Ainda dá pra se vestir de menina?

Dia desses eu estava assistindo New Girl, nova série com a atriz-fofa Zooey Deschanel, e lendo uma matéria sobre ela em uma revista. A matéria evocava justamente a característica mais forte da atriz: ser fofolinda. Isso. Estar sempre com aquele olhar pidão do Gato de Botas do Shrek, vestida com saias rodadas e lacinhos e sapatos boneca. Só que, peralá, a moça já tem 32 anos. Aí eu fiquei pensando, cá com os meus botões: será que esse tipo de look só funciona em quem é linda e tem cara de 10 anos a menos, como ela? E mesmo assim, seria um look com um prazo de validade? Fiquei encucada com o tema, até porque 90% do meu armário é composto de saias/vestidos/blusinhas fofoletes. Estaria eu me tornando uma Tidinha? Credo!

Fiquei pensando por um tempo e, dia desses, entrei na internet caçando vários looks da Zooey e de outras mulheres que, vamos combinar assim, se vestem de bonecas. Mulheres adultas, vejam bem. Mulheres na casa dos 30 anos. Selecionei uma série de looks de duas delas pra gente ver com calma e enriquecer essa discussão, que uma vez eu abordei por alto aqui.

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Zooey Deschanel é uma atriz de 32 anos que, pela minha pesquisa, sempre teve um gostinho pelo vintage. Esse gosto influenciou diretamente na criação do figurino de 500 dias com ela e New Girl (não queria comentar, mas já estou comentando, ela interpreta sempre o mesmo papel, não é isso? maluquinha-fofa-destrambelhada-apaixonante. Talvez por isso ela use suas próprias roupas nos papéis: pq está interpretando a si mesma. Fica a questão. Fim do parênteses gigante), e você sempre verá a moça com roupinhas acinturadas, saias rodadas, sapatilha, sapato boneca, etc. Geralmente não vemos muitos decotes ou acessórios, e isso nos ajuda a entender pq o look funciona. Pq mesmo ultra-feminino e às vezes infantil, não cai para o lado piriguete (vejam como a saia curtíssima da última foto à direita desequilibrou o look), nem para o lado boneca demais, dois riscos grandes nesse tipo de visual.

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Tinsley Mortimer é uma socialite de 35 anos que tem uma queda por tudo o que é curto e rodado. Ela também gosta de cor, cintura marcada e sapatos com salto e pegada retrô. No cabelón, sempre investe no babyliss e gosta de tranças e penteados mais boho. Ela fica super bem em looks “dona de casa dos anos 50” (como esse verde), mas peca na hora de escolher os acessórios e algumas cores das peças. Pq o combo cabelão com babyliss + saia rodada+plumas + bolsinha combinando é o supra-sumo do look boneca. Aí fica meio demais. Acho que na hora de compôr esse estilo, temos que pensar em contrapôr: peças com muito frufru pedem poucos acessórios, candy colors podem ficar bacanas com sapatos mais pesados, rendas funcionam bem com cabelos presos e acessórios mais modernosos. Se o vestido é rodado, tem babados, tem fitinhas E AINDA É ROSA, acho que é melhor evitar. Eu tenho uma dificuldade em realizar esses encontros acertados, até pq sou bling bling e adoro um colar/anel/pulseiras. Mas acho que o caminho pode estar por aí.

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Minha conclusão: acho que dá pra usar esse tipo de look fofo por toda vida sim, com adaptações. À medida que ficamos mais maduras, temos que pensar em comprimentos mais comportados (não precisa ser longuete o tempo todo, gente, mas tem que dar pra sentar!), acessórios mais ricos (foge desse brinquinho de arame torcido, gata!) e tentar maneirar nos lacinhos (no arco, no cinto, na pulseira, no sapato, na bolsa – melhor escolher um lugar só). E é imporante pensar no cabelo também como um acessório (principalmente as amigas lisas que tem franja!) e ver se não está comprido demais, com aquele babyliss muito certinho, essas coisas. Acho que o caminho do meio é a boa pra gente sair do ridículo e compor looks bacanas, femininos e elegantes. Principalmente se estamos querendo ser levadas a sério no trabalho e seduzir na night, por exemplo. Nada de Tidinha!!

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E vocês, gente, o que acham desse tipo de estilo? Acham que pode ser usado em qualquer idade?

Lookzinho para descontrair

Segunda-feira foi meu aniversário (insira seu parabéns aqui) e eu só queria, além de envelhecer com dignidade (27 anos, galera!), era uma frente fria. Fiz toda uma corrente positiva e funcionou. No domingo o tempo fechou um pouquinho e, na segunda à tarde, choveu. Fiquei na sacada curtindo a brisa que durou pouco – acho que ainda é verão por aqui.

Aproveitei o climinha para usar essa jaqueta. Minha mãe me deu há séculos, comprou numa mega liquidation da Sandpiper (ainda existe essa loja?) e eu nunca gostei muito. Daí dia desses, na casa dos meus pais, encontrei a dita cuja perdida entre minhas roupas não recolhidas (deixei muita coisa pra trás com a mudança) e, vejam só, é uma jaqueta militar. Uma jaquetinha militar, verde militar, com bolsinhos e um mini brilho que parece um broche. Como eu pude tê-la deixado pra trás?

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A gente vê essas moças que colocam o cabelo pra dentro da gola, sabe como? Nesses blogs gringos e chiques. Aí a gente tenta fazer igual, mas OPS. Não dá.

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Mas ainda dá pra fazer um ar de mistério, né? Chama o Biaggi!

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Jaqueta Sandpiper. Saia Kitson (comprei na loja Banco de Areia do Shopping 45, tem várias roupas dessa marca lá, tudo MUITO fofo!). Sapatilha Shoestock. Blusinha Zara. Colar feito pela mamãe. Bolsa Espaço Carioca.

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E vocês, passaram bem a Semana Santa? Alguém tá com clima de outono por aí? Me convidem!

Minhas saias

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O que dizer? Eu adoro saias. Eu realmente acredito que, mais do que pessoas magras e gordas e altas e baixas, existem pessoas que sabem se vestir de acordo com o seu tipo físico (e estado de espírito e de vida, pq não?). Seguindo esse pensamento, as saias realmente me favorecem. Sempre tive as coxas grossas e pouca (pouquíssima) cintura. Então, uma saia rodada de cintura alta com um cintinho é perfeita para camuflar uma coisa e criar a ilusão de que a outra existe. Também tenho uma barriguinha indiscreta escrota que se esconde por baixo de blusas mais larguinhas puxadas pra fora formando aquela “cinturinha de muffin” (isso é uma coisa boa!) da qual já falei aqui. O resultado disso é que as pessoas geralmente não me consideram gorda. Agora imagine se eu usasse calça jeans skinny de cintura baixa com blusa justa (como vejo todos os dias na van) aí, minha gente, seria uma gordinha tensa para a opinião pública.

Mas pq eu estou falando isso? Ah, pq eu tenho a sorte de gostar justamente do tipo de roupa que me faz bem? Ou por ter aprendido que esse tipo de roupa veste bem? (quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?). Nem por uma coisa, nem por outra: é que 4 dessas saias da foto acima estão sendo vendidas por um preço amigo lá no Pechincha! Corre!

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Da esquerda, para a direita: IND, Karamello, Zara, Rafaela Cassolari, Jumps, Linhos e Crepes

Militarismo que não sai do armário

Entra tendência, sai tendência, essa saia sempre me salva. Comprei por uma pechincha em uma loja do Centro há aaaaanos. Depois vi que tinha tudo a ver com o militarismo que tomou conta do inverno da época. Veio o couro, veio o pelo, veio um monte de coisa e, anos depois, o militarismo ainda está aí, e a minha saia continua em voga. É aquela saia salvadora: não muito apertada, não muito curta, ideal para o trabalho. Combinou super com a blusinha cheeeia de paetês foscos que comprei na mesma lojinha um pouco antes de viajar pra Buenos Aires (dica: Rua Gonçalves Dias, ao lado da farmácia Pacheco. O nome é Linhos e Crepes).

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Não largo mais essa bolsa! Super prática! Comprei lá no bazar da Flávia, do Moda Bis

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Os detalhes:

Paetês foscos no ombro

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Até o arquinho tem paetêzinhos!

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E vocês? Tem alguma peça que está viva entra tendência, sai tendência?

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OBS.: Usei essa saia num look com meia soquete, no ano passado. Olha como o meu cabelo cresceu!

Topa misturar estampas comigo?

Hoje é a minha vez!

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Saia Zipper-Zipper (em liqui!); blusa listrada Opção (precinhos amigos e blusinhas fofas, recomendo!); faixa de couro Maria Filó, Sapatilha Shoestock, bolsa Via Mia (antiga).

‘Bora analisar o meu look?

1 ::  Navy com floral é o crash de estampas da estação (em alguns casos, pode vir misturado na própria estampa das peças, como em um patchwork). Prepare-se! Você pode começar aos poucos, incluindo elementos náuticos em vestidos, saias e blusas floridas e românticas. Também vale tentar com listras menos contrastantes e tons pastéis;

2 :: O choque não é tão grande assim: o azul marinho e o branco da blusa são facilmente identificáveis na padronagem da saia, o que dá uma unidade ao conjunto;

3 :: Sapatilha, faixa na cintura (nova, da liqui da Maria Filó!) e bolsa em tons neutros (caramelo e gelo, sendo que a sapatilha é nude, já que eu também sou cor-de-caramelo, por assim dizer, hahaha). Também evitei colocar muitos colares ou anéis – mas nada é proibido não!

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No cabelo eu fiz uma trança embutida pra combater o calor/oleosidade/bad hair day, olha:

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Agora é com vocês, galera! Quem topa mandar uma foto de look combinando estampas? 

soshopaholic@gmail.com

Beijos!

Obrigada, Yuri!

Um velho amigo meu foi recentemente remanejado para o meu departamento – e agora sentamos um de frente para o outro. Dono de uma personalidade forte, o Yuri é aquele tipo de pessoa que fala exatamente o que pensa, e percebe qualquer clima diferente no ambiente. É uma pessoa única e marcante, que eu conheço desde pequeno – lutávamos judô e eu dava um couro nele. Aliás, eu dava um couro em muita gente, mas isso fica para outro post.

Então. Esse meu amigo chegou para mim nesse dia e falou assim:

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Meio curtchinha essa saia, hein, Fernandaaan?

E eu fiz meio que oi? Nem percebi. Tá, eu saí de casa meio na dúvida, mas como coloquei a meia e um casacão por cima, achei que poderia parecer despercebido.

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Passou por todo mundo, menos pelo olho de lince do meu amigo.

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Valeu, cara. Se você notou, mais gente pode ter notado. E, nesses casos, prefiro não ser notada!

Nota mental: usar essa saia somente nos fins de semana.

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Meia Lupo. Saia Karamello. Oxford Leeloo. Camisa social Richard’s.