A transformação da Renata

Uma das coisas mais legais de se ter um blog é conhecer um monte de gente com quem você talvez jamais trocaria uma palavra. Toda semana recebo e-mails de meninas e mulheres querendo tirar uma dúvida, trocar uma ideia. A maioria delas quer conversar sobre o cabelo – e por isso fico muito feliz em compartilhar com vocês as minhas dicas, produtos e rotinas capilares. Isso abre espaço pra que todo mundo aprenda um pouco com a experiência da outra. E, dessa vez, compartilho com vocês a história da Renata!

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Fernanda, td bem?! Bem, há um tempo atrás eu te escrevi falando sobre algumas situações que nós, mulheres crespas e cacheadas enfrentamos no cotidiano por causa dos preconceitos que ainda existem na sociedade.
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Pois agora volto a te escrever só pra te dizer que resolvi assumir os meus cachos de vez! Foi muito difícil pq tive que ficar meses sem dá nenhum química no meu cabelo, então, imagine meu sufoco…. ele não tinha definição, vivia preso pq eu não tinha coragem de cortar de uma vez, preferi esperar crescer até ter coragem.
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Fui ao salão Beleza Natural de Salvador e dei alguns super-relaxantes e no dia 06/01/2012 resolvi cortar de uma vez e assumir meus cachos! Nunca tive cabelo curto, por isso, confesso que ainda não me acostumei completamente. Mas estou muito feliz por ver que meus cabelos hj estão mais fortes, saudáveis e hidratados!
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Agora eu brinco dizendo que antes eu tinha um cabelo medroso! Ele tinha medo da chuva, do vento, da umidade, da água do mar, da piscina…. hehehehehehe Mas hoje ele está corajoso e pode enfrentar tudo, inclusive os olhares curiosos e preconceituosos!
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Resolvi te escrever pq precisava compartilhar isso com vc! Seu blog, suas postagens sobre cabelo, o seu cabelo, tudo é tão inspirador, motivador, talvez vc nem imagine o quanto! Obrigada por ter me ajudado mesmo sem querer ou sem saber! hehehe
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E como as imagens valem mais do que mil palavras, seguem algumas fotos da minha pequena transformação que ainda está no início. Tem fotos do périodo que eu só andava de cabelo preso, de quando eu era escrava da escova e, finalmente, meu cabelo atual.
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Antes da transformação, com a raiz bem lisa e os fios ressecados.
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Em um dos momentos de escova
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Hoje…
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Cacheada e poderosa!
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Gente, a Renata não ficou muito mais linda depois da transformação? Não passa uma imagem de uma mulher segura, cheia de si, diferente das demais? Tenho CERTEZA que você está chamando muito mais a atenção quando passa na rua, Rê, conta pra gente! Aliás, conta pra gente um pouco sobre usar cabelo curto: você usa os mesmos acessórios de antes? O que mudou?
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Beijos, e força pra quem quer seguir o exemplo da Rê!

Antes e depois

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Eu fico feliz toda vez que elogiam meu cabelo, toda contente, mas confesso: tenho um siricotico, quero sempre mudar. Às vezes uso mais claro, outras mais escuro, outras corto assimétrico, enfim, não aguento ficar com a mesma cara. Daí que, da última vez que cortei o cabelo (lá pra março/abril), investi em um estilo assimétrico, em que a parte da frente formava uma ponta, sabe como? A parte de trás era mais curtinha, quase batida. Já estava assim há meses sem acertar o corte, que foi ficando, como dizer, meio disforme. Não tenho foto dos meus piores dias – pra quê criar provas contra si mesmo, né – mas para vocês terem uma noção, ele estava assim:

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E eu queria deixar o cabelo crescer para, quem sabe, no meu aniversário (abril do ano que vem) estar com ele compridinho e repicado. Fui no Salão e pedi para acertar o corte, tirar o bico e dar uma leve repicadinha, para dar movimento. Mas aí, né.

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Fiquei a cara do Bené, de Cidade de Deus.

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“o cara mais responsa da favela”


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Ou o Bené de Viver a Vida:

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* Não tem como ver direito nessa foto, mas a parte de trás do cabelo está quase do mesmo tamanho de antes. A da frente é que está toda cagada, muito curta, formando uma moita. Não sei se a cabelereira tirou muito ou se, mais curto, o cabelo está cacheando mais. A impressão que eu tenho é que ele está com molas mais apertadinhas, sabe? Menores mesmo. Mas como o corte não é arredondado, não forma um black. Forma um repolho. Uma couve flor.

** Não sei se tiro o mullet e arredondo de vez, se passo 3 meses com o cabelo preso ou se apenas choro. Ai ai ai.

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Aguardem cenas dos próximos capítulos.


Hana y su cabelón

Cada dia que passa eu amo mais quando alguém me manda um e-mail contando a sua história. Hoje é a vez da Hanayrá.

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Querida Fernanda,
Aqui está a história do meu cabelón…
Meu nome é Hanayrá Negreiros, mas todo mundo me chama pelo apelido que já virou nome praticamente, Hana(ninguém consegue falar meu nome direito rs).
Tenho 18 anos e sou estudante de moda, moro em São Paulo.

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Minha história com cabelo começou quando eu e  os fios começaram a crescer e ficarem cada vez mais encaracoladinhos até ficarem bem durinhos mesmo, tipo carapinha sabe? rs
Desde então minha santa mãezinha começou a fazer trancinhas no meu cabelo e continuou fazendo por durante uns 15 anos da minha vida, eu nunca mudava de visual, apenas fazias as trancinhas menores, nas férias colocava mais cabelo e quando voltava ouvia da minhas amigas: noooossa Hana como o seu cabelo cresceu em dois meses!!! rs e quando tirava as pessoas me perguntavam pq eu tinha cortado o meu cabelo, eles acreditavam mesmo que aquilo tudo era meu rs.

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De uns dois anos pra cá decidi que nas férias pelo menos eu iria deixar o cabelo solto tipo black, no começo eu estranhei um pouco porque não tava acostumada com cabelo solto, foi então que ano passado decidi ir para a escola com o meu cabelón sem tranças…algumas pessoas acharam lindo, outras falaram mal pelas minhas costas, então decidi trançar  novamente e de novo minha santa mãe rs trançou o meu cabelo até o fim do ano passado.


Esse ano entrei pra faculdade de moda e lá me senti livre pra usar o meu black! Agora que deixo ele solto faço relaxamento de 2 em 2 meses quando acho que ele tá ficando muuuito crespo, faço tudo em casa mesmo, até fiz luzes em casa mesmo(minha mãe de novo!) e hidratação sempre!! Ainda não fiquei careca rs!!

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Minha musa inspiradora é a Taís Araújo que sempre arraza no cabelóns, de uns tempos pra cá me interessei por tipos de cabelo black e cortes, queria muuuito ir pro Rio pra fazer o meu cabelo no Beleza Natural!!! (podia ser tema de um post seu: Beleza Natural abra uma filial aqui em Sampa pleaseeee!)
A única coisa que reclamo do meu cabelo é que tem uma dificuldade em crescer!!!! Tá sempre curtinho, eu tenho um sonho, o de um dia ter um belo compridão sabe, tipo Helena do Maneco rs….Quem sabe!

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Gostou da história da Hana? Quer contar a sua também?

Me manda um e-mail! soshopaholic@gmail.com, e semana que vem pode ser a sua vez 🙂

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Quer fazer me fazer uma pergunta? Agora ficou mais fácil: me rendi e fiz um formspring. Você me encontra em formspring.me/Soshopaholic.

Chegou a vez da Lidiane!

Gente, hoje quem conta a sua história capilar é a Lidiane, que mora em Malmö, na Suécia, com o maridão. A história dela é bem legal, a Lidi praticamente passou por todas as “opções” oferecidas normalmente aos cabelos crespos. No entanto, precisou que o marido dela, que é estrangeiro, falasse que seus cachinhos eram lindos para que ela recorresse a um outro caminho. Me lembrou um pouco a história da Manu, vocês lembram dela?

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Minha história capilar começa bem cedo, aos 6 anos creio eu qdo minha mãe de tanto ouvir que meu cabelo ia ficar liiiiindo resolveu sucumbir às pressões alheias e me passar henê.  A primeira reação dele foi, claro, quebrar todo.  Meu cabelo sempre foi muito crespinho e fino, não agüenta esses trancos.  Ainda assim levou muitos anos pra eu chegar a essa conclusão.  O henê fez parte da minha vida (junto com bobes, babylisses e escovas modeladoras, que eu aprendi a usar sozinha já antes dos dez anos de idade) até minha adolescência.  Depois disso uma outra novidade veio revolucionar a minha vida: o alisante!  Finalmente era possível tingir meu cabelo de outra cor que não o preto.  Não que tivesse feito muita diferença dado que a cor escolhida foi o castanho-escuro. 😀


Com o tempo e uma garrafa amarela de tampas e letras vermelhas chamado Care Free Curl Gold eu descobri que meu cabelo podia fazer cachos.  Adeus bobes, adeus cabelo meio liso, meio armado.  Foi a primeira vez que usei um ativador de cachos, quando ainda nem sabia que o nome era esse.

A onda do permanente eu pulei só porque eu ia ter de cortar o cabelo todo pra poder começar.  Nem nas muitas vezes em que ele quebrou e eu tive que cortar bem curto eu considerei o permanente pelo tempo de chá de cadeira no salão que isso envolvia.  Não.  Parti direto pro relaxamento.  Esse me acompanhou o resto da minha vida adulta.  Até eu passar por um daqueles ciclos qdo o cabelo enfraquece, não poder fazer nada e ter de cortar tudo.  Daí eu dei uma chance pro permanente.  Até gostei mas ainda assim foi uma chance só.


Voltei a fazer relaxamento.  Nessa estrada toda foram-se 18 anos.  E em toda essa metamorfose de cabelos eu encontrei meu namorado que é na verdade o maior responsável pelo meu look atual o que dá uma outra história.

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Depois de 1 ano e meio de namoro nós fomos morar juntos e aos poucos ele começou a acompanhar o “processo” pelo qual eu tinha de passar a cada 3 meses.  Intrigado perguntava porque eu “matava” me cabelo, porque eu não deixava ele respirar e etc.  Eu achava que ele não entendia por nunca ter tido proximidade a alguém com cabelo étnico e pra mostrar pra ele que ele só entendia de cabelo de viking fui eu bem pirracenta deixar meu cabelo crescer sem química.  Passei bem uns 2 anos e meio trançando e retrançando.  Nesse ínterim comecei a buscar na net fotos de meninas que tinham passado por esse mesmo processo de quase redescoberta.  Acontece que quem se convenceu fui eu que dava pro meu cabelo viver em paz sim, e que eu até podia passar alguma química mas ia ser só se eu quisesse, pra obter um certo look que só fosse possível através de química e não porque eu realmente PRECISAVA.  Aliás depois disso eu percebi que precisar, precisar ninguém precisa.  Pode ser a ferramenta pra ter o cabelo de uma certa forma, mas precisar, de necessidade mesmo foi uma idéia passada de geração em geração e hoje todo mundo acredita sem nem saber o porquê.

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Voltando ao assunto o cabelo que eu mais gostei na minha vida foram as tranças por me poupar uns bons minutos de styling e me dar uma liberdade enorme e me economizar os bad hair days.  Mas curto muito os meus cachinhos hj e me sinto uma tonta por ter corrido tanto atrás de algo que eu já tinha naturalmente.

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Até agora AINDA não escutei nada bizarro (negativo) a respeito do meu cabelo.  Só uma chinesa que perguntou o que eu fazia e ao me ouvir dizer que “Nada, ele é assim” ela me abre um sorriso e diz: “Que sortuda, nem precisa gastar dinheiro com permanente!”. Tava até meio receosa de ouvir todo tipo de piadinhas ao voltar pro BR mas até que também foi tranqüilo (tem trema ainda? Preciso urgentemente de uma gramática!).  Aliás outra coisa bizarra era eu aparecer sem tranças de um dia pro outro e me perguntarem porque cortei meu cabelo.  Tinha gente que realmente acreditava que era tudo meu!

Conta a sua história, Jaciara!

 

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Hoje é o dia da Jaciara contar a sua história!

Começamos a conversar no início do mês, quando fiquei chocada com um dos seus comentários aqui no blog. Nele, ela dizia que já tinha ouvido o “conselho” de que ela alisasse o cabelo para ficar com uma “cara de limpa“. Meu Deus, ainda existe gente assim, sério? Então para o mundo que eu quero descer!!

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Eu nunca gostei de cabelo alisado, mas isso não impediu a minha mãe de fazer tudo no meu cabelo, desde ferro quente até amaciamento. Eu detestava sair com aquele cabelo lambido.

Eu me lembro quando tinha era adolescente lá pela década de 80 e eu já gostava do estilo Michael Jackson e tive uma vizinha que dizia pra mim “por que vc não alisa o seu cabelo, fica com um aspecto de limpo”. É mole?

Além dessa da ” cara de limpo” quando eu trabalhei numa central de atendimento, com mais de 10 mulheres e na época boom da prancha, toda semana eu tinha que ouvir “Jaciara só falta você agora, faz menina pra ficar com uma cara de arrumada”….olha é triste!!!

Há muitos anos que uso cabelo enroladinho, nunca tive cabelão – um sonho que já abandonei, por sinal – o cabelon até já foi grande, médio, hoje tá curto. Tentei “imitar” você, mas infelizmente não ficou igual, o profissional cortou demais atrás, aí tá aquela coisa curta e enrolada atrás e maior com cachos na frente….agora é esperar crescer e tentar um outro look, mas sempre assumindo o crespo total…rs rs rs.

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Olha quantos cabelóns a Jaciara já teve, gente:

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E vocês? Já ouviram coisas bizarras relacionadas ao seu cabelo??

Opaaaaaaaaa!!

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E quem conta a história hoje é a Marcela, amiga lá do Coisa da Marcela !

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Eu decidi cortar meu pixaim com 14 anos, pois acontece que eu entrei na puberdade e meus cachos viraram uma maçaroca indomável. Juro ele ficou duro e frisado, não tinha mais um cachinho pra contar história.  Não me arrependo de ter feito, é uma delícia, fácil e rápido de arrumar, o único problema é que você perde um pouco da identidade feminina, mas como na minha época com 14 não se tinha “identidade feminina” eu ainda brincava de boneca, então…


Ele voltou a crescer quando eu tinha 19, o povo me enchia tanto que decidi ver no que dava. Mas deixar crescer é uma arte e relaxar faz parte. Usei todo tipo de relaxamento e progressivas até o outubro de 2009, sempre com o mesmo problema: cabelos frisados sem definição de cachos. Aprendi a té a fazer escova, um dos meus pesadelos…fiquei escrava pelo ano de 2009 quase inteiro.


O que ocorreu? Encontrei uma cabelereira que não tem medo de repicar cabelo cacheado e que ainda entende do babado! A Bia ( do salão De Negri- fica na Teófilo Otoni, no Centro) é uma santa e quando eu sentei na cadeira e falei o que queria achei que seria mais uma louca que  ia  me fazer de poodle. Mas ela acertou em cheio!!!

Minha vida agora consiste em shampoo + condicionador (OX, Elseve, Pantene), creme Mariana (xodó) e hidratação com creme +bepantol líquido. Nada de química, meu cabelo tá quase virgem de novo.

Daqui a pouco eu sei que vou querer mudar, mas não sei se encaro um lisão de novo, tõ in love total com meus baby cachos. Adoro amassar, prender, enrolar,a cho sexy. #prontoflei.

Tem foto de todos os jeitos. O menino na foto médio-liso é meu primo, foi no meu niver de 23.
Curto liso foi o pior, esse corte ficou uma bosta, só dava pra vive de escova e mesmo assim era difícil de fazer.
E longo cacheado é  ruim, quando seca eu sumo, fica só cabelo.

 

Olha as fotos da Marcela, gente!

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