Six Little Things Especial!

.

A Farm é uma marca que eu gosto bastante. Eu não moro na Zona Sul, não vou à praia todos os dias e dificilmente tenho dinheiro para comprar suas peças fora da promoção, mas mesmo assim essa marca me atinge num grau que, oi, temos que considerar. Eu adoro o fato como ela transmite uma essência que é só dela, que traduz um pouco do jeito da carioca e que, de repente, o Brasil inteiro quer curtir também. E acho bacana como a marca sempre cria novas formas de atingir suas clientes – mesmo as potenciais, como eu – em tudo quanto é mídia (o adoro! é referência, e a marca também está no twitter e no instagram). Para quem gosta de comunicação, é um prato cheio.

Daí que essa segunda-feira a marca acertou em cheio mais uma vez ao lançar a sua coleção de inverno, em primeira mão, para clientes selecionadas. Não fui selecionada, mas tenho amigas finas selecionadíssimas, então estive lá. Pra você que trabalha com assessoria, pra você que trabalha com eventos, pra você que curte ações de comunicação, olha que interessante: a nova coleção, Pharm Social Club, evoca um clubinho fechado de meninas bacanas. Para isso, nada melhor do que um evento no Golf Club do Rio, com champagne em latinha, sorvetinho e massagem nos pés para as convidadas. E como a Farm não está de bobeira, colocou as peças da nova coleção (que ainda não chegou às lojas), expostas, para serem desejadas – e compradas! E tem mais: os instagramfanáticos (oi!) que citassem a hashtag #Pharmsocialclub ganhavam a foto publicada impressa.

Anotou tudo? Vai pensar num evento todo cheio de ganchos bacanas como esse? Pensa como é bacana linkar a ação diretamente à temática da promoção, despertando desejo e, oba! consumo. Todo mundo sai ganhando: a cliente, que se sente exclusiva, a marca, que vai parar em tudo quanto é mídia espontaneamente, e a área comercial, que dá pulinhos vendendo peças que nem nas lojas estão.

Depois dessa resenha (falou *a entendedora*), vamos direto para a coleção de inverno da Farm, cheia das fofuras características da marca.

.

1. Mullet Dresses

Olha, gente, o mullet dress é uma realidade! Não cheguei a experimentar, mas adorei a proposta do modelo com tecidos finos e esvoaçantes. Com um cardigan longo vira um look poderoso e quentinho para um inverno não muito rigoroso. O modelo também está disponível em saias de malha mais fina.

.

2. O vestido da Madonna!

Eu vi esse vestido e lembrei NA HORA do clipe de Celebration. Olha como é bem parecidinho! O modelo é todo tachado e justinho, ótimo pra sair e se acabar nas buáti.

.

3. A estampa de tenista

Presente em blusinhas, shorts e em um blazer, essa estampa tem tudo para ser um clássico da coleção – só eu fiquei com vontade de jogar tênis depois de começar a ver a novela das seis?

.

4. As estampas de borboletas

Essa estampa está presente em uma camisa social (linda, em uma modelagem gigaaante), saia longa, blusinhas… é a que dá a cara da coleção, e está presente em peças mais luxuosas, com um tecido que me pareceu seda (aquela que conhece tecidos, né). Por isso, preços salgadinhos (a camisa custa mais de 200 paus).

.

5. Peças Preppy

São muitas blusinhas com gola Peter Pan e lacinhos que, como a minha amiga Luciâni bem lembrou, evocam a Blair Waldorf que existe dentro de você. Uma coisa meio colegial rica, sabe como?

.

6. Bijus Pesadonas “Dumal”

Caveiras, cruzes e correntes que fogem totalmente das bijus com cara hippie que a marca comercializava nas últimas coleções. Bem bacana combinar esse tipo de bijus com vestidinhos colegiais, e peças preppy de uma forma geral – você sai do lugar comum e dá um tempo no cupcake que, né, já deu.

.

E aí, gostaram? Vocês acham legal falar de ações de comunicação das marcas? E antecipar coleções que a gente vai desejar em poucos meses?

O inesquecível encontro das blogueiras em um casamento muito especial*

Foi em 2008 que eu comecei a ler o blog da Lily Zemuner, A Casa Está Cheia de Flores. Entrava todos os dias, comentava. Alguns meses depois, criei meu próprio blog, e passei a receber as visitas dela. Em pouco tempo, já tinha criado meu twitter e a gente conversava por lá também, e pelo e-mail (nascia aí alocka das mídias sociais). Então acho que dá pra entender que sim, a Lily é minha amiga, é alguém muito especial pra mim. E que eu me senti lisonjeada de ter sido convidada para o casamento dela. Então larguei tudo, deixei o namorado pra trás e embarquei para São Paulo no último fim de semana!

Sexta-Feira, 00:30

Pego o ônibus na rodoviária do Rio.

Sábado, 7h

Chego em São Paulo. Pego o metrô (aloooor Rio de Janeiro, a boa é integrar rodoviária com metrô, já pensaram nisso?? Que ideia REVOLUCIONÁRIA, né?) e vou para o albergue. Aliás, parênteses para o Olah Hostel, lindinho, com uma amoreira na entrada e café da manhã regado, pertinho do metrô de Ana Rosa.

10h

Parto para o Bom Retiro. Foi a minha primeira vez lá. Eu preciso dizer, meninas. Surtei. Surtei mesmo. Se não tivesse marcado com a Anah de almoçar na Liberdade, acho que tinha ficado o dia inteiro na José Paulino. Anotei o endereço das melhores lojas para passar pra vocês, e vou fazer um post só sobre esses delírios de consumo, ok?

13:30

Almoço com Anah no Rong He, melhor restaurante chinês que já fui na minha existência. Pastel de Nirá é VIDA!

15:30

Fomos a um estúdio de tatuagem. Sim. Fiz uma tatuagem nova.

18:30

Encontramos com a Aline e fomos nos trocar na casa da Anah. Baguncinha. Correria. Vamos para a igreja.

.

(um minuto de silêncio para essa igreja maravilhosa toda em ouro, Brasil!)

.

.

Lily estava uma princesa, e o casal super feliz.

.

.

E aí depois, meu povo, veio a festa. Foi a maior bagunça da vida! Eu, que já sou uma tagarela incurável, tive um surto verborrágico e não parei de falar por horas. É sério. Eu mal comi. Eu mal bebi. Eu só falava bobagem, de tão feliz que eu estava:

.

.

.

E também fiz uma cobertura ao vivo pelas mídias sociais (me convide para o seu casório e ganhe uma cobertura de imprensa):

.

.

.

Foi incrível. Gente, eu conheci a Mira e a Mel, vocês tem noção disso? E finalmente consegui trocar figurinhas com a Ana Lou, amiga via blog e face (abaixo a privacidade no face, amigaaaa!). Sem contar que revi a Nati (recorde de bobagens por segundo, temos a mesma idade mental), Fêzinha (eu fecho o olho e lembro do vozeirão dela), Anah, Aline Aimée, Mari Manso (Papai Noel dazamiga, sempre cheia de presentes), Liana, Dany, Carol (cabelo curtinho liiindo) e Rê Batata.

.

.

E pra quem pediu o meu look, Dany me salvou (levei só o iPhone e todas essas fotos são roubadas**!):

Essa saia linda eu comprei em um brechó!!! Foi o maior achado da vida. Custava R$ 45 e tinha uns furinhos, então a moça deu um abatimento e paguei 30 paus. Na etiqueta diz que é organza de seda, e eu acredito. Para quem quiser mandar fazer, o segredo: ela tem 3 camadas: uma de forro, uma de tule e a superficial, de organza. Isso dá um voluminho bacana e impede de ficar transparente!

.

Damas de amarelo (o vestido da Dany é Farm).

.

.

Ui, cansaram de fotos??

.

Créditos

Saia de Brechó (Coisas do Arco da Velha. Praça General Tibúrcio, 83 Loja 25. Urca). Blusa de seda Lucidez. Sapatilha (fui de sapatilha, Brasil!) Shop 126. Colar Renner. Carteira Sollas.

.

* título fortemente inspirado no livro que estou lendo agora (e amando): O Guia do Mochileiro das Galáxias.

** fotos gentilmente roubadas do face da Renata Batata, da câmera da Dany e do blog da Liana.

Um dia de trabalho de um novo trabalho

Uma das leitorinhas pediu mais looks de trabalho. No entanto, esse meu trabalho é bem diferente do anterior, principalmente no dress code. Isso porque eu estou em um escritório com pouco mais de dez pessoas, enquanto antes trabalhava em uma empresa com cerca de 800 funcionários no prédio. Trabalhar em uma empresa menor, direto com jornalistas, permite que eu use até short, bermuda, sandália de dedo. Isso é totalmente incrível pra mim.

Trabalhando com moda, eu me sinto no direito de usar (quase) qualquer tipo de roupa. Saia longa, combinação de cor, sobreposição, mil colares, mil pulseiras, até turbante eu já usei. Mas se você pensa que todo mundo lá é assim, cara leitora, se engana. O pessoal ainda arregala o olho, ri, acha engraçado. Mas não chega a ser um olhar de reprovação nem nada – quer dizer, quando o boy me chamou de “baiana do acarajé” acho que até foi – mas sim uma coisa do tipo “esse pessoal da moda, hein? sempre inventando!”

.

Então nesse dia eu inventei de misturar estampas:

.

.

Mix de estampas, com laranja de cor de fundo. Pra dar uma quebrada, o colete marrom por cima de tudo, assim como a meia calça, também fechando.

.

.

Meu cabelo ainda estava comprido, vejam. *saudade*, e nesse dia eu peguei uma chuva e passei um certo frio com essa roupa. Enfim.

.

O namorado fica em dúvida sobre qual das paixões deve focalizar.

.

.

.

Close nas estampas! Close nas pulseiras! Olho na tela!

.

Saia Farm. Blusa sem marca. Colete de couro vegetal DNK (comprado na loja Indian Emporium, em Punta Del Este), meia Lupo, oxford Leeloo. Relógio Fossil. Pulseiras acervo.

Franjas

Vocês sabem que eu adoro cor. Uso muito, misturo, às vezes até pago mico. Mas sabe que nesse fim de semana eu quis sair mais basiquinha? Uma coisa mais relax e crua. Peguei esse vestido, que custou uma pechincha na loja Linhos e Crepes, no Centro do Rio, joguei minha jaquetinha da Espaço Fashion para C&A, um chinelinho e fui. Super combinou com a minha ida ao SPA da Farm* e com o passeio que dei depois pela Tijuca, à tarde:

.

Vestido Linhos e Crepes. Jaqueta Espaço Fashion para C&A. Chinelos Ipanema RJ. Colar Mari Mauro. Bolsa do Ebay (o vendedor não tem mais).

.

.

Estou me acostumando com o corte de cabelo. Os cachos estão ficando menos apertados e a visão geral, mais arredondada. Isso se deve bastante aos produtos que estou usando, no começo acho que passava creme demais e só agora me adaptei. Aliás, sexta vou falar só de produtos de cabelo, yay!

.

.

.

Esse colar lindo em camadas é da Mari Mauro. Babei em todas as peças!

.

.

Nas unhas, a combinação de Hippie Chic com Poção Mágica, da linha nova “Respeitável Público”, de Colorama:

.

.

A linda pulseira de caveira é da Anita Bunita. A de prata é da Butique da Prata (presente do namorado, nunca tiro) e as outras são da feirinha da Saens Pena e do Lavradio (olho grego).

.

Sobre franjas: comprei dois colares incríveis no Etsy, de penas. Lindos. Tenho um dourado de franjas da Anita Bunita que também é um arraso. Anota aí: Verão 2012=Franjas.

.

*Estou usando as novas cores da Colorama a convite da marca.

Comunidade: Eu tenho discussões mentais (1 membro)

É ridículo. Eu muitas vezes transmito a imagem de que sou uma pessoa que diz o que pensa, que parte pra discussão se necessário, que reivindica suas ideias. Mas quem me conhece mesmo sabe que não é bem assim. Eu travo pequenas discussões mentais toda vez que preciso lutar por alguma coisa verbalmente. E o problema é que, na maioria das vezes, essas discussões não saem da minha cabeça.

Há duas semanas fui convidada para o SPA da Farm, em parceria com a Colorama. O SPA durou duas semanas e foi dentro da Estação do Corpo, uma das academias mais hypadas da cidade. Achei o máximo ser convidada e marquei minha hora para esse sábado. Teria direito aos serviços de manicure, com a linha nova da Colorama, e uma massagem de 20 minutos.

Momento confissão: fazer as unhas é ótimo, mas fiquei a semana inteira sedenta pela massagem.

Cheguei 5 minutos atrasada, dei boa tarde a todos, tirei algumas fotos com o celular, fui fazer a minha unha. Enquanto a manicure fazia o seu trabalho, eu conversei com todo mundo, e via como entrava e saía gente querendo marcar uma hora. Tudo lotado, o happening realmente estava sendo um sucesso. Ao final, pintei minhas unhas com a cobinação de Hippie Chic com Poção Mágica, que é cheio de brilhinhos. Linda. Tirei foto para o twitter da Colorama, twittei, aquela coisa. Daí fui falar com a recepcionista da minha massagem:

_ Sabe o que é, você chegou atrasada e sua unha também atrasou. Vamos fechar agora para almoço e não vai dar pra você fazer sua massagem.

_ Mas eu só atrasei 5 minutos. E quando eu cheguei, você não me falou que eu perderia a massagem. – olhei no relógio. A manicure levou quase uma hora fazendo só as unhas da minha mão.

_ É, não tem jeito, você perdeu.

_ Mas não tem como me encaixar entre uma cliente e outra? (Me ofereceram esse serviço, eu estou louca pra fazer!)essa parte foi dentro da minha cabeça.

Não… só se você tentar voltar daqui a duas horas e ver se aparece alguma vaga até às 18h.

_ Oi? A manicure demorou quase uma hora fazendo a minha unha!! Se eu soubesse que ia perder minha massagem, largava azunha no meio!! Agora você quer que eu fique duas horas esperando uma possibilidade?? Minhas costas doooooem, você não pode fazer isso comigo!!! (mais uma parte que só aconteceu na minha cabeça). Na verdade eu só disse: Puxa, que pena, eu queria tanto.

.

.

Mas nada disso aconteceu. Eu só saí chorando e xingando mentalmente o mundo, carregando minha bolsinha de brindes e ligando pro João.

Eu sou muito idiota.

.

.

Ah, de resto, tudo legal. E o lugar foi lindamente decorado. Vai render posts essa semana.

.

.

.

P.S.: Não aguentei o sentimento de derrota e paguei R$ 20 por uma massagem de 15 minutos no shopping. I’m a loooooser.

P.S.: A empresa responsável pela comunicação do evento entrou em contato comigo por telefone para saber as minhas impressões. Expliquei tudo, e achei legal existir esse movimento pelo feedback de quem participou. Quem sabe, em uma próxima vez, esse tipo de falha não aconteça.

Um brochinho que faz a diferença

Eu adoro esse vestido. Ele é quentinho mas, ao mesmo tempo, colorido numa das minhas cores preferidas: amarelo. Aliás, qualquer dia eu falo do amarelo, essa cor tão renegada, é um tal de odeio pra cá, odeio pra lá, que essa pobre cor estaria na sarjeta, não fosse a presença incontestável em nossa bandeira. Mas fica pra depois. O fato é que eu adoro esse vestido, mas ele tem 2 problemas:

1) É meio curto;

2) Tem um decote traiçoeiro.

Então o problema de número 1) foi resolvido com uma meia bem escura (com o flash ela fica mais transparente, mas o fio é 40), já o problema número 2… questão capciosa, minha gente! Pq esse decote é fechado demais para que eu coloque uma blusinha por baixo, mas aberto o suficiente para que, num movimento mais brusco (esticar o braço para pegar alguma coisa, abaixar, etc) ele te dá uma rasteira: opa, olha um pedacinho de peito ali. E esse risco eu não quero correr, meninas, então lancei mão desse artefato que já no tempo da vovó não deixava ninguém na mãoo brochinho.

.

.

,

.

E pra quem curtiu, o brochinho é ferdy! Para ver mais, você pode dar um pulo lá no flickr.

Vestido Farm. Meia calça grafite Lupo. Sapatilha Shoestock.