Vem ni mim com o picadim

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(um minuto de silêncio em homenagem à filhadaputagem do wordpress, que apagou esse meu post inteirinho, e agora eu estou tendo que escrever de novo. Quanto riso, oh, quanta alegria!)

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Amanhã é o aniversário do João, mas as comemorações começam hoje. Fui almoçar com ele no Centro e achei o lugar tão bacana que achei legal indicar aqui. Mas antes, algumas palavras de alerta:

Você está lidando com uma campeã. Com uma atleta do garfo. Com alguém que sente vergonha no rodízio – todo mundo satisfeito, e eu sempre querendo mais uma coisinha – alguém que não gosta de dividir porções. Eu. Adoro comer e não tenho frescura. Vem ni mim PFzim. Adoro PF.

Isso dito, vamos falar do Osbar. Em homenagem ao seu dono, o Osmar, que atende no balcão, tem um bigodão e, como vi num comentário deste post, é uma mistura de pirata com cigano romeno. Ele é uma pessoa constantemente ranzinza, que não aceita bife bem passado (nem pense em pedir isso lá) e que faz cara feia quando ganha gorjeta. Ou seja: já me conquistou.

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Osmar.

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Osbar.

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Daí você senta no balcão (nada de mesa por aqui) e escolhe um dos pratos do dia, que custam, em média, R$ 20. A comida é muito boa, fresquinha e sai rapidinho. E aí vem o fator que me conquistou: as guarnições são ilimitadas. E você está falando com alocka da guarnição, tá? Estou sempre achando que poderia ter uma farofinha. E lá você pede quantas quiser, mesmo. Para você ter uma noção do que eu e João comemos, respira fundo e anota aí: bife de ancho com arroz com brócolis (muuuito bom), feijão (rico, da feijoada), farofa, molho à campanha, salada de maionese e legumes cozidos. E volta e meia aparecia alguém dizendo ei, vocês não vão comer batata frita?? Adoro.

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João metendo bronca antes mesmo da carne chegar.

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Outra coisa muito legal lá é o som. Estava tocando The Doors hoje, e o João diz que a seleção musical também inclui blues e jazz. E à noite rola happy hour, você pede uma cerveja e saboreia um sanduba. O de filé é qualquer coisa de outro mundo, muito bom.

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Love me two times/I’m going away!

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OSBAR – Rua Senador Dantas, 75 – Centro – Rio de Janeiro/RJ (ao lado da loja Native)

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Don’t stop till get enough

E aí, gente, como foi o fim de semana de vocês? O meu foi bacana, pena que durou apenas 5 minutos – o consolo foi ter usado uma roupa nova! Uma não, duas!

No domingo, saí com o namorado e os amigos dele (que agora são muito meus também) para almoçarmos, tomarmos cerveja, assistirmos ao filme do Woody Allen, tomarmos café, batermos papo e tomarmos mais um pouquinho de cerveja. Foi divertidíssimo. O filme é puro Woody mesmo, aquela coisa de estamos todos num mundo cão, o negócio é se virar com o que dá. Por isso o título, Whatever Works, algo como, O que der certo deu, sabe?

E por falar em dar certo, então. Usei uma jaquetinha DIY (vou postar no final da semana) com ombrinhos Michael Jackson. É a minha jaquetinha MJ– enrola a língua e fala assim ó, eme jay.

E pra dar mais certo ainda, usei uma camiseta que reproduz o rótulo da Bohemia numa homenagem ao Queen, uma banda que gosto bastante.

Ficou assim:

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Alô, perninha grossa!

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Short jeans Oh, Boy! Jaqueta Espaço Fashion para C&A. Tshirt Bohemian Rapsody da Roquenrol.

Então…

é que eu sou o tipo de pessoa que gosta de reclamar. Eu gosto de dizer coisas como esse é o pior dia da minha vida! ou então eu sou a mulher mais gorda do mundo! ou então é isso, estou tendo um AVC, essa dor de cabeça está in-su-por-tá-vel! Sou assim, e na verdade gosto de ser dramática, a ponto de acharem engraçado quando estou completamente emputecida – quando na verdade estou querendo arrancar a cabeça do babaca com os dentes. Anyway. Sou assim, não consigo falar sem gesticular, achar engraçado e não rir, ver um bichano pelo chão e não sorrir (beijo Quentin Tarantino cover!)
 
E por isso, podemos dizer que ultimamente não ando sem assunto.
 
1)      Estou de saco cheio de trabalho e minha meta agora é ganhar uma herança (procurando parentes perdidos no Nordeste em 5, 4, 3, 2…);
 
2)      Não agüento mais a pós graduação e quero que acabe hoje (alguém me chama uma máquina do tempo e me acorde daqui a 4 meses);
 
3)      Engordei 5 quilos e não quero ver uma calça comprida nem se Marquinho Jacobs vier costurar uma no meu corpo;
 
4)      Uma cabelereira maledetta cortou demais o meu cabelo (Santa Beatriz está de férias), então não consigo mais usá-lo solto sem me sentir menininho-cantor-de-mpb-Maria-Gadu-feelings;
 
5)      Estou com crises de enxaqueca semanais, responsáveis por tirar parte da minha personalidade a golpes de marreta.
 
 
Aí, né, dá pra ficar escrevendo por mais ou menos 59382 posts sobre os males que assolam a minha vida, como eu sou uma pessoa infeliz de 2 toneladas, cabelo repicado e alta sensibilidade à luz. Isso é, daria. Daria se não tivesse uma única coisinha linda falando várias bobagens típicas de um menino de 12 anos (eu tenho 14, né), rindo na hora que todos se emocionam no cinema (quis me enfiar debaixo da cadeira, mas vá lá), dizendo que eu sou a mulher mais linda-e-sexy-e-seu-cabelo-não-mudou-nada, me falando pra eu marcar logo uma consulta no neurologista antes que ele seja obrigado a tomar uma providência (há!) e me pedindo um carinhozinho-pq-eu-acho-que-vou-morrer-sem-um-carinho.

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É sim, eu amo você.

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P.S.: Gente, eu adoro café-da-manhã. Se você também gosta, e ainda gosta de um contato com a natureza (existe frase mais clichê? Vc já ouviu alguém dizer que gosta de um contato com o asfalto? Com o cimento? Enfim) minha dica é uma visita ao Parque Lage para um café da manhã num fim de semana.


 
Não, eu não acordei às 5 da manhã num domingo. Cheguei pra tomar café às 10:30.

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Se vc não gosta de crianças, não vá. Lá tem muitas. Fofas.

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Você pode aproveitar o passeio para usar chapéu e roupas esvoaçantes. Eu fui de tênis e short e senti falta de panos voando ao meu redor.

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O café não é barato, mas é tudo bem gostoso. Custa R$ 22 uma bandeja com um montão de coisas, dá pra duas pessoas. Tem até frutas, pra quem é chegado no negócio.

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Nham. Fica a dica.