Formosa

Em um ano e meio morando com o João, as maiores vítimas foram as minhas plantas: uma após a outra, morreram todas. Secas, mofadas, caídas no chão durante uma ventania, não sobreviveu uma. Tentei plantas caras, de floriculturas, e baratinhas, compradas em mercado. Nenhuminha.

Eu já estava meio sem esperança quando comprei essa. Era toda floridinha, rosa choque, custou R$10 e eu sabia que não ia durar. Mas por 15 dias estava bom, a casa fica mais bonita com planta. Não demorou muito para que estivesse toda seca e murcha. Resolvi mudar de lugar e levei a moribunda pra cozinha, onde pelo menos ela poderia morrer sentindo o cheiro de comidas gostosas e pegar uma brisa da rua – minha cozinha/lavanderia tem uma corrente de ar que ora refresca, ora derruba tudo.

Passou uma semana, duas, um mês, acho que chegou a completar dois meses da plantinha lá. Eis que, do nada, encontro a danada assim:

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Com um galho verde cheio de brotos.

Não dá pra ver, mas abriu uma florzinha também.

Assim, de repente. Eu tenho molhado bastante duas vezes por semana e, de resto, deixo ela lá.

Uma sobrevivente, gente. Tô me sentindo bastante orgulhosa, oba!

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Será que agora já posso cuidar de um cachorro?

Back do 50’s!

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Se tem uma coisa que eu acho bacana nesse momento da moda que vivemos hoje, é a mistura de influências. Há um ano a gente achava o máximo tudo que fosse 80’s e 90’s, e de uns tempos pra cá essa moda foi morrendo e dando lugar a modelos mais menininha, com golinhas e saias rodadas. A tendência dos anos 20 volta e se choca com todo um American Way Of Life dos anos 50, e ainda dá pra se entregar aos modelinhos sessentinha que vemos o tempo todo nos festivais de música gringos (Coachella tá aí e não nos deixa mentir). Isso tudo é muito bacana, ajuda a gente a viver nossa individualidade sem muitas amarras fashionistas.

Não é de hoje que eu tenho visto que o estilo cinquentinha (adeus, trema!) está de volta, e não é só nas roupas. Repararam como está na moda cuidar da casa? Olha quanto blog de decoração por aí! E blog de culinária! Essa coisa de querer cuidar do seu cantinho, esse romantismo de querer casar e se dedicar à família tinha saído de moda (mulher moderna era aquela que trabalhava fora, certo?) e agora eu tenho ouvido – e visto! – muitas mulheres que querem estar mais tempo em casa, que conseguem unir o trabalho à criação dos filhos, que abrem negócios que permitam um horário flexível ou que conseguem negociar períodos de home office nos lugares que trabalham. Esses não são valores que nos remetem aos anos 50?

Nesse meu período sem trabalho fixo eu descobri como gosto de cozinhar – e como me chateio quando dá errado! Como gosto de mimar o namorado, fazendo uma sobremesa diferente ou caprichando no seu prato preferido. Também gosto de comprar coisinhas para a casa, de encher garrafinhas com flores, essas coisas. E acho que isso não faz de mim submissa, ou menos feminista. Simplesmente é algo que eu gosto de fazer.

Dia desses parei para pensar nisso e dei de cara com as fotos do lookbook de uma loja multimarcas chamada Americana Manhasset. A loja vende peças luxuosíssimas e fez um lookbook lindo e super cinquentinha. As fotos são bem coloridas e transportam a gente para aquela época num instante! Dá vontade de pegar o De Lorean e correr pra lá (mas a vontade passa rápido, pq olha, as mulheres não tinham as opções que eu tenho hoje…)

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Vestido Max Mara

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Vestido Chanel

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Vestido J. Mendel

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Vestido Dior

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Conjunto Saint John

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Vestido Alice + Olivia

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Blazer e bermuda Thom Browne

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Gucci

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Vestido Prada

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Looks Salvatore Ferragamo

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Vocês também tem notado essa mudança de comportamento? Alguém aí se assume mulherzinha mesmo?

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Beijos

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P.S.: A loja também fez um vídeo muito bacana para divulgar a coleção! Olha aqui que lindo! Você também pode ver o lookbook completo aqui.

Refrescante e expectorante

Gostar de moda e se informar sobre o assunto constantemente pode ser uma bênção ou uma maldição, viu. Pq se você estiver sem dinheiro, vai por mim, não vai querer saber qual é a última tendencinha, o must-have do inverno ou coisa que o valha – até pq, quando você fica sabendo, nasce um bicho carpinteiro que se aloja na sua mente e pronto. Você nunca será uma pessoa completa se não tiver a peça no armário.

Ultimamente, meu bicho carpinteiro (tenho que dar um nome pra ele, pq o danado já mora comigo e nunca vai embora) cismou com duas coisas: uma botinha de cano baixo, estilo Peter Pan, sem salto e com cadarço (não confundam com um coturno, please), e uma peça na cor menta. Menta menta menta. Refrescante. Expectorante. Menta.

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Gosto assim, mais puxado pro pastel…

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Mas confesso que estou apaixonada por esse tom mais vibrante, tão próximo do turquesa!

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Na falta de dinheiro e sobra de desejo, corri atrás desse meu desejo mentolado. Se não tá dando para comprar roupas (e nem tenho visto muita coisa com essa cor por aí, viu?), resolvi investir num DIY para a minha amada casinha.

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Fui na Caçula – Pintura & Artesanato (Rua da Alfandega, 318 – Tel.: 21 2219-3820)  e comprei esses enfeitinhos de gesso, branquinhos, por uns R$ 2 cada. No mesmo local, comprei uma tinta em spray verde (Colorgin) e cruzei os dedos: já tinha tentado usar tinta spray num móvel aqui de casa e ficou uó, cheio de bolhas!

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A Thalita, blogueira fofa do Casa de Colorir, deu a dica: o segredo da tinta spray é manter a latinha na vertical, além de respeitar o período de secagem entre uma demão e outra. Assim, forrei de jornal a lateral da minha sacada e apertei o spray. Deu certo! Só precisei de 3 demãos para chegar no tom desejado (acabei não pintando a pombinha, achei tão linda branquinha mesmo…). Agora chegou a hora de decidir onde colocar os enfeitinhos.

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As pecinhas serviram de acabamento para essa faixa de tecido que já estava na parede. A faixa foi um presente made in Moçambique mandado pela minha querida amiga Cat, e é um xodó na minha sala, toda em tons de laranja e vermelho. Gostei muito pq ela quebra essas cores e equilibra o ambiente.

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A moldurinha ganhou um cantinho especial nessa parede já tão cheia de quadrinhos (adoro essa parede, gente), e a pombinha ficou branca mesmo, ali do lado, criando um cantinho fofo. A foto é super antiga e já está bem borrada, mas eu gosto tanto que achei que ela merecia um espaço de destaque: somos eu e meus irmãos praticamente fazendo um “montinho” na minha mãe, na varanda da nossa antiga casa. Meu irmão mais novo tá de fraldinha mastigando uma colher, o Lucas, meu irmão gêmeo, tá dando um abraço cruzado com gravata, e eu estou fazendo pose, segurando uma barbie, debaixo da asa da mamãe. Kodak Moment total.

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Com isso consegui calar o bichinho carpinteiro por alguns instantes. Não sei quanto tempo ele ficará calado, porém.

Aliás, preciso dar um nome para esse bicho.

Solta a vinheta!

Não é que eu não goste de escrever aqui, mas pra tudo precisa ter clima. E preciso confessar que nos últimos dias eu quero tudo, menos contar como estou. Tive uns momentos péssimos no trabalho, me xingaram pela internet, gastei muito nos últimos meses e meu cartão de crédito vai ter que passar uns tempos congelado no fundo da gaveta… enfim, um inferninho. Mas tenho a esperança inocente de que no ano que vem tudo vai ser melhor e que todos nós seremos felizes como a vinheta de fim de ano da Globo, por isso volto a postar cheia de energia! Oba! (estou decorando a casa para o Natal e ainda essa semana quero fazer um post específico sobre o tema). Então chega de tristeza! Bora falar então das 6 coisas que alegraram meus dias?

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1. Esse look

Eu não sabia quem era essa menina, até lembrar que ela era a irmãzinha cheia de atitute do Joseph Gordon-Levitt em 500 Dias com Ela. O fato é que a moça cresceu e seus looks tem sido inspiradores. Esse, particularmente, é um tanto senhoril, eu concordo. Mas tem um charme, uma coisa do armário da tia que eu gosto bastante. Acho que ficaria melhor em uma mulher mais velha (imagina nossa musa Vanessa Rozan usando?), mas adorei a pequinez da menina (se chama Chloe Moretz) e a imensidão do vestido, sabe? E a estampa, e o decote, e a sandália.

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2. Essas flores

Eu sou louca por lírios. São, de longe, minhas flores favoritas. Estava na feira livre aqui perto de casa quando, na barraca das flores, estas olharam pra mim. São lírios gigantes, nessa cor de cereja e com um perfume incrível. Fechamos as janelas à noite e, na manhã seguinte, toda a sala estava tomada pelo cheirinho dos lírios. Amo.

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3. Esse anel

Ele é enorme. Ele é HUUUUGE (adoro o jeito como os americanos das séries de tv falam “Huuuuuge!”). Ele tem um pedra – um pedregulho – não lapidado. Ele é roxo. Estou apaixonada por ele desde que chegou do correio. Comprei na ASOS. Para quem quiser, olha o link aqui. E tem um em outra cor aqui.

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4. Esse livro

Já tinha ouvido dizer que o Apanhador no Campo de Centeio era o máximo. Mas precisou que a Juliana Cunha falasse o tempo todo de Salinger para que eu finalmente quisesse lê-lo. Comecei pela versão em português, mas achei meio tenso. Explico: o livro é da década de 1950, e o narrador, em primeira pessoa, é um adolescente. Logo, é de se esperar que ele use gírias e uma linguagem coloquial, mas uma linguagem da época, né? E aí a versão em português é lotada de termos tipo “uma brasa”, “um pão” e etc, então eu ria mais pela tradução do que pela história. Daí resolvi partir para a versão original, que acaba sendo mais rica. Estou amando tanto o Holden (o protagonista-narrador) que logo vai ter post só para ele.

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5. Essa água

Vocês já fizeram água aromatizada? Eu vi numa revista de decoração e resolvi tentar. É só colocar um galhinho de hortelã dentro da garrafa e completar com água. Fica um gostinho muuuito suave ao fundo, o suficiente para me conquistar. Sem contar que fica lindo! Recebemos uns amigos aqui em casa há duas semanas e lá estava eu colocando a garrafinha em cima da mesa. A fina.

OBS.: E minhas galinhas, gente? hahaha Ganhei de uma amiga (thanks, Rê!) e adoro colocá-las em diferentes situações: conversando, em fila, olhando admiradas para as garrafas…

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6. Esse jantar

O namorado deu um jeito no pé e teve que ficar em casa. Nos falamos por telefone, à tarde, e eu fiz charminho: poooxa, já que você está em casa, bem que podia fazer o jantar, hein? Ele topou. Cheguei em casa, e tinha peixe grelhado com molho de alcaparras, arroz com ervas, salada de palmito e batata cozida. Para acompanhar, vinho branco. Vou querer que ele cozinhe sempre, pode?

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E vocês, como passaram os últimos dias? Tô devendo visitas para a galera!

Beijos.

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OBS.: Já viram a bolsinha nova que entrou lá no garimparia?

Pequenas coisas de decoração

Eu fico toda boba sempre que alguém diz que minha casa é bonita. É por que eu realmente acho que ela é linda. Não tem nada que eu queira mudar nela, sabe? Valeu muito a pena esperar: ela tem a minha cara e a do João. O prédio é pequeno e o apartamento tem uma sacadinha toda retrô. Decorá-lo tem sido, de certa forma, completar um pouco esse clima, misturar moderno e retrô em pequenos detalhes de decoração de divido aqui com vocês:

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1. Cantinho da Fofura

Comprei essas kokeshis na minha primeira visita a São Paulo, há quase dois anos. Conheci a Liberdade super rápido e me apaixonei por tudo lá. Voltei outras duas vezes, mas sempre tão rápido! A minha vontade é passar um dia inteiro fuçando as lojinhas. A lanterna eu comprei aqui no Rio, na loja Vista Verde, que fica na Rua Buenos Aires. Comprei para colocar pendurada na sacada, mas depois fiquei com medo do troço cair lá embaixo e o povo me processar, então ficou em cima do rack, ao lado da TV, fazendo companhia às japinhas.

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2. Bebida Pop

Comprei duas dessas garrafas no Centro do Rio, a vermelha ganhei de um casal amigo nosso (obrigada, Elly e Bernardo!). Elas servem para dar colorido à geladeira e matar a nossa sede (quando a gente lembra de encher no filtro).

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3. Cantinho das Visitas

A gente colocou os porta copos fofos da Feira do Lavradio e alguns livros bacanas. Esse amarelo conta a história dos Beatles em quadrinhos. O outro é um livro antigo que conta a história dos melhores pilotos de todos os tempos muito antes do Senna virar a mesa e colocar metade deles no chinelo. As florzinhas dão um clima.

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4.  Noite dos Mascarados

Esse foi o primeiríssimo detalhe de decoração que pensei quando me mudei. Imprimi em papéis bonitinhos trechos da canção “Noite dos Mascarados”, cantada pelo Chico Buarque com a Elis, que eu e João dublamos em momentos fofos um para o outro. Assim, alguns vazinhos de flores carregam trechos da canção. ♥♥♥

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5. Porta Retratos no potinho

Mais uma ideia que eu tinha visto nos muitos blogs de decoração que passei a ler. Nada mais é do que um vidro desses de guardar mantimentos, com uma foto dentro e flores, flores, sempre. Uso para segurar os livros do namorado, que ficam na janela (calma, tem a varanda, não vão me processar dessa vez).

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6. Keep Walking

João é um grande apreciador de uísque e adora os comerciais do Johnny Walker. Quando vimos esse quadrinho retrô da marca em um lojinha de Teresópolis, ele não teve dúvidas, tínhamos que levar. Hoje está penduradinho aqui no escritório, ao lado do computador.

Gostaram dos detalhes, people?

Turquoise

Eu tenho amado todos os tons de azul em decoração. É algo que foge do meu controle: vejo uma imagem, amo, e aí percebo que pum, era azul. E há um tom que está me enlouquecendo ultimamente, o turquesa:

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Minha sala já está toda alaranjada, a cozinha tem uma faixa amarela e uma mesa vermelha, o escritório é todo com móveis de madeira, mas o meu quarto com o João ainda está bem neutro, só temos uma cama box e 3 quadros na parede. Então decidi que esse quarto vai ser o mais clarinho, com móveis claros, nada de madeirão. Nesse momento de revelação, decidi: vou pintar minha penteadeira de azul clarinho, meio turquesa. Alguém conhece um marceneiro de confiança para pintar um móvel lindo e vintage? Pesquisei alguns, e o preço mais em conta para esse tipo de serviço foi R$ 450. Ai meu bolso.

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Pra vc que também está amando esse tom de azul lavado, esse site aqui é o paraíso.

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P.S.: Estou em mais uma rede social! Se estiver de bobeira, conheça minha página no We heart it.

Décor por todos os lados

Eu lembro que, quando usava tranças, passei a ver um monte de mulheres na rua trançadas também. Era como se o mundo girasse ao meu redor e pronto, a moda afro tivesse voltado com tudo. Eu lembro que andava pela rua tipo em propaganda de produto para jovens, tipo dando oi pro mundo, sabe? Era engraçado, pq rolava aquela empatia, a pessoa olhava pra mim, retribuía ao oi, era tipo uma série de TV (na verdade isso ainda acontece quando encontro meninas de black. Rola uma identificação, tipo euseiqtônasuaevctánaminha).

É, às vezes eu viajo.

Bom, só pra dizer que, quando vc passa a se interessar/viver um determinado assunto, ele parece pipocar ao seu redor. Fato que ele sempre esteve ali, mas você passa a notá-lo e ele engrandece a sua vida de uma forma que torna aquele momento ainda mais especial.

Estou vivendo isso com decoração.

Parece que todas as lojas capricharam mais. Parece que todos os detalhes passaram a saltar aos meus olhos. Então resolvi fotografar algumas coisas e trazer aqui pra vocês:

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Eu fiquei simplesmente apaixonada pela decoração da Checklist nesse inverno. Que delicadeza! A parede colorida (tô amando flores de uma forma que não consigo explicar, só visitando a minha casa pra saber), o móvel vermelhão, os objetos retrôzinhos e os mil quadros e espelhos me fizeram ter vontade de morar aí.

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A Maria Filó é a minha paixão há tempos, acho que foi a primeira loja a assumir essa decoração de “casa de bonecas”. Eu adorei os mil quadrinhos na parede (estou tentando algo semelhante aqui em casa) e o móvel em laca, que é essa técnica de pintura que deixa o móvel super brilhante, parecendo um vinil.

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A Rua Senador Bernardo Monteiro, em Benfica (RJ) é conhecida como a “Rua dos Lustres”. Lá você encontra as maiores lojas com preços mais amigos. Semana passada fui lá com meu pai comprar uma luminária de pé aqui pra casa (já já tem post sobre as novidades do apê) e reparei nesse enfeite tão simples e fofo em uma das lojas. Nada mais é do que uma bombonière (vc encontra até em loja de R$ 1,99, só mudando o tamanho e o material) cheia de flores artificiais dentro. Não fica uma fofura?

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P.S.: Sou alocka do vidro aqui em casa. Quem me segue no tumblr já deve ter notado que eu não resisto a garrafinhas e flores. Adaptei várias idéias aqui pra casa, fotografei e vou fazer um post pra mostrar pra vocês.

Transformando mais!

Quando eu consegui alugar esse apartamento, as amigas bem que avisaram: toda sua compulsão por roupas vai se converter em coisas para a casa! Eu tive minhas dúvidas. Mas olha, completando um mês morando aqui (mais ou menos) eu preciso dizer que compulsão é pouco. Eu estou em um vício absurdo por blogs de decoração e sempre quero ouvir dicas, ver DIYs e todo tipo de transformação de móvel, achado vintage, solução para ambientes pequenos (se bem que acho o tamanho do meu ap ótimo), tudo. E as pequenas bobagenzinhas de decoração ganham o meu coração de uma forma que é difícil explicar. Então é mais ou menos assim: mesmo que o objeto não tenha láá muita utilidade além de enfeitar o ambiente, eu acho lindo e quero pra minha casa. Se for barato então, ferrou, é meu.

E foi assim com o quadro negro. Desde sempre eu queria um quadro negro na cozinha, que nem via nos sites gringos:

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Pensei em pintar um quadrinho, de pintar um parede, de pintar a porta do armário… sim, pq é bem simples, existe até uma tinta pra isso, preta fosca. No entanto, minha gente, eu me conheço. Eu começo os projetos e não termino, a tinta ia ficar encostada para sempre até eu ter tempo/paciência/jornal no chão para fazer o movimento. Então lembrei que, quando era criança, eu tinha um quadrinho negro! Eu brincava de escolinha e dava aulas para minhas bonecas – e eventualmente para os meus irmãos, que odiavam e era obrigados por mim. sempre fui mandona – então será que as crianças hoje ainda brincam disso?

Corri no Saara e, como sempre, ele não me decepcionou. Encontrei um quadrinho de criança por menos de dez reais! Depois foi só pintar a moldurinha de amarelo (tenho uma faixa de ladrilhos amarelos na cozinha) e voilà!

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Uso sempre sempre sempre: para menus, recados e declarações de amor 🙂

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Tá lindão, acima da mesa da cozinha (aquela, de fórmica, lembram?)

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Notinhas da Shopaholic (agora uma dona de casa!)

Vocês devem estar estranhando a demora nos posts, pelo menos eu estou. O fato é que ainda não consegui adequar as postagens à minha rotina diária, que consiste em trabalho, chegar em casa depois das 20h, fazer o jantar, arrumar as coisas pro dia seguinte, limpar alguma coisa e, claro, namorar um pouco. Não consigo parar, sentar e escrever, o namorado reclama, daqui a pouco está gritando cadê você aquiiiiiiii? com um tom de criança mimada e que na verdade não está precisando de nada não, só de um carinho. Ele sabe o quanto o blog é importante pra mim e tenho certeza que, com o tempo, vou conseguir me organizar melhor, mas por enquanto, fica sendo assim, uns 2 ou 3 posts por semana, mas vindos do fundo do meu coração e da ponta dos meus dedinhos de dona de casa.

Novidadinhas do lado de cá:

Ontem chegou a mesa do nosso computador, oba! Nada mais de postar do chão, sentada em um colchão inflável e com o teclado no colo. Ufa!

Lindinha, presente da sogra.

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♥ Há umas duas semanas compramos um armário para a lavanderia (para guardar produtos de limpeza, tábua de passar, essas coisas) e achamos que era tranquilo de montar em casa. Abrimos a embalagem, vimos que o buraco era mais embaixo (pequenos buraquinhos no compensado, vale ressaltar, nada de furos ou encaixes) e chamamos o cara da loja para instalar. Ah, vamos falar logo? Compramos no Shopping Matriz e, oi? O cara simplesmente não apareceu. É, eu liguei, confirmei, o pessoal da loja falou ele está saindo, está com o seu endereço na mão, tem o seu telefone, sendo que a loja é pertinho da minha casa, dá pra ir andando calmamente e chegar em 10, 15 minutos. O cara nunca chegou. Se morreu, se foi tomar uma cerveja, isso eu não sei. O que eu sei é que eu e o João ficamos de antes das 16h até depois das 20h montando o bendito. Vocês não tem noção da dificuldade que isso é. Eu apertei nem meia dúzia de parafusos e minha mão já doeu. Segundo o João (corta para imagens de uma palma da mão cheia de bolhas), aquele foi “o pior dia da minha vida”.

Meio bambo, mas olhando assim ninguém diz.

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♥ Aqui não tem Insensato Coração, aqui não tem Cordel nenhum. A nossa novela hoje é o nosso sofá, que está há umas duas semanas para ser entregue. Era um sofá-cama lá de casa (desalojei o meu irmão, olha que alegria!) que minha mãe não só me deu de presente como pagou a reforma. Eu escolhi os tecidos (são dois, vai ficar liiindo) e mandamos para o estofador, que ficou de entregar no outro sábado. Sumiu. Liguei pra criatura, que não atendeu. Daí no domingo eu consigo falar com ele e segue o diálogo mais nonsense de todos os tempos:

_ Seu Lúcio, aqui é Fernanda. Tudo bem?

_ Tudo.

_ Lúcio, estou te ligando desde ontem, o senhor ficou de entregar o meu sofá e não entregou.

_ EU NÃO ENTREGUEI PQ ESTAVA EM UMA EMERGÊNCIA DE HOSPITAL, MINHA FILHA!! (berrando)

_ Eu não tenho culpa. O senhor poderia ter me avisado.

_ MAS EU NÃO TENHO O SEU CELULAR, MENINA. NÃO TINHA COMO EU LIGAR!

_ Vc não tinha meu celular? eu falei com o senhor por telefone pelo menos 3 vezes. vc já prestou serviço pra minha mãe, tem o número dela. agora eu quero saber como vamos resolver isso. O senhor me deixou esperando um dia inteiro, não deu satisfação. Eu quero meu sofá hoje.

_ HOOOJE? HOJE NÃO TEM COMO, MINHA FILHA!! HOJE É DOMINGO! DOMINGO NINGUÉM TRABALHA!

_ Ninguém que cumpriu suas obrigações durante a semana, né?

_ AMANHÃ A GENTE CONVERSA! (e desligou na minha cara!!!)

Daí foi isso, o homem ficou de entregar na semana seguinte, pediu mais pano, depois disse que entregaria na terça, hoje é quarta e agora ele disse que vai entregar amanhã. A minha vontade é ir lá na oficina dele e aí sim dar um motivo para ele voltar pra emergência do hospital.

É isso,people! Logo voltarei com mais notícias (boas, espero!)

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P.S.: Preciso registrar aqui, mesmo meio atrasada, como fiquei lisonjeada com os posts das meninas do Glamour de Garagem, que falaram com tanto carinho de mim e da minha Cidade Maravilhosa, e do José Carlos, leitor do blog e autor do seu próprio, que fez um post inteirinho sobre mim lá no Trança Nagô. Obrigada, de verdade, gente!

A 1ª transformação do meu apê!

Dizer que isso é uma transformação, assim, TRANSFORMAÇÃO é demais. Mas vá. Vocês sempre perguntam do apartamento e eu sempre quero falar sobre ele. Então, né, qualquer coisinha é motivo de post.

Eu preciso dizer que estou in love com a minha cozinha. Talvez por ser o cômodo mais aparelhado da casa, com fogão, geladeira e agora uma mesa (ainda sem cadeiras), talvez por eu ter me tornado uma maníaca por limpeza, o fato é que eu amo muito esse cantinho. O proprietário derrubou o banheiro de empregada (acho tão colonial empregada morando em casa de patrão, mas isso é assunto pra outro post) e deixou a área de serviço bem grande e comunicável com a cozinha. Acho lindo. A área também tem um janelão que dá vista pra entrada do prédio ao lado, então nada de serviços domésticos em clima naturista, amigues.

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Sei que a escada tosca tá no meio do caminho, mas é que tirei essa foto com outros propósitos. Enfim. Não é bacana a passagem? E a entrada de serviço fica logo ali à esquerda.

Como contei pra vocês, desde que comecei a ver blogs de decoração, fiquei louca por uma série de coisas. Uma delas são pisca-piscas. Daqui a pouco tô que nem a amigue do Casa de Colorir, essa sim uma viciada em piscas (RESPECT!). Então eu já tinha comprado uns bem bonitinhos, de frutinhas, logo depois do Natal. Usava no meu quarto e tinha certeza que, no dia em que encontrasse o meu novo lar, levaria comigo minhas luzezinhas:

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Ainda falta mostrar pra vocês como ficou com as florzinhas (comprei temperos também, mas MORRERAM! Ai!) e com outras pequenas melhoras. Mas os pisca-piscas… ah, esses danadinhos ficaram lindos, não acham?

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