São Pedro is the boss

Se tem uma coisa que eu amo na meteorologia é a frente fria. O governador tava pensando em mudar o nome do Rio para Senegal II quando, de repente, bate aquela brisa, o tempo fecha, chove a noite toda e amanhece 10 graus mais frio. Eu nunca sei o que vestir quando chove e faz calor, mas fico feliz em tentar qualquer coisa sem uma gota de suor a empentelhar as costas. Por isso, na semana passada, subi no salto e coloquei minha calça cenoura para trabalhar:

.

.

.

.

.

Se eu uso salto em dia de chuva? Olha, esse sapato é mais resistente que a maioria das minhas sapatilhas (que estão se desfazendo e me matando do coração), e sem contar que o salto evita (muitas vezes) aquele ricochete (de onde eu tirei esse termo, Brasil?) de aguinha nojenta da rua que você levanta com a parte de trás da sapatilha em dia de chuva, sabe? Só eu odeio isso com todas as minhas forças?

E voltando ao salto: não, eu não consigo usá-lo durante todo o dia. Na verdade, eu tenho o (péssimo) hábito de tirar os sapatos no momento em que sento à mesa do trabalho. Quédizê, à mesa do trabalho, no restaurante, na casa do namorado… é um hábito péssimo, mas dizem as más línguas que até o Kubitschek tinha. E o cara foi presidente. Veja bem.

.

Calça Renner. Sapato Farm. Camiseta Lucidez. Jaqueta perfecto Myth.

E preparem-se que vem aí o look de clog!!

(Ai, DEUS.)

É que eu fiquei assim: metida*

Eu sei que estou há um bom tempo sem postar.

De fato, as postagens estão menos freqüentes.

Estou comentando menos por aí… realmente estou ausente.

Mas não é pela falta de tempo, a máquina quebrada, o conserto que ficou orçado em mais de 200 reais e eu não vou pagar, a disputa pelo computador aqui em casa…não é nada disso não, gente.

É que eu fiquei metida.

Metidona, nariz em pé, nojentinha, tudo isso. Escrotinha mesmo, celebridade, sabe? Daquelas que cultivam um ar blasé na mesma medida em que cultivam papéis fracos em novelas. Tô assim, gente, vocês me desculpem, mas virei estrela. E se vocês quiserem culpar alguém, falem com a Cat, pq a culpa é dela.

Cat é uma leitora lá de Moçambique, meu povo, como aquela música do Bob Dylan. É uma leitora que adora o Momento Cabelón, que curte um vestido e uma conversa fiada, e olha que jogar conversa fora é comigo mesmo. E eis que, com tanto small talk, vejam vocês, surgiu uma amizade bacana na troca de e-mails. E a fofa me mandou um presente. Assim, do coração, uma bolsa liiiinda e um corte de capulana, um tecido típico de Moçambique. É ou não é para amar? Para ficar com lágrimas nos olhos? Não é brinde. É presente mesmo. É fofura genuína e eu me senti muito especial só por ter, de alguma forma, atraído alguém assim.

Aí subiu à cabeça e fiquei metida, gente.

.

Aaaah, vocês por aí?

.

Eu cansei dessas sessões de fotos!

.

I’m done!

.

Eu vou m’embora!

.

Esses flashes me cegam!

.

Obrigada, Cat. De verdade.

(e aguardem só para ver a capulana! tô cheia de ideias para usar o tecido!)

Vestido velho pra chuchu. Sapatilha Renner. Jaqueta Myth. Bolsa de Moçambique dada pela querida Cat. Óculos TNM (“Tá Na Moda”, no Centro do Rio).

.

* Gente, só pra esclarecer, né: tô de brinks.

Navy, que te quiero Navy.

Devo confessar: ando louca por navy. Não posso ver uma camisa listrada que meu coração acelera, batom vermelho é tudo o que vejo e de repente azul marinho passou a ser o meu tom favorito de azul. Então, quando vi essa blusa listrada da minha mãe – blusa mesmo de usar em casa, de cozinhar, pegar o gato no colo – falei

Para tudo que isso é navy, pelamordedeeeeeeus!

e quando a dita-cuja apareceu no meio da roupa lavada (deixa eu te dizer que vivo com papi e mami, então esse negócio de roupa surgir lavada, passada, cheirosa, ainda é uma mágica possível que eu não quero que termine), eu surrupiei, passei rapidinho e fui trabalhar. No meio do dia percebi que tinha uma mancha de molho, mas queria o quê? Era roupa de ficar em casa, caramba!

.

.

.

.

E completei o look com a minha perfecto de todas as horas (sério, foi A aquisição! Me vejo uma idosa usando essa jaqueta!):

.

E ainda achei uma moedinha de 50 centavos no bolso! É ou não é uma jaqueta maravilhosa? Brota dinheiro aqui, meu povo!

.

.

E hoje ainda tem foto de close, pq eu tava me sentindo.

.

Jeans Animale (tô querendo muito uma calça cigarrette, mas a recessão não permite). Sapatilha Imporium. Blusa-sabe-lá-Deus. Jaqueta Myth. Colares Paula Velloso.

Easy-Rider

Comprei essa jaqueta perfecto na Myth há mais ou menos 1 mês, e não conseguia usar direito. Ficava numa paranóia de que ia me acharem *a* motoqueira, rirem de mim e etc. Paranóia mesmo, pq quando usei, esse fim de semana, gostei tanto que acabei vindo com ela pro trabalho hoje também.

A perfecto é legal tanto pra investir no Easy Rider que existe dentro de nós, quanto para quebrar o clima de uma roupa mais romântica. Vejam como:

Geral 139

Sábado: “Fernanda, então agora você é da galerinha punk rock” – Pergunta feita pelo namorado.

É, coloquei pela primeira vez minha wet legging (meeeedo), e o namorado adorou. “É lisinha, boa de passar a mão” (oba!). Então tá aprovada. Combinada com o couro (ecológico) da jaqueta, ficou uma coisa assim, meio all leather.

Wet Legging Maria Filó

Maxi T.Shirt Zara

Jaqueta Perfecto Myth

.

06-07-09_1352

Segunda-feira: “Veio de moto hoje?” – Pergunta amiga da aula da pós.

Com esse vestidinho (que me parece meio anos 80, porque tem uma manguinha meio bufante e tem essa cor, ãm, discreta. Me lembra um prom dress.

Vestido Mananciais

Meia Opaca Lupo

Peep Toe Andarella

Jaqueta Perfecto Myth

.

E aí, o que acharam? Posso comprar uma motoca?