Pelas ruas

Falei outro dia no facebook (já curtiu nossa fan page?) como é diferente trabalhar na Zona Sul. Explico: antes eu trabalhava no Centro do Rio e estava acostumada ao vai-e-vem das moças com calça social, sapatilha, escarpin, um vestidinho, saias envelope, muita cintura alta, numa correria homogênea das pessoas que trabalham em ambientes supersociais e sérios – escritórios de advocacia, multinacionais, grandes empresas. Agora, trabalhando na Zona Sul, estou mais perto de uma massa muito mais heterogênea – e, do ponto de vista de nós, adoradoras da moda, muito mais interessante. São menininhas de férias voltando da praia, jornalistas de allstar, madames indo ao dermatologista (parecem que batem ponto, né?), turistas muito muito brancos usando roupas engraçadas e maquiagem carregada ao meio dia, babás e crianças muito arrumadinhas (nunca vi tanta mulher de branco na Zona Norte), senhores com cara de melhor idade, produtores de moda tatuados com cortes de cabelo inovadores,terapeutas super zen com anéis milionários e colares de sândaloparece novela das oito.

Por isso, preciso – como tudo! – dividir com vocês. Fiz meus cartões do blog e, aos poucos, vou mostrando um pouco dessa fauna tão rica que transita pelas ruas do bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.

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Dizem que inverno no Rio de Janeiro é assim: chuva e média de temperatura entre 20 e 25 ºC. E olhe lá. Bem, nesse inverno fez um frio um pouco mais forte, mas nesse dia em especial o padrão era bem o que dizem. Ameaçava uma chuva e batia um ventinho, mas nada absurdo. Encontrar essa dupla de mãe e filha foi bem emblemático: uma super confiou no frio enquanto a outra parecia dizer: nããã, filha, tá na cara que o tempo vai abrir!

O que eu mais gostei no look de cada uma:

A filha mostra que é possível trazer cor para o inverno (sempre!) e mesmo assim se proteger. Colocou a saia clara pra jogo e compensou o frio nas botas sem salto (essencial do inverno, gente, e eu não tenho! ai!) e blusa bem quentinha.

A mãe colocou um vestido branco lindo, soltinho, mas com uma fitinha marcando a cintura que fez toda a diferença. E vejam como ela combinou estampas, Brasil! Mas não chega a chocar, já que o maxi poá do blazer está bem distante do animal print das sandálias. Fica a dica pra quem quer ousar aos poucos: invista nas extremidades!

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Um bebê foca morre no escuro toda vez que uma adolescente coloca um decotão e uma saia muito curta ao mesmo tempo. Parte meu coração essa superexposição/empiriguetização do look de alguém tão xóvem  e cheio de potencial. Por isso, minha vida se encheu de cor e alegria quando vi essas duas meninas. O look que mais me chamou a atenção foi o da menina com a blusa floridinha. Porque, veja bem, a menina é linda e tem um peito legal. E vocês sabem que um peito legal às vezes atrapalha a gente – oi, prazer, meu sutiã é 42/44 – porque, se mostrar muito, o risco de empiriguetizar é grande.

Mas nossa amiga aí da foto foi sábia, mesmo tão jovem. Fechou a camisetinha de botão (linda, com jeitinho retrô) e mostrou as pernas super em dia para a platéia contente, com um short de cintura alta também de pegada retrô. Pra completar, uma tattoo de âncora rendeu minha amizade eterna.

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“Atravesse na faixa”, Fernanda? Que legenda é essa?!

Pô, foi mal, mas o que eu ia dizer? Criatividade tem limite, gente. hahahaha

Então, encontrei essa menina já voltando da minha hora do almoço. Gostei muito da roupa dela pq é super reproduzível no nosso guarda roupa. Vestido soltinho com cardigan por cima + cintinho por cima de tudo é uma combinação que não tem erro. Fica legal em qualquer corpo, qualquer altura e qualquer conta bancária! Sem contar que passa aquela impressão de que, sim, pensamos hooooras para chegar a esse look. Mentira, não pensamos.

Os acessórios também são básicos e sem erro: sapatilha nude (alonga as pernas, sempre), bolsa marrom (provando que esse negócio de bolsa = sapato = cinto é coisa daquela sua tia cafoninha) e um óculos aviador pra dar glamour. Nota dez.

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Bom, gente, por enquanto são essas 3. Espero ter coragem pra abordar mais gente! Pode tomar uma cerveja na hora do almoço, produção?

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P.S.: É importante salientar que as pessoas não são loucas sem noção da temperatura, tá? Foram fotografadas em dias diferentes!

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Adorei

Por muitas vezes eu quis que o So Shopaholic fosse um blog de street style. Eu queria ter a cara de pau de parar pessoas na rua e dizer adoreeeeeeeei, ver o sorriso em troca, tirar a foto e pum! colocar no blog. Mas eu não sou tão cara de pau, então fico meio assim assim, vai que a pessoa fala gostou, sua invejosa? então compraaaaaaa, que eu não vou te deixar tirar porcaria de foto nenhuma, como é que eu fico? Então, muito de vez em quando, quando vejo looks que gosto em pessoas conhecidas, peço para fotografar.

Olha no que dá:

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Samara, fofa no Fashion Rio, com vestidinho da Shop 126 (que eu jurava que só vendia shortinho, jeans e paetê-pra-night! :O

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@bolsinha fofíssima com turbantinho, laço na bolsa e broche de bichinho

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Jéssica trabalhada na brasilidade (a blusa só poderia ser um tiquinho mais comprida!)

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Aline trabalhada no anelismo (o de camafeu é Ferdy!)

Tava no Centro outro dia…

…e  vi uma ruiva super estilosa… com combinação de estampas, tipo um nível mestre da moda!  Num mix de papparazzi com Sartorialist (tímido), fotografei a moça:

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O que vocês acharam? Depois do susto inicial do cabelo vermelho + roxo da blusa + azul da saia, sabe que eu curti bastante? Pq apesar do mix, as cores são poucas: prevalece o azul e o rosa-choque (só eu falo “rosa-choque”?). E a combinação listras com xadrez fica mais simples se pensarmos que xadrez nada mais é do que uma combinação de listras, né? Então achei legal. Ousado pra caramba, mas muito legal.

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P.S.: Saudades do tempo em que dava pra usar sobreposições sem morrer de calor…

P.S.2.: Se você é a ruiva, desculpe a intromissão e parabéns pela ousadia do look!