Brandy no Billboard Awards

24 May

A gente tem uma mania boba de achar que cabelo escovado é o cabelo ideal para um casamento, uma formatura. Mas a verdade é que cabelo bem tratado é o par perfeito para uma roupa linda, independente da forma que ele tenha. Por isso, achei interessante criar essa seção aqui pro blog, com opções de crespos bacanas encontradas nos (muitos) red carpets gringos. São celebs cacheadas e crespas que apareceram gloriosas (essa palavra me lembra tanto o Faustão!) em eventos rycos e arrasaram. Super serve de inspiração pra gente (alô pastinha de inspirações, tem que ter!), é ou não é?

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A Brandy é uma cantora americana que não bomba muito por aqui. Eu lembro que meu irmão tinha o CD dela na época que éramos novinhos, e tinha um hit fofo The Boy is Mine, ela cantava junto com a Monica, outra cantora que não chegou a estourar por essas bandas. Eu lembro de cantar e mexer a cabecinha imitando negra americana, sabe como? E se recordar é viver, vamos aproveitar essa introdução mega e curtir o clipezinho, desenterrado diretamente de 1998?

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Amava essas trancinhas dela, mega ultra finas!

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Bom, agora que já estou me sentindo IDOSA, podemos dar prosseguimento ao post? Brandy, já sem as trancinhas, apareceu assim no Billboard Awards:

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Achei o look todo lindinho – apesar de um pouco simples – e olha as franjas aí! Lembra daquele post em que falei das referências dos anos 20 que estão voltando com tudo? Olha aí. Também me apaixonei pelo make, eu tenho um duo de sombras azuis e pensei em tirar da gaveta pra tentar algo assim. E agora, pausa pra esse cabelo! Não está maravilhoso?! Olhando assim, esse volumão todo, essa simetria, eu posso jurar pra vocês que é implante/aplique, com 90% de certeza. Mas juro também que esse cabelo é perfeitamente reproduzível pra quem costuma usar black, basta um bom creme que segure por longas horas (o Active Gloss, da Elisafer, dá conta do recado!), secar com difusor, ajeitar a divisão com um pente e sair. De repente, pra quem não tem esse mundaréu (oi?) de cabelo, um aplique daqueles tic-tac pode aumentar o volume na medida necessária.

Aliás, vocês gostariam de um post sobre penteados, apliques, etc? A gente quase não faz a Beyoncé por aqui pelo Brasil, mas de repente é uma opção, né? Tava pensando em ir numa loja dessas de cabelo no Centro e fotografar… me digam se gostam!

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Das coisas que não entendo: Coleção Serena da Valisère

21 May

Desde que nude é nude eu penso: nem todo mundo tem a cor de pele da Barbie. Nem todo mundo tem a “cor-de-pele” que a gente costuma usar quando desenha com lápis de cor, ainda mais no Brasil, em que temos uma (belíssima) gama de cores de pele que vão do branco-leite-alvíssimo, passando pelo pardo, moreno, chocolate, marrom bombom, enfim. E por isso mesmo que eu não entendo como a população negra é vista sempre, sempre mesmo, em último lugar, como se fosse uma minoria. Mesmo no Brasil, é complicado achar maquiagens no tom exato, produtos que se encaixem com essas necessidades e, quando eles são criados, conseguem ser anunciados dessa forma ridícula, como a promovida pela nova linha da Valisère.

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Do site Chic:

Na sua nova coleção Serena, a Valisère ataca duas áreas: o sustentável e as clientes de pele negra, que tanta dificuldade têm em encontrar lingeries no seu padrão de cor.

Com seis modelos diferentes, as peças são elaboradas com tecido produzido com fibras de celulose extraídos da faia, árvore de florestas renováveis que dispensa sistemas de irrigação em seu cultivo. Na cartela de cores, marinho, branco e uma nova cor arroxeada, chamada Obsession, justamente recomendada para peles morenas e negras. Apesar da foto de divulgação (acima), a promessa é que o tom não apareça sob roupas claras.

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Agora eu me pergunto: se a marca teve essa ideia tão bacana de criar um novo tom de nude voltado justamente para quem tem a pele mais escura, PRA QUÊ DIABOS usar uma modelo branca?! Porque é mais bonito? Porque é mais bacana? De verdade, alguém me dá uma luz aqui, porque eu não consigo entender. Cheguei a procurar no site da Valisère alguma explicação, mas justamente a foto polêmica não está publicada. Estranho, né?

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Um dia eu estava discutindo com um amigo meu sobre cotas, presença de negros em cargos importantes, essas coisas. E daí eu disse pra ele que achava fundamental a presença de negros na mídia, em todas as mídias. Pq se você não se reconhece na mídia, ainda mais em uma sociedade em que a imagem é fundamental, é como se você fosse menos importante. Como se, de alguma forma, você – e todos aqueles iguais a você – não merecessem um lugar ali, na luz, no destaque. Quando você liga a tv e toda negra da novela é empregada ou escrava, nunca a madame, é como se houvesse uma barreira (sem contar as novelas que sequer tem negros!). E já notaram como aqueles papéis secundários, mas relevantes em novelas (o médico da família rica, o doutor Moretti, o advogado, etc) nunca são negros? Como os CEOs das empresas não são negros? As piriguetes que todos desejam não são negras? Lógico que isso está mudando, mas a gente tem que abrir os olhos sempre.

Instaweek

19 May

A semana em fotos publicadas lá no meu instagram (@soshopaholic):

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Da esquerda para a direita:

1. Separando as peças para a produção dessa segunda-feira, para a revista Kzuka

2. O personagem desse shooting: Mr. Catra! O cara tem aquelas músicas só sobre sacanagem, mas é super simpático, tranquilo. Faz piada o tempo todo com as roupas, fala com carinho da(s) mulher(es), dos filhos. Acho que, no fim das contas, é um cara que vive do jeito que quer, sem dar muita importância à opinião alheia;

3. Achadinho na Marisa! (Não comprei não, mas não é uma graça?);

4. Almoço com cara de café da manhã: ovos mexidos, presunto, aipim cozido com manteiga e ervilhas;

5. Brigadeiro de nutella para um dia friozinho;

6. Retrato da gripe que me pegou forte na sexta-feira

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E ainda tem mais, gente! Na última sexta-feira, dia 11/05, nasceu meu 1º sobrinho, o Mattheus! Ele é todo pequeninho, cabeludo e cor de rosa. Foi a maior comoção na maternidade: 1º filho, 1ºneto, 1º sobrinho. Ele é a primeira criança na família nessa geração, e a gente vai ter que tomar muito cuidado para não mimá-lo demais (não tem coisa pior do que aquelas crianças adultinhas que tem tudo o que querem, não é mesmo?). Mas é impossível não ficar pensando nele e querendo que ele cresça logo, pelo menos um pouquinho, pra gente poder brincar com ele!

Para fechar com chave de ouro: João passou em um concurso público. Ele é dessas pessoas super determinadas e inteligentes, sabe? Estudava em casa, mesmo cansado do trabalho, fins de semana, essas coisas. Fez a prova e passou, olha que lindo! Não tenho palavras para expressar o orgulho que sinto. O João é tudo o que você espera de um homem com quem quer dividir a sua vida, e tenho certeza que esse é só o primeiro passo na carreira de sucesso que ele com certeza terá.

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Agora só falta eu melhorar dessa gripe, ô coisinha chata, meu deus!

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Congele esse momento!

16 May

Por mim o clima ficaria sempre assim, fresquinho, ora chuvoso, ora abrindo um sol preguiçoso, frio na sombra e um pouco de calor ao sol. Por mim seria sempre outono no Rio de Janeiro – mas como não é, preciso aproveitar esses dias.

Dia desses saí cedinho para uma produção, depois fotos, depois o curso à noite. No meio do dia, a camisa, fechadinha até em cima como a moda pede, começou a me sufocar. Estava em Botafogo e acabei passando na Zara, confesso. Comprei 3 blusinhas, sendo que a mais cara custou R$ 59, e é o mais puro amor no meu coração. É de moletom, que garante o quentinho nesses dias mais frios, e ainda tem uma renda, que garante a fofura que a gente ama. Usei minha nova blusa favorita em um fim de semana desses em que eu estava na maior preguiça de cozinhar, então eu e o namorado saímos para almoçar fora – inclusive conhecemos um restaurante muito bacana vegetariano/natural aqui na Tijuca!

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Blusa Zara. Saia Drops de Anis. Sandália Santa Lolla. Óculos vintage da Loucos por Óculos. Carteira Espaço Carioca.

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Serviço:

Restaurante Nave Mãe

R. Dr. Pereira dos Santos, nº 2 – Tel: 3173-8877

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Ainda dá pra se vestir de menina?

14 May

Dia desses eu estava assistindo New Girl, nova série com a atriz-fofa Zooey Deschanel, e lendo uma matéria sobre ela em uma revista. A matéria evocava justamente a característica mais forte da atriz: ser fofolinda. Isso. Estar sempre com aquele olhar pidão do Gato de Botas do Shrek, vestida com saias rodadas e lacinhos e sapatos boneca. Só que, peralá, a moça já tem 32 anos. Aí eu fiquei pensando, cá com os meus botões: será que esse tipo de look só funciona em quem é linda e tem cara de 10 anos a menos, como ela? E mesmo assim, seria um look com um prazo de validade? Fiquei encucada com o tema, até porque 90% do meu armário é composto de saias/vestidos/blusinhas fofoletes. Estaria eu me tornando uma Tidinha? Credo!

Fiquei pensando por um tempo e, dia desses, entrei na internet caçando vários looks da Zooey e de outras mulheres que, vamos combinar assim, se vestem de bonecas. Mulheres adultas, vejam bem. Mulheres na casa dos 30 anos. Selecionei uma série de looks de duas delas pra gente ver com calma e enriquecer essa discussão, que uma vez eu abordei por alto aqui.

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Zooey Deschanel é uma atriz de 32 anos que, pela minha pesquisa, sempre teve um gostinho pelo vintage. Esse gosto influenciou diretamente na criação do figurino de 500 dias com ela e New Girl (não queria comentar, mas já estou comentando, ela interpreta sempre o mesmo papel, não é isso? maluquinha-fofa-destrambelhada-apaixonante. Talvez por isso ela use suas próprias roupas nos papéis: pq está interpretando a si mesma. Fica a questão. Fim do parênteses gigante), e você sempre verá a moça com roupinhas acinturadas, saias rodadas, sapatilha, sapato boneca, etc. Geralmente não vemos muitos decotes ou acessórios, e isso nos ajuda a entender pq o look funciona. Pq mesmo ultra-feminino e às vezes infantil, não cai para o lado piriguete (vejam como a saia curtíssima da última foto à direita desequilibrou o look), nem para o lado boneca demais, dois riscos grandes nesse tipo de visual.

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Tinsley Mortimer é uma socialite de 35 anos que tem uma queda por tudo o que é curto e rodado. Ela também gosta de cor, cintura marcada e sapatos com salto e pegada retrô. No cabelón, sempre investe no babyliss e gosta de tranças e penteados mais boho. Ela fica super bem em looks “dona de casa dos anos 50″ (como esse verde), mas peca na hora de escolher os acessórios e algumas cores das peças. Pq o combo cabelão com babyliss + saia rodada+plumas + bolsinha combinando é o supra-sumo do look boneca. Aí fica meio demais. Acho que na hora de compôr esse estilo, temos que pensar em contrapôr: peças com muito frufru pedem poucos acessórios, candy colors podem ficar bacanas com sapatos mais pesados, rendas funcionam bem com cabelos presos e acessórios mais modernosos. Se o vestido é rodado, tem babados, tem fitinhas E AINDA É ROSA, acho que é melhor evitar. Eu tenho uma dificuldade em realizar esses encontros acertados, até pq sou bling bling e adoro um colar/anel/pulseiras. Mas acho que o caminho pode estar por aí.

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Minha conclusão: acho que dá pra usar esse tipo de look fofo por toda vida sim, com adaptações. À medida que ficamos mais maduras, temos que pensar em comprimentos mais comportados (não precisa ser longuete o tempo todo, gente, mas tem que dar pra sentar!), acessórios mais ricos (foge desse brinquinho de arame torcido, gata!) e tentar maneirar nos lacinhos (no arco, no cinto, na pulseira, no sapato, na bolsa – melhor escolher um lugar só). E é imporante pensar no cabelo também como um acessório (principalmente as amigas lisas que tem franja!) e ver se não está comprido demais, com aquele babyliss muito certinho, essas coisas. Acho que o caminho do meio é a boa pra gente sair do ridículo e compor looks bacanas, femininos e elegantes. Principalmente se estamos querendo ser levadas a sério no trabalho e seduzir na night, por exemplo. Nada de Tidinha!!

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E vocês, gente, o que acham desse tipo de estilo? Acham que pode ser usado em qualquer idade?

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A boa filha que à casa torna

7 May

Eu não sou a melhor das amigas ou a mais grudenta das filhas. Eu não fico ligando toda hora, aparecendo o tempo todo, e não é por gostar menos, é o #meujeitinho mesmo. Daí que semana passada meu pai me ligou dizendo que estava com saudades de mim, queria saber como eu estava e quando iria aparecer por lá. Também estava na maior saudade e não tinha me dado conta. Marcamos então um almoção bacana no fim de semana, com tudo que tem direito.

Minha mãe é mestre na cozinha. Ela é o tipo de pessoa que vai em um restaurante e come já analisando como reproduzir em casa. E não é que reproduz? Então acho que é por isso que a gente sempre comeu de tudo, pq minha mãe sempre experimentou fazer tudo. E, dessa vez, aproveitando as temperaturas mais amenas desses dias aqui no Rio (um clima entre 20 e 25ºC é o ideal no mundo pra mim), ela fez um mocotó.

Mocotó, minha gente.

Deixa eu te falar que amo comidas pesadas? Lembro que da última vez que visitei meus parentes no sul da Bahia não quis voltar. Eu adoro miúdos, buchadas, partes menos nobres, digamos assim. Então chegaria aos 100kg se morasse por lá, certamente.

Mas chega de falar de comida! O encontro em si foi ótimo. Meu irmão gêmeo, o Lucas, voltou de viagem e contou o que achou da sua 1ª visita à Europa (um dia eu ainda vou!), minha tia Alice também estava lá, então conversamos e rimos e comemos. E o meu look para um dia tão bom foi esse:

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Reparem que a foto foi tirada com o celular, por isso a qualidade baixa. Reparem também que o flash deixou uma bola na foto. Encarei como uma aura, sabe?

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Já sem aura :(

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Retoquei meu cabelo dia desses! Acho que merece até post devido a SUPER CAGADA que fiz em casa e precisei consertar no salão. Mas o saldo foi positivo! Mais detalhes a seguir!

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Detalhe do colarzinho fofo e meio navy da Accessorize.

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Saia Drops de Anis (antiiiiiga). Blusa listrada Zara. Blazer vintage comprado no Brechó do Casarão (Rua Hadock Lobo, 239. Tijuca). Mocassins Shoestock.

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Para ler ouvindo: Daughter, do Pearl Jam.

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Novidadíssimas

4 May

Nesse tempo desde que eu saí do meu antigo trabalho, vim aqui pra reclamar, ainda não tinha contado pra vocês o que tenho feito profissionalmente. Tudo aconteceu muito de repente: minha amiga Bia estava em um ponto de ônibus quando uma moça simpática passou de carro e ofereceu uma carona. Olha, eu não costumo aceitar carona, mas essa daí era divina, minha amiga olhou e achou que a boa era aceitar. Papo vai, papo vem, descobriu que a moça simpática era uma produtora de moda! E assim, Bia achou que seria uma boa oportunidade pra mim. Anotou o e-mail da produtora, falou que tinha uma amiga ótima que super leva jeito e pronto! Fomos apresentadas.

Papo vai, papo vem, descobri que eu e a produtora somos vizinhas. E como ela estava precisando de uma assistente, fui para um trabalho como experiência. Deu certo.

O nome dela é Cristina França e faz uns 2 meses que eu a tenho acompanhado em produções e sessões de fotos. Faço de tudo um pouco: pego as peças na loja, escolho acessórios, dou pitaco nos looks, pego água pra modelo, calço o sapato da atriz, carrego as sacolas de volta, separo as devoluções. É cansativo, acordo cedo, volto tarde, vou pra longe, mas sou profundamente feliz.

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Essa montagem aí mostra um pouco da produção com a Isabelle Drummond, que interpreta a Cida em Cheias de Charme. As fotos foram no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (lindo!) e as fotos saíram na Contigo! de duas semanas atrás. Chegamos a fazer outras fotos e, a medida que forem saindo, eu conto pra vocês (devo postar lá na fan page do blog, ok?).

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Além disso, entrei num curso na área de moda! Trata-se de Fashion Forecasting (pesquisa de tendências), no SENAI Cetiqt. A professora, Elis Vasconcellos, trabalha no bureau de tendências da Renata Abranchs (do blog Rio Etc, que nós amamos) e traz um zilhão de informações e referências por aula. Sério, eu saio de lá com a cabeça cheia de ideias! Se um terço sair do papel, vocês verão uma nova Fernanda esse ano, viu? haha

Mas olha, falando, sério, recomendo a todos os cursos do SENAI Cetiqt. Há uma série de cursos de extensão que duram 1 ou 2 meses, são bem específicos e podem dar um diferencial no currículo (sem falar em conhecer gente da área, né?). No site vocês conseguem ver a lista completa. Ah, e os preços são amigos!

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Acho que agora vou dar uma virada na minha vida profissional, sabe? Fazer algo que eu realmente amo. Vai dar certo! Torçam por mim!

Beijos,

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#Classicodofinde :: Scarface

2 May

Uma vez eu e João estávamos conferindo uma lista com os melhores filmes de todos os tempos e nos demos conta que tínhamos visto pouquíssimos. Com essa constatação e ajuda da internet rápida, começamos a baixar vários filmes clássicos;  assim nascia o #classicodofinde, nem sempre documentado aqui. Dessa vez, aproveitamos o feriado para ver Scarface, um clássico dirigido por Brian De Palma e estrelado por Al Pacino e Michelle Pfeiffer.

O filme conta a história de Tony Montana, um refugiado cubano que acaba virando um traficante cheio de dinheiro. Até conseguir se firmar, você vai ver muito tiro, muito sangue e muito pó. Beleza, é disso que a gente gosta.

O filme é longo, longuíssimo (ainda mais se o namorado baixar a versão sem cortes, vai por mim), mas dá pra ver como ele inaugura uma série de características que hoje já são batidas no gênero – e que devem ter tido um impacto bem maior na época, como os diálogos sujos e as mortes banais.

Al Pacino arrasa, nem parece o mesmo cara que fez o Poderoso Chefão. Tudo nele é diferente: sotaque, trejeitos. Interessate como a relação dele com a irmã é mostrada de forma sutil, até ser escancarada no final. Eu tenho uma atração particular por personagens que são levados pela narrativa, sabe? Como se não tivessem escolha. Nesse ponto, Al Pacino te leva com você. Me pergunto o que Hollywood fez dele depois de tantos clássicos, sabe? Depois de uma certa idade parece que só tem lugar pra ele em filmes policiais manjadíssimos. Uma pena.

Mas o ponto principal do filme, pra mim, foi a Elvira, personagem interpretada pela linda (do tipo que dorme em formol) Michelle Pfeiffer. Você nunca sabe ao certo o que ela sente, se é feliz, triste, e isso faz todo o sentindo se repararmos que ela cheira o filme todo. Cabelo, maquiagem e figurino (criado por Patricia Norris) refletem a frieza da personagem e  poderiam ser usados praticamente sem alterações nos dias de hoje.  Cobicei particularmente os óculos escuros no estilo gatinho.

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Cena clássica em que Elvira é apresentada a Tony (notem o vestido fluido e com fenda profunda – se fosse mais profunda, acho que Rihanna usaria hoje, né?)

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Dançando e ignorando (faço muito ambos)

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De camisa masculina por cima do biquíni, irretocável.

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Conjunto branco e óculos que eu amei.

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Decotão e paetê.

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O filme todo merece ser visto e apreciado. Saiu uma versão Blu-Ray que parece ser um ótimo investimento. Nesse site aqui tem toda uma interpretação dos figurinos, em inglês.

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Alguém aí me recomenda algum clássico para o próximo fim de semana?

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Back do 50′s!

28 Apr

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Se tem uma coisa que eu acho bacana nesse momento da moda que vivemos hoje, é a mistura de influências. Há um ano a gente achava o máximo tudo que fosse 80′s e 90′s, e de uns tempos pra cá essa moda foi morrendo e dando lugar a modelos mais menininha, com golinhas e saias rodadas. A tendência dos anos 20 volta e se choca com todo um American Way Of Life dos anos 50, e ainda dá pra se entregar aos modelinhos sessentinha que vemos o tempo todo nos festivais de música gringos (Coachella tá aí e não nos deixa mentir). Isso tudo é muito bacana, ajuda a gente a viver nossa individualidade sem muitas amarras fashionistas.

Não é de hoje que eu tenho visto que o estilo cinquentinha (adeus, trema!) está de volta, e não é só nas roupas. Repararam como está na moda cuidar da casa? Olha quanto blog de decoração por aí! E blog de culinária! Essa coisa de querer cuidar do seu cantinho, esse romantismo de querer casar e se dedicar à família tinha saído de moda (mulher moderna era aquela que trabalhava fora, certo?) e agora eu tenho ouvido – e visto! – muitas mulheres que querem estar mais tempo em casa, que conseguem unir o trabalho à criação dos filhos, que abrem negócios que permitam um horário flexível ou que conseguem negociar períodos de home office nos lugares que trabalham. Esses não são valores que nos remetem aos anos 50?

Nesse meu período sem trabalho fixo eu descobri como gosto de cozinhar – e como me chateio quando dá errado! Como gosto de mimar o namorado, fazendo uma sobremesa diferente ou caprichando no seu prato preferido. Também gosto de comprar coisinhas para a casa, de encher garrafinhas com flores, essas coisas. E acho que isso não faz de mim submissa, ou menos feminista. Simplesmente é algo que eu gosto de fazer.

Dia desses parei para pensar nisso e dei de cara com as fotos do lookbook de uma loja multimarcas chamada Americana Manhasset. A loja vende peças luxuosíssimas e fez um lookbook lindo e super cinquentinha. As fotos são bem coloridas e transportam a gente para aquela época num instante! Dá vontade de pegar o De Lorean e correr pra lá (mas a vontade passa rápido, pq olha, as mulheres não tinham as opções que eu tenho hoje…)

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Vestido Max Mara

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Vestido Chanel

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Vestido J. Mendel

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Vestido Dior

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Conjunto Saint John

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Vestido Alice + Olivia

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Blazer e bermuda Thom Browne

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Gucci

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Vestido Prada

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Looks Salvatore Ferragamo

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Vocês também tem notado essa mudança de comportamento? Alguém aí se assume mulherzinha mesmo?

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Beijos

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P.S.: A loja também fez um vídeo muito bacana para divulgar a coleção! Olha aqui que lindo! Você também pode ver o lookbook completo aqui.

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Refrescante e expectorante

17 Apr

Gostar de moda e se informar sobre o assunto constantemente pode ser uma bênção ou uma maldição, viu. Pq se você estiver sem dinheiro, vai por mim, não vai querer saber qual é a última tendencinha, o must-have do inverno ou coisa que o valha – até pq, quando você fica sabendo, nasce um bicho carpinteiro que se aloja na sua mente e pronto. Você nunca será uma pessoa completa se não tiver a peça no armário.

Ultimamente, meu bicho carpinteiro (tenho que dar um nome pra ele, pq o danado já mora comigo e nunca vai embora) cismou com duas coisas: uma botinha de cano baixo, estilo Peter Pan, sem salto e com cadarço (não confundam com um coturno, please), e uma peça na cor menta. Menta menta menta. Refrescante. Expectorante. Menta.

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Gosto assim, mais puxado pro pastel…

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Mas confesso que estou apaixonada por esse tom mais vibrante, tão próximo do turquesa!

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Na falta de dinheiro e sobra de desejo, corri atrás desse meu desejo mentolado. Se não tá dando para comprar roupas (e nem tenho visto muita coisa com essa cor por aí, viu?), resolvi investir num DIY para a minha amada casinha.

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Fui na Caçula – Pintura & Artesanato (Rua da Alfandega, 318 – Tel.: 21 2219-3820)  e comprei esses enfeitinhos de gesso, branquinhos, por uns R$ 2 cada. No mesmo local, comprei uma tinta em spray verde (Colorgin) e cruzei os dedos: já tinha tentado usar tinta spray num móvel aqui de casa e ficou uó, cheio de bolhas!

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A Thalita, blogueira fofa do Casa de Colorir, deu a dica: o segredo da tinta spray é manter a latinha na vertical, além de respeitar o período de secagem entre uma demão e outra. Assim, forrei de jornal a lateral da minha sacada e apertei o spray. Deu certo! Só precisei de 3 demãos para chegar no tom desejado (acabei não pintando a pombinha, achei tão linda branquinha mesmo…). Agora chegou a hora de decidir onde colocar os enfeitinhos.

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As pecinhas serviram de acabamento para essa faixa de tecido que já estava na parede. A faixa foi um presente made in Moçambique mandado pela minha querida amiga Cat, e é um xodó na minha sala, toda em tons de laranja e vermelho. Gostei muito pq ela quebra essas cores e equilibra o ambiente.

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A moldurinha ganhou um cantinho especial nessa parede já tão cheia de quadrinhos (adoro essa parede, gente), e a pombinha ficou branca mesmo, ali do lado, criando um cantinho fofo. A foto é super antiga e já está bem borrada, mas eu gosto tanto que achei que ela merecia um espaço de destaque: somos eu e meus irmãos praticamente fazendo um “montinho” na minha mãe, na varanda da nossa antiga casa. Meu irmão mais novo tá de fraldinha mastigando uma colher, o Lucas, meu irmão gêmeo, tá dando um abraço cruzado com gravata, e eu estou fazendo pose, segurando uma barbie, debaixo da asa da mamãe. Kodak Moment total.

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Com isso consegui calar o bichinho carpinteiro por alguns instantes. Não sei quanto tempo ele ficará calado, porém.

Aliás, preciso dar um nome para esse bicho.

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