Igualzinho meu e seu*

O João é a parte erudita do casal. Enquanto eu gosto de Hanson, ele fala de John Coltrane, de CSNY, de Tom Jobim. E daí que, no fim das contas, ele sabe todas as letras do Hanson, enquanto eu aprendo um pouco de blues jazz. E é aí que está a magia de nós dois.

Daí que dia desses ele me mandou uma mensagem assim: “quer ver um balé no Municipal?”, e é lógico que eu topei. Ele comprou ingressos para a apresentação de Romeu e Julieta assim, espontâneamente, pq estava passando na frente do Theatro. Veja só se isso não é ser erudito, gente.

No fim de semana da apresentação, calhou de ser também aniversário de uma grande amiga nossa (beijo, Tatinha!) e, depois do balé, iríamos para a festança. Imagina o desafio da Shopaholic: estar erudita e popular ao mesmo tempo. Usar uma roupa que não pareça mulambenta em um balé e, ao mesmo tempo, confortável para enfrentar ônibus, metrô e não ser vista pelos amigos como aquela que chegou do Baile do Met.

Acabei indo assim:

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Esse é um dos vestidos que comprei no Bom Retiro. Incrível, todo de renda e com uma barrinha de tule bem fino. É arrumadinho, cheio de detalhes. Por isso achei que não precisaria de mais acessórios além das argolas douradas – nem cordão eu coloquei, e olha que sou viciada! O máximo de adição foi a pulseira baaapho da Anita Bunita. Acabou ficando um look delicado e que combinava com o clima romântico do Theatro Municipal e do balé.

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No mais, o balé foi lindo, minha gente. Mesmo com umas partes meio “Trapalhões”. Juro! Eu preparada para me debulhar em lágrimas (o que de fato aconteceu) e rolavam umas cenas de palhaçadinhas. Nota mental: ler a obra original, vai que tem trechos realmente de comédia e eu não sabia? (Sou daquelas que AMA a versão do Baz Luhrmann com o DiCaprio, beijos).

Para quem não é do Rio, vale a pena também conhecer um pouco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, uma das nossas construções mais maravilhosas. Foi recentemente reformado e nunca esteve tão lindo.

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Vestido KWi (Bom Retiro). Sapatilha Shop 126. Pulseira de franja Anita Bunita. Bolsa comprada no Bom Retiro.

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*Daniela Mercury, tamo junto!

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P.S.: Já está querendo adiantar os presentes de Natal? A garimparia está cheia de novidades! Tem o famoso colar de sal grosso para afastar mal olhado (virou mania aqui no Rio!), brinco de coruja cheio de brilhos e até anel de gatinho!

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Coceirinha na mão

Sabe quando você olha para um lado, olha para outro, e tudo o que consegue enxergar é uma peça/estilo de roupa? De repente, você abre o guarda roupa e sente falta dela, você entra em vários blogs e só a vê, você vai às lojas em busca daquilo e, por mais que ache, não se cansa de querer mais?

Então, estou louca – louquinha, pirada – por renda. E não é de hoje!  Quero saias, blusas, vestidos, tudo rendado. E tenho aquela teoria de que, né, a gente não compra roupas/sapatos/acessórios, a gente compra valores. E olha, pra mim não tem nada mais feminino que renda. Assim, ao desejá-la, quero delicadeza, graça, charme e uma pegada retrô. Uma coisa de dama intocada (que pode ficar bem atual se combinada com preto, já viram? Olha aí embaixo como a Karla parece poderosa ao combinar o vestido recatado com a meia + sapatos pretos), de princesinha, de menina-que-super-se-preocupa-com-o-que vestir (mesmo que você tenha jogado a blusa com um jeans, por exemplo).

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E o que dizer das sainhas? Quero usá-las na primavera, mas já pensando no verão, no resultado da malhação e do sol. Quero expor o coxão bronzeado num fim de semana com um modelo desses! (Os da montagem são da delia’s, não sei se entregam no Brasil…)

Sinhá Moça

Foi como me chamaram no trabalho hoje.

Eu mereço?

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Mas amei demais essa blusa, amei amei amei. Comprei no Brechó B. Luxo, na minha visitinha à São Paulo.

Para combinar, anéis que também estou amando:

Anel de pérola da Virgin Again, anel de camafeu ferdy.

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Aliás, o anel de camafeu é novidade!

Essa é a versão simples! Pra conhecer a versão trabalhada e saber preços, entre no flickr ou mande um e-mail para ferdybijoux@gmail.com

Insira aqui um trocadilho com “renda”

Tô quase me giletando com o VISA depois de ver essas blusinhas de renda do ASOS:

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Ela é sexy, ela é fofa, ela custa 28 pounds (segundo o Instituto DataShopaholic, uns R$ 85) e pode ser comprada aqui.

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E ainda tem essa fofurinha di mamãe, a cara do meu guarda roupa:

Pras meninas boazinhas que ainda não gastaram esse mês, a blusa custa 40 pounds (uns R$ 120) e pode ser comprada aqui.

ASOS, me patrocina!

“Tá na moda, acho que vou comprar”

Quantas vezes vocês já ouviram essa frase? E quando saímos da zona da experimentação para nos tornar fashion victims?

São perguntas difíceis essas que eu fiz nesses dias ociosos de férias. Deixa eu explicar pra você: há uns 2 verões escuto dizer que chapéus estão na moda. Que desse verão não passa, vai todo mundo estar de chapéu. E dá-lhe Superbonita fazendo programa sobre chapéu, e é um tal de dizer que é ótimo, que tem charme, que protege a face nesse sol from Hell que está fazendo. Então, estava eu no Centro da Cidade quando passei por uma loja especializada no produto. Sei que o meu black não é o cabelo ideal pra isso – ficava imaginando o chapéu equilibrando lá em cima – mas pensei tá na moda, né? Não custa tentar. E experimentei. E comprei. E dia desses, para andar pelo Leblon, eu saí assim, fazendo a phyna:

Blusina de renda comprada no mercado popular de Recife. Short C&A. Sandália Santa Lolla. Bolsa Dona Rosa (Recife). Chapéu Marcatto.

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E sabe que me senti bem! De fato as pessoas ficam olhando na rua, ou devem me achar sambista, mas tô nem aí. Achei esse negócio de usar chapéu uma experiência muito legal, que eu sinceramente não teria tentado se não estivesse “na moda” – na verdade, só vi 1 pessoa na rua usando chapéu nesse dia, e olha que o sol tava estilo maçarico!! era um cara de chapéu, sunga… e só. Então me senti lado-a-lado com a galera da vanguarda criativa da Zona Sul. Te cuida, Carol Dieckman.

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No verão, meu make se resume a rímel e gloss ou balm. Nada mais.

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* Então a conclusão que tiro desse meu post fashionisticamente filosófico (oi?) é que a moda “permite” que nós, pessoas normais, ousemos no dia-a-dia (ou vai dizer que você a-ma-va ombreiras antes da retomada Balmain? Ou que você achava esmalte laranja tu-do em 2007? Ou que o neon “tipo sempre” fez parte do seu guarda-roupa? – Se a resposta de todas essas perguntas for sim, só tenho 3 palavras pra você: me liga, diva.). No mais, acredito que você só se torna uma vítima da moda quando:

a) usa tudo-ao-mesmo-tempo-agora e vira um cabide de tendências;

b) quando usa uma coisa que não te faz sentir bem só pq está na moda;

c) joga no lixo as peças que saíram de moda no fim da estação.

E vocês, o que acham?