O estilo da Melissa!

Esse negócio de freelancer em início de carreira é o seguinte: poucos dias corridos trabalhando, muitos dias em casa. Nessa brincadeira, virei uma noveleira viciada – tenho que me controlar para não acompanhar Malhação. Então não sei se sou eu ou se as novelas estão realmente muito boas (quem me segue no twitter sabe que estou sempre comentando Avenida Brasil, ou “That’s Carminha Show”, como gosto de chamar. Cadê Emmy para Adriana Esteves, gente? Cadê Emmy para João Emanuel Carneiro? Cada capítulo é uma loucura! Muito bom!), e eu não consigo desgrudar da tela.

Quando essa novela das seis estreou, eu só conseguia chamar de Amor Verdadeiro, Amor Eterno. Eu adorava a novela anterior, A Vida da Gente (cadê Emmyyyyyy?), cada hora tomava partido por uma das irmãs. Não sou muito dessas tramas espiritualizadas, essa coisa Nosso Lar não é comigo mesmo, não me chamem para ver filme espírita (corta para a seguinte cena: eu e João no cinema assistindo o filme do Chico Xavier e ele rindo horrores nos momentos “sérios”. As velhas olhando torto. Corta), mas sabe que tô curtindo a novela? Em parte pelos olhos azuis do Gabriel Braga Nunes, em parte por uma paixonite que nutro pela Letícia Persiles, em parte pelo figurino da personagem da Cássia Kiss (agora ela assina Cássia Kis Magro, mas eu não consigo aceitar)… Então vamos a ele.

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Melissa é ruim pra diabo: manipula, mata e, ao que parece, até mandar sequestrar o próprio sobrinho ela mandou. Um terror. Mas olha, seu figurino é coisa linda de deus. Ela mistura tudo, ousando tanto em cores, como em formas. E ela usa perucas! A mais frequente, um chanelzinho, tem aquela franja mais curtinha, bem fashionista. Não sei exatamente a idade da Cássia Kiss, mas ela está magérrima e prova pra gente que não tem essa de que as senhoras não podem ousar!

A figurinista da novela, Nathália Duran, contou ao Jornal Extra que o figurino da personagem é inspirado nas editoras de moda das principais revistas internacionais, e que tem um quê de Anna Dello Russo, a editora-chefe da Vogue Japão, conhecida por sair na rua com aqueles looks que a gente acha que foram criados apenas para a passarela.

Melissa é má, Melissa é magra, Melissa é a rainha das tendências! Podia ser blogueira de moda! (alôr veneno!)

Até o óculos redondinho ela usa, gente! Falou moda, falou Melissa!

Vestido com saia peplum

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A rainha das pantalonas!

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Quando conhece Gracinha, que vem da Ilha de Marajó: “A senhora é que nem eu, se enfeita pra burro!”

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E vocês, gente, acompanham a novela? Gostam do figurino?

Cold

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Eu amo frio. E sou uma das poucas pessoas que conheço que ama chuva. Quando chove eu corro pra ver. E quando faz frio eu lembro do Thales, meu irmão mais novo, que costuma pular em cima de mim dizendo “que friozinho gostoso, caraaaa”, e me apertar. Além disso, para quem gosta de moda, o frio parece ser um incentivo, e a gente escuta o tempo todo que “todo mundo fica mais elegante no inverno”. Mas por que isso?

As pashminas lindas são da Langak

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Porque a gente adora pashminas. Eu acho tão fino esse negócio de jogar um lenço e transformar uma roupa básica. Sem contar que, muitas vezes, a pashmina substitui um casaquinho (frio de cinema, ar condicionado e tal) e protege a garganta nos dias de vento. Para quem tem muito busto ou está mais gordinha, a dica é deixar o lenço mais solto, não tão enrolado no pescoço. Ele cria uma linha vertical e alonga a silhueta;

♥ Porque dá pra vestir o casaco sem vestir. Sabe como a moça está usando na foto? Foram raras as vezes em que usei um casaco assim, e agora é a oportunidade ideal. Colocar o casaco assim, por cima dos ombros, funciona em momentos em que você não vai sair por aí andando, correndo atrás de ônibus e tal, mas está friozinho. Pode ser em um coquetel, exposição, passeio no shopping…

♥ Porque dá pra carregar nos acessórios. Não sei vocês, mas no calor do Rio eu não consigo usar nem anel direito. Minha mão sua, meu colo sua, é um pavor. Então aproveito o inverno para usar vários aneis juntos, misturar braceletes, brincar com colares;

♥ Porque a sobreposição fica mais fácil. Olha que bacana essa sobrinha de tecido listrado saindo por baixo da jaqueta vermelha. Esse pequeno detalhe dá uma requinte ao look, mostra que você caprichou na hora de se vestir. Usar a terceira peça, dizem as meninas da Oficina de Estilo, é o segredo do sucesso!

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Mas sabe o que eu acho que nos deixa tão eufóricos com o frio? A chance de parecermos mais com nossos colegas europeus, americanos, ingleses. A gente está tão acostumado com os looks de frio – em filmes, seriados e blogs gringos – que parece que no calor só há lugar pra mulambada. Não é estranho isso? Sempre que eu vejo alguém elogiando um look (eu mesma já fiz isso aqui no blog várias vezes), trata-se de um look de frio. E isso é uma besteira, se formos analisar bem. Então acho que serve de dever de casa para o próximo verão: é possível ser elegante no calor? Será que a gente perde mesmo a paciência e sai arrastando um chinelão de dedo? Amarra o cabelo no alto da cabeça de qualquer jeito? Em um momento em que o tropicalismo é tendência, a gente tem que pensar menos como colônia, e mais como país emergente que passa a ditar moda por aí.

Vamos?

A pindaíba e o detector de tendências

Trabalhar como assistente de produção é dureza: tem muito mais glamour (pra quem olha) do que dinheiro (pra quem trabalha), e o fato é que hoje estou vivendo com muito menos do que antes. Menos roupas, menos sapatos, menos bolsas. No começo, achei que fosse surtar, vendo tanta loja, tanta roupa, tanto estilista quando trabalho. Novidade é o que faz a engrenagem da moda funcionar, e é o combustível para o desejo de consumo de toda shopaholic. Então, ver as tendências o tempo todo ali na minha frente e não poder comprá-las todas é, em um primeiro momento, uma tortura.

Eu vi as liquidações de verão se esgotarem. Eu acompanhei as baixas de preço até o fim. Eu vi a coleção da Maria Filó para a C&A chegar e acabar. Eu vi a saia mullet surgir de repente nas lojas brasileiras (antes até do que eu esperava). Eu vi as lojas começarem a liquidar o inverno bem cedo. Eu vi a febre dos sneakers (originados pela Isabel Marant) tomar todas as mídias sociais. Eu vi tudo isso e não participei de nada.

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Aquela angústia do começo deu lugar ao que eu chamo de um detector de longevidade para as tendências. É olhar para elas com certa calma e assistir à sua linha do tempo:

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Tendências brotam do nada em blogs gringos ➜ o povo surta porque não tem aqui, então faz posts de inspiração, lota o pinterest, aquela loucura  ➜ a peça chega às lojas brasileiras, uma depois da outra ➜ ela se esgota nas lojas e, pronto! = Está todo mundo vestido igual.

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Se todo mundo está vestido igual, os formadores de opinião (chamados de early adopters, pois adotaram a tendência antes dos outros) já não veem mais valor na peça, deixam de usar. ➜ No entanto, a massa vai se acostumando à novidade ➜ TODO MUNDO COMEÇA A USAR ➜ Mal sabem eles que a tendência já chegou ao fim.

O que era tendência vira cafona em dois tempos. Assistir esse caminho de um extremo ao outro (do estiloso ao cafona) em poucos meses me mostrou que a maioria dos meus desejos de consumo repentinos se provariam perdas de dinheiro no longo prazo.

Ok, mas nem tudo é tendência meteórica. Tem também aquelas peças que me parecem mais clássicas, tem a ver com o meu estilo… mas aí, quando eu coloco na ponta do lápis, vejo com as coisas estão caras. Olhando roupa todos os dias e tendo pouco dinheiro para gastar com elas me faz pesquisar muito mais. Sem contar com as repetições. Indo a vários shoppings e visitando dúzias de lojas para produzir, você repara como a galera copia. Copia os estilistas lá de fora, copiam umas às outras… Vi um mesmo vestido na Leeloo e na Folic. Iguais, mas com preços diferentes (agora não tenho certeza, mas acho que na Folic estava mais barato). E quando você vê uma mesma peça repetida over and over again, inevitavelmente cansa dela.

E quando vejo peças bacanas, mais clássicas, com o meu estilo, diferentes das outras e com um preço bom? Quando a oportunidade surge, eu olho, olho, e muitas vezes percebo que tenho algo parecido. Ou algo que dá pra ficar parecido, sabe? Então minhas últimas compras tem sido de itens básicos mesmo: blusinhas de R$ 19 na Zara, outras de R$ 50, mas que posso combinar com o que tenho, alguns acessórios mais marcantes, essas coisas. De vez em quando ainda dá um comichão e quero comprar tudo, fico triste porque não posso, mas é dor que dá e passa.

E vocês, como enxergam essa dança das tendências? Querem experimentar alguma?

Back do 50’s!

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Se tem uma coisa que eu acho bacana nesse momento da moda que vivemos hoje, é a mistura de influências. Há um ano a gente achava o máximo tudo que fosse 80’s e 90’s, e de uns tempos pra cá essa moda foi morrendo e dando lugar a modelos mais menininha, com golinhas e saias rodadas. A tendência dos anos 20 volta e se choca com todo um American Way Of Life dos anos 50, e ainda dá pra se entregar aos modelinhos sessentinha que vemos o tempo todo nos festivais de música gringos (Coachella tá aí e não nos deixa mentir). Isso tudo é muito bacana, ajuda a gente a viver nossa individualidade sem muitas amarras fashionistas.

Não é de hoje que eu tenho visto que o estilo cinquentinha (adeus, trema!) está de volta, e não é só nas roupas. Repararam como está na moda cuidar da casa? Olha quanto blog de decoração por aí! E blog de culinária! Essa coisa de querer cuidar do seu cantinho, esse romantismo de querer casar e se dedicar à família tinha saído de moda (mulher moderna era aquela que trabalhava fora, certo?) e agora eu tenho ouvido – e visto! – muitas mulheres que querem estar mais tempo em casa, que conseguem unir o trabalho à criação dos filhos, que abrem negócios que permitam um horário flexível ou que conseguem negociar períodos de home office nos lugares que trabalham. Esses não são valores que nos remetem aos anos 50?

Nesse meu período sem trabalho fixo eu descobri como gosto de cozinhar – e como me chateio quando dá errado! Como gosto de mimar o namorado, fazendo uma sobremesa diferente ou caprichando no seu prato preferido. Também gosto de comprar coisinhas para a casa, de encher garrafinhas com flores, essas coisas. E acho que isso não faz de mim submissa, ou menos feminista. Simplesmente é algo que eu gosto de fazer.

Dia desses parei para pensar nisso e dei de cara com as fotos do lookbook de uma loja multimarcas chamada Americana Manhasset. A loja vende peças luxuosíssimas e fez um lookbook lindo e super cinquentinha. As fotos são bem coloridas e transportam a gente para aquela época num instante! Dá vontade de pegar o De Lorean e correr pra lá (mas a vontade passa rápido, pq olha, as mulheres não tinham as opções que eu tenho hoje…)

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Vestido Max Mara

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Vestido Chanel

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Vestido J. Mendel

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Vestido Dior

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Conjunto Saint John

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Vestido Alice + Olivia

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Blazer e bermuda Thom Browne

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Gucci

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Vestido Prada

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Looks Salvatore Ferragamo

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Vocês também tem notado essa mudança de comportamento? Alguém aí se assume mulherzinha mesmo?

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Beijos

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P.S.: A loja também fez um vídeo muito bacana para divulgar a coleção! Olha aqui que lindo! Você também pode ver o lookbook completo aqui.

As tendências d’O Artista

Quem me acompanha pelo twitter (vem!) sabe que eu mal comentei os looks do tapete vermelho do Oscar. Comentei pouco por duas razões a) tem muita gente que faz isso melhor que eu; b) o namorado tava preferindo ver o Fantástico. Mesmo assim deu pra dar uma espiadinha e curtir a capa do Batman que a Gwyneth Paltrow vestiu e todo o look Las Vegas pirigético de J.Lo. Afinal, Oscar é pra ousar, né? Então pronto.

Daí que a grande estrela da noite não foi o filme O Artista, produção parte francesa, com atores franceses sobre a old Hollywood, dos anos 20/30. Enquanto metade de Paris grita chuuuuupa!, eu peço licença para comentar. Não o filme, que achei bacana e, de certa forma, inovador no que diz respeito à linguagem (mas um pouco chato) e sim ao figurino da personagem de Bérenice Bejo, a Peppy Muiller da história. São looks inteiros que a gente pode usar como referência – sem sair fantasiada de melindrosa, gente – desse período da história da moda. Tem muita cintura rebaixada nos vestidos, uma silhueta mais seca, meio retangular, acessórios de cabeça e FRANJAS! Vale anotar tudinho.

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Olha aí o look mais humilde da Peppy, antes de alcançar o estrelato.

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E olha de onde veio o modelo: das mãozinhas de Mark Bridges, responsável pelo figurino.

(Tem uma entrevista bem bacana com ele aqui)

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Franjas, adoro o.O

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Fiquei apaixonada pelos acessórios de cabeça

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Mas aí você pergunta: será que dá pra trazer essas referências pro dia a dia sem medo de ser apontada na rua (ou na internet)? Lógico que dá. O fato é que vários estilistas mergulharam nessa silhueta glamurosa dos anos 20 para o verão 2012-2013. A gente consegue pescar um monte de detalhes que podem atualizar e glamourizar o look – vamos olhar com carinho duas maisons em particular? (é só clicar que as imagens aumentam)

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A Ralph Lauren apresentou acessórios que todo mundo tem em casa – ou pode comprar baratinho! – colar compridão, broche com cara de antiguinho, cardigan e chapéuzinho.

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Já Gucci sambou na nossa cara com vestidos cheios de brilho, franjas e formas retangulares (repara na cintura do segundo modelo, lááá no quadril)

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Isso só reforça um pensamento que eu já acreditava: que a moda nasce na rua, nos filmes, no comportamento das pessoas, e daí vai pra passarela e pras lojas, voltando pra rua. Eu particularmente adorei esse retorno aos anos 20, mas não vou deixar de usar as peças mais sessentinhas, por exemplo. O bacana da moda é a gente misturar todas as referências de estilo e adequar ao nosso guarda roupa e à nossa realidade, né?

Tentando, sempre.

Já tem um tempinho que eu queria usar o cardigan com um nózinho na frente. Bastante tempo, na verdade. Mas sabe quando você pensa naquilo, mas não desenvolve? Então. Quando eu vi esse post da Oficina de Estilo (sempre elas!) fiquei determinada a experimentar o nó no dia a dia. Aí, né, o dia chegou:

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Você sai de casa na certeza de que ficou bom. Investe em mim acessórios, combinação de estampas e faz alockaqueinova:

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Mas aí, durante o dia, você fica meio na dúvida, né. Pq precisa ajeitar o cardigan o tempo todo.

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E aí, no final, você está perguntando pra todo mundo:

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Fiquei meio na dúvida se gostei ou não (e o moço tb não ajudou, pô). Até porque a combinação que ilustra o post lá no Oficina é um pouco mais ajeitadinha:

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Acho que menos espaço entre a blusa de baixo e o nó do cardigan são o segredo para não ficar com um barrigão, sabe? E o cintinho, nesse look, também compôs bem. Digo isso porque, no meu caso, fiquei achando que o nó aumentou um pouco o volume na minha área abdominal… leia-se pochete. Estou com uma barriga que, meu Deus. Deve ser pq mal tenho ido ao futebol e larguei a academia looong time ago. Estou com planos de voltar em novembro mas, por enquanto, sigo minha dieta à base de pastel e cerveja (nesse dia tinha ido ao Bar do Adão com o namorado, especialista em pastéis aqui no Rio).

 

E vocês, já experimentaram o nózinho?

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Saia IND. Blusinhas brancas do acervo. Cardigan Zara. Sapatilha Karamello. Bolsa do Ebay. Colares acervo e ferdy.

Quanto mais, melhor!

Eu já cantei essa pedra há tempos (alô você que também usa expressões de 1930!): depois de encher os dedinhos de anéis dos mais variados tipos, chegou a hora de voltar a nossa atenção para os pulsos. Sim, se você já teve um passado meio hippie como eu, deve ter soltado um suspiro, lembrado das pulseirinhas de tecido da feirinha, da fitinha do Bonfim, da pulseirinha do reggae (me mataaaaa!) e de todas as cordinhas escrotas que você amarrava no pulso, dava um nó cego, não tirava e deixava apodrecer (tomava banho, ia à praia, dormia, suava, e elas lá, absorvendo).

Deixe o passado no passado, amiga.

O mix de pulseiras de hoje em nada vai lembrar esse seu (nosso) passado sofrível. As pulseiras são removíveis, aleluia, irmã!  E como flexibilidade está super na moda, você pode misturar couro com pedras com prata com níquel com ouro com plástico e fazer um samba. Quem dá a dica é Leandra Medine, autora do blog The Man Repeller (o blog em si é ótimo, sobre as nossas tendências preferidas que os homens não querem ver nem a pau). Ela tem um senso fashion muito legal e eu adoro ver suas montações no Instagram. Ela sempre coloca as pulseiras (e colares) que usou, no que chama de “arm party”. Bora conferir?

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Eu já iniciei um trabalho de resgate das minhas pulseirinhas não-podres de anos atrás e vou me jogar nessa tendência!

Ah, uma coisa importante!

Notem como a Leandra enche os bracinhos de pulseiras, mas é minimalista na escolha das peças – ela pode até ousar nos cortes, mas geralmente não usa estampas;

Outra coisa: se for encher os bracinhos e o pescoço, esqueça os brincos (orelha nua é bem sexy, sabiam?). Se for impossível pra você, use só uma pedrinha bem pequena.

A essência é: escolha no máximo 2 pontos de atenção no look. Podem ser pulsos + colo (mil pulseiras e outros mil colares), colo + mãos (colares e anéis), ou rosto + pulsos… mais do que isso fica uma coisa meio estranha, podem achar que você está vendendo bijoux.

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E vocês, o que acham?

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P.S 1.: Olha que bacana! No seu último post a Leandra fala justamente sobre o tema, em especial para os homens (será que o Ricardo, um dos meus poucos leitores homens, está lendo esse post??)

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P.S.2.: Uma vez, quando eu tinha uns 16 anos, minha tia veio da Bahia para o Rio com os meus primos. Ela é muito figura e engraçada (beijo, Tia Inês!) como todas as pessoas da família da minha mãe (há um gene específico que faz com que todos sejam meio maluquinhos, mas vamos pular essa parte). Daí que estávamos almoçando no restaurante quando ela olhou pro meu braço e falou assim: mas o que é isso, Fernandinha?? Que monte de corda é essa no seu braço?? Tá parecendo o Erasmo Carlos, meu Deus!

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Antecipando as tendência, mora?

Aliás…

Eu adoro os comentários de vocês. E qual não foi a minha alegria ao ler o comentário da Fabi, lá no post sobre a camisa Equipment? Nele, ela contou sobre uma lojinha buraco quente no Saara em que era possível se encontrar um monte de camisas do tipo que queremos, um misto de tia com vó com Carine Roitfeld, quer coisa melhor?

Eu não consegui esperar nem mais um dia. Fui lá na hora do almoço.

A loja fica na Rua da Alfândega, no número 165. A fachada é cheia de biquínis, roupas de ginástica e tralhas pouco ou nada atraentes:

 

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Entrando lá dentro, mais tosqueira, mas um faro de pechincheira rapidamente te levará às camisas de tia:

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É isso aí, leitoras: elas custam R$ 12. O lugar é quente, as camisas são baratas, as pessoas são amigas. Não tem erro. Você pega o monte delas que quiser experimentar, coloca numa bacia (!!) e vai pro provador. Curti 4, uma estava manchada, fiquei na dúvida. Negociei, paguei em dinheiro e levei 3, cada uma por R$ 10.

Pechincha define:

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* YAAAAAY*

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P.S.1.: Conversando com a vendedora (falei que as pessoas eram amigas?) e me disseram que um novo lote de camisas chega na segunda, dia 31. [Tomara que tenham modelos com jabô.]

P.S2.: Ainda sobre as Equipment: tem na liqui da Sacada, people, um modelo militar lindíssimo, todo forrado. Arrematei.

P.S.3.: Equipment para o ano todo, quem curte? Hahahaha

Já ouviram falar da tal Equipment?

(extraído do blog da Garance Doré)

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Sucesso nos anos 80 e 90, a camisa Equipment foi criação de Christian Restoin, que vem a ser ninguém mais ninguém menos que o marido de Carine Roitfeld, toda-poderosa da Vogue francesa. Tá todo mundo falando dela por aí, e eu não vou ser mais uma a repetir (até pq o Fashion Gazette já fez o melhor post sobre o assunto, esse aqui. Recomendo!). Direta como eu sou, vou logo aos finalmentes: a camisa é ótima.

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 ♥ Ela é ótima para quem, como eu, trabalha em um ambiente corporativo, mas não curte camisa social – ela é larguinha, feita de seda e, por isso, naturalmente elegante e confortável!

 ♥ Ela é ótima para quem, também como eu, sofre numa cidade quente – sente a finura da peça!

 ♥ Ela é para quem, como eu gostaria de ser, gosta de um ar mais dama da sociedade com peças atemporais, sabe? Pq pode, perfeitamente, ser encontrada no armário da mamãe ou da titia.

Então é simples, colegas shopaholics: eu quero uma.

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Mas é lógico que eu não quero necessariamente uma Equipment. Eu não sou tão ligada nesse negócio de marcas (não desejo uma itbag, por exemplo, preferido 10 bolsas sem nome), então serei muito feliz se encontrar uma blusa social nos moldes da Equipment. Ela precisa:

  • Ser larguinha (pode ser um número maior que o meu);
  • Ser fininha (pode ser de seda, cetim ou mesmo um algodão fininho ou chifon);
  • Ser clara (quero creme, branca ou nude);

Sou fácil de agradar, né?

Vocês que pensam.

Rodei várias (várias!) lojinhas do Centro e nada. Madame Ms, Charming, Missiva, todas essas que vendem roupas sociais. Neguinho me olhou com aquela cara de “sua alienígena!”, de um jeito muuuito parecido com quando eu comecei a procurar saias de cintura alta há coisa de 3 anos ou 4 anos atrás.  Cintura alta, sua louca?!

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Então tô nessa busca, minha gente. Fazer o quê? Coloquei na minha cabeça que é tipo a roupa ideal pra mim. Ainda mais depois de ver a quantidade de looks bacanas que a Lucy Laucht faz com eles – aliás, vou fazer um post só sobre ela, eu estou completamente apaixonada por essa blogueira, vou mandar declaração de amor e tudo!

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P.S.: Também aceito qualquer modelo desse post da Emily, do Cupcakes and Cashmere. Jabô me encanta, gente. Vou me vestir de secretária dos anos 70 na próxima estação.

Alguém já encontrou por aí?

Tendencinha

Eu acho que tendência boa é aquela que dá uma cara nova pro que a gente já tem – e, com um pouco de atenção e criatividade, dá pra ver que a maioria das tendências é assim!

Outro dia eu falei um pouquinho sobre uma moda mais larga, mais soltinha, que investe numa graça que vem dos detalhes. Então, assim,  o shape é mais solto, menos delineado, mas a cintura é marcada, tem óculos cheio de personalidade, batom é vermelho ou rosinha, tem lacinho no cabelo, tem estampa fofa, e aí… o look que era só larguinho se torna feminino como a gente adora. Nesse mesmo clima, tenho notado que muita gente tem usado vestidos mais largos com a cintura afivelada e marcada. Isso cria aquela cinturinha de muffin  que eu falei uma vez: você puxa o tecido um pouco pra fora e cria uma cintura fofa. A princípio a gente fica com medo de parecer enorme de gorda, mas aí é que tá o pulo do gato (expressões de 1930: a gente se vê por aqui), pq gente fina, mas fina mesmo, não precisa provar o tempo todo que é magra, sabe? Pega, sei lá, uma Fernanda Lima da vida: já notou como ela volta e meia se joga num combo blusa larguinha com saia larguinha? Enquanto isso, Valeska Popozuda tá sempre no conjunto curto+justo+decotado? Pensemos.

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Tem tempo que Vanessa Rozan já cantou essa pedra

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Então é isso, gente. Sabe aquele vestidinho de viscolycra dos infernos que você não aguenta mais ver? O modelo que você herdou/arrematou no brechó mas que oi? o defunto era mais gordo? Até a blusa do namorado (parênteses pro comentário, gente, eu acho de um despojamento incrível usar a blusa que de fato é do namorado, sabe? Uma coisa meio babaca da minha cabeça, talvez até meio pervertida, filme Hollywodiano, aquela coisa de peguei a blusa dele mesmo, gente, olha como o homem é cheiroso! É tipo jogar na cara que a noite foi boa. Agora chega de comentários que eu tô me comprometendo horrores aqui e tenho uma reputação a zelar. Voltemos ao post) dá pra usar, minha gente! É tendência fácil, rápida: arremata com um cinto e se ele for maior que você melhor ainda, gata: faz aquele nozinho com a ponta pra dentro e grita É que sou FÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉIXON, meu povo!

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Eu tentei duas vezes:

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Não ouvi. Grita mais alto que vc é FÉÉÉÉÉÉÉXIOOOOOON!

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Dia 1: Minha mãe me deu esse vestido, que deve ser um tamanho G, bem larguinho. Ele bate abaixo do joelho, mas é de um paninho fino, ótimo pros dias de calor.

Vestido de origem desconhecida. Sapatilha Renner. Bolsa Pili Pili Design.

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Dia 2: Eu olho para esse dia e parece que estou indo pruma night… mas não, fui pro trabalho mesmo.

Vestido Totem. Legging Smash. Sapatilha Juicy Couture (comprada no Sapato Online). Cintinho Zipper Zipper.