Now reading: Animal Farm

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What’s the nature of this life of ours? Let us face it: our lives are miserable, laborious, and short. We are born, we are given just so much food as will keep the breath in our bodies, and those of us who are capable of it are forced to work to the last atom of our strength; and very instant that our usefulness has come to an end we are slaughtered with hideous cruelty. (…) Why then do we continue in this miserable condition? Because nearly the whole of the produce of our labour is stolen from us by human beings. There, comrades, is the answer to all our problems. It is summed up in a single word – Man. Man is the only enemy we have.

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Existem tantos clássicos no mundo que às vezes dá uma mini angústia na gente: nunca vamos conseguir conhecer todos. Quando meu namorado comprou 2 livros do George Orwell em um sebo, surgia a possibilidade de conhecer esses clássicos: Animal Farm (A Revolução dos Bichos, em português) e 1984. Ele devorou o primeiro com tanta vontade, citava trechos, falava que eu precisava ler de qualquer jeito. Bom, a hora chegou.

Animal Farm conta a história de uma fazenda em que os animais tomam o poder, expulsando o dono, Mr. Jones, seus empregados e sua mulher. Daí começa uma história que lembra muito a política de alguns países – pq, se há uma revolução, alguém deve tomar o poder, certo? – e fala bastante sobre a nossa sociedade. Sabe quando a gente reclama, reclama de política, mas no fim das contas tem memória curta e acaba seguindo na mesma e deixando as mesmas pessoas no poder? Então. Cavalos, galinhas, vacas, cachorros, patos somos nós.

Antes que alguém ache que o livro pode ser chato (ain, política, que saco!), eu recomendo: leiam. É um dos melhores livros que já li. É uma fábula em que nenhum detalhe passa desapercebido, que cada capítulo tem uma surpresa, e que cada texto é tão descritivo que, muitas vezes, parece que você está assistindo à cena. Recomendo.

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Novos livros na cabeceira (ou não)

Quem tá nesse mundico de smartphone e me segue no instagram sabe de detalhes bobos da minha vida que volta e meia me rendem posts para o blog. E tá aí a maravilha das mídias sociais que dominam a minha vida, olha que bom. Daí que essa semana eu compartilhei com os seguidores (termo estranho, sempre penso nos zumbis do clipe Do The Evolution, do Pearl Jam, credo!) que estava lendo um livro novo e achei que seria legal trazer o tema pra cá (e tirar as teias de aranha que insistem em se instalar, hohoho).

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Eu estou numa sina incrível com livros longos e arrastados, vou te contar. No ano passado eu comecei aquela biografia do John Lennon que me tomou meses. Falando assim parece que eu nem curti, mas olha, gostei muito. O problema é que pro livro ser gigante, tem que ser proporcionalmente envolvente, ou rolam aqueles momentos em que você simplesmente quer apertar o FF. Então eu comecei a ler o livro no ano passado e, quando fui ver, já era 2012.

Está acontecendo a mesmíssima coisa com o livro da Maria Antonieta (Rainha da Moda – Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução, de Caroline Weber).

Eu não sou formada em moda e acho que preciso saber muita, muita coisa sa respeito, sobre indumentária, figurino, varejo, história, nossa, tantas áreas de interesse. E foi por isso que comprei o livro. Com ares de tese – super bem embasado, cheio de referências – ele é um prato cheio pra quem quer entender como os gostos da esposa de Luís XVI tiveram forte influência sobre sua vida – e sobre a vida dos franceses. Dá vontade de sublinhar um montão de coisa.

Mas eu empaquei.

Aí minha amiga querida Haynna (se pronuncia RAINA e significa “luz dos olhos” em árabe, é isso?! Qualquer coisa me corrige, amiga!) encontrou comigo em um dos nossos vodka & friends (versão outdoors) e me emprestou o “Cheio de Charme” (One Charming Man,no original) e eu estou devorando o livro como se tivesse aprendido a ler ontem. Não que o livro seja incrível, mas acho que eu tava tão sedenta por algo mais leve – o chicklit, ou “literatura mulherzinha” – que estou amando. Muito legal, te prende do início ao fim e, olha, eu sou do tipo que choro lendo..

[Se me virem no metrô fazendo isso, me ignorem, por favor]
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O livro é sobre um cara, Paddy De Courcy, e começa no dia em que sua namorada descobre que ele vai casar. Mas, oi, não vai casar com ela. Como assim? Narrado do ponto de vista dessa namorada – Lola, uma consultora de estilo, olha que legal! – e mais três outras mulheres, o livro tem momentos engraçadinhos e outros bem tensos. Faltam 20 páginas para acabar e eu já estou em crise.

[enquanto isso faltam 200 páginas para eu acabar o livro da M.A...]

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♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

No mais, queridos, amanhã vai ao ar o esperado (será?) vídeo dos turbantes usados nos últimos posts! Pra deixar vocês na expectativa, olha o vídeo que eu fiz, haha:

E o esporro do namorado por causa da bagunça na sala?

“atropelo, tropel, torpor, estupor”

Eu não consigo deixar de me admirar toda vez que leio um bom livro. Me parece um dom ver gente que sabe lidar tão bem com as palavras, descrever situações corriqueiras de uma forma tão simples, mas tão bonita que você jamais pensaria igual. E mesmo assim não parece um esforço – parece que a frase nasceu espontâneamente ali, naquelas páginas.

Estorvo, do Chico Buarque, foi o último livro que eu li em 2011. Eu adoro a prosa dele (se já não bastassem as canções e os olhos azuis), e recomendo o livro, que dá para ler num só dia chuvoso. É uma narrativa que te leva abruptamente, do mesmo jeito que carrega o protagonista, que parece agir ao sabor dos acontecimentos, quase como se a vida seguisse sem depender da vontade dele.

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Ela preenche o cheque, e seus cabelos castanhos não me permitem ver se está mesmo sorrindo, nem se esse sorriso quer dizer que eu sou um pobre diabo. A assinatura negligente, junto com o sorriso que não posso ver, quer dizer que aquele dinheiro não lhe fará falta. O ruído ríspido do cheque destacado de um só golpe pode querer dizer que essa é a última vez. Mas a maneira de encobrir e pousar o cheque ao lado do meu pires, como quem passa uma carta boa, e de retirar a palma acariciando a toalha, como quem apaga alguma coisa e diz “esquece”, significa que poderei contar com ela sempre que precisar. Ela se levanta e diz que está atrasada, diz “fica à vontade”, não sabe se sorri, molha os lábios com a língua, leva os cabelos para trás da orelha e vai.

 

Fica a dica.

Resoluções

Quem já é leitor da velha guarda aqui do blog sabe que eu adoro resoluções de ano novo. Me renova pensar que o próximo ano vai ser diferente, por mais que eu não cumpra metade daquilo que pensei. Mas sério, sabe que não me estressa? Pelo contrário, fazer uma lista é um exercício de organização, principalmente para uma pessoa desorganizada como eu. Querem ver minha lista do ano passado?

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1) Só digo uma coisa pra vocês: voltei pra academia ontem, fiz aquela avaliação constrangedora e me pesei depois de um tempão. Resumindo – engordei 5 quilos em 2011.

2) CONSEGUI. (sorrio só de pensar)

3) Nadinha.

4) Desencanei dessa.

5) Passei tanto tempo enrolando com a biografia do John Lennon que quase não li mais livros esse ano. A contagem ficou assim: Melancia (Marian Keys); John Lennon – A vida (Philip Norman); Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams) – saga com 5 volumes; The Catcher in the Rye (J.D. Salinger); As 100 + (Nina Garcia); Estorvo (Chico Buarque);

6) Não tive tempo, agora não tenho dinheiro.

7) Idem;

8) Sabe que acabei fazendo? Com a mudança, só veio pra cá o que eu realmente uso. O resto estou vendendo lá no bazar, que dei uma prorrogada e que acaba no fim de janeiro.

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Mas e 2012, Fernanda, qual vai ser?

Minha gente, resolvi fazer uma listinha e colocar 5 resoluções só para o blog. As outras são pra mim, pq eu não desisto.

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Em 2012, eu quero

  • Continuar trabalhando com moda;
  • Voltar ao meu peso ideal;
  • Fazer atividade física regular (2011 foi o ano do sedentarismo);
  • Ler 20 livros;
  • Gastar menos.

Para o So Shopaholic, eu quero:

  • Fazer mais posts sobre cabelo;
  • Investir nos vídeos;
  • Fazer posts sobre moda masculina (alô Ricardo! alô J.C.!)
  • Fazer mais posts colaborativos;
  • Investir em pesquisa de moda.

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Sabe que, esse ano, minhas metas parecem mais promissoras?

E vocês, o que querem para 2012?

A Vida, o Universo e Tudo Mais

A história do Guia do Mochileiro das Galáxias é feita de idealismo, lutas, desespero, paixão, sucesso, fracasso e pausas para o almoço absurdamente longas.

As origens mais antigas do Guia estão agora, assim como a maioria dos seus registros financeiros, perdidas na névoa do tempo.

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Estou lendo esse livro, o Guia do Mochileiro das Galáxias. Eu geralmente enjoava horrores no ônibus mas, como disse minha amiga Aline Aimée, tudo é uma questão de treino. Pra mim, faz toda a diferença não levantar muito a cabeça para ver o movimento da rua, e o fato de não terem muitas curvas no caminho da ida (a volta é um horror, ainda não tem como ler) e, claro, o fato de estar amando o livro, que é bobo toda vida, como eu.

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Segundo a lenda, Hurling Frootmig fundou o Guia, estabeleceu seus princípios fundamentais de honestidade e idealismo e depois foi à falência.

Seguiram-e muitos anos de penúria e de profundo exame da alma durante os quais ele consultou amigos, sentou-se em salas escuras em estados ilegais da emnte, pensou sobre uma coisa e outra, brincou com pesos, e depois, pouco após um encontro casual com os Sagrados Frades Almoçadores de Voondon – cuja crença era de que, assim como o almoço fica no centro temporal do dia dos homens, e o centro temporal do dia dos homens pode ser visto como uma analogia para sua vida espiritual, então o almoço deveria ser: a) visto como o centro da vida espiritual dos homens e b) feito em excelentes restaurantes -, e ele recriou o Guia , estabeleceu seus principios fundamentais de honestidade, idealismo e de onde você pode enfiar os dois, fazendo com que o Guia atingisse seu primeiro grande sucesso comercial.

Ele também começou a desenvolver e explorar o papel editorial da pausa para almoço, que iria em seguida assumir um papel tão relevante na hostória do Guia, já que isso significava que a maioria do trabalho real era feito por qualquer estranho que estivesse casualmente passando pelos escritórios vazios na parte da tarde e encontrasse algo interessante para fazer.

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A história gira em torno de Ford Prefect, um alienígena que está atualizando o Guia do Mochileiro das Galáxias (tipo um Lonely Planet, mas melhooor) e fica preso na Terra por 15 anos, sob o disfarce de ator desempregado. Aqui ele conhece Arthur Dent, um inglês que tenta impedir a prefeitura de demolir a sua casa, tudo às vésperas da demolição do planeta Terra. Daí os dois vão viajar numa nave por todo o espaço, passando por tipos bizarros e histórias absurdas. Eu estou adorando.

São cinco volumes (♥ alô sagas enormes, beijo!) e eu acabei de ler o terceiro. Vale lembrar que, até hoje, não terminei a biografia do John Lennon. Parece que as páginas se reproduzem! Socorro!

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* Coincidência-master da vida! A Aline está lendo a mesma saga!

Resolução #1: Ler 20 livros

Acho que todo mundo faz (ou já fez) resoluções de ano novo.  Eu mesma sou louca por elas, e escrevo em caderninhos, agendas e que tais todo fim de ano. Mas e na hora de fazer? Nem chega o Carnaval e eu já esqueci as minhas resoluções. Mas esse ano vai ser diferente! Pretendo me esforçar pra chegar lááá em dezembro e sentir um gostinho de dever cumprido, sabe? E pra isso vou usar o blog. Topam?

A primeira resolução foi remanescente das resoluções para 2010 – não cumpridas, claro – ler 20 livros. Ao que parece, vou conseguir, já tenho uma lista!

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1 :: A Rainha da Moda – Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução, de Caroline Weber.

Eu estava com um livro que não tinha me interessado muito, então fui na livraria trocar. Queria alguma coisa de moda, mas com conteúdo. Não queria livrinho de colorir, né, até pq já basta a internet com um monte de imagens pra gente encher a cuca. Foi quando dei de cara com esse, e achei perfeito! Um misto de história com moda, prova pra gente que a forma como nos vestimos é, sempre, uma forma de expressão. Desta forma, Maria Antonieta teve uma série de adjetivos atribuídos a si (frívola, fútil) em muito pela forma como se vestia. Achei muito bacana a proposta. Está na fila, ainda não comecei a ler.

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2 :: John Lennon- A vida, de Phillip Norman

Esse livro é graaaande e eu não consigo ler a qualquer hora. Ele me toca muito, acho que pelo fato de descrever uma pessoa real de forma bem crua. E também gosto de me imaginar perambulando pelos lugares que ele descreve, ouvindo os Beatles em suas primeiras apresentações, conhecendo os Stones, bebendo com o pessoal. hahaha.  Já falei do livro nesse post aqui, e ele acabou me influenciando a assistir ao filme O garoto de Liverpool (muito bom, me apaixonei pela trilha sonora e pelo Aaron Johnson, um lindão) e, claro, ouvir incessantemente todos os álbuns dos Beatles e solos do Lennon (adoro Mind Games, dá vontade de chorar). Ainda estou lendo.

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3 :: As 100 +, Nina Garcia

Os livros da Nina Garcia (do Project Runaway) são palatáveis, com um preço bom, e falam de moda de um jeito direto e envolvente. Já tinha ensaiado comprar esse e o Livro Negro do Estilo, mas acabava desistindo. A minha sorte foi ganhar esse da Aline, querida, no amigo oculto que fizemos no fim do ano passado. Ainda não li.

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4 :: O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger

Desde que comecei a ler o blog da Juliana Cunha criei um comichão para ler alguma coisa do Salinger. Isso pq a Juliana fala dele bastante, coloca trechos das obras preferidas, tudo de um jeito que te dá vontade de conhecer. O problema foi que, depois da morte do autor, no ano passado, todas as obras inflacionaram nas livrarias e sumiram dos sebos. A minha sorte foi que a querida Luísa, minha colega de trabalho, tinha um exemplar em casa e prontamente me emprestou. No dia em que fiz a foto desse post, meu pai agarrou o livro e começou a ler (já falei que o meu pai é o meu maior exemplo de leitura? No momento, está lendo 3 ao mesmo tempo). Ainda não comecei a ler.

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5 :: Melancia, Marian Keyes

Melancia é o livro mais conhecido da Marian Keyes, mas eu nunca tinha lido. O livro é sobre a irmã mais velha da família Walsh (aparentemente todos os livros famosos da autora são sobre essa família), Claire, abandonada pelo marido no dia seguinte ao parto de sua primeira filha. Então, assim, a autora não é desconhecida pra mim –  peguei emprestado o Anybody Out There, sobre a irmã mais nova da família, Anna, e amei muito – mas devo dizer que esse livro é beeem mais ou menos. Ou talvez seja a tradução. Digo isso pq Anybody…  é avassaladoramente triste em alguns momentos, em outro te faz rir horrores, mas não é piegas, sabe? Já Melancia usa muuuitas metáforas e figuras de linguagem pobres pra descrever as coisas. A história é boa e eu particularmente queria ler mais sobre o Adam (ele aparece em algum outro livro, meninas?), que achei parecidíssimo com o meu namoradão e por quem inevitavelmente acabei me apaixonando (eu sempre me apaixono por alguém nos livros, tenho 14 anos), mas preciso dizer que a primeira metade do livro se arraaaaasta. Li em 2 dias.

Stu Sutcliffe

Existe algo em torno de se morrer jovem, algo que as pessoas pensam, que orbita em torno dos seus pensamentos mais simples. Não que todos secretamente desejem morrer cedo, mas é como se houvesse um mito em torno desse fato. Como se todo mundo que morreu jovem tivesse enterrado consigo imensas possibilidaes, como se todos pudessem ser artistas incríveis, pessoas inesquecíveis, marcantes, professores, pais, mães caridosas, filantropos, poetas, atletas, políticos, amantes, cientistas, filósofos.

Como se James Dean fosse fazer outros filmes incríveis, como se River Phoenix virasse um sobrevivente forte tal Robert Downey Jr, como se Janis Joplin nunca perdesse a voz, como se Kurt Cobain desse sobrevida ao grunge.

A verdade é que não sabemos. E, nesse caso, o não-saber, a possibilidade que nunca se concretiza, é uma joia, é algo mágico que guardamos em nós mesmos inconscientemente. Então, pelo menos pra mim, morrer jovem é carregar consigo esse conceito indestrutível e também indecifrável, como uma previsão que nunca se realiza, um baralho jogado na mesa que nunca vai se provar verdade ou não. E essa possibilidade – impossível por si só – é algo fantástico pra mim. Um sentimento tão angustiante, mas ao mesmo tempo tão precioso, que sinto toda vez que vejo o River Phoenix, por exemplo: um e se.  Isso se repete agora sempre que leio um pouco mais sobre Stuart Sutcliffe, amigo de faculdade do John Lennon, talentosíssimo, amável, que participou da primeiríssima formação dos Beatles em uma turnê em Hamburgo.

Morreu aos 21 anos de hemorragia cerebral. Nunca se tornou o artista que se esperava e que se previa como futuro certo. Nem virou um Beatle aos olhos do mundo.

Nunca se casou. Nunca teve filhos. Nunca teve seus quadros comprados por milhões de dólares. Nunca. Mas, mesmo assim, se preserva em tantas mentes como a possibilidade de ter sido tantas coisas…

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Com a noiva, Astrid Kirchherr, que sugeriu o corte moptop dos Beatles

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Stu era baixinho e não sabia tocar baixo direito. Por isso, muitas vezes ficava de costas para o público, no fundo do palco.

*Óin*

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UPDATE: Minha sempre amiga em assuntos beatlemaniacs, Aline, me mandou o link sobre um livro que conta um pouco da história do Stu com os Beatles, em Hamburgo, e do seu relacionamento com Astrid. E o melhor: em quadrinhos. Me apaixonei pelos traços inocentes, quase infantis, e acho que tem muito a ver com o espírito juvenil e despretencioso da banda na época. E, claro, em como imagino o Stu:

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O livro está em pré-venda no Amazon por US$ 25.

It will be long

John Lennon nasceu com um dom para a música e a comédia que o levariam muito mais longe de suas raízes do que poderia ter sonhado. Quando jovem, foi a traído para longe das ilhas britânicas pelo glamour e a oportunidade aparentemente infinitos do outro lado do Atlântico. Alcançou feito raro para um artista britânico de apresentar música americana para os americanos e tocá-la de modo tão convincente quanto um profissional nativo, ou ainda melhor. Durante vários anos, seu grupo excursionou pelo país, deleitando platéias em cidade após cidade com seus ternos berrantes, cabelos engraçados e contagiantes sorrisos de felicidade.

Este, naturalmente, não era o Beatle John Lennon, mas o seu avô paterno homônimo, mais conhecido como Jack, nascido em 1855 (…) que virou membro da trupe dos Coloured Operatic Kentuchy Ministrels (Menestréis Operáticos de Cor do Kentucky), de Andrew Roberton.

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Outro dia encontrei com a Aline e ela disse que eu estava “em uma fase beatlemaníaca”. na hora eu não concordei completamente (sempre faço isso) até pq meu pai sempre gostou e ouvia bastante Beatles, então eu conhecia as músicas e tal. Durante o início da adolescência, tive também um k7do disco “With the Beatles”, e adorava aquela veia pop-adolescente que eles tinham no início da carreira (gosto que não nega a minha idade mental), a versão deles de Mr. Postman é uma das minhas preferidas até hoje (adoro particularmente a pronúncia bem liverpoodiana em DelivAH the lettA, the sooner the bettA, com o A beeem aberto), enfim, a banda não me é estranha. No entanto, ler a biografia de John Lennon me abriu um outro horizonte. É estranho, pq ao ler e ouvir as músicas (estou agora na época em que eles tinham acabado de lançar o single Please Please Me, então fico ouvindo as músicas do álbum para contextualizar) a vontade de ter estado lá é muito grande. Isso inclusive tem me feito voltar a atenção àquela época – o que inclui o modo de se vestir, de consumir e de pensar – o que certamente inspira novos posts, como vocês tem visto. O fato é que quando leio um livro que realmente gosto, mergulho em uma atmosfera toda particular, vocês sabem bem. É como se eu vivesse lá dentro.

Então, resumindo, Aline estava mais do que certa. E vocês sofrerão as consequências aqui no So Shopaholic, hahahah!

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P.S.: Sou uma leitora de momentos. Esse livro, por exemplo, ganhei em abril de 2009, e só comecei a ler em dezembro do ano passado. Não sei pq o livro ficou parado por um ano e meio…na verdade sei, é pq faltava clima. Ah, e ainda sou lerda. Não acho que toda hora é hora de ler, sabe? Tem que ter um clima e dedicação exclusiva.

P.S.2.: Se o livro é bom? Eu estou gostando muito. Há toda uma contextualização histórica, e eu sempre gostei de História. Isso te ajuda a entender um pouco como a cabeça das pessoas funcionada – e, por exemplo, entender que o John Lennon adolescente era machista e durão, totalmente oposto da figura paz e amor e imagine all the people sharing all the world por uma questão de educação e costumes da época.

Então, assim, nunca fui uma fã apaixonada por Lennon, o que me permite conhecê-lo pelas páginas do livro sem pré-conceitos. Já para quem é muito fã, a ponto de imaginar um homem sem defeitos, o livro pode soar cruel, quase uma heresia. O homem descrito por Phillip Norman é infiel, mordaz (do tipo que perde o amigo, mas não a piada, sem medir as consequências do que diz) , mas também amoroso, talentoso e descrito como o melhor amigo que se poderia ter – se ele te permitisse chegar perto o bastante. Enfim, é um homem cheio de defeitos e erros pelo caminho, mas uma mente genial. Um homem que eu certamente tinha a vontade de conhecer.