Praticamente um bullying de moda.

_ Olha só que horrível, cara, parece um saco de batatas.
_ O quê?
_ Olha essa calça, cara.
_ Ah, sei qual é o nome: é sarouel.
_ Isso, olha como fica a bunda da mulher! Um horror.
_ É, não é coisa de mulher.
_ É!!! Não tem nada de feminino, deforma tudo, fica muito feio.

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Enquanto eu caminhava pela rua a caminho do trabalho, fiquei com muita vontade de chorar. Os dois caras conversavam sobre mim, em alto e bom som, sobre a minha roupa. Só de lembrar já me dá um aperto no peito. No dia eu estava de calça sarouel, bem larguinha e confortável, até pq estava em um “daqueles dias”, sabe? Me sentindo inchada e feia.

Eu adoro calças cenoura, mas já tive um medinho de usar. Medo de quê? Medo de ficar feia. Mas vocês já pararam pra pensar no quão ridículo isso pode ser? Pq temos a obrigação de estarmos bonitas o tempo todo? Se você olhar em volta, vai notar a infinidade de homens carecas, barrigudos, peludos e andando livremente sem camisa na rua. Porque eles podem e a gente não pode sair descabelada? Raspar o cabelo curtinho sem ouvir que estamos “parecendo um homenzinho?”. É um estigma da mulher: ser bonita para agradar o homem. Ou estar bonita para agradar/fazer inveja/demonstrar poder às outras mulheres? Caprichar no visual para mostrar como é caprichada na vida doméstica. Estar sempre magra para mostrar que é uma boa amante. Oi?

Depois do ocorrido, tomando uma certa distância e pensando friamente, vi que eu não devia ficar tão triste, pq ninguém, eu digo ninguém tem o direito de te humilhar por causa das suas escolhas, quaisquer que sejam elas. Quer pintar o cabelo de roxo? Quer usar havaianas em dia de chuva? Quer pegar a camisa do seu pai e sair por aí? Quer ir na padaria de pijama? O direito é seu, e ninguém pode se meter a praticar um bullying fashion pq acha que você deveria estar diferente.

Cheguei em casa ainda cheia dessas ideias na cabeça. Ainda triste. Mas só consegui escrever um post tão questionador pq meus gatinhos estavam lá para mostrar o outro lado. Pq por mais blasé que eles sejam, são os meus companheiros de todos os momentos. Meus amigos tb 😀

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Essa frase que a Luna disse eu tirei de um blog muito bom, o A Dress a Day. Nele, a blogueira diz o seguinte:

Você não precisa estar bonita todos os dias. Você não deve beleza a ninguém. Nem ao seu namorado/esposo/companheiro, nem aos seus colegas de trabalho, muito menos a um homem qualquer na rua. Você não deve isso a sua mãe, aos seus filhos, à civilização em geral. Beleza não é um aluguel que você paga por ocupar o espaço denominado “feminino”.

 

Sintam-se à vontade para dar a opinião de vocês.

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Quando “ser ranzinza” virou o novo “ser legal”?

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Tem blogs que conquistam o nosso coração logo de cara. Você não precisa compartilhar de todas as opiniões do dono, não precisa achar todas as fotos bonitas, mas algo ali te atrai de forma que você volta sempre, sempre e sempre. Quando não tem post novo, você lê um antigo. E, de antigo em antigo, chega no primeiro post. E aí corre de novo para o final da linha, para ver se teve atualização. E se tiver, oba! você fica mais feliz.

Se isso acontece entre você e o So Shopaholic, eu não poderia ser mais feliz. Sim, pq eu mesma nutro casos de amor totalmente gratuitos por uma série de blogs – e por isso criei o”Links de Segunda” – mas outro dia aconteceu uma coisa que me fez pensar um tempão.

Foi em um desses blogs, que seguia lendo direto e já estava em posts de 2008. Adorava que a autora tinha um humor ácido, do tipo que dispara para todos os lados. Para ela nada é suficientemente bom. Falando assim parece terrível, mas muitas vezes isso é bem engraçado. Só deixou de ter graça quando vi um post que falava de mim. Não só eu, mas de um concurso que participei na faculdade. Eu lembro que na época fiquei super feliz por participar, tirei várias fotos, ganhei brindes, nossa, foi uma diversão. E aí de repente a blogueira estava lá espinafrando tudo, dizendo que o povo era muito pobre e que não tinha nenhum negro participando. Oi? E eu sou o q?

Depois que a raivinha passou, comecei a ver que, sim, a gente muitas vezes acha engraçado falar mal dos outros. Eu mesma tenho o Momento Simata! aqui no blog, e sou o tipo de pessoa que faz piada com desgraça e tal. Mas acho que tem uma hora que deixa de ser divertido… é uma linha muito tênue, acho. Quando parei para pensar nisso, comecei a notar um monte de blogs de moda com esse tom. Tipo cobertura do Emmy, Oscar e esses red carpets da vida, e você dizer que a pessoa passa uma “impressão de ser sujinha”. Tenso. Ultrapassa o engraçado e passa a ser depreciativo.

Por isso, gente, acho que temos que prestar atenção nesses detalhes. E, se você achar que algum post aqui denegriu alguém de alguma forma inaceitável, pode falar. Tudo bem que blog não é democracia, né, que eu falo basicamente o que quiser aqui, mas acho a troca sempre importante.

[E, na dúvida, fale mal de si próprio. Costuma dar certo rir da própria desgraça.]

Você já ouviu falar de publipost?

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Não sei se todo mundo que lê o So Shopaholic sabe, mas eu sou jornalista. Estudei 4 anos em uma faculdade muito boa aqui do Rio de Janeiro, reconhecida em todo o Brasil. Durante o curso, trabalhei com todo o tipo de coisa, não só em redação, e minhas maiores oportunidades foram na área de assessoria de imprensa. Mas por que estou falando disso, afinal?

Porque muita gente não sabe o que é assessoria de imprensa.

Assessoria de imprensa não é jabá. Não é presentinho. Não é brinde. Não é eventinho. É um trabalho muito maior, mas que inclui todas essas coisas, e acaba sendo facilmente confundido com amizadinha, miguxice, conchavo, etc etc.

Vamos começar do começo: você tem uma marca, digamos, a Shopaholic Bolsas. São bolsas lindas, fofas, você tem lojas em pontos estratégicos e está construindo sua marca. Ok. Para promovê-la, você pode colocar anúncios em revistas de circulação nacional, por exemplo, o que custa 5 mil dinheirinhos por edição e tem um retorno de, sei lá 10% de aumento nas vendas. Mas você descobre que, se você convencer uma produtora de moda a usar uma de suas bolsas num editorial, as vendas aumentam em 25%. Se uma celebridade for vista usando, as vendas da bolsa aumentam em 35%. E se aparecer numa novela da Globo, aí é uma loucura, as vendas aumentam 60% e a bolsa esgota nas lojas em uma semana.

Só que tem uma coisa: se com o anúncio em jornal você gasta 5 mil dinheirinhos, com um editorial de moda, figurino de novela ou apoio a celebridade, você gasta zero dinheirinhos. Para não dizer que é zero, você gasta o custo de produção da peça que você vai presentear/emprestar para a produtora ou celebridade. E suas vendas vão aumentar bem mais. Belezoca, né?

Mas quem faz esse trabalho? Quem entra em contato com as produtoras de moda, assessores das celebridades, figurinistas das novelas?  O assessor de imprensa. É ele que vai elaborar um plano de comunicação que inclui um mailing específico (que nada mais é do que dizer “olha, a Shopaholic Bolsas tem tudo a ver com a Gloss, mas não com a Vogue” ou “consegui o contato da assessora da Fernanda Lima! Vamos mandar uma bolsa pra ela e torcer pra ela usar!”), ficar correndo atrás de produtoras/figurinistas/assessores, além de propor eventos e ações de comunicação fundamentais para a construção da imagem (e pq não reputação) da marca.

E nesse balaio, gatas, é que entram os blogs. Pq as marcas estão vendo que é muito mais barato manter uma relação com blogueiras, que falam para um público bem específico, do que colocar um anúncio na Caras, por exemplo. Assim, quem é sério contrata um profissional que vai manter um contato legal com o blogueiro, que vai saber quais são os blogs estratégicos (o público desse blog é jovem, muitos moram no Rio e curtem um estilo x, já aquele blog tem um público mais maduro, que gosta de y) e sugerir eventos/brindes/promoções que tenham a ver com esse público, etc. Quem não é sério, vai dar tiros para todos os lados, vai fazer propostas de caráter duvidoso (“olha, se você usar minha roupa num look, eu te dou de presente, mas fica entre a gente”, ou então  “faz um post dizendo que estava passando como quem não quer nada na minha loja e encontrou vários produtos imperdíveis que eu te dou um trocado”) ou vai mandar aqueles spams insuportáveis por e-mail (quem aguenta?).

Então esse post gigante serve para dizer o seguinte: o assessor de imprensa é um profissional sério, que estudou e que sabe o que está fazendo quando propõe um plano de comunicação. E quando você recebe uma proposta de gente assim, que você percebe que leu seu blog e sabe do que se trata, percebe que está lidando com gente muito boa. E acho obrigação de quem aceita essa proposta dizer “olha, a Shopaholic Bolsas entrou em contato comigo e me mandou essas sugestões de produtos. Selecionei os mais legais para mostrar para vocês”, e passar a mesma sinceridade para os seus leitores.

Então, gente, não se deixem enganar. Ao virem vários posts sobre o mesmo assunto, desconfiem, perguntem, leiam com atenção. Se não virem as palavras “publicidade”, “publieditorial” ou “post pago”, vocês podem estar sendo enganadas. Eu, que já trabalhei com isso, fui enrolada e me senti um lixo!

Pra você, que além de leitora é blogueira também, cuidado com posts patrocinados. A verdade é sempre a melhor opção – um exemplo que gosto muito de usar é o Ricota não Derrete, que sempre coloca uma linha no final do post e diz “esse é um publieditorial” – não deixe nada no ar.

E pra você que tem uma marca, dê valor ao trabalho do assessor. Há profissionais free lancers, empresas de pequeno, médio e grande porte prontas para fazer um trabalho de qualidade. Não se proponha a fazer coisas por debaixo dos panos. O barato sai caro, e a reputação de uma marca não tem preço.

Para concluir: nada contra posts pagos, até pq dinheiro é bom e todo mundo gosta. Nada contra eventos de marcas, brindes, presentinhos, etc. Mas tudo a favor da sinceridade. E estou aberta a quem quiser discutir a questão aqui ou lá no meu formspring.

UPDATE (em outubro/2012) :: Faltou falar que, além do trabalho da assessoria de imprensa, também rola o trabalho das agências de publicidade, que selecionam blogs dentro do perfil de um determinado produto e anunciam lá. Desta forma, rola remuneração para que a blogueira em questão faça um sorteio, post ou ação promocional. Se trata de uma relação comercial sim, mas não menos importante ou honesta que as citadas anteriormente. A blogueira não deve mentir dizendo que o produto é incrível se não o é, e não deve fingir que o post foi feito espontanemente. É importante deixar claro que se trata de uma ação promocional – como a gente já costuma ver em revistas femininas, por exemplo. Aqui no blog só tivemos esse tipo de ação uma vez, com os posts da Seda – todos devidamente assinalados como publiposts.
Beijos.

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Curtiu o assunto? O De Chanel na Laje leu os meus pensamentos (#transmimentodepensação) e também está com um post a respeito de publicidade nos blogs. Legal para ler, comentar, ou apenas refletir.

Kristen Stewart e a vontade de agradar sempre

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Assim, eu gosto da Kristen Stewart, gosto mesmo. Não acho que ela é uma das melhores atrizes da sua geração, não acho que ela é a salvação da lavoura, mas eu gosto da menina.

Eu confesso que tenho uma atração forte por quem não se esforça em agradar. Eu tinha uma amiga que assustava as crianças no colégio na segunda-feira de manhã, e ela dizia pô, é segunda. são 7 da manhã. não tem como ser agradável, e eu sempre achei isso muito engraçado. Talvez porque eu tenha uma medinho de rejeição que me obriga a ser simpática o tempo todo. Então eu estou triste e rio. E estou com dor de cabeça e faço piada. Então eu acordo antes das 6 puta da vida, mas dou bom dia pra todo mundo assim: bundinha. E aí a pessoa ri.

Daí que KStew tem o cara mais desejado do momento, ganha trocentas verdinhas a cada capítulo de Crepúsculo e tá sempre trabalhada na cara de leave me alone e ainda me vai pro Coachella assim:

machinha.
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Aí teve também o baile do Met dia desses, e a gatinha me vai assim:

e você vê que ela não está legal. Olha a cara de gases. Alguém me chama a Patrícya Travassos, pq tá rolando um acúmulo. Você pensa que putz, essa menina não sustenta (tenho medo desse termo), e que o vestido é meio Mortícia’s night out, bla bla bla. Mas aí você vê a entrevista da menina da Elle dos EUA e entende:

“I hate it when they say I don’t give a shit, because nobody cares more than I do. I’m telling you I don’t know anybody who does this that gives a shit more than I do.”

On her red-carpet demeanor:
“People say that I’m miserable all the time. It’s not that I’m miserable, it’s just that somebody’s yelling at me…I literally, sometimes, have to keep myself from crying…It’s a physical reaction to the energy that’s thrown at you.”

Aperta a tecla SAP aê, Fernanda:

Eu odeio quando dizem que eu pouco me importo, pq ninguém se preocupa mais do eu. Eu estou te dizendo que eu não conheço ninguém que se importe mais do que eu.

Sobre seu comportamento no tapete vermelho
: As pessoas dizem que eu estou triste o tempo todo. Não é que eu esteja triste, é que tem alguém gritando comigo… eu, muitas vezes, tenho que segurar o choro, literalmente. É uma reação física a toda a energia que é jogada em você”

Então eu fico com pena da menina. Imagina. Deve ser chato mesmo.

Mas olha como a carinha da fofa muda na capa da revista:

Colocaram uma calça comprida na menina. Calça comprida, blusa branca, colarezinhos e mão no bolso e olha…Kristen sorriu. Tá na cara que ela está confortável, vê se não é um look mais próximo daquele do Coachella – Tammy-Gretchen-Feelings (foi mal, não resisti à piada). Ela está melhor assim pq se sente melhor assim – e não vamos comentar que o look é meio senhora demais pra ela, né.

Então é mais ou menos essa a lição que tiramos de Kris: a gente não precisa usar o que todo mundo está usando. Tem uma amiga minha que não consegue se adaptar à cintura alta (beijo, Tê!) e sabe de uma coisa? Você não precisa, amiga. A gente não precisa agradar o tempo todo a ninguém, nem aos Deuses Sagrados da Moda! O meu exemplo: acho que Snob não é pra mim. Tentei, mas não acho isso tudo, sabe? Me senti estranha, e provavelmente fiquei com a mesma cara de preciso de um Activia de nossa querida Kristen. E acho que isso vale pra tudo.

Vocês ainda lêem revistas?

Eu sempre gostei de revistas. Das vezes que viajei pra fora do Brasil, comprei revistas – ou pelo menos passei em bancas de jornal pra conferir o estilo editorial, as capas, as montagens internas. Hoje, com a proliferação dos blogs de moda, a gente acaba chegando na banca e se deparando com poucas novidades, é verdade, mas uma coisa é certa: não me canso de ler revista. Gosto de folhear, marcar, recortar. As portas do meu armário são cheias de colagens de coisas interessantes que vejo por aí (#14anosfeelings), e sempre que sobra um dinheirinho, eu compro uma revista – é tipo comprar esmalte, sabe? Sacia aquela vontade de gastar e não dá culpa depois.

Já li muuuita revista de emagrecimento, ginástica, era o pecadinho que eu escondia durante a faculdade de jornalismo – todo mundo lá dizendo que lia a Caros Amigos, Piaui e afins, e eu gostava demais da Boa Forma – mas hoje eu já me convenci que nunca serei magra, sempre serei coxuda e barrigudinha. Então superei isso e passei pra outras revistas, mas ainda não cheguei nas intelectualizadas – quem sabe até os 30 eu chego lá. Ai de mim. Então vou confessar, hoje eu leio:

* Estilo (In Style): pelas compras de loosho que eu provavelmente nunca farei, além dos editoriais bacanas que rolam de vez em quando;

* Gloss: eu gosto bastante da pegada girlie, e acho que rolam boas dicas de compras;

* Criativa: é mais adultinha que a Gloss, né? Gosto das matérias;

* Nylon: comprei pela primeira vez tem pouco tempo, e me apaixonei pela linha editorial meio oitentista e bagaceira;

* Capricho: Pq na minha época não era tão bonita! Aí de vez em quando compro e saio do jornaleiro falando algo como “minha irmãzinha vai amar! Ah, essas adolescentes!”

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As revistchinha

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Aí, depois de comprar esse monte de tranqueira, eu marco ou recorto tudo, coisas que quero usar, penteados, futuras compras…Daí pensei: pq não colocar lá no blog? Não necessariamente editoriais – esses você encontra numa googlada – , mas coisinhas interessantes que marquei por aí?

O que vocês acham?

Pense comigo…

Esse fim de semana encontrei meus amigos da época do colégio. Sempre nos encontramos pra fofocar, beber e rir, são pessoas muito queridas pra mim. Aí, durante o encontro, falei do blog – alguns tinham visto a matéria no JB – pela primeira vez. Sim, pq eu nunca tinha divulgado o blog entre os meus amigos. Nunca contei. E aí fiquei explicando pra eles como tudo começou, como é esse mundinho blogs de moda, falei que conheço muitas blogueiras pessoalmente, de sair pra almoçar, já fui até um show com a Vê e tal, e aí me dei conta de uma série de coisas que a gente passa a considerar normal depois de um tempo, mas nem são, né. E dessa epifania saiu um textinho meio bobo, mas com espírito de manifesto, que posto agora pra vocês:

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Quando a gente cria um blog é como um bebê: pequenininho, frágil e com uma cara de joelho que não lembra muito a nossa. Aos poucos, vamos conhecendo outras meninas (os), comentando e, como retribuição, essas pessoas acabam conhecendo o nosso baby. Se gostarem, voltam pra ver mais. Se não, fica por isso mesmo.

Aos poucos, a gente cria uma rede. Uma rede de conehecidas, amigas, visitantes ocasionais. São pessoas que, de uma forma ou de outra, estão interessadas no que temos a dizer – e pode ser um blog de cabide, de livros, de Big Brother, de looks diários, de qualquer coisa. Se essas pessoas forem muitas, o blog vira um hit, como tantos que conhecemos. Se o blog não tem tantos leitores, continua no mesmo nicho. E isso não é ruim.

Mas quando um blog bomba, todo mundo sabe o que acontece: as marcas abrem o olho, mandam kits, brindes, rt no twitter, até te convidam pra cobrir desfiles – se você tiver um blog de moda, claro – e você vai se tornando conhecida em outras esferas, e não somente aquelas suas fiéis leitoras. Você vai sendo (re)conhecido pelo seu trabalho, e isso é sempre muito bom.

Famosidade
O passo seguinte é difícil. É o tal do “ser famosa”. Independente da proporção que isso possa ter. É ouvir (ou ler) que você é muito bonita, que você se veste super bem, que você é engraçada, ou culta, ou interessante de alguma forma. É quando o ego cresce. Deixa eu te dizer uma coisa: meu blog é um grande alimento para o meu ego. Eu recebo elogios o tempo todo aqui, e isso é maravilhoso, quem não gosta? Imagina se esses elogios vierem acompanhados de presentes, convites, matérias no jornal? Já era, eu virei a Carolina Dieckman e não contei pra ninguém.

Por mais que eu me ache, não posso vir aqui e dizer, sei lá, que lenço palestino é o fim do mundo. “Não me diga o que eu não posso fazer”, é uma frase de um personagem de Lost que eu adoro, o John Locke (alô Lostmaníacos, beleza?), e que sintetiza o que eu vejo por aí. Não posso dizer isso, gente. E quem pode? Se a Chanel tem a coragem de trazer o tamanco de volta, quem sou eu pra dizer que você não pode usar sandalinha de acrílico? Eu posso dizer o que não gosto, mas não posso decretar o fim de nada, apontar o dedo pra sociedade blogueira e dizer, oh, morreu, pelamordedeus. Cada um é livre para fazer o que quiser, até ser humilde. Até concluir que eu não sou Anna Wintour – e acho que nem Anna Wintour tem direito de ser escrotinha, né? O mundo dá voltas. Então acho que, assim como o blog é um exercício para o ego, a internet também pode ser um exercício de humildade. Pra gente ver que não é tão formador de opinião a ponto de querer mudar a dos outros.

P.S.1: Outras blogueiras queridas também fizeram posts-protesto. São elas as lindas Annina, Lily, Ana e a It Guél. Todas muito delicadas, educadas, mas não menos incisivas. Adorei, gatas.

P.S.2.: Não sou perfeita e não estou dizendo que todo mundo deve ser. Sou gordinha, tb acordo de mau humor, nem sempre respondo comentários, não consigo visitar blogs com muitos erros de português, às vezes escrevo e pareço arrogante, nossa, tenho vários defeitos, todo mundo tem. Mas vamos refletir pra ver se a gente pode ser melhor? – Agora, tal qual cantor poupando a voz no meio do show, eu jogo o microfone pra galera. Se façam nos comentários. beijos.

Pense comigo…

tag pense comigo

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Seguinte: eu gosto de colocar roupas diferentes. Gosto de colocar coisinhas no cabelo. E realmente acho que o resultado fica bacana – d contrário, não sairia de casa, né?

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No geral, as pessoas olham. Olham por causa do meu cabelo, que realmente não é muito comum, e pelas roupas também. Eu arrisco, e não é todo mundo que arrisca. Normal.

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De vez em quando, alguém elogia. É ótimo, lógico, quem não gosta?  Dizem que estou sempre arrumada, que sou fashion, que o sapato é legal. E eu digo onde comprei, se foi uma pechincha, se não foi, etc, etc.

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Mas tem pessoas que parecem achar uma agressão. Isso já aconteceu com vocês? Outro dia uma menina aqui do trabalho perguntou, num tom que quase me fuzilou: “vc tem sempre coisas diferentes, onde você compra essas coisas?”. Tipo, oi? Como se eu estivesse me vestindo assim pra tirar alguma vantagem em cima dela. E tem umas pessoas que te olham de cima abaixo, como se dissessem: “quem ela pensa que é?”. Isso também acontece com vocês?

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Tenho medo dessas energias negativas. A sorte é que sou metida e retribuo o olhar de bitch.

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E vocês, o que fazem quando isso acontece?

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UPDATE: O look de hoje, claaaaaro. A pra quem olhar torto no corredor, eu mostro a língua e faço blé! 😛

28-07-09_1831.

Detalhe: prendi o cabelinho diferente hoje:

28-07-09_1832.

28-07-09_1829.

Prendedor Syn Acessórios

Legging Scala

Blusa social grandinha da loja Tendenze (Petrópolis)

Cinto Renner

Sapatilha Sapatella

Colar com nome Cupcake