Novos livros na cabeceira (ou não)

Quem tá nesse mundico de smartphone e me segue no instagram sabe de detalhes bobos da minha vida que volta e meia me rendem posts para o blog. E tá aí a maravilha das mídias sociais que dominam a minha vida, olha que bom. Daí que essa semana eu compartilhei com os seguidores (termo estranho, sempre penso nos zumbis do clipe Do The Evolution, do Pearl Jam, credo!) que estava lendo um livro novo e achei que seria legal trazer o tema pra cá (e tirar as teias de aranha que insistem em se instalar, hohoho).

.

.

Eu estou numa sina incrível com livros longos e arrastados, vou te contar. No ano passado eu comecei aquela biografia do John Lennon que me tomou meses. Falando assim parece que eu nem curti, mas olha, gostei muito. O problema é que pro livro ser gigante, tem que ser proporcionalmente envolvente, ou rolam aqueles momentos em que você simplesmente quer apertar o FF. Então eu comecei a ler o livro no ano passado e, quando fui ver, já era 2012.

Está acontecendo a mesmíssima coisa com o livro da Maria Antonieta (Rainha da Moda – Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução, de Caroline Weber).

Eu não sou formada em moda e acho que preciso saber muita, muita coisa sa respeito, sobre indumentária, figurino, varejo, história, nossa, tantas áreas de interesse. E foi por isso que comprei o livro. Com ares de tese – super bem embasado, cheio de referências – ele é um prato cheio pra quem quer entender como os gostos da esposa de Luís XVI tiveram forte influência sobre sua vida – e sobre a vida dos franceses. Dá vontade de sublinhar um montão de coisa.

Mas eu empaquei.

Aí minha amiga querida Haynna (se pronuncia RAINA e significa “luz dos olhos” em árabe, é isso?! Qualquer coisa me corrige, amiga!) encontrou comigo em um dos nossos vodka & friends (versão outdoors) e me emprestou o “Cheio de Charme” (One Charming Man,no original) e eu estou devorando o livro como se tivesse aprendido a ler ontem. Não que o livro seja incrível, mas acho que eu tava tão sedenta por algo mais leve – o chicklit, ou “literatura mulherzinha” – que estou amando. Muito legal, te prende do início ao fim e, olha, eu sou do tipo que choro lendo..

[Se me virem no metrô fazendo isso, me ignorem, por favor]
.

O livro é sobre um cara, Paddy De Courcy, e começa no dia em que sua namorada descobre que ele vai casar. Mas, oi, não vai casar com ela. Como assim? Narrado do ponto de vista dessa namorada – Lola, uma consultora de estilo, olha que legal! – e mais três outras mulheres, o livro tem momentos engraçadinhos e outros bem tensos. Faltam 20 páginas para acabar e eu já estou em crise.

[enquanto isso faltam 200 páginas para eu acabar o livro da M.A...]

;

♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

No mais, queridos, amanhã vai ao ar o esperado (será?) vídeo dos turbantes usados nos últimos posts! Pra deixar vocês na expectativa, olha o vídeo que eu fiz, haha:

E o esporro do namorado por causa da bagunça na sala?

Resolução #1: Ler 20 livros

Acho que todo mundo faz (ou já fez) resoluções de ano novo.  Eu mesma sou louca por elas, e escrevo em caderninhos, agendas e que tais todo fim de ano. Mas e na hora de fazer? Nem chega o Carnaval e eu já esqueci as minhas resoluções. Mas esse ano vai ser diferente! Pretendo me esforçar pra chegar lááá em dezembro e sentir um gostinho de dever cumprido, sabe? E pra isso vou usar o blog. Topam?

A primeira resolução foi remanescente das resoluções para 2010 – não cumpridas, claro – ler 20 livros. Ao que parece, vou conseguir, já tenho uma lista!

.

,

1 :: A Rainha da Moda – Como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução, de Caroline Weber.

Eu estava com um livro que não tinha me interessado muito, então fui na livraria trocar. Queria alguma coisa de moda, mas com conteúdo. Não queria livrinho de colorir, né, até pq já basta a internet com um monte de imagens pra gente encher a cuca. Foi quando dei de cara com esse, e achei perfeito! Um misto de história com moda, prova pra gente que a forma como nos vestimos é, sempre, uma forma de expressão. Desta forma, Maria Antonieta teve uma série de adjetivos atribuídos a si (frívola, fútil) em muito pela forma como se vestia. Achei muito bacana a proposta. Está na fila, ainda não comecei a ler.

.

2 :: John Lennon- A vida, de Phillip Norman

Esse livro é graaaande e eu não consigo ler a qualquer hora. Ele me toca muito, acho que pelo fato de descrever uma pessoa real de forma bem crua. E também gosto de me imaginar perambulando pelos lugares que ele descreve, ouvindo os Beatles em suas primeiras apresentações, conhecendo os Stones, bebendo com o pessoal. hahaha.  Já falei do livro nesse post aqui, e ele acabou me influenciando a assistir ao filme O garoto de Liverpool (muito bom, me apaixonei pela trilha sonora e pelo Aaron Johnson, um lindão) e, claro, ouvir incessantemente todos os álbuns dos Beatles e solos do Lennon (adoro Mind Games, dá vontade de chorar). Ainda estou lendo.

.

3 :: As 100 +, Nina Garcia

Os livros da Nina Garcia (do Project Runaway) são palatáveis, com um preço bom, e falam de moda de um jeito direto e envolvente. Já tinha ensaiado comprar esse e o Livro Negro do Estilo, mas acabava desistindo. A minha sorte foi ganhar esse da Aline, querida, no amigo oculto que fizemos no fim do ano passado. Ainda não li.

.

4 :: O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger

Desde que comecei a ler o blog da Juliana Cunha criei um comichão para ler alguma coisa do Salinger. Isso pq a Juliana fala dele bastante, coloca trechos das obras preferidas, tudo de um jeito que te dá vontade de conhecer. O problema foi que, depois da morte do autor, no ano passado, todas as obras inflacionaram nas livrarias e sumiram dos sebos. A minha sorte foi que a querida Luísa, minha colega de trabalho, tinha um exemplar em casa e prontamente me emprestou. No dia em que fiz a foto desse post, meu pai agarrou o livro e começou a ler (já falei que o meu pai é o meu maior exemplo de leitura? No momento, está lendo 3 ao mesmo tempo). Ainda não comecei a ler.

.

5 :: Melancia, Marian Keyes

Melancia é o livro mais conhecido da Marian Keyes, mas eu nunca tinha lido. O livro é sobre a irmã mais velha da família Walsh (aparentemente todos os livros famosos da autora são sobre essa família), Claire, abandonada pelo marido no dia seguinte ao parto de sua primeira filha. Então, assim, a autora não é desconhecida pra mim –  peguei emprestado o Anybody Out There, sobre a irmã mais nova da família, Anna, e amei muito – mas devo dizer que esse livro é beeem mais ou menos. Ou talvez seja a tradução. Digo isso pq Anybody…  é avassaladoramente triste em alguns momentos, em outro te faz rir horrores, mas não é piegas, sabe? Já Melancia usa muuuitas metáforas e figuras de linguagem pobres pra descrever as coisas. A história é boa e eu particularmente queria ler mais sobre o Adam (ele aparece em algum outro livro, meninas?), que achei parecidíssimo com o meu namoradão e por quem inevitavelmente acabei me apaixonando (eu sempre me apaixono por alguém nos livros, tenho 14 anos), mas preciso dizer que a primeira metade do livro se arraaaaasta. Li em 2 dias.

Pausa para a melancolia

Ontem à noite tirei meus cisos. Lado direito, em cima e embaixo. O dente de cima tinha três raízes, era uma coisa gigantesca. E acho que de Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, e não o feriado de abril) pra cá, pouca coisa mudou na incrível arte de arrancar dentes. Cá entre nós: é uma pedreiragem. Chama um mestre de obras com um alicate que ele faz isso. É uma barbaridade disfarçada de jaleco e ferramentas prateadas. Estou traumatizada.

[Falou a fresca]

.

Então hoje estou em casa. Bebendo líquidos (sem canudinho, o que pode arrebentar os pontos, então estou bebendo pelo canto da boca e babando de leve. Uma coisa linda.) e lendo um pouco.

.

any body out there

.

Estou lendo Anybody Out There, da Marian Keys (autora do best seller Melancia, quem já leu?) e, peraí, NOSSA. Um big wow para esse livro. É muuuuito engraçado, eu ri demais, senti como se uma conversa minha com a Manoela, Aninha ou Teresa (totalmente nonsense e pontuadas por alguns gritinhos surpresos e caretas) tivesse sido transportada para um livro. É o máximo!

Isso é, até o fim do primeiro 1/4 do livro.

É quando você descobre o verdadeiro mote da parada, a razão de tudo. O quebra-clímax. E aí você desanda a chorar.

E deixa eu te falar: sou babaca. Choro mesmo. Me descabelo. É como seu eu estivesse lá dentro sentindo a dor dos personagens, é uma coisa incrível.

 [olhos cheios de lágrimas agora. falei que eu era babaca]

.

***

fofo

.

Outra coisa importante que me dei conta é que no dia 30 de outubro, em 1993, River Phoenix vivia seus últimos momentos. Fiquei pensando aqui como deve ter sido esse seu último dia (River morreu na noite de 31 de outubro, em Holywood). Ele estava gravando um filme que nunca ficou pronto, Dark Blood (e depois fiquei pensando na solução que encontraram para o último filme do Heath Ledger, que também ficou incompleto, e que convidaram vários atores para interpretar o seu personagem, numa ideia bem nonsense, mas realmente interessante). Então pensei que seria interessante lembrar do River por seu trabalho, e não por sua morte (morrer de overdose para mim é algo estúpido, não é como ser atropelado por um caminhão, não é ocasional, todo mundo sabe que pode acontecer), e coloquei o meu DVD de O peso de um passado para rodar. E da cena da dança ao som de James Taylor (I’ve seen fire, and I’ve seen rain…) pra frente, eu já começo a chorar. Ou seja, eu devo passar pelo menos 1/3 do filme chorando.

[falou a chorona]

.

DSC08157

;

It just feels so good, it’s sucha a great escape, you know. It really is. It’s such a great fantasy. It has nothing to do with the idea of movies, just getting lost. Having an excuse to get that far out of your head is just a really good feeling.

River Phoenix

.

Então é isso, gente. Vou pra casa do namorado assistir a trilogia do Poderoso Chefão e beber coisas geladas. Beijos.