Musa do blog :: Julia Sarr-Jamois

O termo it girl me encheu tanto o saco que me recuso a usar, e faço questão de pronunciar um argh interior toda vez que o escuto/ouço/leio. Mas realmente tem gente que inspira a gente, funciona como um estímulo para tentarmos novas combinações, texturas, atitudes mesmo. Aqui eu já falei da June Ambrose, Vanessa Rozan e Lucy Laucht. Já teve também uma pequena entrevista com a Thalma de Freitas, em 2010. Agora chegou a vez de mostrar pra vocês o estilo da Julia Sarr-Jamois.

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A Julia é uma londrina que, com apenas 21 anos, se tornou editora de moda da revista Wonderland. Em entrevista ao blog da topshop, ela disse que sabia que queria trabalhar em revistas desde muito cedo, e conseguiu uma vaga como estagiária da i-D enquanto fazia bicos como modelo. Ela não chegou a fazer faculdade, mas seu conhecimento prático de moda a levou ao cargo de editora. Hoje, ela tem 23 anos e é a queridinha dos blogs de street style. Seu estilo mistura peças vintage com os últimos lançamentos, e o enorme black funciona como um acessório permanente.

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Ainda na entrevista para o blog da Topshop, Julia disse que adora misturar estampas, cores e texturas. Ela também gosta bastante de peças fofas, peludas e marcantes. Eu gosto muito do jeito que ela mistura estampas, é quase despretensioso. O look com a blusa listrada teve todo o meu amor.

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O básico dela tem sempre um pop of color. Nas semanas de moda, ela usa um saltão poderoso (como a maioria das outras editoras de moda, não sei como conseguem), mas no dia a dia ela vai de All Star mesmo, e reveza com sapatilhas confortáveis.

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Os vestidos tem aquela pitada retrô que a gente gosta de ver. Quase não a vi usando longos, mesmo sendo bem alta.

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E aí, pessoal, gostaram dela?

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♥ Para mais fotos da Julia Sarr-Jamois, encontrei esse tumblr aqui.

♥ Na página do So Shopaholic! no face tem galeria com vários looks dessa nossa nova musa!

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Cara nova ao plissado

É um fenômeno estranho esse que acomete as leitoras de blogs de moda: você vê tanto determinado produto ou tendência, espera tanto que ele esteja disponível para compra – e uso, claro – de preferência no mercado brasileiro, que, quando ele realmente chega, você já não aguenta mais. Ao menos foi isso que aconteceu comigo em relação ao plissado. Achava lindo, cheio de movimento, super leve, fiz post sobre ele, quis comprar até que, oi, fui no Shopping Leblon e tive uma overdose de plissado. Daí me dei conta de que todo mundo que é alguém na noite tá usando plissado, e achei tão hipster (não que eu não tenha meus momentos) aquele conjuntinho retrô de saia longa (preta ou nude), com o forro só até a metade + blusinha pra dentro meio puxadinha pra fora + colarzinho fino da vovó que oi, cansei, não quero mais.

Mas aí me chega Lucy Laucht pra quebrar tudo:

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Eu acho que a Lucy Laucht arrasa não por ter as roupas mais caras, nem o guarda roupa mais recheado. Acho que o grande trunfo dela é combinar peças de uma forma diferente. Nos looks dela, os detalhes fazem a diferença. No caso desse com saia plissada, ela ganha por colocar as pernas pra jogo. E se a saia curtinha e plissada poderia evocar um estilo colegial, ela quebra tudo com acessórios fortes, que fogem do colarzinho da vovó. Eu me apaixonei por esse anel de pedra bruta (tem um lindo na ASOS) e pelas pulseirinhas + colares meio hippies. Além disso, a blusa pra fora do cós, evidenciando a renda LINDA da barra e com cintinho por cima de tudo é retrô na medida, fugindo da caricatura.

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Ainda não comprei uma saia plissada, mas vamos ver, né.

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*Lucy também tem seus dias de feijão com arroz, viu?

Estilo Glee!

Outro dia eu estava vendo as atualizações do tumblr quando me deparei com uma usuária que publicava constantemente coisas fofas. Era tudo que eu gostava: Crepúsculo, Harry Potter, Glee. Aí pensei “nossa, que legal, como essa menina é parecida comigo! Mesmos gostos e mesmo tipo de humor e tudo”. Aí entrei na página da menina para ver logo todas as publicações e… vi o perfil. A menina tem 14 anos.

Aí quando eu digo que tenho essa idade mental, nego ri.

Então vamos lá, mente de adolescente, adoro Glee. Eu era alocka das séries mas, com o fim de LOST, Glee se tornou a única que eu realmente acompanho. No meu antigo trabalho, todo mundo assistia, era muito engraçado chegar no dia seguinte e comentar o episódio, principalmente com a Marina e a Carol. Eu antes acompanhava pela TV, mas de uns tempos pra cá passei a baixar (o namorado baixa pra mim, coloca legenda, essas coisas que eu considero pequenos desafios da tecnologia) e ver na tela grande (a gente pluga o pendrive na TV). Daí que né, tem tempo que eu queria unir duas coisas que gosto e fazer um post sobre minha série preferida e meu assunto preferido: moda.

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É um tipo de post que dá um trabalho desgraçado, pq vc não encontra stills de Glee facilmente pela internet, por isso não sei quantos outros farei, hihihi. Mas vamos aos meus personagens favoritos* em looks do episódio 18 da 2ª temporada, Born This Way:

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A personagem é mais plana, tem TOC e é toda certinha. Eu adoro os looks da Emma pq são super conservadores nas formas, mas inovadores nas cores. Ela usa muito laranja, vermelho, amarelo, verde, e as composições são puro color blocking, mas de um jeito bem ladylike (fica a dica pras meninas que gostam de cor, mas não querem sair desse estilinho fofo). O que eu acho bem interessante é que ela é ruiva, e a gente escuta um monte de regrinhas do que as ruivas devem ou não usar… balela! Emma se joga em todas as cores do arco íris e fica linda.

Nos acessórios, ela usa muitos colares e broches, o que concentra o foco nesse rostinho bonito.

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A Quinn é um personagem bem esférico e interessante na trama. Você começa achando que ela é a vilã, mas há tantos momentos de empatia que fica difícil ser tão maniqueísta e classificá-la apenas como “a má da história”. Desde que deixou o uniforme das líderes de torcida de lado, a personagem investe em looks que vão da fofura (blusinha de renda, quem curte?) à atitude, com chapéu e lenção. É como se o guarda roupa espelhasse a formação do caráter da personagem.

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A Brittany é a minha mais mais! A personagem é super engraçada, é uma loira burrinha que foge de todos os estereótipos. Mesmo profundamente ingênua, ela sabe o que quer – e o que não quer. Isso tem tudo a ver com um guarda roupa cheio de chapéus, leggings estampadas, meias 3/4 e 7/8, coletes, boleros e roupas com estampa.

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Alguém aí vê Glee?

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* meu personagem preferido mesmo é o Blaine ;)

Vamos nos inspirar no Outono da Gucci?

Quem lê o blog sabe que eu não costumo comentar muita coisa de alta costura, de passarela, o meu negócio é mais moda de rua mesmo. Mas sabe quando a gente vê um lookbook que nos inspira, que super pode servir para o nosso dia-a-dia, que é adaptável à muitas das coisas que temos no armário? Então, foi assim que me senti ao ver o Lookbook da Gucci para o Outono-Inverno europeu. Vamos analisar 3 dos meus looks preferidos?

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Mas pode bermuda com bota, Fernanda?

Eu adoro quando as grandes grifes propõem esse tipo de coisa pra gente. Pq pensa, são peças que vc provavelmente já tem, mas que nunca pensou em usar em conjunto. Eu achei interessante pq pode ser usado em um inverno não tão rigoroso (oi, Rio de Janeiro, bom dia!) e até nos locais mais friozinhos, se vc adicionar uma meia calça (escura, please) aí por baixo.

Para completar, uma bolsa linda e super neutra (encaixo na categoria “bolsa de mãe” pq minha mãe que tem essas peças mais atemporais, enquanto eu tenho as escalafobéticas), um tricô poderoso (tenho certeza que vc já teve ou já usou algo assim em invernos passados) e um cintinho que, acredite se quiser, fez toda a diferença no combo cinza formado pelas roupas.

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Precisa ir para algum lugar mais formal e arrasar?

Taí o look-solução (o meu objetivo é que todos os looks sejam solução para alguma coisa, é ou não é?)!

Esse tipo de calça, pantalona que chega lá no chão e cobre o sapato, alonga a silhueta e é a mais pura elegância. Mas não é coisa fácil de se fazer, exige perícia: 1) deve ficar a um ou dois dedos do chão, e não arrastando no chão feito uma hippie maluca do jeans desfiado (o da modelo não está assim, mas ela não está na rua); 2) deve ser usado com salto alto, preferencialmente; 3) não deve ser usado em dias de suspeita de chuva.

Pra completar o visual com chave de ouro, vejam os detalhes: o blazer está todo fechadinho e foi acinturado por um cinto muito fino, quase da mesma cor; o casaco é usado por cima dos ombros (alô atitude blasé!) e ele, o chapéu, está ali quase cobrindo os olhos. Eu amei esse chapéu!

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Vocês sabem que gosto de roupas mais coloridas, monocromático é bem difícil pra mim, talvez por isso eu tenha gostado mais desse 3º look. Eu colocaria com uma blusa verde escuro por dentro.

Vejam como o sapatinho masculino (pode ser um oxford) fica bacana com a calça mais afunilada, que é naturalmente mais feminina? E adorei a sobreposição da jaqueta de couro meio aviadora com o colete de pelos por baixo. Para fechar, uma bolsa bem coringa e cintinho (sempre faz diferença, marcando a cintura), além do chapéééu.

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Gente, nem sei como faria para usar chapéu com esse meu cabelo, mas tô desejando esse Indiana Jones agora!

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River, seu lindo!

Retrô, mas nem tanto

Comentei com vocês outro dia que estava muito ligada a peças retrô. Mais do que isso, a toda uma estética mais antiga; acho interessante pensar em como viveríamos em outra época, com outros pensamentos, outro modo de vida. No dia em que comprei meu reloginho vintage, na Feira de Antiguidades da Praça XV, estava aberta a encontrar muitos achadinhos, muitas coisas interessantes para a minha futura casa, sabe. Ilusão. Cheguei tarde e muita gente já tinha desarmado as barracas. Aliás, vamos ser bem claros: a Feira da Praça XV, que acontece todos os sábados de manhã, é um baita dum refugão.

Tem gente vendendo celular velho, óculos quebrados, boneca velha com cara de brinquedo assassino, enciclopédias do tempo do onça, é uma bagunça. Muitos dos vendedores são pessoas muito humildes que vivem daquelas doações que vendem. O lugar mesmo, perto da saída do Mergulhão, é sinistro, você fica com um pouco de medo. Eu tinha acabado de sair do trabalho e estava toda linda de vestidinho e sapatilha, então claramente eu não parecia pertencer àquela xepa. Me ofereceram todo tipo de coisas. Eis que, numa barraquinha mais humilde, vi essa revista:

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Os donos da barraca estavam com uma super cara de chapados.

_ Leva a revista, morena. Pode levar pra você.

_ Mas quanto custa, moço?

_ Custa nada não. Você é linda.

_ Ah, brigada. Mas não tem preço?

_ Não, eu quero que você leve. Você é um espírito de luz. Estou vendo daqui.

_ (rindo) Obrigada. Aceita um real pra alimentar o espírito?

_ Pô, valeu.

Nem só de luz vive o homem, né?

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Mas então, voltando à revista. É uma revista de culinária, eu mal cozinho miojo mentira, aprendi a fazer risoto e o namorado aprovou! Mas vá lá, eu não queria as receitas. O que eu tava de olho era nos anúncios, nas fotos… Tem bastante coisa bacana:

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Primeiro eu adorei o vestidão da moça, todo Flower Power, depois fui procurar saber mais sobre a Regina. Descobri que ela foi musa do Glauber Rocha, era da alta sociedade e tinha residência em Paris. Morreu em um acidente de avião na década de 70. Mais informações sobre ela, aqui.

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Adoro quando colocam as gírias entre aspas. É tão engraçado!

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 Gente, o quão machista pode ser esse anúncio? Como assim, se vc não souber cozinhar, seu marido vai te largar, é isso? Melhor seria contratar uma cozinheira, né?

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Já esse estilo eu A-MO! Muuuito rímel, inclusive nos cílios de baixo, e brincos chamativos, mas curtos! Comprei um de flor por R$ 3 no camelô, mostro pra vocês assim que usar.

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Não sei de quando é a revista (não encontrei em página nenhuma! Algumas estão faltando), mas esse comprovante, perdido no meio das páginas, me diz que ela deve ser de meados da década de 1960:

 

Mas Fernanda, você viveria em outra época?

 

Olha, acho que não. Nos anos 60, o machismo era regra, a gente vê pelos anúncios, pela figura da mulher na sociedade mesmo. Isso sem contar que o Brasil vivia uma Ditadura das mais violentas. Lógico que teve muita coisa bacana na época, como os Beatles, o Cinema Novo do fim da década de 50, a Tropicália mais na frente – acho que a produção cultural da época supera a atual em muitos aspectos – mas eu acho que sou uma menina que pertence a esse tempo pós-moderno. Me identifico com as crises, com o medo do apocalipse, mas também com a queda de barreiras (de preconceitos, de formas de pensar, de fazer diferente mesmo), com o consumismo, com a dupla jornada da mulher, com o aquecimento global e com os pensamentos sustentáveis, com a comunicação de massa, com as modas tão efêmeras que vão e vem. Sou uma mulher do agora, e espero que o futuro sempre traga conhecimento, assim como o passado nos traz aprendizado.

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E vocês, viveriam em outra época? Qual?

Um sonho que se torna realidade!

Você abre esses editoriais de moda de rua, e é um tal de gente que comprou chinelinho “em um brechó em Londres” ou um chapéu “em uma lojinha super cult em Paris”, que é muito blasé. Não chego a desejar. Mas confesso que meu coração dói toda vez que alguém diz que “mandou fazer”. Acho fantástico. Acho de uma personalidade. Quem é craque nisso é a Mira, já viram tanta coisa linda que ela tem? Então. Meu sonho mesmo era ter uma costureira.

Assim, perto do meu trabalho tem um lugar que faz pequenos consertos, e eu já fiz pequenas loucuras lá. O pessoal é simpático, mas faz uma cara de medo toda vez que eu faço algum pedido. E são careiros demais. Mandei fazer uma saia uma vez que custou R$ 45. Terror. Então não me empolgava, né. Mas tudo mudou quando uma amiga da minha mãe recomendou Dona Nininha, dizendo a seguinte frase: “ela não gosta de conserto. ela gosta é de fazer roupa”.

Meu coração bateu forte, mas eu demorei um tempo até me render aos seus encantos.

Facilitou o fato dela morar bem perto de mim, coisa de 4 pontos de ônibus. E de ser o tipo de pessoa easygoing: não tem como não se sentir à vontade com ela. Na primeira visita, levei um montão de revistas, todas marcadas com as coisas que eu gostava. Ela riu como as tias fazem hihihi, e falou mas você gosta mesmo dessas coisas! Me ofereceu um café e folheou tudinho comigo.

Então, gente, eu não sei desenhar, (ainda) não aprendi a costurar. Mas vejo uma possibilidade muito legal de poder criar minhas próprias roupas.

É ou não é o sonho de qualquer pessoa que goste de moda?

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Musa do Blog :: Vanessa Rozan

Dia desses estava olhando o dashboard aqui do blog e me deparei com as buscas que mais trazem as pessoas pra cá. Me surpreendi quando vi que uma das palavras-chave mais procuradas é “Vanessa Rozan”. Não me supreendi pela Vanessa, mas pelo fato de só ter falado dela algumas vezes aqui no blog, mesmo sendo super fã do estilo e do trabalho dela.

Então, para aumentar a audiência do blog prestar uma homenagem, resolvi catar tudo quanto era foto da Vanessa Rozan na internet e dizer, em poucas palavras (nem tão poucas assim, sou prolixa!) porque a Vanessa Rozan é uma das musas desse blog:

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As fotos foram tiradas (em sentido horário) daqui, daqui, daqui, daqui e daqui.

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 ♥ Pela simplicidade

Sei que é feio comparar, mas ao ver a foto da Vanessa ao lado da Julia Petit, tive um momento de revelação: afinal, pq a Vanessa Rozan me chama tanto a atenção? Pela simplicidade. A Julia, mesmo sendo super linda e simpática (todas as pessoas que já falaram com ela sempre dizem que ela é muito solícita e fofa), é mais dama da sociedade, sabe como? Ela é mais Daslu, NK Store, Jack Vartanian, Chanel. É como se, PRA MIM, isso atenuasse um pouco o esforço de estilo. Pq, cá entre nós, é mais fácil ser considerada estilosa usando Chanel, né? Nisso, acho a Vanessa Rozan mais gente como a gente, ela usa umas roupas que não gritam nomes de marcas, sabe como? E mostra que é possível se vestir bem com escolhas menos óbvia$, que podemos encontrar em brechós, na Renner (como ela mesma diz que compra, na entrevista pra Paula do Sweetest Person)… e isso nos leva ao próximo ponto:

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Fontes, em sentido horário: se maquiando, de blusa rosa, coluna de looks no Esquadrão da Moda, na Casa de Criadores, com um colar baaaapho, de lencinho na cabeça.

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 ♥ Pelas escolhas

As escolhas da Vanessa Rozan nunca são óbvias, reparem. Tem sempre um toque de personalidade. Acho que isso reflete um pouco a personalidade dela, que largou uma carreira nos escritórios de propaganda para se jogar num curso de maquiagem. Acho tão legal isso.  Meu programa de terça-feira à noite era sempre jantar ou fazer as unhas assistindo ao Esquadrão da Moda. No bloco em que a Rozan dá as dicas de make, minha vontade era gravar, aproximar, colocar em câmera lenta, tudo para ver com detalhes o cabelo, as tattoos, os acessórios… O que nos leva ao próximo ponto:

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Todas as fotos da montagem acima são de autoria de Alisson Louback, tiradas desse blog.

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{Via}

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 ♥ Pelos Acessórios

Mesmo quando era maquiadora sênior da MAC no Brasil e só podia usar roupas pretas, Vanessa se destacava pelos anéis enormes e acessórios que faziam (e fazem) toda a diferença em um look. Lógico que as tatuagens também contribuem, lindas e o cabelón que pode estar curto, com franjão, repicado ou presinho. Quando você olha o conjunto da obra, vê que alguma coisa ali é diferente, não tem cara de vitrine, de lookbook, tem mesmo é a cara da dona. E é isso que a gente quer, né? Um look que expresse o que a gente é, e não só o que a moda dita; por isso acho interessante como a Vanessa se define: clássico-progressiva. Significa o que isso, minha gente? Que ela sabe o que a favorece entre os clássicos, mas não deixa de arriscar novidades. E digo mais: Vanessa aposta muuuito na mistura de influências, no hi-lo, o que faz com que um dia ela saia toda bonequinha e, no outro, bem rocker ou até riponga.

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É por isso que eu curto tanto a Vanessa, gente! Vocês também gostam?

 

* P.S.: É só clicar nas montagem que elas aumentam horrores, tá? Aí vocês podem ver os detalhes.

Musa do Blog :: Lucy Laucht

Sabe aquelas pessoas que parecem não se esforçar para montar um look – mas de um jeito bom? O inglês tem uma boa expressão para essas pessoas abençoadas: effortless. Elas, por si só, esbanjam uma elegância natural, e qualquer vestidinho parece vestir diferente, sabe como? A menina vai lá, coloca um cintinho diferente, um broche que você nunca usaria e pronto, tá linda!

Daí que eu não sou nada effortless, mas não é por isso que eu vou desistir de tentar . Ou de me deixar inspirar por quem é naturalmente assim. Por isso, estou completamente apaixonada pela Lucy Laucht:

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A Lucy é uma lindinha de 27 anos, que fotografa e escreve para revistas de moda (emprego dos sonhos!), tem covinhas e é inglesa. Depois de morar na Austrália, Lucy se mudou para Nova Iorque e… bom, ela não diz muito sobre ela. Mas isso já suficiente para que todo o meu amor brote e eu tenha vontade de garimpar coisinhas em brechós (ela ama!), cortar uma franjinha (ia ficar uma coisa linda em mim, hahaha cruz credo!), usar blusinhas mais larguinhas e recorrer à minha calça cenoura seeempre com sandálias bacanas em tons nude.

Uma coisa bacana da Lucy, em termos bloguísticos, é que ela discute temas que envolvem marketing e moda, criação, essas coisas. Os textos são muito sucintos, mas acho bacana pra gente discutir o que está por trás dessa indústria milionária que tanto amamos, mas nem sempre conhecemos a fundo. A própria Lucy frequenta palestras e cita o trabalho de outros blogs. Acho legal o intercâmbio.

Já do ponto de vista shopaholico, miss Laucht é um suspiro de esperança: eu li o blog todinho, e você vê muitas peças usadas a exaustão. Um exemplo é a Mulberry dela, it bag que a moça usa pra cima e pra baixo. O blog não é um desfile de sou rica, beibe, e sim uma aula de como usar e reutilizar as suas peças e garimpar pechinchas bacanas (ela timidamente cita o preço de algumas barganhas que encontra em brechós e mercados de pulgas que visita).

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Lucy, quer ser minha amiga?

Já ouviram falar da tal Equipment?

(extraído do blog da Garance Doré)

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Sucesso nos anos 80 e 90, a camisa Equipment foi criação de Christian Restoin, que vem a ser ninguém mais ninguém menos que o marido de Carine Roitfeld, toda-poderosa da Vogue francesa. Tá todo mundo falando dela por aí, e eu não vou ser mais uma a repetir (até pq o Fashion Gazette já fez o melhor post sobre o assunto, esse aqui. Recomendo!). Direta como eu sou, vou logo aos finalmentes: a camisa é ótima.

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 ♥ Ela é ótima para quem, como eu, trabalha em um ambiente corporativo, mas não curte camisa social – ela é larguinha, feita de seda e, por isso, naturalmente elegante e confortável!

 ♥ Ela é ótima para quem, também como eu, sofre numa cidade quente – sente a finura da peça!

 ♥ Ela é para quem, como eu gostaria de ser, gosta de um ar mais dama da sociedade com peças atemporais, sabe? Pq pode, perfeitamente, ser encontrada no armário da mamãe ou da titia.

Então é simples, colegas shopaholics: eu quero uma.

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Mas é lógico que eu não quero necessariamente uma Equipment. Eu não sou tão ligada nesse negócio de marcas (não desejo uma itbag, por exemplo, preferido 10 bolsas sem nome), então serei muito feliz se encontrar uma blusa social nos moldes da Equipment. Ela precisa:

  • Ser larguinha (pode ser um número maior que o meu);
  • Ser fininha (pode ser de seda, cetim ou mesmo um algodão fininho ou chifon);
  • Ser clara (quero creme, branca ou nude);

Sou fácil de agradar, né?

Vocês que pensam.

Rodei várias (várias!) lojinhas do Centro e nada. Madame Ms, Charming, Missiva, todas essas que vendem roupas sociais. Neguinho me olhou com aquela cara de “sua alienígena!”, de um jeito muuuito parecido com quando eu comecei a procurar saias de cintura alta há coisa de 3 anos ou 4 anos atrás.  Cintura alta, sua louca?!

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Então tô nessa busca, minha gente. Fazer o quê? Coloquei na minha cabeça que é tipo a roupa ideal pra mim. Ainda mais depois de ver a quantidade de looks bacanas que a Lucy Laucht faz com eles – aliás, vou fazer um post só sobre ela, eu estou completamente apaixonada por essa blogueira, vou mandar declaração de amor e tudo!

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P.S.: Também aceito qualquer modelo desse post da Emily, do Cupcakes and Cashmere. Jabô me encanta, gente. Vou me vestir de secretária dos anos 70 na próxima estação.

Alguém já encontrou por aí?

Já repararam?

Eu tenho visto pela internet muitas fotos de meninas usando vestidos em comprimentos maiores, numa pegada meio retrô. Alguns são um pouco abaixo do joelho, outros seguem um pouco mais até o início da batata da perna, há os que vão até o meio da panturilha e aqueles que quase encostariam no chão, mas ainda deixam um naco de perna de fora. As diferenças são sutis, mas o impacto na silhueta é grande. Será que as baixinhas podem usar? Será que achata demais? Será que fica com cara de beata?

Analisemos:

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Repare como os modelos são diferentes:

:: A menina de caramelo opta por um modelo que só deixa um palmo de canela de fora. Pra alongar, o modelo é nude, e o escarpin (lindinho!) tem um salto. E olha que nem é desafiador, né?

:: O conjunto da Fendi já deixa um tico mais de perna de fora, mas em compensação é monocromático, o que dá uma alongada natural (quando você coloca uma parte de cima de uma cor diferente da debaixo, cria um “corte” visual na silhueta). Note como também rola um saltinho discreto e um cinto para não ficar com aquela cara de “o defunto era mais gordo”;

:: Carey Mulligan é tipo diva pra mim, eu simplesmente AMO as roupas que ela usa (quem é o stylist, gente?), então sou suspeita ao falar que o modelo dela é o que mais gostei. Chutando assim, diria que a saia é um palmo abaixo do joelho, e o corte em A é super simples. Salvei a foto e vou mandar fazer essa belezinha. Sendo preto, dá uma alongada. Lógico que o saltão (esse sim, sinistrógeno) ajuda horrores;

:: Essa menina de amarelo com azul (acho que peguei do site da Garance Doré) usa o modelo que mais temo: aquele que deixa quase nada de fora. Esse é beeeem vó mesmo, e acho que vale um saltão nude (bem como o da mocinha da foto) pra alongar;

:: Pra fechar, olha que bacana a menina de vermelho. Achei o look mais fresh de todos! A saia é estampada e de um tecido beeem molinho, parece ser fresca. E que alongar que nada! A moça partiu pruma sandália rasteira pq não está pra brincadeira nem desconforto! Palmas pra ela!!

E vocês, o que acham desses novos comprimentos de saia?