baratinho

3 :: Pashminas e lenços

4 :: Bolsas antigas compradas em San Telmo

5 :: Quinquilharias da Todo Moda e Isadora

6 :: Esmaltes mil e removedores com propriedades fortalecedoras de unhas

7 :: Creminhos da VZ Bath and Body

8 :: As poucas roupas que comprei foram de uma loja de departamento de Punta (Indian Emporium)

9 :: Batooooons! Rimmel London e MAC

10 :: Óleo de Argan e hidratante Kiehl’s comprado no Duty Free

11 :: Shampoo e Condicionador para cabelos cacheados de uma marca argentina

12 :: Pré Shampoo L’Occitane comprado no Duty Free

13 :: Um milhão de máscaras para cílios

14 :: Alocka do balm ataca novamente: produtinho na Nivea para “rejuvenecer” os lábios e o bom e velho Chapstick

15 :: Finalmente vou testar os 3 passos da Clinique, dica da Má

16 :: Perfumes comprados no Duty Free

17 :: Shampoo, Condicionador e Ativador de cachos da TRESmmé

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Diz aí, boas compras, né?

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(e um mês inteiro de pobreza pela frente!)


Minhas (pseudo) Alexas

Lembram quando eu falei que tinha comprado umas bolsinhas meio Alexas, mas nem tããão Alexas no Ebay? Então, tem mais de duas semanas que elas chegaram, mas como eu sou uma enrolona, só estou falando delas agora.

Eu e Manoela (minha amiga que sempre topa compras conjuntas e que eu estou levando à falência) estávamos namorando as bolsas desse vendedor e compramos, cada uma, duas bolsas, para dividir o frete. Nossas escolhas foram:

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Reparem que todas as quatro tem uma pegada meio escolar, fechos com essas fivelinhas de pasta de escola e tal. Mas não são a Alexa. Então, né, tem como ficar no clima da moda sem necessariamente ficar igual a todo mundo (não que isso seja necessariamente ruim!). Sem contar que essa “merendeira” amarela é a maior fofura!

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Agora a parte ruim: fomos taxadas. O vendedor mandou dois pacotes com duas bolsas cada. O primeiro chegou numa boniteza que só, foram mais ou menos 20 dias e lá estavam as belezuras. O segundo pacote demorou mais uma semana para chegar, isso é, para que o aviso chegasse na minha casa. Lembrando que uma bolsa custou US$ 15 (a amarela) e a outra US$ 9,77. Ou seja, o pacote todo custou menos de 50 dólares. No entanto, fomos taxadas em absurdos R$ 122,72. Sério. Deviam achar que eu estava comprando Chanel.

Correios brasileiros, meu beijo hoje vai pra vocês.

E agora, as bolsas:

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Elas são exatamente o que parecem na foto, sendo que a marrom é de um “couro” mais próximo da camurça, sabe? E achei que os ganchos eram meio frágeis para o tamanho da bolsa (sou do tipo que carrega a capacidade máxima permitida), então comprei outros e substitui no sapateiro por R$ 2. A bolsa amarela é uma gracinha, uma fofura, e todo mundo fala que eu estou levando o lanche da escola aí dentro. hahaah

As bolsas da Manu são bem bacanas também. A maior, marrom, é mais maleável, enquanto a menor tem uma vibe meio antiguinha, boa para sair.

Para quem gostou, o vendedor é esse aqui. No entanto, preciso avisá-las que ele é o maior mão de vaca para negociar um desconto. Compramos 4 bolsas e o máximo que eu consegui foi um desconto de US$ 1 por bolsa. Ridículo. Mas o fato é que o cara tem muita coisa bonita e leilões que podem valer a pena para muitas peças (as minhas foram todas compradas no leilão, e agora vi que o preço fixo está bem mais alto. Vale a pena esperar para comprar depois do Natal).

ALERTA SHOPAHOLICO!!!

É, meu povo!! Lembram que eu disse que odiava clog, mas com uma vírgula? Sim, pq aquele todo fechado estilo tamancão holandês não me seduz de jeito nenhum, viu? Mas eu estava de olho em um modelo Miu Miu que falei nesse post aqui (já denunciando que estava titubeando…), e não é que hoje encontrei um pra chamar de meu?

ÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉEÉÉ, BRASIL.

Tava Beckybloomizando no Rio Sul quando vi esse modelo na vitrine da Datelli. Entrei, experimentei, amei, mas e o medo do saltão? Como não tenho ortopedista na família pra me salvar, o medo é grande. Saí da loja, dei uma volta, twittei sobre o tema e mandei uma mensagem para minha inseparável amiga Manoela. Aí não teve como. Voltei lá e arrematei a peça.

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Foto naquele clima “Garota da Laje”, mas né, endorfina a mil aqui, não deu pra esperar.

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Bom, e como eu sou do tipo que quer usar as coisas que compra assim, na mesma hora, tô andando de clog pela casa, vou dormir abraçada no clog, vou acordar com o clog e enfrentar pedrinhas portuguesas com ele. Amor é isso, gente.

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Precito amigo gente? NADA. 249,00. Mas e a paixão, tem preço?

Banished

Eu não sei se vocês gostam de Simpsons, mas eu adoro. O fato é que aqui em casa todo mundo assiste, e chegamos a citar trechos dos episódios na mesa do café (sim, minha família é tipo um seriado de TV, mas isso é assunto para um outro post). Tem esse episódio em que o Homer e a Marge estão querendo fazer alguma coisa e precisam de uma babá pra cuidar das crianças. Marge liga para uma agência de babás, se identifica e… a cena corta para a atendente:

_ Oi? Marge SIMPSON? Eeeeerrrr… –  e na parede na frente dela tem um cartaz com a cara do Bart e uma tarja de “proibido” por cima. Nenhuma babá aguenta mais o Bart, e ele foi banido da agência.

Eu acho que no fim do mês deviam colocar um cartaz na porta das lojas, com uma menininha de black e uma tarja de proibido em cima. Pq eu deveria estar banida das lojas quando recebo o meu salário. Pq eu penso que sou rica. Mas nããããão. As vendedoras me tratam bem (isso é, quase todas as vendedoras), pegam peças do meu número, falam os números lendo somente os dígitos (“esse vestido está por um-sete-nove, senhora”) e ainda imendam num incrível benefício que me conquista (“está um-sete-novecomessaestampaexclusivaquedáprausardediaeànoitesótemumúltimoM”). Não dá. Isso devia ser proibido.

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Uma palavra: talento.

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Quando vou ver, já estou me giletando com o VISA, digitando a senha, rezando pelo santo protetor do limite de crédito e sorrindo quando sai aquele papel da bobina. * happiness * Olho pro relógio, vejo que já passaram sei lá, duas horas inteiras e eu não tenho mais nenhum sinal vital – nem fome, nem sede, nem sono, nem vontade de fazer xixi.

Aí fodeu, já gastei e o mês ainda nem começou.

Informo que meu VISA está em cativeiro e só nos veremos de novo em 30 dias. Beijos.

Vale a pena comprar no ebay?

Quem lembra dessa tag, levanta a mão!

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Outro dia estava passeado pelo Deditos de Fora, um blog que estou amando de paixão, e vi como a Mari está sempre com sandálias bacanas e diferentes compradas no Ebay (tive a oportunidade de conhecê-la na semana passada, a menina é adorável!). Fiquei enlouquecida como sempre, mandei mensagens, e a gata prometeu um post só sobre essas comprinhas, com dicas e tal. Daí que eu própria já comprei algumas coisinhas no Ebay, com algum sucesso, então achei que também poderia contribuir de alguma forma para as meninas que nunca compraram no site.

O que é o Ebay?
O Ebay é um site criado para todo mundo que quer comprar e vender. Para ter uma ideia, ele funciona mais ou menos como o nosso Mercado Livre, em que você pode vender de tudo um pouco, de botão a canhão, de alfinete a foguete (aquela que cria assinaturas para marcas já estabelecidas no mercado). Assim, você pode vender o seu carro, o seu cachorro, o seu namorado. E comprar também, seja novo ou seja usado – mas em excelente estado de conservação.

O que é preciso para comprar lá?
Um cartão internacional ou conta no Paypal.

O que é Paypal?
Para mim, é a melhor forma de comprar. Você entra em paypal.com e cria um login, com seu endereço e dados do seu cartão de crédito. Assim, toda vez que você quiser fazer uma comprinha, não precisa estar com o número do cartão na mão – basta logar no paypal e colocar sua senha. Isso ajuda principalmente no caso de vendedores em que você não tem muuuuita certeza quanto à credibilidade, ou sites que você ainda não conhece muito bem. Se aceitam paypal, então não são tão vagabas assim!
E tem mais: No caso de algum vendedor tentar te passar a perna, você pode pedir o seu dinheiro de volta! É só abrir uma queixa no paypal (disclaim em inglês) no prazo máximo de 45 dias após o pagamento da sua compra.

Eu preciso ser fluente em inglês para comprar no Ebay?
Fluente, fluente não, mas tem que ter noções básicas sim. Qualquer dúvida, é só pedir ajuda pra alguém que saiba um pouco mais!

Adorei um produtinho x! Como saber se o vendedor é confiável?
Você pode ver pelo número de feedbacks positivos que o vendedor tem. Se o cara é top seller, por exemplo, é porque já vendeu pra muitas pessoas com muitos elogios – nesse caso, você verá uma medalinha no perfil dele. Maaaaaas, eu digo maaaaas tudo isso é burlável. Por isso, eu prefiro comprar no ebay com vendedores recomendados por amigas ou, no caso de arriscar, tento sempre produtos baratinhos – tem um monte de vendedores no ebay lá de Hong Kong que vendem anéizinhos, colares e até vestidinhos por menos de 10 dólares, isso com frete grátis! Então, se rolar um prejuízo, vai ser coisa pequena.

Como saber o frete?
No próprio anúncio do produto você verá se o shipping (frete) é para todo o mundo (worldwide) ou só para EUA/Canadá/Austrália e Europa. Em caso de dúvidas (você pode, por exemplo, combinar um frete mais barato na compra de 2 ou mais itens de um mesmo vendedor), mande uma mensagem (em inglês, galera, pra facilitar) para o vendedor. Eles geralmente respondem em, no máximo, 48 horas.

Mas Fernanda, o que você já comprou no Ebay?
Então. Já comprei capinhas de iphone (liiindas, por US$ 10 e sem frete), revistas importadas (sou aloka da banquinha de jornal), anelzinho e cordãozinho fofos. Enfim, coisa barata mesmo. Semana passada comprei, junto com uma amiga, duas bolsinhas meio Alexa, mas não tããão Alexa, sabem? E também uma foto do River Phoenix – tô querendo fazer um quadrinho pro meu quarto – e umas bijuzinhas baratex. Quando chegarem eu mostro para vocês.

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Nesse dia eu tinha acabado de receber minha capinha do iPhone. Olha a cara de alegria da criança: é que custou dérreais.

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Tem dúvidas sobre como funciona o ebay? Você pode:

– Deixar um comentário

– Mandar um e-mail (soshopaholic@gmail.com)

– Me perguntar lá no formspring

– Se jogar, como se não houvesse amanhã! 😀

Pulseirinhas

Eu lembro que, quando tinha uns 15, 16 anos, usava muitas pulseirinhas. Era Senhor do Bonfim, pulseirinha hippie, só não tinha pulseirinha do reggae pq, cá entre nós, nunca gostei de reggae. Lembro que até começar a namorar com o João, ainda usava bastante – usávamos, né, namorado? Minhas preferidas eram as de macramê. Se eu for ver bem, os hippies sempre me convenceram a comprar qualquer trabalho manual, então eu já usei muito  a tríade colar de semente-brinco de pena – anel de côco.

Acho que as coisas começaram a mudar quando fui ficando mais velha, e vi que as cordinhas (minha tia Inês falava que eu andava com umas cordas amarradas no pulso) não combinavam muito com o resto do estilo e, naturalmente fui deixando a fase incenso pra trás. Mas confesso que meus olhos brilharam por essa pulseirinha que a Ana está vendendo lá no site dela:

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Pra quem também amou, elas custam R$ 50 aqui.