Como nasce um look?

A pergunta é meio boba, e você pode responder de um jeito igualmente bobo: “Ora, abrindo o guarda roupa e escolhendo o que tiver mais a ver”. Sim, é verdade, escolher um look pode ser simples assim, mas se você gosta de moda (ou simplesmente curte roupas e procura compreender as proporções do seu corpo) montar um look leva em consideração uma série de variáveis. Para onde eu vou? Com quem eu vou? Que partes do meu corpo eu quero evidenciar, e que partes prefiro esconder? Que acessórios vão me ajudar a chegar nesse objetivo?

Daí que, nos primeiros meses de casa nova, eu não tinha um espelho de corpo inteiro. Então era complicado ter certeza se eu estava 100% legal, se aquela roupa não funcionava melhor na minha cabeça do que em mim, etc. Então, quando a dúvida era muito grande, eu simplesmente fotografava o look, de forma bem despretenciosa, só para ver o que o mundo estaria vendo quando eu saísse na rua, entende?

Eu achei essas fotos na máquina e achei que seria legal a gente analisar junto a construção desse look (que, no final, deu certo). Bora?

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Não tem um dia (exceto fins de semana) em que eu não entre em pelo menos um blog de moda. E daí que, de tanto olhar determinadas produções, eu fico com uma vontade danada de experimentar também – nem sempre com sucesso. Um exemplo é esse aí, usar vestido com uma blusa por cima, criando a ilusão de uma saia longa. Pfff! Ferrou! No entanto, antes de arrancar a roupa feito uma maluca, vamos ver o que não deu certo?

Faltou cintura: a camisa do River é muito grande e, mesmo com o nózinho, fiquei super tábua

A saia “pesca”: eu perco alguns centímetros de altura (uma tristeza pra quem só tem 1,62m)

Faltou proporção: a saia é longa, a blusa é larga, o coletão por cima de tudo… não ornou.

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Tentemos de novo:

Então desenterrei esse macacão do armário. Vejam, um macacão saruel. Coisa ousada, coisa bunduda, coisa que pode deixar a gente se sentindo uma louca. Mas vamos. A primeira tentativa foi com um casaco mais longuinho, eu eu amo e quero sempre enfiar nas produções. Não deu certo.

Culote grátis: o volume do macacão + volume do casaco resultaram em uma mistura desastrosa. A parte de cima, mais sequinha e com um pouco de colo à mostra, ficou desproporcional a esse quadrilzão. Resultado: tô parecendo um sino.

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Mas sou brasileira e não desisto nunca:

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Agora melhorou, né? Eu aceitei que ficaria naturalmente bunduda com esse modelo saruel e tentei reduzir ao máximo outros volumes adicionais. Mantive o colo à mostra (pra dar um efeito emagrecedor)  e coloquei também um cinto, para ficar mais violão. Na hora de sair eu dei uma leve dobradinha na barra do macacão, para dar um charme, coloquei uma bolsa pequena e prendi o cabelo em um coque alto. Aí ficou assim.

E aí, curtiram? Acham que eu deveria ter mudado mais alguma coisa?

Mamãe, sou hipster!

Tem tanto tempo que eu queria usar calça skinny com a barra dobrada que os hipsters já usaram, já desistiram de usar e agora estão vestindo de novo. O fato é que eu acho que dá um toque super diferente ao jeans com sapatilha de cada dia, te destaca na multidão, mostra “olha, aquela ali pensa nos detalhes”.

E ainda assim é só uma barra dobrada, né.

Daí que minha nova best lá do novo trabalho, a Fê (shopaholic sempre encontra suas semelhantes, e ela é terrível) me ajudou nesse flagra de look rapidinho na hora do almoço. Aproveitei pra brincar com o Pixlr-o-matic e o Leme – Leme, meus novos aplicativos-hipster de iPhone (tem coisa mais hipster do que foto digital com cara de analógica?). Ficou assim:

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Bolsinha linda garimparia.
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Jeans  Animale. Mocassim (!) Shoestock. Bolsinha Garimparia. Casaqueto Lucidez. Blusa rosa Opção. Óculos de brechó. Colares acervo.

Um dia de trabalho de um novo trabalho

Uma das leitorinhas pediu mais looks de trabalho. No entanto, esse meu trabalho é bem diferente do anterior, principalmente no dress code. Isso porque eu estou em um escritório com pouco mais de dez pessoas, enquanto antes trabalhava em uma empresa com cerca de 800 funcionários no prédio. Trabalhar em uma empresa menor, direto com jornalistas, permite que eu use até short, bermuda, sandália de dedo. Isso é totalmente incrível pra mim.

Trabalhando com moda, eu me sinto no direito de usar (quase) qualquer tipo de roupa. Saia longa, combinação de cor, sobreposição, mil colares, mil pulseiras, até turbante eu já usei. Mas se você pensa que todo mundo lá é assim, cara leitora, se engana. O pessoal ainda arregala o olho, ri, acha engraçado. Mas não chega a ser um olhar de reprovação nem nada – quer dizer, quando o boy me chamou de “baiana do acarajé” acho que até foi – mas sim uma coisa do tipo “esse pessoal da moda, hein? sempre inventando!”

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Então nesse dia eu inventei de misturar estampas:

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Mix de estampas, com laranja de cor de fundo. Pra dar uma quebrada, o colete marrom por cima de tudo, assim como a meia calça, também fechando.

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Meu cabelo ainda estava comprido, vejam. *saudade*, e nesse dia eu peguei uma chuva e passei um certo frio com essa roupa. Enfim.

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O namorado fica em dúvida sobre qual das paixões deve focalizar.

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Close nas estampas! Close nas pulseiras! Olho na tela!

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Saia Farm. Blusa sem marca. Colete de couro vegetal DNK (comprado na loja Indian Emporium, em Punta Del Este), meia Lupo, oxford Leeloo. Relógio Fossil. Pulseiras acervo.

Meu Fashion Rio

Quando vai chegando a época das semanas de moda, as meninas invariavelmente me perguntam: aaaah, Fernanda, vou te ver lá, né? Se credenciou? Que dias você vai? E bom, gente, eu não trabalho com isso, né, isso querendo dizer blog. Eu trabalho em empresa, então não rola estar às 17h dentro de uma sala de desfile. Saio às 19h. Por isso, fiquei bem tranquila em relação ao Fashion Rio: se der, eu vou. Foi mais ou menos o que rolou.

Fui fofamente convidada pelo lounge da Nivea, e era só o que eu tinha. Em cima da hora, rolou uma viagem a trabalho, e fiquei em Belo Horizonte por dois dias. No meio tempo, fiquei sabendo que as meninas do Glamour de Garagem estariam no Rio para cobrir a semana de moda, e achei que seria um oportunidade de unir o útil ao agradabilíssimo, já que queria muito conhecê-las. Então ficou sendo assim: sexta saí do trabalho e dei um corridão no Píer Mauá, assisti 2 desfiles, tomei prosecco e comi tubérculos. Depois, um chopp que varou madrugada adentro e que me rendeu um pequeno desentendimento com o boy. Check out the highlights!

**Look do dia **

Essa saia eu amo de paixão. Ela estava no fundo do armário, com o ziper quebrado e, na mudança, reencontrei. Mandei consertar e vi que a danadinha voltou à moda! Vejam bem, o modelo é midi. (Lembram que já fiz um post sobre saias midi?). Quando eu comprei essa saia, era uma adolescente que oscilava entre o hippie e o grunge, então usava com cintura baixa, allstar ou sandálias rasteiras. Agora, usei com a cintura mais altinha, sandália alta e combinação de estampas. Ah, e a foto foi feita aqui em casa, no jardinzinho que tem na entrada do prédio. Acho que vai ser um bom local para os looks do dia 😉

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Saia IND. Sandália Santa Lolla. Cinto O Artífice. Cardigan Zimpy. Camisa “equipment” C&A (tá R$ 29,90!)

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**Desfile da New Order **

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Eu entro na New Order e só vejo bolsa de nylon e sapatilhas, mas o desfile tinha muito mais. O conceito era futebol, e eu realmente desejei mais as roupas (quero uma camisa do Fluminense em paetê tipo AGORA) do que os acessórios, que deveriam ser o foco do desfile. Não sou especialista, mas achei suuuuper Prada, sabe? Listras, sapatos do tipo plataforma-que-incapacita-o-caminhar, além do retorno da mochila saco, que impregnou todas as academias/escolas/faculdades/feiras/supermercados há uns 5 anos.

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** Talking ’bout girls now **

Sabe quando você conhece alguém que parece já ser sua amiga há muito tempo? Tá, isso acontece com o carioca quase o tempo todo, mas tem vezes que é tão genuíno que se torna digno de nota. As meninas do Glamour de Garagem são muito, muito fofas, gente. Sabe aquele tipo de pessoa sem frescura, que senta na mureta do Bar Urca, toma uma cerveja e começa a fofocar contigo? São elas. Colamos também na mais-que-querida Ana, que estava com as já amigas Flávia e Let e pronto, a festa estava formada! O Bar Urca fechou (nossa, e fecha cedo, minha gente), então fomos pro Garota da Urca, para mais #bonsdrink e fofoca. Aprendi meia dúzia de gírias de Porto Alegre (capaaaaz!) e ensinei outras do Rio (sinixxxtro!). Cheguei em casa tardão e encontrei o namorado desacordado, mas chateado. Desculpe, meu amor! Perdi a noção do tempo com essas meninas!

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Fim de noite, cara de cansada, mas o batom tá lá, dando conta do recado! (Rebel, da MAC)

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oi?

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A hora da conta, sempre tão dolorosa!

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Meninas, foi LINDO! O próximo encontro tem que ser no Sul agora, baaah!

(usei certo a gíria?)

Sobre a elegância

Eu acho que elegância não tem nada a ver com peso. Tem a ver com proporção. É uma coisa quase matemática, sabe. Acho que tem a ver com a relação saudável entre o seu corpo e o tecido. Porque se há um espaço bacana entre a silhueta e a roupa, a roupa cai bem, e se a roupa cai bem, já é meio caminho andado para ser elegante, né? Por isso que ser elegante não combina com botões estufados, dobrinhas no tecido, assim como não combinam com costura do ombro que vai parar no meio do braço, calça caindo, etc etc. Então, finalmente, a gente sempre vai ser mais elegante estando confortável dentro do seu número de roupa, seja ele qual for.

Isso dito, fiquei muito feliz em voltar a caber na minha calça cenoura. A minha calça da discórdia, né. Ela é larguinha e já não está mais com aquele botãozinho que oprimia a minha barriga. (Oba! Acho que já emagreci um pouquinho). Coloquei um salto, um cinto (já falei o quanto AMO esse cinto? .) e a minha bolsa nova, dica da querida Mari. Foi comprada no Ebay, nesse vendedor aqui. É infinitamente linda, cheia de tachas, mas a qualidade é péééssima. Não tem forro. É o tipo de coisa pra fazer vista, não colocar muito peso… e ficar lá, admirando.

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E pra quebrar o glamour desse post antes que ele fique muito presunçoso: o sapato destruiu meu pé, claro. Joanete mandou beijos.

Too many colors

Eu tentei mais uma vez. O dia era friozinho, coloquei uma meia, respirei fundo e fui. Mas não deu. No fim do dia meu pé estava massacrado por um sapato que oi? é um número menor que o meu pé. Onde eu estava com a cabeça quando comprei esse negócio? Ah, lembrei, ele é lindo. Mas não dá mais entre a gente, querido. Foi coisa de momento, a gente se viu, se apaixonou, mas não dá, meu pé é grande demais, ele sua demais, ele não foi feito pra você. Não me maltrate mais, porque eu não vou deixar. Estou te demitindo da minha vida. Mas desejo do fundo do coração que você seja feliz. Mas não comigo. Não mais.

Para a nossa despedida, fiz um look todo colorido. Eu adoro looks coloridos em dias cinzentos, e preciso investir em mais cardigans coloridos, sabe. Ah, se eu pelo menos tivesse um dinheirinho…

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Ai, meu pé.

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Os sapatinhos estão com um preço especial lá no Pechincha. Oh, minha gente, já compraram! Que rápido!

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Saia Equatore. Blusinha e Cardigan Zara. Bolsa Nativa comprada com a Flávia. Sapatinhos Imporium. Lenço Isadora, comprado na Argentina.

Feelin’ 70’s (parte I)

Eu estou há tanto tempo querendo mostrar esse look pra vocês… mas veio a viagem, o meu aniversário, o apartamento… acabei não mostrando. Mas não seja por isso, vou entulhar vocês com fotos desse look que eu simplesmente amei. Aí vocês me dizem o que acharam?

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Gente, mas essa saia não é puro anos 70? Hein? Hein? Será que fui só eu que notei?

Pois aí que tá: ela não é uma saia! É um ex-vestido! Ganhei com muito amor da queria Cat, vindo diretamente de Moçambique! Imagina, gente? Essa estampa maravilhosa é da capulana, tecido típico de lá que eu estou querendo comprar rolos e rolos para o meu apartamento (sofá de capulana, rola?), super lindo.

Pra transformar foi simples: eu cortei as alcinhas e pronto, fui puxando pra baixo até ficar na altura de uma cintura bem alta.

Eu estou completamente apaixonada pela peça.

Obrigada, Cat, querida!

Nada mais de roupa social… por 30 dias.

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Então, gente. Hoje é sábado de Carnaval e, como as leitoras do So Shopaholic! também são filhas de Deus, devem estar curtindo bastante… assim como eu. Bem, não chego a fazer questão de Carnaval, mas faço questão do feriado. Por isso, nesse momento estou na estrada rumo a um lugar sem posto de gasolina, sem sinal de celular, sem shopping… e sem internet, claro. Depois do Carnaval, ainda devo viajar mais uns dias e volto para o Rio, mas não para o trabalho. Em março estarei de férias! Então os looks aqui não vão ser arrumadões, mas quero aproveitar a oportunidade para usar turbante pra ir à padaria, misturar estampas para ir ao Saara e vestidos longos para ir à praia… ousar mesmo. 

Por isso, aproveite você também seu Carnaval… e volte pra cá no dia 15 de março, pois estarei de volta!

Beijos e aproveitem 🙂

Fê.

Semana das Equipments, day 4

Oi, gente.

Passando aqui na correria para publicar o 4º dia dos looks com Equipment!

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A camisa é da minha avó, e é simplesmente enorme. E minha vó é magra, então realmente não lembro em que época ela pode ter usado essa camisa… ou se o modelo é realmente assim. O fato é que a camisa é deliciosamente kitsch. Sim, tem uma pedraria na gola de gosto duvidoso, mas eu confesso que curti a ideia e ainda complementei com um statement que eu mesma fiz um dia, mas que nunca cheguei a usar. Como a blusa era gigaaante, tinha a pedraria, o colar, e ainda um cintinho para acinturar, achei que seria demais uma sapatilha colorida, então coloquei uma meio cobre (essa veeeelha aqui). Só que na volta (fotografo meus looks no fim do dia) peguei uma chuva, a sapatilha ficou toda molhada, e eu deixei na porta de casa, nem cheguei a entrar.

Estava posando descalça para as fotos, quando…

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Chegou minha personal stylist. Confiram:

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A Luna curtiu. E vocês, o que acharam?

Topa misturar estampas comigo?

Hoje é a minha vez!

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Saia Zipper-Zipper (em liqui!); blusa listrada Opção (precinhos amigos e blusinhas fofas, recomendo!); faixa de couro Maria Filó, Sapatilha Shoestock, bolsa Via Mia (antiga).

‘Bora analisar o meu look?

1 ::  Navy com floral é o crash de estampas da estação (em alguns casos, pode vir misturado na própria estampa das peças, como em um patchwork). Prepare-se! Você pode começar aos poucos, incluindo elementos náuticos em vestidos, saias e blusas floridas e românticas. Também vale tentar com listras menos contrastantes e tons pastéis;

2 :: O choque não é tão grande assim: o azul marinho e o branco da blusa são facilmente identificáveis na padronagem da saia, o que dá uma unidade ao conjunto;

3 :: Sapatilha, faixa na cintura (nova, da liqui da Maria Filó!) e bolsa em tons neutros (caramelo e gelo, sendo que a sapatilha é nude, já que eu também sou cor-de-caramelo, por assim dizer, hahaha). Também evitei colocar muitos colares ou anéis – mas nada é proibido não!

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No cabelo eu fiz uma trança embutida pra combater o calor/oleosidade/bad hair day, olha:

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Agora é com vocês, galera! Quem topa mandar uma foto de look combinando estampas? 

soshopaholic@gmail.com

Beijos!